Let's Play Doctor
1 Capítulo único.
Notas iniciais
Boa leitura.
Aquele calor estava absurdo. Parecia que ele nunca tinha suado tanto em sua vida como aquele dia. Eram apenas 3 horas da tarde e o sol não estava a perdoar ninguém, se alguém os visse lá agora, bateria palmas pela bravura que aqueles dois homens tinham em estar treinando naquele horário e naquele sol.
Contudo, eles mal se importavam com o calor, pensavam apenas em fortalecer ainda mais seus punhos, ganhar velocidade em batalha e socar e socar cada vez mais. Era divertido pra eles, afinal, eram cavaleiros que deveriam estar cada dia mais preparados para lutarem contra as forças do mal, enfrentar os piores tipos de perigos para protegerem aquela menininha de cabelos lilases, tão pequena mais tão poderosa, aquela que um dia iria se tornar a Deusa Athena, seu nome era Sasha.
Mas por enquanto ainda era uma menina ingênua e por sinal muito alegre, quando chegara ao santuário, estava toda assustada, seu futuro era incerto e sentia falta dos seus amigos que infelizmente tivera que abandonar naquele orfanato. Mas aquela tristeza logo foi embora, quando conheceu Kardia...
Na visão de Sasha, ele era alto, tinha cabelos compridos da cor azul, um pouco que rebeldes na opinião dela, os olhos eram da mesma cor que o cabelo e seu corpo era todinho definido por causa do árduo treinamento. Era um rapaz que vestia uma das 12 armaduras de ouro, as mais fortes entre todas. Ele era o guardião da oitava casa do zodíaco, a casa de Escorpião. Ele era, para ela, um bravo guerreiro que não temia a morte e sempre carregava aquele sorriso enorme no rosto apesar de ter um sério problema de saúde que poderia matá-lo a qualquer momento. Sempre preocupava com ele, afinal, ele era seu amigo, o homem que a fez sorrir quando ninguém tinha conseguido. O considerava como seu irmão mais velho, e sempre ficava atenta quando ele tivesse com a sua famosa febre. Não podia fazer muito a respeito, mas faria o que pudesse para ajuda-lo, como por exemplo, correr até a casa de aquário e gritar pela ajuda do guardião dela. Ele era o único que poderia dar um jeito na terrível febre de Kardia.
Mas, infelizmente, ele estava ausente no momento, tinha partido em uma missão que o grande mestre lhe dera e a pequena não sabia quando ele voltaria, por isso, assistia aqueles dois bobões treinando naquele sol infernal de verão, desejando que nenhum deles estivessem ali. Francamente, Kardia nunca dava bolas pras advertências dela e do cavaleiro que mais preocupava com a sua saúde.
A futura Deusa estava sentada na sombra de uma árvore olhando atentamente cada golpe que Kardia desferia em Manigold, os dois estavam em uma agitação só.
-Você continua uma lesma Manigold, vai continuar tomando muita surra ainda de mim!
Kardia falava confiante, sua velocidade era uma das melhores entre todos os cavaleiros de ouro. Ele tinha um sorriso maléfico no rosto, e continuava a tentar acerta-lo. Adorava uma boa luta, ainda mais com o cavaleiro de câncer que em sua opinião era o melhor companheiro de treino, ambos eram parecidos, eram rebeldes e insanos até de mais.
-Vai com calma aí escorpiãozinho, já faz quase 2 horas que estamos aqui, não quero machucar mais você. –Brincou o cavaleiro dos cabelos azuis escuros e arrepiados.
Ambos estavam quase exaustos e suas roupas de treino estavam encharcadas de suor. Mas eles adoravam tudo aquilo.
-Você vai ver quem é que vai sair machucado aqui seu projeto de caranguejo.
Eles treinaram por mais uma hora sem parar, até que Kardia e Manigold se sentiram realmente mal e decidiram parar por ali. Sasha que estava sentada na árvore, foi ao encontro deles.
-Eaí Sasha gostou de ver a surra que dei no Manigold ?
O cavaleiro de câncer o olhou com uma cara de ‘’que mentira’’. Sasha riu ao ver a cara de indignação do italiano.
Eles logo começaram a subir as escadas do santuário jogando conversa fora, enquanto Sasha prestava atenção e ria das palhaçadas que aqueles dois faziam.
-E então caranguejo, vai estar onde amanhã ? fiquei sabendo que irá partir em uma missão...
