Let's Hunt The Mandroid
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– Vocês não irão passar! – Falou o andróide seriamente apontando a arma para o grupo parado próximo à entrada da cidade.
Algumas luzes se acenderam e rostos começaram a aparecer nas janelas. Eles estavam chamando atenção e isso podia não ser bom.
– O que diabos é isso? – Perguntou Sam com medo da resposta.
– É um mandroid. Metade humano, metade robô. – Respondeu Dean como se já estivesse familiarizado com esse tipo de “tecnologia”.
– Sim, mas o que um andróide está fazendo aqui em pleno século... Em que século estamos?
– Doutor...
– Isso não importa – O Doutor falou sério, sem desviar o olhar do andróide – Ele deveria estar protegendo a cidade, eu entendo, mas contra nós? Estávamos aqui antes.
– Vocês já vieram aqui? – Dean não estava gostando do rumo daquela aventura.
– Sim. Ele queria vingança de um doutor que vivia por aqui. Quando o Doutor morreu, ele se tornou xerife da cidade e começou a protegê-la. Mercy deveria estar em boas mãos.
O andróide permanecia parado com a arma apontada para o grupo.
– Ok, vamos voltar. – O Doutor bateu as mãos e virou-se – Venham. Ele não vai nos deixar passar.
Dean, Sam, Amy e Rory se entreolharam. Todos acharam que o Doutor não estava falando sério até se aproximar da TARDIS.
– Não fiquem aí parados, vamos logo!
Todos os quatro começaram a andar de volta para a nave. O andróide deu de costas e começou a voltar para dentro da cidade. O Doutor pegou sua chave de fenda sônica e apontou para o andróide fazendo o costumeiro barulho. O andróide berrou com se estivesse sendo torturado.
– Sam!
Sam, que estava mais perto do alvo, pegou a arma que estava com o irmão e atirou no andróide, fazendo-o cair para frente e assim todos os cinco avançaram para a cidade e entraram no primeiro “beco” que viram.
– Ele é um andróide, Doutor. Vai nos achar! – Falou Rory baixinho.
– Eu danifiquei um pouco aquele aparelho da visão dele. Ele não vai poder nos rastrear pela visão. Temos que usar isso como uma vantagem para descobrir o porque dele estar agindo assim e o que nos trouxe aqui de novo.
– Eu preciso de uma caneta dessas! – Disse Dean todo animado.
– Vamos encontrar um lugar para passar a noite.
Os cinco vagaram pela cidade tomando cuidado para não serem pegos pelo atual xerife. Acabaram parando na porta de uma estalagem, onde uma mulher de cabelos castanhos encaracolados os acolheu.
– Meu nome é Mary. Vou deixá-los ficarem esta noite porque você nos salvou uma vez.
– Muito obrigado, Mary. – Disse Amy sorrindo.
– Quando ele começou a ficar assim, Mary? – Perguntou o Doutor
– Depois da nuvem de fumaça que pairou sobre Mercy por algumas horas. Veio do leste e seguiu para o noroeste. Alguns acreditam que aquela fumaça mexeu com os miolos do xerife, mas eu acho que tem algo a mais aí.
– O que você acha que é?
– Ele está ficando enferrujado! Bom, vou dormir e vocês deveriam fazer o mesmo. Boa noite, Doutor.
– Boa noite.
Sam, Dean e o Doutor dormiriam no mesmo quarto enquanto Amy e Rory dormiriam em outro.
Deitado em sua cama, estava Sam refletindo sobre tudo o que estava acontecendo. Aquilo era impossível. A qualquer momento ele acordaria e aquele sonho acabaria. Sam abriu os olhos e se viu em um estábulo. Havia um homem sendo perseguido. Sam não reconheceu o perseguidor mas o perseguido era um homem velho, parecia cansado de correr e então houve um clarão e Sam se viu onde menos queria se ver: na cama de uma estalagem ao lado do irmão e de um alienígena com dois corações.
O rapaz se levantou e saiu do quarto. Desceu as escadas e discretamente saiu pela porta dos fundos, próxima ao balcão do bar. Sam olhou para trás só para verificar se não tinha ninguém o seguindo e ao confirmar isso, prosseguiu. Alguém estava para morrer no meio da noite e Sam precisava impedir.
– Vai aonde, moço?
Amy apareceu das sombras do mesmo beco onde Sam estava.
– Amy, volte pra estalagem. Tem algo que preciso fazer e isso pode não acabar bem.
– Ok. Eu vou com você assim mesmo. Eu sei me cuidar, Sam.
– Amy, por favor...
– Não adianta. Eu passei por muita coisa com o Doutor, eu não sou uma menina indefesa como você pensa.
Sam revirou os olhos. Aquilo podia não acabar bem.
– Tudo bem, mas vamos precisar ser cuidadosos e você precisa acreditar em mim.
– Eu já vi muita coisa nesse universo... Literalmente, então...
– Ok. Um homem vai morrer daqui a pouco, precisamos nos apressar.
Sam e Amy foram conversando aos sussurros pelas sombras, tomando o cuidado de não serem vistos. Até o momento não havia nenhum sinal de nenhum andróide então os dois se precipitaram para os estábulos.
O local estava vazio então os dois acharam melhor se esconderem num canto enquanto esperavam a visão de Sam acontecer.
– Então... você e seu irmão caçam coisas sobrenaturais? – Sam fez que sim com a cabeça. Ambos estavam tentando não falarem muito. – Por isso vocês estavam atrás do Doutor? – Sam fez que sim com a cabeça outra vez. – Você não parecia muito convencido, nem mesmo depois que vocês dois entraram na TARDIS.
– Bom, até hoje não acreditávamos nessa besteira toda de aliens e viagem no tempo, mas aceitar todas essas informações foi um pouco mais fácil porque estamos acostumados com o que as pessoas normais não estão, então...
– Isso meio que facilita as coisas... eu sei como é... ainda estou processando a parte do demônio.
– Por isso que eu consigo prever as mortes das pessoas, mas geralmente as minhas visões têm ligações com esse demônio que eu falei.
– Mas vocês não mataram ele?
– Sim, e é isso o que eu não entendo! Minhas visões deveriam ter parado.
– Bom, os demônios podem viver quase que eternamente e estamos no ano que ele está vivo. Se pudermos achar esse tal demônio de olhos amarelos você não passaria por nada disso. Eu poderia falar com o Doutor e poderíamos salvar a sua mãe.
– É mesmo... às vezes me esqueço que voltamos no passado... Ele ainda está vivo... Espera... então é por isso que as minhas visões voltaram. Eu ainda tenho sangue de demônio em mim, o que significa que... agora tudo faz sentido. Fui eu quem trouxe a gente para cá.
– Mas se você e esse tal demônio então têm uma ligação forte o suficiente para “puxar” a TARDIS para cá, isso significa...
– Ai meu Deus!
Um barulho de tiro de laser ecoou pela cidade. Algumas luzes se acenderam e pela rua vinha o homem da visão de Sam. O homem correu para o estábulo onde estavam Sam e Amy. Antes de a visão do rapaz se concretizar, os dois abriram uma passagem pelos fundos do local, por onde Amy fugiu com o senhor enquanto Sam atirava no andróide.
– Me encare!
Sam começou a correr pelas sombras, pois sabia que a visão do andróide já não era a mesma coisa. O andróide atirou próximo ao local onde Sam estava. O rapaz correu dali e, exposto pela luz da lua, tornou-se alvo do Andróide, que quase o acertou. Sam caiu para o lado e bateu a cabeça ao cair.
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