Letal

1 Prólogo


Notas iniciais
Pois então, meus queridos "amiguinhos" escritores me forçaram a postar esta fiction. Peço perdão por ter saído tão curta, pois logo em seguida eu tive que dormir. Vou catalogá-la como prólogo. O resto dos capítulos eu capricho mais para vocês.

Meus ombros estavam dormentes. Fiquei dois dias sem dormir, com os dois braços voltados para trás, unidos no pulso pela algema.

Meu cabelo vermelho, que outrora eu havia colorido de uma cintilante e deslumbrante tintura, estava se esvaindo de minhas madeixas, revelando a cor negra e fosca. Mas não importava mais. Como prisioneira, eles tiveram a obrigação de pegar meus cabelos longos, amarrá-los e cortá-los com tesoura. Ficou irregularmente rebelde.

Para o azar deles, eu até gostei.

Enquanto o guarda de roupas negras e encapuzado me direcionava brutalmente e impaciente para uma encruzilhada de corredores, eu tentava contar quantos andares eu já havia descido com ele.

Dezesseis. Dezesseis andares, e todos eles repletos de corredores escuros, iluminados pela luz alaranjada da Barreira.

A companhia de prisões Kronos Land tinha filiais bem maiores do que eu realmente pensava. Nunca cheguei a imaginar quantos criminosos havia na cidade de Luas Azuis habitando o subterrâneo da cidade.

E depois de mais de duas horas, quando minhas pernas começaram a tremer de fraqueza, meu guarda me empurra na minha minúscula cela. Caí de joelhos no chão áspero de cimento.

Escutei ondas e vibrações elétricas no ar. Quando me virei, o guarda ativara a Barreira, que subia do chão até o teto de minha cela, completando a quarta e última parede.

Mas o que era a Barreira, afinal?

Simples. Era a parede que completava o cubículo da cela. Uma barreira trêmula holográfica laranja de eletricidade que impedia do prisioneiro de sair. Além de liberar ondas de eletricidade, aquilo liberava calor que nem presta.

O guarda sumiu de vista na escuridão dos corredores. E lá ele me deixou, depois de 22 escadas, no último andar. Eu estava isolada, sem ouvir som nenhum.

Eu só conseguia ver pela transparência da Barreira o prisioneiro à minha frente. Um mero assaltante de aparência levemente japonesa, esquelético de piercings e cabelo raspado. Sua ficha estava aparecendo no pequeno visor amostra. Samuel Shikinigaoy — 21 anos. Datado com 16 meses de pena, tempo restante de 2 meses.

Fiquei me perguntando... Por que ele era tão esquelético e pálido?

Ele me observou com olhar de desprezo, como se eu não merecesse estar em uma das maiores prisões do país. Mas quando leu a minha ficha, arregalou levemente os olhos claros e puxados, e parou de me encarar. Parece que ficou com medo:

"Kenna Hasdder Gankel — 15 anos — tempo de pena: prisão perpétua. Tempo restante: — -: — -”.

De alguma forma, li a mente do pobre assaltante: O que essa... jovem havia feito?