-Nah, é uma missãozinha de rotina mesmo, nada que envolva lutas sérias, será uma chatice já estou vendo. – O italiano coça a cabeça olhando para o céu que agora estava alaranjado. – Pelo menos eu tenho o peixinho ao meu lado para me divertir... –ele da uma risadinha baixa ao lembrar-se do seu companheiro de missões, Albafica de Peixes.
Quando Manigold falava de Albafica, era impossível Kardia não se lembrar de Dégel. Assim como o italiano era parecido com o grego por serem violentos, afobados e extrovertidos, O cavaleiro de Aquário e o cavaleiro de Peixes também eram parecidos por serem calmos discretos e mais responsáveis que seus parceiros.
Kardia ao lembrar-se do quando gostava de importunar Dégel não pode evitar deixar um sorriso escapar, por mais diferentes que eram um do outro, isso não impedia de serem melhores amigos, sempre fazendo missões juntos, sempre rindo juntos, o escorpiano sempre levando aquela bronca do francês, o francês sempre tomando conta do escorpiano...
-Pensando no cubo de gelo, Kardia ? — Manigold deu um sorrisinho para provocar o grego.
Ele sempre adorava provocar Kardia, independente do que fosse ainda mais quando o italiano conhecia um dos pontos fracos do escorpião, que era o seu parceiro.
Kardia saiu de seus pensamentos e olhou um tanto quanto surpreso para ele.
-M-MALDITO, DO QUE VOCÊ ESTÁ FALANDO?
O italiano quase caiu no chão de tanto rir, ele nunca tinha visto Kardia tão assustado quanto agora.
-AHAHAHAHA VOCÊ É MESMO UM BARATO... -disse o italiano ainda rindo e colocando as mãos atrás da cabeça.
Kardia fez um beicinho irritado, mas logo fez o feitiço voltar contra o feiticeiro.
-Ué caranguejo, quer falar de mim, mas nem se deu o trabalho de ir pescar seu peixinho dourado ainda. –Kardia falava com outro sorriso provocador, colocando uma das mãos na cintura e olhando sua unha que agora estava vermelha e comprida.
Manigold começou a retrucar um tanto quanto sem graça, começando uma onda de provocações entre eles.
Sasha não estava entendendo nada, gostaria de perguntá-los algo mas ela já sabia que nenhum deles responderia pois já tiveram discussões semelhantes e eles apenas ficavam sem graça e falavam que não era nada de mais. A pobre menina ainda era muito ingênua.
A garotinha agradeceu quando notou que eles já estavam na entrada da casa de câncer e que não ouviria mais aqueles dois discutindo algo que ela não entendia. Ela puxou um Kardia briguento para continuar a subir as escadas enquanto despedia-se de Manigold.
Os dois estavam subindo em silêncio até que Kardia deixou algo escapar...
-Maldito Dégel... Sai por aí em alguma missão sem avisar nada... –ele caminhava olhando para o chão com um beicinho e as mãos atrás da cabeça.
Realmente Dégel não tinha avisado para onde iria, apenas falou correndo para Kardia que o grande mestre dessa vez o enviou em uma missão sozinho e que deveria ser realizada o mais rápido possível. Ele odiava mistérios e ficava preocupado com o aquariano. Sabia que Dégel não poderia desobedecer a ordens que fossem urgentes, mas mesmo assim não aceitava ficar sem uma explicação.
-Não se preocupe Kardia...ele está bem pois é muito forte e vai voltar logo pra ficar com a gente. –Sasha sorria despreocupada tentando passar sua confiança ao escorpião.
Eles continuaram subindo o santuário e parecia que nunca chegavam à casa de escorpião, estavam cansados e com muito calor, principalmente Kardia que agora suava ainda mais e seu corpo pesava. Realmente aquele dia foi muito cansativo e longo, não via a hora de encontrar sua cama para desabar.
Sasha que antes observava o casal de pombos voando para longe voltou sua atenção para o caminho a sua frente. Ficou animada ao ver que finalmente estavam na entrada da casa que Kardia guardava. Ela olhou para o grego que estava com uma aparência péssima, o calor que fazia no santuário ainda era forte apesar de o sol já estar se pondo.
-Você... Está bem ? — A menina o fitava curiosa, estava começando a se preocupar com o que poderia acontecer, ainda mais com o problema de saúde dele. Tinha medo de que ele desmaiasse e começasse a sua febre. Ela era incapaz de ajudar e o único capaz disso ela não sabia quando iria voltar.
