Let the Snow

16 Gente Jovem Reunida


Notas iniciais
Não seja um leitor fantasma! Compartilhe e comente a publicação, e assim dê a coragem que falta para futuros autores seguirem seus sonhos! :)

Pude ouvir a festa antes de vê-la.

O som era alto e eu sentia-o tremer dentro de meu peito.

E fotógrafos.

Muitos.

Os vidros do carro de Doug eram pretos, mas não o suficiente para evitar os flashes das cameras de me cegarem. Eles gritavam e perguntavam "Quem é? Quem é?", e ali percebi como ser famoso seria complicado, pelo menos para uma pessoa tímida como eu. Sua vida completamente exposta, no momento em que você se torna famoso, sua vida começa a pertencer às revistas.

Douglas deu sua identidade para o segurança que guardava a entrada para a mansão, e logo fomos liberados. Douglas estaciona o carro e eu fico pasma; Cada carro mais luxuoso do que outro, entre eles uma limousine branca.

Eu estava nervosa. Nunca havia ido a uma festa antes, e a minha primeira vez seria em uma mansão cheia de celebridades. A luzes enfeitavam a entrada da casa em verde, roxo, azul, amarelo, branco, os holofotes se mexiam de maneira automática, variando as cores nos mais diversos lugares. A música parecia estar dentro de meu cérebro, eu agarrava a mão de Doug com força, me sentindo um tipo de verme parasita. Ele me encara e ri, afagando meus cabelos, um gesto que me deixa mais confortável e me dá forças para continuar a seguir pela trilha que nos levava às grandes portas abertas da mansão do superstar Logan Lerman.

Eu vejo rostos conhecidos, mas não acredito; Não, não podia ser a Emma Watson que acabara de passar por mim. Não, aquele ali rindo e bebendo não era o Pierce Brosnan, era tudo muito surreal.

– DOUG! — Ouço uma voz feminina gritar.
Olho furtivamente para a direção da voz, e meu coração gela. Simplesmente Alexandra Daddario vindo em nossa direção. Seus cabelos estavam castanhos e ela usava um belo vestido curto e preto, aqueles olhos pareciam de mentira. A beleza era descomunal.
Ela abraça Douglas, que precisa largar minha mão, e eu esfrego meus braços, nervosa. Logo depois ela dá alguns passos para trás e se posiciona ao lado de Logan Lerman, que dá um aperto de mão e um abraço em Douglas. Seus olhos pousam em mim e não saem mais — só então percebo que dali, só eu não possuia olhos azuis. Bufo.

– Pessoal, essa é Alexandra, Alexandra, Logan e Alexandra. — Ele ri.
– Somos irmãs de nome! — Alexandra ri enquanto beija meu rosto em uma saudação, segurando uma taça de champagne na mão.
– Que coincidência! — Digo, mas me arrependo depois, parece não ter soado bem. Afinal, como se falava com uma celebridade?

Logan continua me encarando. Ele usava uma camiseta com as mangas remangadas e os dois primeiros botões abertos. Ele sorri, vejo que tem uma rala barba por fazer, mas mesmo assim continua com um rosto angelical.

– Prazer, Logan. — Ele diz, oferecendo sua mão para apertar.
Senhor, aquilo não era real. O que eu estava fazendo ali?!
– Alexandra. — Digo, e aperto sua mão.

Logan me puxa pela mão e tasca um longo beijo em minha bochecha, me deixando completamente sem graça. Ouço Douglas grunhir atrás de mim. Ele segura minha mão, me afastando de Logan, que ri e me lança uma piscadela, antes de se afastar com a minha "irmã de nome" Daddario.

– Aquilo não foi legal. — Doug diz, com o cenho franzido.
– Só se for pra você. — Deixo escapar. Douglas revira os olhos.
– Vamos, ainda temos bastantes famosos safados para cumprimentar.

~

Aquela era uma terra de gigantes — literalmente.

Eu me sentia uma criança com meus míseros 1.56 metros de altura, e ainda por cima de sapatilha. As famosas com seus dois metros de altura usavam saltos de dez centímetros, me intimidando indiretamente.

Já haviamos cumprimentado Emma Watson, Pierce Brosnan, Lily Collins, Nat Wolf e muitos outros, e eu estava quase desmaiando e não acreditando que poderia ser real. Todos foram tão simpáticos, quase me fizeram acreditar que eu pertencia ao mundo deles!

