Let Me Save You
1 7 minutos
JongHyun esfregou as mãos de satisfação. Aquela rapariga movia-se com uma sensualidade tal, que ele se deslocava todas as noites ali apenas para a ver.
Sorriu maliciosamente e bebeu mais um gole do whisky. Sentia-se quente, embora estivéssemos no Inverno e o clube não tivesse aquecimento central.
A rapariga entrou no palco, caminhando devagar, e a música começou a tocar. Ela levantou a cabeça, abanando os longos cabelos castanhos, e lançou um olhar provocador à plateia de homens que a observava, ansiosos.
Iniciou o seu espetáculo, dançando suavemente e tirando a roupa devagar.
JongHyun não conseguia tirar os olhos dela. Inconscientemente, levou a mão à braguilha e corou, envergonhado. Aquela rapariga excitava-o sobremaneira.
Quando a música parou e ela abandonou o palco, JongHyun dirigiu-se aos lavabos. Tinha consciência de que suava abundantemente; passou o rosto por água e olhou-se ao espelho.
Era bem-parecido, embora umas rugas se começassem a insinuar no canto dos olhos e alguns fios de cabelo brancos sobressaíssem no seu cabelo escuro.
Sorriu.
Jessica não fazia ideia daquelas suas visitas ao clube, mas quando se mostrava desconfiada, JongHyun dissipava-lhe as dúvidas com umas boas horas de sexo.
Afinal, ela não se podia queixar. Tinha dinheiro, uma casa enorme decorada a seu gosto, empregados à sua disposição para tudo, montes de joias e roupa e ainda uma filha adorável.
Sunny era tudo para ele. No seu mundo de trabalho, dinheiro e luxúria, Sunny era um raio de sol. Era pequena, branquinha e loira. Muito parecida com a mãe no aspeto, mas diferia dos dois na personalidade.
Sunny era calma, alegre e amigável. Jessica era do tipo sedutora, mas fria. E ele…
Bem, ele era rico e bem-sucedido. E o dinheiro era o que mais importava entre o casal.
Olhou-se uma vez mais no espelho e atravessou o corredor. Então ouviu risos no quarto de uma das raparigas do clube. Afastou-se um pouco e viu o nome na placa metálica: Yuri.
Com o entusiasmo a apertar-lhe o estômago, bateu à porta. Yuri abriu de imediato, e ele quase caiu com o que viu: Yuri envergava um robe preto transparente, mostrando a roupa interior branca rendada, tinha o cabelo despenteado e exalava uma deliciosa fragrância a morango.
- Boa noite. Posso ajudar? – perguntou, docemente.
Ele entrou, empurrando-a gentilmente para trás e fechando a porta com um pontapé.
- Claro que podes… — começou a beijar-lhe o pescoço, afagando-lhe os seios sem qualquer pudor.
- Des-desculpe… — disse ela, ofegante, tentando afastá-lo com a mão. – Já não estou a trabalhar.
JongHyun afastou-se dela, e sorriu perversamente. Levou a mão ao bolso e tirou um maço de notas de uma carteira de couro preto.
- Eu pago-lhe horas extra. – pousou as notas na cómoda e avançou para ela de novo.
- Espere. – ela estendeu a mão e ele estacou. – Dê-me dois minutos. – rodou sob os calcanhares e trancou-se na casa-de-banho.
Yuri’s POV
Não queria fazê-lo. Gostava de dançar, mas evitava qualquer contacto físico com os clientes. Repugnavam-me os seus olhares depravados e a mão na braguilha enquanto me viam dançar.
Tirei o robe lentamente, observando a minha imagem no espelho. Tinha um aspeto doente e cansado, mas ninguém parecia reparar. Ao invés, gabavam-me a agilidade dos movimentos e a minha excelente condição física.
O corpo era o que mais interessava.
Passei a mão pelo meu cabelo gasto e sem brilho, e senti lágrimas molharem-me os olhos.
Limpei-as instantaneamente.
Há anos que não chorava. Não tinha tempo para me lamentar. Tinha que me manter forte e concentrar-me no trabalho.
Precisava daquele dinheiro. E assim que o tivesse, sairia desta vida que tanto me enojava.
Voltei costas ao meu reflexo e abri a porta. Deixei o robe escorregar à medida que caminhava e sentei-me no colo de JongHyun, que se havia sentado na cama.
Todos conheciam JongHyun. Era rico e famoso, tinha uma mulher lindíssima e uma filha encantadora. Era invejado em todo o país e sempre que passava, todos se voltavam para o admirar.
E era apetecível, apesar de já não ser tão jovem como aparentava ser.
Fechei os olhos e concentrei-me.
- Dou-lhe sete minutos apenas. – sussurrei-lhe. – Use-me como lhe aprouver.
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