-Sim... É claro que sim Sasha, eu só estou cansado... — O grego respondeu colocando a mão na testa e retirando as gotas de suor. Logo entraram na parte habitável da casa.
Sasha correu para o sofá e pegou um pequeno livro que Dégel tinha dado a ela de presente para ler, era uma história infantil, e felizmente a pequena Deusa adorava ler, pegava aquele livro para ler quando estava sozinha ou quando Kardia estava ocupado fazendo outra coisa.
O escorpião estava cada vez pior. Entrou no banheiro, sua vista estava embaçada, seus olhos estavam quase se fechando sozinhos e sentia um calor desesperador. Pronto... O que não devia acontecer em um momento desses aconteceu... Estava com febre.
Ele despiu-se rapidamente largando suas roupas no chão do banheiro e entrou no chuveiro, ligando-o. A água fria acalmou seus pensamentos e relaxou o corpo quente do grego. Não se preocupava muito com a sua febre ou seus efeitos negativos, na verdade Kardia não era de se preocupar consigo mesmo, era relaxado de mais, mas gostava muito de Sasha e não queria ver a menina preocupada ou desesperada por causa dele. E nem o aquariano...
Odiava ver aquela cara de desespero de Dégel quando ele estava doente, não que aquilo também não fosse divertido para Kardia, pois aquela preocupação do aquariano para consigo era engraçado, pois quebrava totalmente a imagem do ser frio e reservado que ele tinha.
Lembrou-se das vezes que desmaiara em qualquer lugar por aí e acordava com a voz do francês gritando assustado seu nome, com a mão no seu peito concentrando seu cosmo gelado ali para curar a febre de Kardia, ou então quando ele estava inconsciente em sua cama e foi acordando lentamente sentindo o aquariano segurando firme uma de suas mãos e o olhando com uma expressão de alívio ao ver o escorpião já acordado.
O grego sorria enquanto deixava a água cair sobre seu belo corpo musculoso, mas seus pensamentos logo se foram quando novamente sentiu-se mal. Ele fechou a torneira do chuveiro e começou a se secar. Abriu a porta de um armarinho e retirou uma calça branca confortável e vestiu, ficando apenas sem camisa e com o cabelo molhado.
Ele abriu a porta e viu a menina com os olhos fixos no livrinho em cima do sofá. Sasha levantou sua cabeça e quando viu que Kardia tinha terminado seu banho foi em direção a ele.
-Como se sente Kardia? melhorou seu cansaço? — A garota perguntava enquanto acompanhava com os olhos o escorpião que se sentava na sua cama com os olhos fechados.
-Eu...estou mais ou menos Sasha... Na verdade só preciso dormir um pouco. –Kardia falou tentando parecer despreocupado e calmo, deu um sorriso cansado e deitou-se na cama fechando os olhos.
Sasha estava muito preocupada com o grego, não sabia o que fazer naquela situação... Ela então resolveu pedir ajuda. Mas para quem? Dégel não havia chegado ainda e ele era o único que poderia ajudar Kardia com toda eficiência. A pequena deusa visto que Kardia tinha pegado no sono saiu da casa de escorpião, ela olhou para o céu estrelado e pensou em algo que pudesse ajudar por um tempo Kardia, de repente a pequena deusa teve uma ideia que poderia resolver, ela então rapidamente desceu todo o santuário, teve sorte da maioria dos cavaleiros estarem em missão. Chegando a vila próxima ao santuário, entrou em um bar que ela conhecia muito bem, já fora lá varias vezes com o grego.
-Senhorita Carbella me ajude! Você está aí??
Um dos homens que bebia uma caneca de cerveja em uma das mesas olhou para a garota e contou-lhe que a moça havia saído faz uma meia hora e que o bar tinha ficado por responsabilidade dele.
Sasha entrou em pânico. Saiu do bar e tentou pensar em várias maneiras de tentar ajudar o seu amigo mais velho, mas nada veio à mente. A menina não se conteve e caiu ajoelhada no chão a chorar com desespero. Sentia-se uma inútil, era uma deusa, mas do que adiantaria se não conseguiria ajudar nem mesmo um amigo? Ela continuava seu choro desesperado quando sentiu uma mão na sua pequena cabeça. Ela assustada olhou rapidamente para o dono dela, e um imenso alívio surgiu em seu coração. Era fácil reconhecer aqueles cabelos lisos esverdeados e aquela expressão gélida nos olhos violetas. Era sem duvidas Dégel de Aquário.
