Let Me Chase You Forever D/K

1 Datherine - Capítulo Único.


Notas iniciais
queridos e queridas estou de volta, e agora postando uma one-shot Datherine (Damon e Katherine) porque Datherine é vida, é quente, é bipolar, é bom e é tudo! Desde já, obrigada por ler. E se ler, não se esqueça de comentar...

Katherine não sabia, mas Damon ainda pensava nela mesmo depois de se apaixonar por Elena. Damon não sabia, mas Katherine ainda o amava mesmo negando. E isso tudo era parte de sua personalidade e de seus planos... mentir, enganar, magoar. Ali, tomando seu bom e velho Wisky, Damon pensava na vida e como ela era má com ele, e como nada dava certo. E quem ele podia culpar por isso? Katherine. E então voltamos ao começo e ao fim de tudo. Katherine. Um nome tão lindo mas que causou-lhe tantas dores, inúmeras aliás. Um nome com poder, um nome forte assim como a dona dele. Um nome, capaz de curar feridas, ou abrir as quase cicatrizadas. Damon suspira. Por mais que tente odia-la, é quase impossível. Afinal, foram 150 anos. 150! A sede pelo amor dela chegava ser maior até que sua sede por sangue fresco. Ele a queria, ainda a queria. E isso querendo ou não, fazia ele se odiar. Damon odiava a si próprio por não ter controle ainda de seus pensamentos e vontades. Porque ainda era apaixonado por uma vadia que só lhe fizera mal no decorrer dos anos? Pra essa pergunta, Damon só tinha uma resposta: Ele ainda a amava.

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Katherine era como uma cigana. Vivia de cidade em cidade. Mas por onde passava trazia destruição consigo. Trazia morte e dor. Trazia o cheiro da vingança nunca completada. Ele queria matar todos que via, ela queria tirar aquilo de dentro dela, aquela dor interna que a persegue por 500 anos. A dor de ver sua família toda morta, ensaguentada, no chão. Como se fossem ratos doentes que mereciam ser mortos. E aquela imagem, a assombrava. Mas outra imagem do qual ela se recordava a fazia ser melhor, a fazia amar. Essa, era a imagem de Damon. Mas ela se negava. Não, não podia ama-lo, até porque Katherine Pierce não ama ninguém, ela só usa todos, é fria, sem sentimentos, vadia. E era assim que ela queria que as pessoas a vissem, não queria que ninguém visse seu lado "Elena", seu lado fraco, gentil e bom. Mas Damon, Damon viu isso a muitos anos atrás. Ela ainda se recordava de como ele a olhava, não desejo, luxúria. Era amor. Ele a olhava com amor. E por baixo de seus pesados vestidos de época e por trás de um belo corpo, ele conseguiu ver a Katherine boa que ali era enterrada. Ele conseguia ver por trás da maldade, das mortes e das presas afiadas... um anjo.

E então, ao ver seus olhos a iluminando nem que fosse em um pensamento, ela ficava com vontade dele. De sentir seu toque, cheiro e relar em seus cabelos negros como a escuridão que a cercava. Seu interior pedia: Me faça ser sua, Damon. Me faça ser melhor. Seja minha humanidade. E ele queria ser, ainda queria.

Passando a lista telefonica ela para na foto dele, e se recorda do dia em que tirou-a. E sua imagem trazia uma paz que ela nunca tinha tido. E a imagem dela trazia uma paz que ele nunca tinha sentido. E um pensava no outro... em sincronia. Juntos.

Katherine entra em seu carro com apenas um destino em sua cabeça: Mystic Falls. Ela sabia que o encontraria por lá, sabia que ele ainda estaria a esperando. Mas, programava sua cabeça pra pensar em um: Vou apenas fazer uma visita a Stefan. Mentira, ela sabia que era mentira, mas as vezes, Katherine mentia tão bem que ela mesma conseguia acreditar nisso. E foi assim que fez, durante anos. E agora, tudo o que ela quer e te-lo em seus braços, beijar sua boca avermelhada e perfeita, provar do seu sangue.

[...]

Tempos de viagem, mas ela chega. Chega disposta a ve-lo e logo toma o rumo que sempre tomou: Mansão Salvatore. Ela conhecia bem aquele caminho que estava tomando, aquele caminho estreito a levava diretamente a ele. E já imaginava tocando sua pele, sendo fitada por seus olhos azul safira.

Desce do carro confiante, mas não faz ruído algum até a porta.

Ding Dong

Ela aperta a campainha. Mas, pra que isso? Entra na casa e fecha a porta sem fazer barulho. Caminha com seus saltos estrondosos até o andar de cima e se dirige até o quarto dele. O vê, deitado em sua cama e dormindo como um bebê. Sorri involuntariamente. Chega mais perto e corre a ponta de seus dedos por seu rosto... por sua barba mal-feita. E se arrepia. Mal sabia ela que ele estava acordado, sentindo o cheiro que não lembrava a anos, mas que adorava. E então, seus olhos se abrem, e sua mão segura a dela que passava lentamente por seu rosto e pescoço. Azul no Negro. E tentando não demonstrar sentimento algum, Damon apenas se levanta e se encaminha pro banheiro, pra lavar o rosto.

