Notas iniciais
Desculpa a demora gente, não me matem e.e Esse capítulo é dos transferidos, o próximo vai ser dos nascidos na Audácia, e por aí vai, ok?

Anny acordou com o barulho de vários pés correndo e de várias bocas falando desesperadas. Ao abrir os olhos, assustada, esperando se encontrar em sua cama quentinha na Amizade, descobriu estar no dormitório da Audácia. Izzy esperava Makayla na porta, mexendo os pés como se estivesse meio nervosa. Talvez fosse porque a iniciação começaria hoje.

Cassie se vestia lenta e despreocupada como um caracol, e Courtney ainda dormia, roncando. Anny se virou de lado para tirar o lençol e se embolou toda, caindo no chão.

– Nunca mais escolho ficar no de cima – resmunga, massageando o braço e se levantando. Ela pegou seu celular e viu as horas. 7H59. Eric havia pedido que todos estivessem lá às 8H.

– O MUNDO VAI ACABAR! — ela gritou, fazendo com que Courtney acordasse.

– ACABOU O PÃO?

– NÃO, SUA IMBECIL, FALTA UM MINUTO PARA A AULA COMEÇAR!

– Só isso? Nesse caso, boa noite.

E voltou a dormir.

Então, inspirada na amiga, ela parou um pouco e pensou: “nossa, ainda são oito horas. Oito de nós serão expulsos, mas só quatro de dezoito do primeiro estágio. A primeira aula não deve ser importante. Provavelmente Quatro vai perguntar nosso nome, idade e de que escola nós viemos. Eles só passam matéria para a prova depois do Carnaval, de qualquer jeito”. Baseada nisso, ela seguiu o exemplo de Courtney e dormiu profundamente.

Makayla chegou na aula pouco tempo antes de Quatro. As outras três transferidas estavam paradas conversando quando ela e Izzy chegaram, e não havia nem sinal de Anny, Cassie ou Courtney.

Quatro entrou na sala de pijamas segurando um copo de café do Starbucks. As alunas o encararam indignadas.

– O que foi? — ele perguntou, dando um passo para trás.

– Por que você pode usar pijamas e nós não? — Izzy sibilou.

– Ué, vocês podem. Quem disse que vocês não podiam?

– Ninguém, mas... ninguém disse que a gente podia – Makayla respondeu, prendendo uma coleira de cachorro no pescoço de Izzy para o caso de ela avançar em cima de Quatro ou roubar o café dele.

– Ah, vocês podem. Vocês não achavam que iam ter que chegar aqui as oito e ainda assim se vestir e blá-blá-blá, achavam?

As meninas o fuzilaram com os olhos.

– Me dê um pouco do seu café – Izzy pediu, tentando se acalmar.

– Não.

– Por. Que. Não?

– É meu. Meu precioso. Nós não vai dividir o precioso com esses hobbitses recalcados, precioso – ele deu mais um passo para trás, abraçando o café.

– Me dê – Izzy rosnou.

– Não! Fora daqui, hobbit maldita, tire suas mãoses de perto do precioso!

Izzy piscou e sorriu, compreendendo o jogo.

– Eu lhe proponho um jogo de adivinhas – ela disse.

Quatro piscou e se aproximou dela devagar, interessado, ainda abraçado ao café. Makayla pensou se não seria mais fácil proteger o café bebendo ele todo de uma vez, mas decidiu ficar quieta.

– Se eu ganhar – ela continuou. -, fico com todo o seu café.

– E quando eu ganhar? — Quatro perguntou.

Se você ganhar, o que não vai acontecer, eu limpo seu quarto por uma semana.

Ele concordou fácil e alegremente.

– Eu começo! — ele declarou. — Você está em uma sala escura, com uma caixa de fósforos. Nessa caixa, há apenas um fósforo. Há, na sua frente, uma pilha de lenha, uma lamparina e uma vela. O que é mais sensato se acender primeiro?

Ele riu maleficamente como se sua adivinha fosse difícil.

– O fósforo – Izzy revirou os olhos. — Vou mandar uma fácil. Quanto é mil mais quarenta mais mil mais trinta mais mil mais vinte mais mil mais dez?

Ela falou a charada devagar, deixando Quatro pensar toda vez que ela somava um número.

– Isso é uma expressão numérica, não uma adivinha. Mas é cinco mil. Dã.

