Let It Snow
10 Capítulo 10
Acordei com uma coisa pesada em cima de mim.
— Qual é, Jack? — ri
— Vai comigo ver terno. — disse ele — Por favor.
— Por que você não chama a Rachel? — perguntei
— Por que eu prefiro você. Ela vai querer me fazer usar um terno da cor do vestido dela ou algo assim.
Abri meus olhos e encarei os dele.
— Por que você faz isso? — suspirei
— Isso o que? — perguntou ele
— Você não gosta dela. — eu suspirei — Você está se fazendo sofrer de propósito.
— Não é assim. — disse ele — Eu não estou sofrendo, tecnicamente.
Não falei nada. Fiquei olhando para o rosto que eu conhecia muito bem. Nenhuma imperfeição, sujeira nos dentes, espinhas e cravos. Passei a mão por suas bochechas e em seu cabelo. Estávamos muito próximos mas eu não tinha forças para me afastar. Ele mordeu os lábios e seus olhos ficaram pesados.
Saí do transe e olhei para o lado. Ele também saiu.
— Ahn, eu vou te esperar lá na sala. — disse ele dando um impulso para se levantar.
— Ok, eu não vou demorar.
— Ok. — disse ele
— Para de flertar comigo! — exclamei lembrando de um livro.
— Para você. — disse ele
— Isso é de um livro Jack. — ri
Ele revirou os olhos.
— Que bom, porque eu nunca flertaria com você em nem um milhão de anos. — disse ele
— Eu também não. — retruquei — Porque você sabe: você é muito irritante.
Ele riu e coçou a cabeça.
— Totalmente. — disse ele saindo.
Sorri e levantei da minha cama. Percebi que ainda estava sorrindo quando cheguei no banheiro e me olhei no espelho.
— O que você está fazendo, sua imbecil? — perguntou meu reflexo
— Não tenho a menor ideia. — suspirei
…
— Não, o primeiro estava bem melhor que esses dois. — sorri — E não, Jack, por mais que seja muito maneiro, você não pode ir com o terno verde.
— É o mais legal de todos! — exclamou ele
— É mesmo, mas não cabe na ocasião. — ri
— Invejo as garotas, elas escolhem as cores de seus vestidos. — bufou ele. Ele veio até mim e me segurou — Que cor é o seu?
— Azul — sorri
— Sabia. — disse ele.
Ele se separou de mim e foi trocar mais uma vez. Me escorei na parede e ia sentar quando vi uma figura bem conhecida entrar na loja. Meu coração pulou, como sempre.
Como se soubesse que eu o olhava, Dave virou para trás.
— Lizzie. — sorriu ele
Ele foi em minha direção.
— O que a senhorita faz em uma loja de ternos? — sorriu ele
— Fui obrigada. — ri
— E ai Dave? — gritou Jack do provador
— E ai Jack? — riu Dave — Acordando a Lizzie cedo num sábado?
— Tem que ser né, se deixar ela dorme até depois do baile.
— Topa um sorvete? — perguntou Dave
— Jack, você se importa? — gritei
— Não! — disse ele — Eu preciso pensar mais um pouco nos ternos, quando eu acabar eu te ligo.
— Tudo bem. — eu disse — Mas Jack, se você alugar o verde, você vai sofrer.
— Ouch! — riu ele — Ok, Alice. Vai logo.
Ri e saí com o Dave.
— Você não ia ver um terno ou algo assim? — perguntei
— Eu já aluguei o meu. Vim buscar. — sorriu ele — Mas acho que vou ter que buscar depois né?
— Desculpa. — ri
— Não foi nada. — sorriu ele
Chegamos na loja de sorvete e sentamos com nossos potinhos. Dave me olhava com atenção.
— O que foi? — sorri
— Nada — riu ele — Eu gosto de te olhar.
Sorri timidamente. Ele chegou perto de mim e me deu um beijo calmo. Ele ficou me olhando com nossas testas coladas.
Fiquei completamente sem reação.
— Foi tão ruim assim? — perguntou ele rindo
Ri e beijei ele de novo. Cheguei mais perto dele e senti algo vibrar no meu bolso.
— Droga Jack. — riu ele
Peguei o celular e atendi.
— Oi. — trinquei os dentes. — Ok, tchau.
— Era ele? — perguntou Dave
— Sim — respondi — Ele está vindo.
— Ok. — disse ele — Eu tenho que ir mesmo. A gente se vê na aula.
Ele me deu um selinho e saiu.
— Eai? — sorriu Jack sentando do meu lado.
— Oi — eu disse
— Dave foi embora? — disse ele
— Foi. — eu disse
— Você vai no jogo hoje? — perguntou ele
— Hoje tem jogo? — perguntei
— Sim. — riu ele — Semifinais.
— Ah, verdade.
— Seus lábios estão coradinhos. — disse ele
— É? — perguntei ingênua
— Eu acho que não foi o sorvete. — riu ele
— Provavelmente não. — ri
Levantamos e ele colocou o braço sobre meu ombro.
— Desculpa, de novo. — susurrou ele no meu ouvido.
— Tudo bem. — sorri
Fomos andando no caminho de casa.
— Afinal, qual terno que você pegou? — perguntei e olhei pra ele
— O que você gostou. — riu ele — Era o mais bonito mesmo.
— Eu disse. — eu disse
Ele olhou pra mim e rimos.
Quando chegamos em casa, eu fui pro meu quarto.
— O jogo é as 8 horas. — disse ele — Eu vou ficar no banco.
— Eu vou também. — eu disse — Assistir você.
— Aham, eu. — riu ele
— Lizzie! Jack! -escutei minha mãe nos chamar da sala.
Em um segundo eu já estava na escada.
— Wow — eu disse espantada
— De nada. — disse Jack
Ri e fomos ao encontro de minha mãe.
— A gente estava pensando em ir pro sítio, no final de semana. Como é o baile de vocês, eu queria saber se vocês se incomodariam.
— Tudo bem, mãe. A gente vai ficar bem. — sorri
— Jack, não deixa ela aprontar. — disse minha mãe
— Claro que não! — disse ele e, virando para mim, acrescentou — Escutou né?
— Bleh. — ri
Ele riu e subimos de volta pro quarto. Peguei o telefone e disquei o número de Bea. Deitei na cama e Jack deitou do meu lado
— Oie — eu disse — Vem aqui. Beijo, tchau.
— Ah amiga! Tenho que te contar, peguei o gostoso do Dave. — disse Jack com uma voz fina
— Cala a boca, Jack. — ri
— Mas o Jack, como sempre, interrompeu! — continuou ele
Coloquei minha mão direita na sua boca e ri.
— Você tem alguma coisa a ver com isso? — sussurrei
— Eu só disse pra ele ir fundo que ele iria gostar. — sorriu ele
Sorri e passei a minha mão pelas suas bochechas. Ele sorriu também.
— Olha quem chegou! — disse Bea entrando no meu quarto.
— Bea. — sorri
— ELA PEGOU O DAVE! — gritou Jack.
— JACK! — exclamei
— ALELUIA — gritou Carol, que passava pelo corredor.
— AEEEEEEEEW — gritou Bea
— Por que vocês são assim? — ri e afundei minha cabeça no travesseiro.
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