A música, naquele momento, era fornecida por Miley Cyrus de carne e osso, que cantava e rebolava em um palco emprovisado no jardim — que era enfeitado com mesas cheias de bebidas, drinks coloridos, petiscos, estátuas de gelo. Em um lado oposto, diversos tipos de enfeites e tinta florescente eram oferecidos, resquícios de famosos brilhavam na pista de dança.

Eu não podia, mas mesmo assim peguei um copo de um líquido rosa e tomei um gole. Aquele sabor azedo e quente desce por minha garganta, e eu tusso um pouco.
Douglas observava ao redor, com uma taça de champagne pela metade, meio se balançando meio parado de acordo com a batida da música. Ele me encara e quando vê o copo em minha mão, o arranca como se fosse uma bomba nuclear.

– Você é maluca, Alexandra? É menor de idade! — Ele me dá bronca.
– Eu sei, eu só queria... — Contesto.
– Não, viemos curtir a festa, não cometer ilegalidades. — Diz, jogando o líquido rosa do meu copo na grama verde do jardim de Logan Lerman.
– Tá bom, papai. — Reviro os olhos.
Doug ri.

~

Não conseguia ver a parte ruim que Douglas havia me dito. Todos estavam felizes, dançando e rindo — eu não via nada de ilegal.

Douglas me havia arrastado para a pista de dança um pouco mais cedo, e já como eu não sabia dançar — e aparentemente ele também não — nós simplesmente pulavamos nos remexiamos de acordo com o ritmo.

Deveria ser meia noite por ai, e eu já me sentia esgotada. Meu penteado estava frouxo, eu já não sustentava o peso de minhas pernas. Ambos — Doug eu — tínhamos riscos de tinta fluorescente no rosto e nos braços, além de Douglas estar usando um óculos amarelo fluorescente horrívelmente charmoso. Estávamos rindo, nos divertindo e dançando. Uma chama queimava dentro de mim, e eu forçava meu psicológico para mantê-la controlada, caso o contrário obcenidades poderiam acontecer.

– E agora — Logan Lerman diz, suado e bufando, depois de cantar "Counting Stars" no karaoke — Eu tenho o prazer de chamar aqui no palco um camarada meu que manda muito bem no vocal! — Todos gritam — Douglas, vem pra cá! — Diz.

Um foco de holofote foca Douglas, e consequentemente eu. Dou alguns passos para trás, Doug nega, porém todos começam a gritar "Vai Douglas!", inclusive eu. Ele se aproxima de mim e murmura em meu ouvido "Você vai ficar bem?". Eu assinto com a cabeça e empurro suas costas. Logo ele está em cima do palco, cantando alguma música que eu não conhecia, porém, agitada e alegre. Eu fico no meio da multidão o olhando e batendo palmas, junto com as celebridades que curtiam a festa.

Sinto um movimento atrás de mim e alguém tapa a minha boca.

O desespero me domina completamente enquanto alguém me arrastava para fora da pista de dança. Eu gritava e me remexia, porém ninguém me ouvia.

– Calma, calma, calma! — Ouço uma risada em meu ouvido.

Me viro quando sou libertada e vejo o rosto de Logan Lerman entre as sombras. Ele sorri, seus dentes brancos parecem faíscar. Sinto meu estômago embrulhar, ainda consigo ouvir Doug cantando, me pergunto se ele notou que eu sai.

– V-você quase me matou de susto! — Digo, tentando reprimir minhas mãos trêmulas.
– Desculpe, era só uma brincadeira. Você ficou apavorada! — Ele ri.
– Claro que eu fiquei! Pensei que você estivesse me sequestrando ou algo assim... — Falo, sincera, porém ele ri.
– Me perdoe, não foi essa minha intenção. — Logan faz uma breve reverência e começa a andar. Eu olho para os lados, me sentindo perdida. Ele estava se afastando da pista de dança e dos outros convidados. — Você vem? — Ouço-o chamar, e algo dentro de mim diz que eu não poderia negar nada para uma celebridade, então eu o sigo.

~

Logan caminha entre árvores e arbustos, eu chuto algumas folhas amareladas de outono pelo caminho. Era final do Outono, porém, eu estava congelando; Minhas pernas nuas estavam expostas, e agora que eu havia parado de pular e suar, o frio me atingiu como uma martelada. Meu queixo batia, e eu me perguntava como conseguia me manter de pé, pois me sentia tão esgotada que se fechasse os olhos, tinha certeza que mergulharia em um sono profundo.

