Let's let this go together.
3 Capítulo 2 - Minha irmã não é tapada. - Elsa deixara escapar um leve questionamento
Notas iniciais
Jack ainda observava Elsa, que via a multidão reunida na frente do castelo, esperando pela abertura dos portões para assistirem a coroação. E isso ia contra todos os ensinamentos de seus falecidos pais. Não deixar eles entrar, não deixar eles verem. A garota estava completamente agoniada, pensando no pior, sabendo que algo poderia dar errado a qualquer instante e mesmo assim esperava que tudo aquilo passasse o mais rápido possível, para que ela pudesse voltar para seu quarto, voltar para seu cantinho e deixar as questões políticas nas mãos de quem sabia o que estava fazendo. E Jack estava quase que completamente de acordo em algumas coisas. Deixar as responsabilidades de lado enquanto algum inútil toma conta? Parecia simplesmente genial para o garoto.
Digamos que o espírito do inverno não era o que muitos chamam de exemplo. Afinal, ele era apenas um garoto, um garoto na casa dos 20 anos que só pensa em diversão, não muito diferente dos que podem ser vistos normalmente. Apenas um garoto.
Pode-se dizer que Elsa naquele momento estava muito mais preocupada e nervosa com sua coroação do que com as vozes que ela ouvia normalmente. Sua concentração não saia do ato de não congelar nada, ou pelo menos tentar não congelar nada. Na sua cabeça ela achava que não tinha tempo nem motivo para ignorar seus "próprios" pensamentos. Para ela, talvez ignorar os próprios pensamentos não iria ser a melhor ideia, afinal, fazia isso a tempos e não adiantava de nada.
–O que vai acontecer comigo se descobrirem? E se descontarem na Anna?- Perguntou Elsa a si mesma e como sempre, pensando no bem estar da irmã mais nova. Ela estava bem nervosa e tinha motivos para isso. 3 anos sem ver ninguém e mais de seis sem ver alguém que não fosse seus pais já era razão suficientemente para um pequeno surto nervoso. E digamos que a ela não sabia mais lidar com alguém, seja com uma multidão de seu próprio povo ou uma só pessoa. E o pior é que ela não sabia como iria lidar com tudo aquilo, não sabia que catástrofe poderia vir a acontecer e nem como resolve-la. E enquanto Elsa devaneava em seus pensamentos, Jack respondia suas perguntas, sem se importar se ela iria ouvir ou não, afinal a certeza de que ela tinha ouvido seu último deboche já era o bastante para deixa-lo feliz por semanas.
–Nada vai acontecer com você e muito menos com a tapada da sua irmã. O máximo vai ser um medinho de leve. -Respondeu Jack com seu rotineiro tom de voz despreocupado. Estava calmo e era dono de uma quase certeza de que tudo iria dar certo no final.
–Minha irmã não é tapada. — Elsa deixara escapar um leve questionamento, quando o que ela achava ser sua própria mente lhe pregando uma peça a responde. — Maravilha. Agora estou falando comigo mesma. — E com um suspiro, ela não deixa nada responde-la. Em vez disso, ela dá o que pode ser seu último adeus a seu quarto, a sua zona de conforto e abre bruscamente as portas, mandando os guardas abrirem os portões.
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Jack Frost estava mais radiante do que jamais esteve antes. Ser realmente ouvido e respondido no mesmo dia? Impossivelmente incrível. E agora, Elsa estava na igreja, sendo coroada, segurando os dois objetos que já começariam a congelar e essa era a última coisa que Jack pensaria em desejar, então, o garoto pois-se ao lado de Elsa, sussurrando em sua orelha frases encorajadoras, como "vai ficar tudo bem" e "você é forte, você consegue". Essas frases foram as frases que fizeram com que nada desse muito errado. Fizeram com que a garota voltasse a acreditar em si mesma. E Jack sabia que isso aconteceria, sabia que ela o ouvia. Então, com um sorriso de orelha a orelha, Jack deixou a igreja, indo resolver seus próprios problemas.
E foram aquelas palavras, aquelas frases encorajadoras da estranha voz masculina que fizeram Elsa suportar toda aquela pressão de não poder fazer um movimento brusco, de não poder respirar em falso. E ela aguentou todas aquela pressão de queixo erguido, com a pose tão soberana quanto a de seu pai.
Os problemas de Jack Frost? Consistiam em tentar fazer com quer as crianças realmente acreditassem nele. O que era uma tarefa extremamente difícil, já que elas eram teimosas e cegas.
Porém Jack não conseguia pensar em nenhuma dessas constantes frustrações. Séculos haviam se passado e ninguém tinha ouvido sequer uma resposta! E o melhor de tudo, tinha sido a resposta de sua "criança" preferida.
–Realmente... Pensando bem, ela não é mais uma criança. Muito pelo contrário, é uma moça muito bonita...- Jack pensou alto enquanto fazia uma leve nevasca no Alasca para que algumas crianças não tivessem que fazer seus afazeres devido a neve alta. Ser ouvido por qualquer outra pessoa já não importava, agora a única coisa que Jack queria era ser ouvido mais e mais por Elsa. O problema era o seguinte, Jack ainda não sabia disso. Apenas seu subconsciente. Seu subconsciente além de desejar ao máximo ser ouvido, queria ainda mais. Queria ser visto.
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Elsa fugia apressada, com medo da reação de todos os presentes no seu baile de coroação. E como já sabia, apenas um movimento em falso acabou com toda a encenação. Tudo culpa de uma notícia mal dada. A rainha não conseguia acreditar no que tinha acontecido, no que tinha deixado acontecer.
Enquanto Elsa olhava para o horizonte atrás de si, vendo a incrível distancia que havia percorrido até aquela montanha completamente congelada, Jack sentia mais uma vez aquele estranho impulso, aquela estranha força o puxar e mais uma vez, ele cedeu.
Então, quase que do nada, Elsa vê algo cair bruscamente a sua frente, ela se assusta e se afasta, era coisa demais para um só dia... A garota estava assustada e nervosa. Não queria deixar ninguém machucado, mas sua curiosidade gritou mais alto que todos esses sentimentos negativos e se aproximou do buraco na neve feito pelo o que caiu. Foi quando ela avistou pela primeira vez Jack Frost e no fundo ela sabia exatamente quem era, porém, negou novamente. A semelhança era idiota. Qualquer um poderia nascer com cabelos claros em seus país, era algo comum... mas talvez não tão branco... A rainha balançou a cabeça negativamente, não queria machucar mais ninguém, então correu o mais rápido possível, se isolando cada vez mais.
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