Let It Snow
4 Capítulo 4
— Eu vou entrar para o time, me decidi. — disse Jack enquanto estávamos andando para a minha casa.
Ainda estava muito frio, mas Jack não precisava mais fingir que era normal então ele havia me emprestado sua jaqueta.
— Acho que você vai se sair muito bem. — sorri
— As vezes você age como seu eu fosse seu amigo. — ele sorriu
— Você é meu amigo. — revirei os olhos. — Mas não me faça dizer isso em alta voz de novo.
Jack riu, me pegou no colo com um abraço e começou a me girar.
— Jack. Jack. O que você está fazendo? — perguntei
— Eu sou seu amigo! — ele sorriu
— Jack, é sério. — ri — Nós vamos escorregar na neve.
— Jack Frost não escorrega na neve. — ele sorriu
— Jack Frost segurando Alice Bennett escorrega. — eu disse
Ele sorriu e me colocou no chão, bem em uma parte congelada da calçada, me fazendo escorregar e puxar ele para o chão comigo.
— Eu falei. — murmurei
— Você escorregou na neve, não eu! — ele protestou.
Ele se levantou e me puxou para a vertical novamente.
— A culpa foi sua. — bufei
Ele riu.
— Minhas costas estão molhadas. — choraminguei
— Quer que eu peça para o vento nos levar para a casa? — ele perguntou
— Como se eu não estivesse fria o bastante. — ri
Jack riu.
— Eu esqueço que você sente tanto frio assim. — ele sorriu
Sorri e continuei andando. Faltava pouco para chegarmos em minha casa.
— Se prepara para jogar pó mágico na minha família para eles acreditarem nessa história de intercâmbio. — eu disse, quando paramos em frente à porta.
Ele assentiu e a abriu, fazendo um gesto para que eu entrasse na frente.
Fui até a sala, onde minha mãe estava sentada vendo televisão. Jack foi até ela e jogou seu pó mágico no topo de sua cabeça.
— Oi mãe. — sorri
— Ei, Liz. — ela sorriu — Como foi no shopping? E na escola?
— Foi legal. — respondi
— O que você comprou? — ela perguntou
— Um livro. — ri
— Claro… — ela disse
— Mãe, esse é Jack. — eu disse
Ela se virou para nós e sorriu para Jack.
— Oi, Jack! — ela disse — Me desculpe, não tinha te visto aí.
— Muito prazer, Sra. Bennett.
Ela sorriu.
— Jack é intercambista do Canadá e ele vai ficar aqui em casa. — eu disse
— Claro. — minha mãe disse
Eu definitivamente precisava de um pouco daquele pó mágico.
— Onde estão a Carol e o Peter? — perguntei
— Carol no italiano e Peter no treino de Lacrosse. — minha mãe disse, dando de ombros.
Assenti.
— Bom, vou arrumar o quarto de visitas para Jack. — eu disse
Minha mãe sorriu e assentiu.
— Até depois. — sorri
Jack e eu subimos até o meu quarto.
— Seu quarto é o do lado. — eu disse — Está sempre arrumado.
Jack sorriu e me deu um beijo na bochecha.
— Eu vou tomar banho e colocar meu pijama novo. — ele disse
Ri.
— Certo.
— Meu cajado está embaixo da sua cama. Não mexa nele ou você vai acabar se congelando.
— Não tenho medo do gelo. — desdenhei
— É, mas você odeia. — ele disse
— Eu não odeio, é só que é gelado. — ri
Jack riu.
— Estou indo. — ele disse
Assenti e ele saiu do quarto, carregando sua sacola,
Olhei embaixo da cama e, de fato, tinha um enorme cajado de madeira ali.
Peguei meu computador e terminei um trabalho da escola que teria que entregar no dia seguinte.
Jack entrou no meu quarto, de pijamas, e se jogou na cama ao meu lado.
— O que você achou da escola? — sorri, colocando meu computador na bancada.
