Notas iniciais
primeiro cap, né? Ai, eu to até com saudades da vergonha que sinto quando vou postar mais um cap. Mas ta ai, espero que gostem.

Pov's Lily

Fechei a porta da sala do meu chefe, Albus Dumbledore, e fui até a mesa da minha amiga, Emmeline Vance. Eu trabalhava em um jornal de Nova Iorque e tinha acabado de editar uma matéria maravilhosa. Eu não podia estar mais feliz. Finalmente havia encontrado o homem que presenciou aquele lindo beijo na Times Square no dia em que o casal recebeu a notícia que a guerra tinha acabado. Segundo o homem, o beijo tinha sido espontâneo. Um gesto lindo de amor.

As palavras do meu chefe ficaram gravadas em minha mente "As pessoas gostam de acreditar em amor verdadeiro". Na minha opinião, o amor verdadeiro existe sim. Você só tem que esperar a pessoa certa aparecer.

-E ai, Lily? Como foi com o Dumbledore? -Emmeline, minha melhor amiga, falou. Ela era secretária do meu chefe. E eu, só editava as matérias. Nada muito importante.

-Bom, a matéria ficou ótima. Acredita que o beijo foi espontâneo? -Eu disse apoiando alguns papéis em cima de sua mesa.

-Eu não te disse? -Ela sorriu. -Mas não desconverse, Lily. Você sabe que não é disso que eu estou falando.

-Ah, Emme, eu não tomei coragem. Eu não consegui. -Resmunguei colocando as duas mãos em meu rosto.

-Mas, Lils, você não nasceu pra editar matérias. Você nasceu pra ser escritora! Você tem que lutar pelo o que gosta. -Ela colocou uma das mãos em meu braço.

-Eu não posso, não consigo falar com ele. -Olhei pra baixo.

-Então, vamos fazer um acordo. Você vai para uma pré lua-de-mel com o Amos, né? -Assenti. Amos é meu noivo. -Então lá você escreve sobre a cidade. Verona tem muitas histórias e lugares históricos. É um ótimo lugar.

-E o acordo é...?

-Você escreve e mostra para o Dumbledore. Se você fizer isso eu pago o seu almoço por um mês. -Ela sorriu daquela maneira que só ela sabe. É um misto de gatinho do Shrek e sorriso maroto. Nossa, isso me lembra aquelas bandas sertanejas.

Até que não era uma proposta tão ruim assim. Ter o almoço pago por um mês é mais que bom. Eu posso usar o dinheiro economizado para pagar o aluguel do meu apartamento. Não que eu seja pobre à ponto de não ter dinheiro para pagar o aluguel, é só que eu precisava ser independente ou meu pai me mandaria voltar.

Eu morava na França com o meu pai. Minha mãe nos deixou quando eu ainda era pequena. Nós dois nos sustentávamos. Não economicamente, emocionalmente. Meu pai nunca superou o sumiço de minha mãe.

Quando eu terminei a faculdade, falei para ele que queria morar em Nova Iorque. Porque aqui tem ótimas oportunidades de trabalho, e também é um ótimo lugar para se morar, na minha opinião. Ele ficou meio receoso no começo, mas no final deixou. Me ajudou a pagar o aluguel nos primeiros meses, até que eu arranjasse um emprego estável.

Já estou à um ano morando aqui e trabalho no Profeta Diário, um jornal muito famoso. Agora consigo me sustentar, mesmo não podendo gastar muito dinheiro.

Atualmente estou noiva de Amos Diggory. Ele trabalha em um restaurante, é um ótimo cozinheiro, para a minha sorte. Na verdade, essa nossa pré lua-de-mel é porque semana que vem o restaurante novo dele vai inaugurar e ele vai ficar meio sem tempo para viajar. Mas não tem problemas. Verona é a cidade do amor.

-Então, Lily Evans, você topa o nosso acordo? –Emmeline me estendeu a mão.

-Topo. –Apertei sua mão sorrindo.

-Ai, Lils. Eu vou sentir tanto a sua falta. –Ela me puxou para um abraço.

-Uma semana, Emme. Só uma semana e eu volto para te atazanar. –Sorri para ela.

-Boa viajem, espero que tudo dê certo. Olha, tome cuidado. Não quero ser madrinha tão cedo. –Ela riu.

-Emmeline! –Dei um leve tapa em seu braço. –E mesmo que eu ficasse grávida, não seria tão cedo assim. Já tenho quase vinte e três anos.

-A vida é sua, mi amore. Só quero que se divirta, ok? Se divirta por mim também. Se achar algum italiano interessante por lá, estou disponível. –Nós duas rimos e eu dei um abraço nela. -Te amo, ruiva. Agora vai lá. Seu loiro espera por você. –Sorri. Entrei no elevador e apertei térreo.

Parei na porta do imenso prédio em que trabalhava e fiquei esperando um táxi passar. Não é muito fácil pegar um táxi em Nova Iorque, apesar de ter uns mil rodando pela cidade.