– Está tremendo. — Logan diz, segurando meu braço delicadamente.
Faço ênfase de me afastar, porém, ele parece inocente demais para estar pensando em alguma maldade.
– E-estou c-com um p-pouco de f-frio. — Admito, continuando a andar. Já consigo ver as luzes que iluminavam a mansão de Logan. Aquele jardim era imenso!
– Eu consigo um casaco para você, vamos. — Ele diz, me puxando pela mão na direção de sua casa.
– Na verdade eu gostaria de voltar para a festa... — Digo, olhando atrás, encontrando vestígios de flashes de luzes. Seá que Doug ainda estava cantando?
– Mas vai ficar com frio! Você é delicada demais para sentir frio, vamos, só pegamos um casaco para você e depois voltamos, tudo bem? — Ele diz, me encarando com seus olhos azuis dóceis.
Suspiro.
– Tá, claro, tudo bem.

~

Ali estava.

A parte ruim da qual Doug havia me dito.

Algumas pessoas estavam jogadas pelos corredores da mansão de Logan. Eu não olhei para seus rostos. Todas elas — tanto mulheres quanto homens — mostravam estar completamente bêbados e drogados, e eu não queria, quando visse os rostos dessas celebridades em capas de revistas, me lembrar delas naquele estado.
Na sala, alguns garotos riam enquanto inspiravam cocaínas com um canudo, o cheiro de cigarro me fez tossir como louca. Eles assoviaram para mim quando eu passei, e reconheci Alexandra Daddario aos beijos com um deles. Ela estava sem blusa.
Enquanto passávamos por portas pelos corredores, eu ouvia gritos e gemidos, que eu bloqueei em meu cérebro para evitar pensar mais sofre o assunto e tirar minhas próprias conclusões.
– Logan? Acho que é melhor eu voltar. — Digo, quando ele pula sob o corpo de uma garota morena que estava encolhida no meio do corredor.
– Vamos, Alexandra, não seja fraca! Até parece que nunca viu drogas ou gente bêbada.
"Acontece que eu nunca vi drogas e gente bêbada", penso, porém fico calada.

~

– Chegamos. — Logan diz, abrindo a porta do último dormitório de um corredor qualquer. Eu estava completamente perdida naquele lugar imenso e complexo.

Eu o acompanho para dentro do quarto, que era extremamente moderno, com móveis brancos luxuosos e um tapete azul. Havia uma estante de livros em um canto e uma cesta de basquete em uma outra parede, e no centro do quarto uma enorme cama king size.
Logan abre a porta de correr do armário, e começa a revirar as roupas. Enfim ele tira um agasalho de cor verde-musgo visivelmente quente e aconchegante com um olhar de triunfo.

– Pronto. — Ele diz, se aproximando de mim, como se fosse me cobrir com o casaco, porém, algo o detém.
Logan me encara com um olhar estranho e intenso, sinto um calafrio subir pela minha espinha. Ele se move para trás de mim, sinto o tecido quente e macio envolverem meus ombros.

– É quente? — Ele pergunta perto de meu ouvido. Sinto-me paralisar.
– Sim. Bem quente. — Digo, desconfortável.
– Eu quero você. — Ouço-o murmurar.
Praticamente pulo para longe.
– O-o quê? — Digo, eu quero dizer muitas coisas e correr, correr para longe, mas sinto minhas pernas petrificadas e as palavras se embolarem em minha garganta.
– Vamos, mesmo que não notou? Estou te cuidando desde que botei os olhos em você. — Ele fala, se aproximando lentamente.
– M-mas eu estou com o Douglas. — Digo, nervosa.
– E daí? — Ele fala, indiferente. — Que eu saiba vocês não estão juntos, certo? Aquele cara é muito trouxa de não se enrolar com você logo. — Ele diz, perto demais, poderia sentir sua respiração em meu rosto.
Ele fita meu rosto, mas eu não levanto os olhos, sinto-me petrificada. Eu queria gritar e sair correndo, mas eu não conseguia. Não conseguia me mexer.

Logan sorri maliciosamente e beija meu rosto. Seus beijos vão descendo degradadamente, arrepios percorrem minha espinha.
Logan Lerman estava me beijando. Ele me desejava. Porém, eu só conseguia pensar em uma pessoa; Douglas Alexander Smith.

Será que ele me ouviria se eu gritasse?