Let The Flames Begin - Interativa

3 Pulando em um trem em movimento... não pera.


Notas iniciais
Esse capítulo SIM está v1d4 l0k4! Só tem piada sem graça mas não estou inspirada hoje kkkk Enfim, leiam.

Louis entrou no Eixo para a Cerimônia de Escolha e subiu correndo e gritando pelas escadas, assim como alguns membros da Audácia com pão da Amizade no cérebro e as pessoas abnegativas da Abnegação. Oh, a palavra abnegativas existe.

Ele parou para recuperar o fôlego na porta do salão, enquanto um membro abnegativo da Abnegação segurava a porta. Depois entrou e se sentou com os outros adolescentes.

Distraído, ficou observando as outras pessoas dali. Reconheceu alguns rostos da escola, e outros de sua própria facção. Marcus começou seu discurso.

– Sejam bem vindos – ele disse, como fazia todo ano. — sejam bem vindos à Cerimônia de Escolha. Sejam bem vindos à maneira como honramos a filosofia democrática de nossos antepassados...

Louis parou de prestar atenção no sejam, e só percebeu que a Cerimônia ainda estava acontecendo quando chamaram o primeiro nome.

Débora sentou-se nas cadeiras separadas para os que se transferiram para a Audácia. Era a única cadeira ocupada até agora, os meninos que haviam sido chamados antes dela haviam ido para a Erudição e Amizade, respectivamente.

Não estava nervosa. Nasceu na Audácia, o resultado do teste foi Audácia, o que estava fazendo era completamente normal. Examinou o corte na mão, distraída, quando uma garota sentou-se ao seu lado. Por um momento, se esquecera de que haveriam outras pessoas na iniciação.

A menina usava roupas cinzentas e simples, e um rabo de cavalo. Parecia um anjinho com a pele clara, olhos azuis e bochechas vermelhas. Definitivamente, não parecia muito “Audácia”. Mas as pessoas mudam, afinal. Débora deu de ombros mentalmente.

– Qual o seu nome? Me chamou Débora.

Ela observou que mais dois garotos haviam se sentado nas cadeiras de iniciandos da Audácia.

– Makayla Wayans – ela respondeu.

Isabelle segurou a faca com a mão direita, trêmula. A escolha seria fácil, se o resultado tivesse sido bom. Se tivesse sido Erudição, ficava, se não, se transferia. Mas com a divergência ela não sabia o que fazer. Não sabia o que era aquilo até o dia anterior.

Segurou a faca mais firmemente e fez um corte na mão esquerda. A mão direita estava trêmula demais, então o corte acabou sendo maior do que o planejado.

– Ai! Minha mão! — ela chacoalhou a mão para um lado e para o outro, depois tentou fazer o sangue parar de sair pressionando a mão contra o corpo. Mas as brasas da Audácia já brilhavam.

Pelo menos não tive que escolher, ela pensou.

Marcus esperou até a última menina, que se transferiu para a Franqueza, se sentar. Então, sem um discurso de agradecimento, boa sorte na iniciação ou qualquer coisa, ele saiu do salão.

Os membros da Audácia foram os primeiros a se levantar e sair correndo.

Thomas foi junto com eles. A maior parte dos nascidos da Audácia também, mas os transferidos, em sua maioria, ficaram um pouco confusos. Eles desceram as escadas correndo (um garoto transferido da Amizade tropeçou e foi rolando. Foi o primeiro a chegar ao primeiro andar) e saíram do Eixo, correndo pela rua como um bando de drogados.

Os membros foram os primeiros a saírem correndo e pularem no trem quase automaticamente, assim que ouviram o apito e alcançaram um vagão.

Uma garota com as roupas vermelhas e amarelas da Amizade parou para recuperar o fôlego.

– Vem cá, a gente vai ter que pular nisso? E não vai parar?

– Não, imagina. Eles estão pulando porque querem se suicidar – Thomas revirou os olhos ao dizer isso, mas a menina virou um pouco a cabeça, como se estivesse pensando, e disse:

– Você é legal.

Ela saiu correndo na frente dele enquanto gritava coisas aleatórias como “eu amo peixe” e “quero me casar com um peixe”. No meio da corrida, aquela outra menina esquisita, a ruiva que veio da Amizade, se juntou a ela gritando que amava pão.

Vá entender.