– Não! Quatro Mil e Cem. Conte direito, eu disse mais quarenta, não mais quatrocentos. O café é meu.

– Argh! Eu mereço uma segunda chance!

– Não!

– Se eu não ganhar uma segunda chance, vou beber o café todo – ele abriu a tampa e a aproximou da boca.

– TÁ BOM!

Quatro sorriu e Izzy preparou uma segunda charada.

– O que é o que é, brilha mas não é lâmpada, pula mas não é grilo, tem uma penca de irmãos e não é Weasley?

– Edward Cullen! Você acha que eu sou poser de Crepúsculo, hum? Ha-ha! Minha vez!

Duas horas e meia depois...

– O que é o que é – Izzy perguntou, um pouco cansada, mas não menos determinada. — se você não...

– OI GENTE! — Cassie chutou a porta da sala e entrou, seguida por Anny e Courtney, que ainda estavam de pijamas e com caras de sono, mesmo sendo quase onze da manhã.

– Isso é café? — Anny pegou o copo da mão de Quatro e tomou um gole, depois o cuspiu no rosto dele e jogou o copo, ainda cheio, para trás. — Eca, tá gelado. Você está com isso desde quando?

Um grande momento de tensão e silêncio se seguiu a isso.

Então Izzy e Quatro se entreolharam. Izzy piscou um olho como uma maníaca. Anny deu um passo para trás. Cassie e Courtney se sentaram no chão e começaram a filmar. Makayla segurou o riso. Anne, Catherine e Lucy, as outras transferidas, tiravam fotos de si mesmas e se mandavam por Snapchat, muito embora elas estivessem todas juntas se vendo perfeitamente bem sem o celular.

Então Quatro rosnou e pegou uma das armas de uma mesa. Izzy pegou um facão. Anny pegou um peixe. E a briga começou.

Alguns historiadores definem isso como a Terceira Guerra Mundial, mas no fim não foi exatamente uma guerra, porque houveram poucas consequências significativas, como um iPhone rachado, dois dentes quebrados, uma moeda perdida, um braço quebrado, uma unha quebrada, um peixe destroçado, um inocente peixinho dourado morto e uma camiseta suja. Para manter o suspense, não será informado de quem era a moeda até o clímax da briga.

Enquanto a briga acontecia, Cassie, Makayla e Courtney ficaram torcendo (atrás de um enorme escudo antibalístico) e Anne, Catherine e Lucy ficaram gritando como umas bichas frescas, Eric entrou na sala.

Quando viu a cena, soltou um grito fino e congelante:

– Minha unha quebrou!

Quatro, ao perceber seu superior na sala, tenta parar de correr, mas, após o impulso, escorrega no café que Anny havia derramado mais cedo e cai por cima de Eric, onde acidentalmente ambos se beijam. Quatro tenta afastar o rosto, mas Eric o puxa para si e tira sua camisa, a jogando bem a poça de café, onde ela se suja. Quatro, meio traumatizado, tenta se levantar, mas cai novamente, de cara no chão, e quebra dois dentes. Cassie tira uma foto da cena cômica com seu iPhone, e bem quando estava publicando nessas redes sociais, Eric se levanta e segura o celular. Como sua mão estava molhada de café, ele cai no chão e racha a tela. Cassie, enraivecida, agarra o braço de Eric e o torce. Pelo barulho, ela supôs que estivesse quebrado. Eric solta um gritinho afeminado, e Izzy tenta finalmente atacar alguém com seu facão. Anny, virando-se para ver o que era o grito, tropeça no seu peixe, que havia sido largado no chão, e acaba destroçando-o. A faca de Izzy acerta um aquário do outro lado da sala, fazendo com que ficassem todos molhados. Izzy resmunga qualquer coisa sobre estar com fome e sai da sala, toda molhada, suada, e suja. Nisso, Courtney escorrega e uma moeda cai de seu bolso, caindo embaixo de um móvel e se perdendo para todo o sempre. Makayla faz uma poker face e segue Izzy para fora da sala, franzindo as sobrancelhas. Fim.

Notas finais
(Erros ortográficos no início do capítulo propositais e adaptados de O Hobbit.) (Trecho "Para manter o suspense, não será informado de quem era a moeda até o clímax da briga." adaptado de O Guia do Mochileiro das Galáxias.) Prometo não demorar tanto com o próximo... nos vemos nos reviews (eu espero)!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.