Let It Snow

13 Capítulo 13


Notas iniciais
Vou mudar o sobrenome da Lizoca para Bennett, obrigada

Abri meus olhos e vi que ainda estava na mesma posição na qual dormi. Abraçada a Jack.

— Ei bom dia — sorri

Ele sorriu e me deu um beijo suave na bochecha.

— Bom dia. — disse ele — Dormiu bem?

— Bah, sim. — ri — Agradeça ao Sandy por mim.

— Como você sabia? — perguntou ele sorrindo

— Eu não tinha um sonho lindo assim desde minha infância, só podia ser obra dele. — ri

— Ele veio falar comigo e viu você dormindo tão bonitinha que pediu para eu deixar ele te dar sonhos lindos. — suspirou Jack — E eu deixei né…

— Obrigada Jack. — sorri

— Por nada. — disse ele se virando para a tv.

Olhei e vi que Jack já estava assistindo uma das últimas cenas do último filme.

— Você pulou todos os filmes!? — exclamei — Não vale! Tem que ver todos!

— Lizzie — riu ele — Eu vi todos.

— Impossível! — eu disse — São mais de dezesseis horas de filme.

— Que horas você acha que são? — riu ele

— Onze? Meio-dia? — ri — Na verdade, eu não sei.

— São quase seis da tarde. — riu ele

— O QUE? — exclamei

— Eu achei que você tivesse entrado em coma. — brincou ele

— Há! Engraçado. — desdenhei

— Não, na verdade você falou a noite inteira.

— Falei o que, posso saber? — ri

— Não identifiquei a palavra. — disse ele seguro

O Jack é muito bom contando mentiras, eu nunca sei se ele está sendo verdadeiro.

Vi a cena final de Harry Potter e suspirei.

— Tudo estava bem, Jack. — sorri — Gostou?

Ele olhou para baixo e sorriu.

— Eu adorei.

— Sério?! — sorri

— Sim, é brilhante! — disse ele

— Sempre o tom de surpresa. — eu disse

Ele abriu a boca para falar alguma coisa mas foi interrompido por uma pessoa entrando no quarto.

— Bom dia. — disse Bea

— Ei! Bom dia. — sorri — Tudo bem?

— Ah, to. — disse ela — To bem sim.

— Que ânimo. — eu suspirei

— Ah sim, eu preciso falar com os dois. — disse ela

— Aconteceu alguma coisa? — perguntei

— Não. — disse ela — Quer dizer, sim.

— O que foi? — perguntou Jack

— Primeiro, Jack, a Rachel já ficou com alguém. — disse ela

— Wow. — eu disse — Mas já?

— Sim. — disse ela

— Com quem? — perguntou Jack

— John Shepard. — disse ela com uma indiferença forçada.

— Nossa Bea! — disse ele — Eu sinto muito, mas muito mesmo.

— Está tudo bem, Jack. Eu não me importo.

— Só isso? — sorri

— Não. — suspirou ela — Lizzie, eu… Lizzie, eu fiquei com o Dave.

Arregalei os olhos.

— O Dave? — conferi

— Sim. — disse ela — Me desculpa, eu não consegui evitar. Ele estava triste sentado, eu estava triste sentada. Ele é muito lindo, desculpa.

— Ahn, eu acho que tudo bem. — suspirei

— Sério? — ela animou-se

— Ah, não é a melhor coisa mas tudo bem. — eu disse

Ela deu um sorriso leve e constrangido.

— Alice. — disse Jack — Você chamava a minha namorada de Você-Sabe-Quem? Sério mesmo?

Ri.

— Ela te fez assistir Jack? — riu Bea

— Fez, eu amei! — riu ele — Mas Alice, você não tem jeito né? — Não. — ri

Ele riu e me deu um cascudo.

— Eu vou ao banheiro — disse Bea

Ela entrou no banheiro e Jack me abraçou forte.

— Foi muito gentil o que você fez. — sussurrou ele em meu ouvido — Eu sei que você não gostou muito disso.

— É totalmente estranho, mas eles se merecem, os dois merecem alguém especial. — sussurrei

— Você também merece. — disse ele — Merece alguém muito, mas muito especial.

Deitei no seu ombro e suspirei. Bea saiu do banheiro e sorriu.

— Quer dormir na minha casa Lizzie? — perguntou ela

— Claro. — sorri e me virei para Jack — Consegue ficar sozinho na casa por uma noite?

— So-so-sozinho? — brincou ele — Claro né Lizzie. Divirta-se!

Peguei minhas coisas e saímos.

Eu amava a casa de Bea, os pais dela eram escritores então a casa era cheia de janelas e de coisas bonitas, não que isso tenha muito a ver com a profissão deles. O quarto de Bea era bem diferente do meu, tinha paredes pintadas de lilás e varias luzes de natal espalhadas.

Deitei na cama dela e ela sentou do meu lado.

— Eu realmente sinto muito, Lizzie. — disse ela

— Bea, está tudo bem. — sorri — Vocês merecem alguém especial.

— A gente não está junto. — disse ela — Foi uma coisa instantânea, casal de uma noite só.

Observei os olhos dela, estavam cheios de dor.

— Bea — suspirei — Você gosta dele.