– O que está acontecendo ali? — Samantha perguntou, se referindo à uma rodinha de gente em volta da locomotiva. O trem havia parado. Apenas alguns membros da Audácia já estavam lá dentro, reclamando. Uma pequena parcela de transferidos conseguiu subir sem ser percebida, embora os membros da Audácia decidissem caçoar da pessoa pela eternidade.

Ela se aproximou com um grupo de iniciandos e viu do que se tratava: aquela garota meio ruim da cabeça, Cassandra, estava com as mãos na cintura, discutindo com o maquinista.

– Olha só, eu desci um bilhão de lances de escada correndo e quase fui atropelada, e eu torci meu tornozelo, então, meu querido – ela estalou os dedos na cara dele. — você vai parar para eu subir, sim.

– Olha, garota, isso é contra as regras e...

– NÃO É NÃO! — ela virou de costas e andou até um vagão, e subiu, sem esperar a resposta do maquinista. Nenhum membro da Audácia disse nada. Talvez haja coragem em desafiar uma autoridade porque torceu o tornozelo.

Ele ficou um tempo parado olhando para ela, e nisso o restante dos iniciandos subiu linda e tranquilamente, saltitando enquanto os pássaros cantavam e o sol brilhava.

– Hey, Louis, vem aqui – Courtney o chamou. Eles eram amigos desde a escola. Mais ou menos amigos, eles conversavam sobre coisas aleatórias algumas vezes. Ela se surpreendeu um pouco quando ele foi.

– O que foi? — ele se sentou, encostado na parede fria de metal.

– Hum, só conheço uma pessoa dos iniciandos até agora, então vou ficar com você nos intervalos. Quanto mais gente para zoar melhor. A propósito, você sabe que horas são?

– Hora de aventura!

Ela revirou os olhos e agarrou o pulso dele, e viu as horas ela mesma.

– Quem é ela? — Louis perguntou, se referindo à garota ao lado de Courtney. Ele a havia visto algumas vezes, sempre com Courtney. Mas não a conhecia.

– Ah, sou Annyelisy – a menina sorriu. — Você ter algum peixe por aqui?

– Hum, não?

– Af. Vou ter que comer dos meus mesmo – ela tirou uma lata de sardinhas do bolso da calça vermelha da Amizade e comeu com a mão.

Annyelisy e Courtney eram mais ou menos melhores amigas. Ambas vieram da Amizade e aparentavam ter problemas mentais, além de serem viciadas em comidas – peixe e pão, respectivamente. Quando uma ia na casa da outra, a única coisa que comiam era sanduíche de atum.

– Oi! — aquela garota que armou barraco com o maquinista se sentou ao lado de Annyelisy, entrando na conversa porque teve vontade. — Os outros vagões estão lotados, posso sentar com vocês? Obrigada.

– Você já está sentada – Louis apontou, sendo drasticamente ignorado.

– Eu já vi isso em algum lugar – Courtney comentou.

– Harry Potter e a Pedra Filosofal? — Anny chutou.

– Isso mesmo!

– Ok – a menina disse. — Me chamo Cassandra. Cassandra Vellar. Cassie. Agora é que você compra os doces todos?

– Coisa de potterhead – Courtney interrompeu, antes das perguntas virem.

– Continua a historinha! — Cassie pediu, rindo.

– Certo... Annyelisy, Annyelisy Scodelário.

– Courtney, Courtney Benson.

– Louis. Louis Frey.

– Frey tipo o da Clary de Instrumentos Mortais ou tipo os que ~spoiler Game of Thrones/ A Tormenta de Espadas~ mataram o Robb e a Cat?

– Tipo os que mataram o Robb e a Cat. ~fim do spoiler~ O da Clary é com A, o meu não.

– SEU MALDITO, QUE R'HLLOR O QUEIME! — Anny comentou/gritou/berrou.

Um membro da Audácia em pé não muito longe deles abaixou a cabeça e comentou:

– Essa iniciação vai ser um desastre.

Notas finais
*A ordem da Cerimônia de Escolha é ordem alfabética inversa pelos sobrenomes. Tá no livro, se duvidarem. A partir desse momento a história toda será malucona. De comédia, afinal. Se você não gostar de comédia, estiver odiando a história ou quiser sair dela, pode falar que eu dou um jeito de matar seu personagem na iniciação. Eu sei, sou má. Mas só vou matar alguém se vocês quiserem HEUHEUEHUEHUE Beijinhos héteros pra vocês.