Ele estava com a sua armadura e carregava a caixa dela nas costas, estava cheio de manchas roxas no rosto e alguns curativos em cima de cortes. Provavelmente tinha entrado em um combate e saíra vitorioso.
O homem se ajoelhou ficando na altura da garota que agora estava de pé, secou-lhe as lágrimas e com aquele olhar que agora estava doce e sereno perguntou-lhe:
-Sasha, o que faz aqui sozinha, à noite, e ainda por cima chorando¿ Onde está o Kardia? não vai me dizer que ele te deixou aqui e saiu por aí?
A garota tentava se acalmar em meio aos prantos, ela balançou a cabeça negativamente e olhou fundo nos olhos do francês.
-Dégel, você chegou... Ajude-me... Ajude o Kardia, eu não quero que ele morra, ele está com febre...
O aquariano arregalou os olhos em espanto, não esperava que Kardia tivesse em uma situação de emergência e ele ainda estava calmo voltando de sua missão, sem nenhuma preocupação. Ele não respondeu a Sasha, apenas a pegou no colo e correu o mais rápido que pode.
-Droga, droga, droga!!! Eu devia ter voltado mais cedo... Aquele irresponsável... Se acontecer algo grave com ele eu jamais vou me perdoar!
Dégel se culpava mentalmente enquanto corria desnorteado com a garotinha no colo, que também estava preocupada com o grego. Eles subiram o santuário o mais rápido que puderam e ao chegar à frente da casa de escorpião Dégel colocou Sasha no chão.
-Escute Sasha, vou precisar cuidar dele agora, acho que outra pessoa no mesmo quarto só vai aumentar meus nervos, eu como seu cavaleiro, peço humildemente para que me espere do lado de fora...
Dégel curvou se para a garota e esperou impacientemente para que ela entendesse seus pensamentos, estava nervoso, dificilmente ficava, mas não quando o assunto era o escorpião e seu ‘’pequeno’’ problema de febre. Sasha apenas assentiu com a cabeça e foi se sentar na entrada da casa de Kardia.
O aquariano se dirigiu com desespero ao quarto do grego, ao abrir a porta sentiu uma temperatura absurdamente quente tomar conta do lugar. Ao reparar rapidamente, viu seu melhor amigo deitado em sua cama.
Kardia tinha os olhos fechados e apertados, gemia de dor e apertava o lençol, seu corpo estava totalmente molhado de suor, sua franja grudava em sua testa e ele respirava com total dificuldade. O francês nunca vira o escorpião tão ruim quanto ele estava agora.
Ele correu até a cama e sentou-se levantando o busto do grego, fazendo com que ele ficasse com a nuca apoiada em seu braço. Dégel concentrou seu cosmo gelado em sua mão direita e rapidamente colocou em cima do coração do escorpião.
-Kardia, Kardia me escute!! Por favor, reaja Kardia, não me assuste seu idiota...
O aquariano tremia, estava em pânico e não passava nada em sua mente. Ver o grego correndo risco de vida por causa de sua temperatura era horrível para ele, ainda mais sabendo que era sua culpa por ter deixado-o sozinho por vários dias.
Dégel continuava a tentar esfriar o corpo do amigo, aumentando cada vez mais o cosmo gelado. A temperatura do quarto foi diminuindo, mas Kardia ainda não reagia, ainda estava quente, porém não gemia mais de dor, apenas tinha a respiração ofegante.
-Kardia, me desculpe, eu fui um irresponsável e agora você está nessa situação por minha causa, mas você precisa reagir, abra os olhos e fale comigo, por favor, não me deixe sozinho, você sabe que eu só tenho forças e consigo me manter de pé vivendo por causa de sua companhia, por causa de você...
O francês sentiu uma lágrima escorrer de um de seus olhos, queria chorar até não poder mais, mas precisava reanimar o grego. Ele deitou o corpo do amigo novamente na cama, ainda com a mão direita em cima do peito dele, se concentrou o máximo que pode para esfriar ainda mais o seu cosmo. Ele não desistiria, nunca deixaria a pessoa mais importante de sua vida morrer, ele estava certo que iria conseguir acordar Kardia.