– O que faz aqui? — pergunta ele enquanto enxuga delicadamente os olhos.

– Só uma visita pra vocês. — ela sorri, cínica. E Damon, observa aquele sorriso que o trás calma.

– Suas visitas sempre tem um propósito, Katherine. — diz ele chegando mais perto dela, agora podendo sentir seu hálito. Encosta na porta e cruza os braços, tentando parecer mais forte, bonito, atraente pra ela. Que percebe.

– Uau! que saudades eu estava desses seus músculos. — ela passa as mãos. E rapidamente ele as tira, não podia fraquejar agora.

– Conta outra. — ele olha diretamente em seus olhos. — Essa já está velha, porque não fala sua verdadeira intenção? — continua ele, se preparando pra ouvir que ela veio por Stefan.

– Eu vim por você. — diz ela, e uma vez em sua vida não mente, é sincera. E uma vez em sua vida fica com medo da resposta dele. Coisa que não lhe pertencia era medo, mas agora, parecia muito relevante rever sua lista de pertences e não pertences.

Damon apenas abre um sorriso. Querendo acreditar, mas não pode. Afinal, se tem uma coisa que ele aprendeu, é em não confiar em Katherine.

– Katherine, Stefan te rejeitou? — ele levanta uma sobrancelha e depois sai da vista dela, voltando pro quarto, se sentando na cama. Cansado demais pra jogos. Ela o acompanha.

– Eu amo você, Damon. E essa é uma das poucas vezes que não estou mentindo. — Ela sorri e olha pro chão. Envergonhada? Sim, Pierce estava envergonhada. Ele chega até ela com sua velocidade vampirica, e a segura pelos braços a deixando imóvel. Mas ele sabia, ela podia sair... se quisesse. Mas não queria. Damon olha profundamente nos olhos dela, procurando a verdade. E por um momento, se lembra da Katherine em que se apaixonou. A que era doce, mas sabia ser amarga. A que era calma e nervosa. Quente e fria. A que amava, e a que era capaz de fingir isso também. — Eu amo você. — ela torna a repetir, quase sem palavras.

– Eu te esperei por cento e quarenta e cinco anos! — diz ele exaltado. — Te procurei, abri a tumba e você não estava lá. Você volta, e me diz um: Eu nunca te amei, sempre foi Stefan. Não deve saber o quanto isso dói, deve? — diz ele quase num grito, e termina a frase em um sussuro, sentindo as lágrimas formarem em seus olhos claros e nítidos.

– Era preciso. Mas eu vi, Damon. Eu. Amo. Você. — ela diz pausadamente. e ele a fita, com uma lágrima escorrendo, escapando.

– Amor? Amor não é o bastante agora. — ele tenta ser forte, mas ela era sua fraqueza. Na verdade, sempre foi e sempre seria.

– Então eu te peço perdão. — era a primeira vez que ela pedia.

– Não tem como perdoar o que você me fez, me destruiu. Me estraçalhou. — Seu desejo de beijar a boca dela só aumenta, ele podia perdoar, se mostrar fraco. Mas não queria. Ele sente seu hálito, e um fogo dentro dele se acende. E por um momento, pensa em fraquejar. Sua humanidade grita socorro enquanto a dela, já estava pra fora.

– Mas... — Katherine desiste da frase, e sai, apenas sai do quarto antes que seu olhos se inundem por lágrimas salgadas e doídas. Ele sem entender nada, fica parado, estático. E então, corre até ela e a pega no colo, com sua velocidade a coloca na cama cuidadosamente, e agora, seu desejo por ela iria ser satisfeito. Damon sobe em cima do corpo magro e delicado de Katherine, e a beija com amor. Coisa que sentia falta. Ela com as ágeis mãos abre sua camisa e ele rasga sua blusa dando beijos por toda a parte nua que aparecia. Os olhos de Katherine brilham, e sua boca se afunda na veia dele. Provando de seu sangue enquanto ele faz o mesmo. Um amor sangrento, selvagem, e cheio de saudades. Damon faz leves movimentos de vai e vem enquanto segura os cabelos compridos sedosos e enrolados dela, os cheirando. Ela corre as mãos pelas costas dele, afunda seu rosto em seu pescoço sentindo seu cheiro marcante de novo. Ele coloca o máximo de velocidade e ela, se vira pra domar.

[...]

Amanhece e quando Damon acorda ela ainda está ali. Ela está ali! Não se foi, não o deixou. Suas mãos passam pela cintura fina da garota e ela suspira já acordada. Damon tira um cabelo de sua orelha e sussura.

– Promete que nunca mais vai me deixar? — ele suplica.

– Eu prometo, Damon. — ela diz. E dessa vez, Damon podia sentir que era verdade. E ela por sua vez, não mentia. E era isso que iria os unir. Além do amor, da compatibilidade, do carinho... o famoso perdão.

Notas finais
Gostaram??? Comentsss porfa
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!