— Não vai acontecer de novo, Lizzie. — suspirou ela

— Você que sabe. — suspirei

— Quer ver filme? — disse ela sem jeito

— Claro. Bota aí.

— Liz? — perguntou ela — Está acordada?

— Agora to. — resmunguei

— É estranho como a vida passa rápido né? — disse ela

— Onde você quer chegar? — ri

— Não sei, eu me peguei pensando nisso. — disse ela — A gente está no último ano. Daqui pra frente, tudo vai estar mudado.

— Nem tudo. — suspirei

— E Liz — começou ela

— O que foi? — perguntei

— Nada. — riu ela — Você estava falando enquanto dormia.

Ri e voltei a dormir.

Como eu odeio segundas feiras. Só tem aula com professor chato. Fui no meu armário para guardar os livro de matemática, aleluia aquela aula havia acabado! Brad Handler e Paolo DiCamillo estavam rindo encostados em um armário perto do meu.

— Muito biscate! — disse Paolo

Paolo se achava incrível só porque veio da Itália. Muitas meninas amavam ele por causa do sotaque e do suposto romantismo. Ele era um babaca, só perdia para o Brad. Brad estava com o uniforme de time, ele estava suado mas o treino não havia acontecido. Como se garotas gostassem de um cara suado.

— Ela é gostosa vai! — riu Brad — Eu dava uns pegas bonitos nela. Mas, se eu fosse a melhor amiga dela, eu não deixaria ela pegar meu ex-namorado.

Trinquei os dentes e fechei o armário com força.

— Ei Bennett! — gritou ele [Nota da autora: Se você leu as notas iniciais do capítulo, pode continuar. Se você não leu, volta lá sua criatura preguiçosa e leia]

— O que foi? — eu disse entre os dentes

— Como se sente tendo a vadia da sua melhor amiga pegando o seu namoradinho?

— Você só está com ciúmes. — eu disse — Bea consegue ficar com quem ela quiser, enquanto você levou quantos foras seguidos? Dois? Três?

Ele segurou meu cabelo e me encostou no armario.

— Você se acha muito engraçadinha, não acha? — ele começou

— Eu diria que meu senso de humor é bastante perspicaz. — ri

— Cala a boca e vá embora. — ele disse

Ele me soltou e eu fiquei encarando ele. Por fim ri.

— Lembrei! Foram quatro!

Ele me olhou com fúria nos olhos, sorri e me virei.

Nunca dê as costas para um inimigo. Nunca. Eu provavelmente teria quebrado meus dentes porque Brad foi me dar uma rasteira. Mas um pé impediu o dele.

— Nananinanão. — riu Jack

— Ah que lindo! — disse Brad com ironia — Seu próximo cliente veio te salvar Bennet!

Eu ri da cara daquele idiota mas Jack ficou irritado.

— Você vai doar esse pra melhor amiga também? — disse ele Jack ergueu a mão para dar um soco na cara dele mas eu segurei-a. Acabei levando um soco na barriga mas era por uma boa causa: quem brigasse era expulso.

— Ei, tá tudo bem. — eu disse segurando o rosto de Jack — Vamos.

Brad e Paolo se afastaram rindo. Puxei Jack para uma sala vazia para ele se acalmar.

— Por que você não me deixou quebrar a cara dele? — perguntou Jack muito furioso.

— Não valia a pena. — eu disse

— Claro que valia! — exclamou ele — Ele te xingou várias vezes, você sabe que eu ouvi.

— Jack, eu não me importo! — eu disse — Olha pra ele, é um idiota.

— Mesmo assim.

— E você seria expulso! — eu disse — Se você desse um soco sequer nele!

— Mas eu dei um soco. — ele disse

— Não foi nele. — suspirei

Ele arfou.

— Foi em você? — perguntou

— Foi mas eu estou bem. — ri

— Onde foi?

— Aqui na lateral da barriga. — suspirei

Ele colocou a mão no local e a outra na minha bochecha. Ele abriu a boca mas logo fechou. Eu olhava para seu rosto. Seus olhos azuis eram de tirar o fôlego. Seu nariz perfeitinho. Sua boca. Parecia ser tão macia. A porta se abriu e Carol entrou. Jack tirou a mão da minha bochecha.

— Wow. — disse ela e, virando para trás, acrescentou — Espera aqui Tommy.

Ela virou para nós e cruzou os braços.

— Devo me preocupar com isso? — disse ela apontando para a mão de Jack, que permanecia em minha barriga.

— Sua irmã levou um soco. — riu ele, tirando a mão.

— Por dentro ou fora da barriga? — zombou ela

— Ai que hilária Carolina. — eu disse sarcasticamente — Fora.

— Foi forte? Quem te deu um soco? — perguntou ela sorrindo.

— Foi forte. — eu ri — Jack.

Ela riu um pouco e nos encarou.

— Vocês são o melhor casal do mundo. — riu ela — Agora caiam fora.

Notas finais
Oi amo vcs. Eu sei que é ridí­culo pedir isso mas pra quem ainda não lê: eu tenho mais duas outras fics (aqui na mesma conta do nyah mesmo), quem puder me ajudar e pah. Enfim, parei com isso. BEIJO PRA VCS AMORES, E REVIEWS ME FAZEM ANIMADA E LEGAL. Obrigada por tudo