Felizmente depois de alguns minutos o estado do escorpião estava melhor, sua respiração se acalmou e sua temperatura corporal foi baixando. Dégel sentiu um grande alívio por dentro, agora Kardia estava dormindo tranquilamente apesar de sua temperatura ainda não estar 100% normal e ele estar fraco.
O protetor da casa de aquário que agora estava sentado na beira da cama retirou sua mão do peito do escorpião e ficou a observa-lo dormir. Estava certo de que Kardia iria se recuperar lentamente e não sairia do seu lado por nada. Dégel sorriu por felicidade e alívio de ver seu amigo dormindo tranquilamente, adorava observar Kardia, pois o grego lhe passava confiança tranquilidade e felicidade, além de ficar admirado com a sua beleza. Sim, ele achava-o muito bonito, algumas vezes ficava até sem graça de olhar para ele.
Dégel quando notou que estava acariciando o rosto do seu amigo, corou de leve, sentia um frio na barriga ao olhar para Kardia, ainda mais que o grego estava sem blusa e apenas de calças. Francamente, aquilo era uma tentação, pensou o francês.
O aquariano ainda acariciava-lhe o rosto, sentindo aquela pele que agora, graças a ele estava em sua temperatura normal, morna e agradável. O cosmo de Kardia para Dégel era aconchegante, era quente e tentador, era gostoso senti-lo, pois lhe dava uma sensação de conforto e uma vontade de nunca mais sair de perto dele. Dégel saiu de seus pensamentos quando sentiu o grego se remexendo um pouco na cama e murmurando algumas palavras que ele não entendeu. Logo em seguida Kardia relaxou e um pequeno sorriso brotou de seus lábios.
-Hmmmf... Dé... gel...Dégel...
O aquariano se assustou e arregalou os olhos ficando com o rosto ruborizado. Mas o que diabos Kardia estava falando? Estaria ele delirando por causa da febre? Ele disse seu nome duas vezes e ainda estava sorrindo. Aquilo era... Irresistível. Dégel curvou seu corpo, ficando bem perto da face do moreno.
-Eu estou aqui... Kardia... –Falou o francês suavemente, quase em um sussurro.
Dégel que agora estava com as duas mãos no rosto do amigo, e ainda bem perto de sua face, sentiu Kardia passar seu braço direito em volta do pescoço dele.
O Grego abriu os olhos cautelosamente e viu um certo francês bem perto de seu rosto, sorrindo daquele jeito calmo que ele tinha, o encarando no fundo dos olhos.
-Você me assustou de novo seu idiota...
-Então você chegou bem a tempo não é seu nerd¿ Pensei que não viria...
-Não duvide de mim Kardia... Eu sempre vou estar aqui por você...
Kardia ouvindo as palavras do amigo deu um sorriso sincero e doce, o que fez Dégel corar um pouco, e sabia que o escorpião tinha visto, pois seus rostos estavam bem próximos.
-Deixe-me te agradecer então Dégel...
O Aquariano não entendeu de principio, só sentiu a mão do grego empurrando sua cabeça mais para baixo o que fez com que seus lábios fossem de encontro com os de Kardia. Dégel se assustou e sentiu seu rosto inteiro pegar fogo. A sensação ao sentir a língua do amigo entrar em sua boca era indescritível. Ele logo fechou seus olhos e correspondeu ao beijo, entrelaçando sua língua com a dele, beijando com paixão, doçura e amor, eles queriam que aquele momento nunca acabasse, mas pela falta de ar acabaram se separando.
Kardia então empurrou o francês para que ele se deitasse na cama ao seu lado, o abraçando e dando aquele seu sorriso animado para o amigo que ainda estava em choque e todo vermelho.
-Espero que isso tenha pagado meu ‘’plano de saúde’’ Doutor Dégel.
O aquariano riu com o comentário bobo de Kardia e sorriu para ele, entrando na bricandeira.
-Não querendo ser malvado, mas espero que você tenha mais dessas suas febres, assim em breve posso esfriar seu corpo usando o meu... Meu querido paciente Kardia...
-E a sua ‘’assistente’’, a Sasha, onde ela está?
-Nos esperando la fora...vamos encontrar com ela? deve estar preocupada...
-Claro... e Dégel...
-Sim?
-Sabe, acho que vou convidar o Manigold para treinar amanhã no mesmo horário. – Ele sorriu malicioso, Fazendo o francês rir baixinho, e logo o puxou pela mão saindo do quarto.
FIM :D
Notas finais
beijos :*
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