Lets Go School (parte 1)
2 Um beijo repentino
Aquele dia estava chuvoso, na TV passa um programa sensacionalista
Uma mulher de aparentemente 25 anos foi morta na frente do hospital geral de Cuterland
A mãe de Brown não desgrudava da televisão e Brown foi para o seu quarto jogar
Brown em vez de prestar a atenção em seu jogo, ele pensava sempre naquela maldita noticia pensando: será que meus dias felizes em Cuterland estão acabando?
Já tinha se passado 5 horas depois da noticia e Brown não parava de pensar
Ele queria fazer de tudo para que não afetasse a sua vida em Cuterland.
Cuterland era um local bastante importante para Brown. Ele cresceu lá e sua ultima memória feliz de seu pai vivo era um jogo de beisebol que ele jogou quando tinha apenas 8 anos.
O fato não era nem dele gostar de lá e sim a culpa que consome ele desde o dia da morte de seu pai. E se eu tivesse contado antes?
O relógio marcara 21h00min e Brown estava paralisado deitado na cama pensando nas conseqüências e como poderia convencer a sua mãe para que não saíssem de Cuterland numa provável decisão da parte dela.
Para o azar de Brown o que ele temia aconteceu: ela o chamou para a cozinha e disse a ele que precisariam conversar...
–-É sobre a mulher que morreu a 3 quadras não é? – Dizia Brown já chateado
–-Sim Brown! É sobre isso mesmo... eu estou com muito medo de que algo aconteça com você a cada momento , eu já falei com o Hobby e ele me indicou um terreno próximo a sua casa em BruchVille.
Hobby tinha mudado há 3 meses para Bruchville e Brown não via Katerine e Alex desde o dia da mudança.
–-Mas... eu amo esse lugar! Eu quero ficar aqui para sempre! – murmurou Brown
–-Mas.. temos que ir embora!
–-Será que você não entende que eu não quero! Você nunca me ouve!”
–-Eu não quero que você morra! – gritou bastante alto
–-(Brown ficou calado)
–-Eu estou com medo dessa cidade... desse bairro... de perder você! Eu não vou agüentar perder você!
–-... eu quero ficar aqui ... mas parece que você tem os seus motivos... entendo... Vou para o meu quarto! – triste mas compreensivo Brown voltou ao seu quarto
–-Arrume-se vamos visitar o Alex e Katerine!
–-Sério!? Já vou!
Brown se arrumou e ficou pensando se aquilo era o que realmente queria,ele pegou o quadro cujo tinha a foto de seu pai e disse em tom baixo
–-Pode deixar papai!Quando alguém quer te proteger é sinal de que ela esta certa não é mesmo? Eu não vou te esquecer mesmo que mudamos para outra casa!
No carro, o clima ficou muito estranho.
Brown realmente não queria sair de onde ele viveu por tanto tempo.
Aquele lugar com cheiro de rosas o lembrava muito dos tempos em que ele e seu pai
jogavam beisebol.
Katerine tinha acabado de se arrumar para ver Brown e sua mãe .
Ela estava cantarolando e pensando: É hoje que eu ganho ele!
Ela desceu as escadas e deu de cara com Brown.
Katerine arrastou Brown e já quis conversar com ele
–- Fiquei sabendo que você vai vir para cá! Estou muito feliz só de pensar em te ver todo dia! — diz Katerine
–-É... eu não sei bem se eu quero realmente vir para cá...
–-Por que não? Vai ser muito divertido! Eu vou amar estar com você todo dia!
–-Eu me lembro bastante do meu pai na minha casa, não pretendo sair de lá tão cedo!
Katerine pensou um pouco e já tinha um plano em mente
–-Hum... se eu te contar uma coisa você fica aqui?
–-Depende... o que é?
–-Ei! Os dois que estão aí! Vamos jogar beisebol – Gritou Alex com um animo raro de se ver
–-Mas já esta de noite! – Exclama Brown
–-Sem problemas! Vamos brincar de esconde , pode ser?