-Por favor. –Estendi o braço pela terceira vez e então um táxi parou. – 48th ave com 51 street.

O motorista mal olhou na minha cara. Uma das piores coisas aqui em Nova Iorque é isso. Algumas pessoas não tem educação.

Ele deu partida e foi tentando andar no caótico trânsito de lá. Chegamos depois de uns quinze minutos. Paguei à ele e entrei no restaurante de Amos.

-Feche os olhos. Feche os olhos. Vamos, feche os olhos. –Ele disse assim que eu entrei na cozinha. Eu sorri e fechei os olhos. –Agora abra a boca. –Ele colocou macarrão na minha boca. E que macarrão. Mama mia!

-Hmm. Amos, está muito bom. –Eu dei um selinho nele.

-Eu sei, meu amor. Modéstia parte eu inventei uma obra prima, não acha? –Ele estava radiante. Pegava as massas nas mãos, as cheirava. Saboreava quando pegava um pedaço para experimentar... Um típico chefe.

-Está tudo uma delícia, Amos. Mas, você tem que arrumar a sua mala. –Eu apoiei as mãos no balcão e encarei ele.

-Malas? Que malas? –Ele me encarou confuso. As vezes Amos não se importa com nada além de seu trabalho.

-As malas. Nós vamos para Verona hoje à noite. –Eu disse meio frustrada por ele não se lembrar.

-Ah sim, claro. Desculpa, meu amor. Eu estou com a cabeça muito ocupada com todos os preparativos para a abertura do restaurante. –Ele me abraçou. –Vamos fazer assim, eu deixo o sub chefe aqui no meu lugar e nós vamos para meu apartamento arrumar as malas. Ok? -Assenti.

Ele chamou o sub chefe, Edgar Bones, e nós fomos no carro dele até o seu apartamento.

Amos é, como posso dizer, filhinho de papai. Seu pai sempre lhe proporcionou tudo o que era possível. Ele sempre teve tudo o que queria, era só ligar comentando com o seu pai e na manhã seguinte o que ele queria aparecia na porta do seu apartamento. Ele é muito consumista. Até mais que eu, que sou uma mulher “sozinha” em Nova Iorque.

-Acha que eu devo comprar aquele casaco que eu vi ontem no shopping? Vai que faz frio lá... –Ele disse já indo em direção ao telefone.

-Amos, não. Você tem quatro casacos. E nem faz tanto frio assim em Verona, ainda mais nessa época do ano. –Toquei sua mão e ele me encarou meio chateado.

-Mas e se...

-Shhh... –Coloquei o indicador sobre o seu lábio. –Se fizer frio a gente compra um lá, ok?

-Só você pra me fazer mudar de ideia, Lily. –Ele me deu um selinho. –Então, acabei de arrumar a mala. Vamos para o aeroporto?

Olhei no meu relógio de pulso e ele marcava dezessete horas. O nosso vôo era as dez horas. Estávamos até que atrasados.

-Vamos logo, a atendente disse para chegarmos umas quatro horas antes. –Comecei a puxar as malas para fora do apartamento dele e ele não fez nem menção de me ajudar.

-Quer ajuda? –Ele perguntou assim que coloquei as malas dentro do elevador.

-Não, obrigada. –Sorri. Não consigo ser grossa com ele. O sorriso dele é tão doce, e aqueles olhos azuis são tão hipnotizadores.

Chegamos na garagem e ele levou as malas até o carro. O trânsito estava péssimo. Imagine Nova Iorque, em uma sexta feira, no horário de hush. Pois é, estava um caos.

Chegamos no aeroporto depois de meia hora no trânsito. Amos pegou um atalho.

-Amor, é por ali. –Eu apontei a fila para despachar as malas.

Despachamos as nossas malas e ficamos esperando chamarem o nosso vôo.

-Atenção, vôo de Nova Iorque para Verona. Vôo número 3465. Repetindo, 3456.

-Vamos, é o nosso. –Eu levantei e peguei minha bagagem de mão.

Mostramos nossas passagens e fomos sentar em nossas cadeiras. O pai de Amos fez questão que ficássemos na primeira classe. Segundo ele, éramos bons de mais para se misturar com a gentinha. Eu não concordo nada com ele, mas Amos me convenceu à vir, falando para ignorar o comentário mesquinho de seu pai.

-Verona, ai vamos nós. –Ele disse animado enquanto se esticava na cadeira pronto para dormir.

Peguei meu caderno que usava para escrever sobre diversas coisas e posicionei sobre meu colo. Se eu estava pronta para cumprir o acordo com Emmeline? Não mesmo. Se eu ia tentar? Mas é claro que sim. Lily Evans nunca desiste de alguma coisa sem tentar.

Notas finais
eai? Mereço avadas? Crucios? Flores? Reviews gigantes? Review pequenos?
Ps: AMOS BABACA
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.