De algum jeito ou de outro , fazia tempo em que os 3 não brincavam juntos daquele jeito, As vezes um estava doente , ou a falta do outro , ou mesmo por falta de vontade dos outros
Estava na vez de Brown procurar e ele estava dando ao Maximo de si para poder encontrá-los
Na porta dos fundos da casa era um lugar vazio e sem vida alguma, sem nenhuma vista, o único objeto perto daquele local era um grande muro de terra cercando a área e preservando o aspecto rural do lugar.
Brown achou que aquele local era o ideal para poder se esconder.
Para sua sorte Katerine realmente estava escondida lá apenas esperando ele ir para o local.
Quando Brown chegou ao local ela não hesitou e pulou de cima do muro nos braços de Brown.
No calor do momento ela o abraçou e deu um beijo nele.
Não era um beijo qualquer, era um beijo mesmo.
Katerine podia não saber , mas aquele era o primeiro beijo de Brown em sua vida.
Logo no primeiro beijo ser a pessoa em que ela gosta da um gostinho especial a hora do beijo.
Durou cerca de 5 segundos até ela parar de beijar ele e sentar-se em cima dele que estava deitado no chão.
Brown não parecia estar normal, ele estava todo vermelho e não expressava nenhuma reação.
Não se sabe ao certo que impacto teve o beijo para Katerine, mas para Brown foi um sonho eterno.
Mesmo sendo apenas 5 segundos, um beijo é um beijo.
Os batimentos dele estavam acelerados e isso era um sintoma que todos já conhecem ou já conheceram: a paixão.
Saber que está apaixonado já é um grande passo para poder chegar a pessoa amada, o problema era que ele era muito tímido, e seria pouco provável que isso acontecesse no momento.
Katerine não ajudou também, Brown nem esperava o beijo repentino e não pôde nem ter o “clima” que deveria ter.
Saber a intenção dos outros antes de algo acontecer é extremamente crucial para poder se tomar uma decisão rápida e precisa
E lá estava ele, hipnotizado pelo beijo que arrancou delírios para pelo menos um dos lados.
É difícil descrever o que ele sentiu no momento, mas, seja o que for , era real.
Brown nunca depositou sua confiança em ninguém, muito menos amou. O que eu sinto agora, é isso o que eles chamam de amor?
Os longos (ou rápidos) 5 segundos já haviam passados e Katerine já tinha tentado estabelecer um dialogo entre eles, o problema era que Brown ainda estava em transe.
–-Brown! Brown! Você esta me ouvindo?
–- O que? – num tom ainda delirante
–-Ei! Eu estou falando com você!
–- Ka...Katerine! Você me beijou!
–-Você não gostou? Se foi isso sinceramente me desculpe...
–-Não! Não é nada disso não! Eu gostei sim! Só que...
–- E ai? Isso era o que eu tinha para falar, mas na verdade não foi uma fala né?
–- Era isso? Mas...
–-Bom... esqueça! Eu quero que você more aqui
–-Bom... Mas...
–-Ainda quer motivos para morar aqui em Bruchville?
–-Eu amo essa cidade!
O dia clareou e Brown acordou no sofá da casa do Hobby.
Sua ultima lembrança era de estar brincando de banco imobiliário com Katerine.
A mudança começou cedo; Brown, Katerine e Alex ajudaram em tudo.
Era quase 16:00min quando termiram completamente a mudança
Hobby trouxe uma noticia boa a todos.
Ele se tornou diretor da escola em que Katerine e Alex e Brown iriam estudar
Hobby era professor de educação física e disse que era apenas uma prova para conseguir a vaga e ele se deu bem e passou
Já havia passado 1 mês desde que Brown e sua mãe Maggie tínham saído de Cuterland para poder morar do lado da casa de Hobby.
Brown até diria a Hobby sobre o beijo, mas , ele ainda não tinha coragem para dizer mais nada
Bruchville; 06h00min AM:
–-Brown! Acorda! Você vai se atrasar!
...continua
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