— Ótima — ele sorriu
— Impossível. — murmurei
Jack riu.
— É legal conhecer pessoas e aprender. — ele deu de ombros
Ri.
— O que você achou das pessoas? — perguntei
— Todos foram muito gentis. — ele disse — Dave é muito gato.
O encarei e mostrei minha língua, fazendo-o rir.
— Nem vem… — murmurei
— Por que você não conta para ele que você gosta dele? — perguntou Jack
Ri.
— Você é doido. — eu disse
— É sério! — ele disse — Vem treina comigo.
— Jack… — suspirei
— Alice. — ele disse
Olhei para ele e suspirei mais uma vez.
— Certo. — eu bufei
Jack segurou minha cintura e me olhou.
— Alice, você disse que tinha algo para me dizer. — ele disse
— Isso é ridículo. — eu ri
— Não é esse o espírito. — Jack disse
— Jack, é sério. — ri
— Vou fazer cócegas em você. — ele disse
— Vou não ousaria. — eu disse
Jack deu um sorrisinho e começou a fazer cócegas em mim.
Eu me torno um grande problema quando alguém me faz cócegas. Eu não consigo me mexer, e só fico rindo, mexendo minhas pernas enlouquecidamente, pedindo pra pessoa parar. E foi exatamente isso que aconteceu.
— Pare de se mexer desse jeito! — Jack riu
Jack fez força com o corpo para a frente e nós dois caímos da cama.
— Segunda vez que você me derruba hoje. — eu disse, trincando os dentes.
— As duas vezes foram culpa sua. — ele riu
— Filha? Está tudo bem? — escutei minha mãe gritar
— Está, mãe! — respondi
— Bea está subindo! — ela disse
— O que vocês estão fazendo deitados no chão? — perguntou ela, rindo.
— Eu fui brutalmente empurrada. — eu disse, me sentando.
— Vocês já começaram a pesquisa? — ela perguntou
Jack e eu nos entreolhamos.
— Pesquisa? — ele perguntou
— História! Pesquisa! Para amanhã! — riu ela — Vocês não prestam atenção?
— Eu estava olhando pela janela. — eu disse
— Eu estava olhando para uma coisa, nada importante. — ele disse
— É bom vocês dois começarem a prestar atenção! — ela ralhou — E, Alice, eu já disse que você não pode sentar perto da janela nas aulas de história, dá para ver o campo.
— Eu não estava olhando para o campo. — menti
Bea revirou os olhos e ligou meu computador.
— Ei! — reclamei
— Você quer fazer o trabalho? — ela perguntou
— Pode fazer. — sorri
— Foi o que pensei. — ela riu
Deitei de novo e comecei a brincar de batalha dos dedões com Jack.
— Vocês dois pretendem levantar do chão?
— Vem deitar com a gente, B. — sorri — Eu deixo você ficar do lado do Jack.
— Eu estou fazendo o trabalho. — ela disse — Mas obrigada pela oferta.
Jack riu.
— Está com fome? — ele perguntou
— Ela sempre está com fome, Jack. — murmurou Bea.
Sorri.
— Vamos pegar alguma coisa para comer. — ele disse
Ele me ajudou a levantar e abaixou as costas, para que eu subisse nelas.
— Por favor, não caiam na escada. — Bea disse
— Seria a terceira vez que Jack me derrubaria hoje. — ri
— Duas vezes são o bastante. — ela riu
Jack saiu do quarto e trotou até a cozinha. Ele me colocou sentada na bancada e abriu o armário.
— O que eu pego? — ele perguntou
— Pega a Nutella. — eu disse
— Ahn, finalmente vou provar a famosa Nutella! — ele sorriu
— Você nunca comeu Nutella?! — exclamei
Jack negou.
— Pega uma colher na gaveta. — eu disse, apontando para a primeira gaveta ao lado da pia.
Jack pegou a colher e me entregou, junto com o pote.
Peguei um pouco de Nutella e sorri para ele.
— Fecha os olhos. — eu disse
— Como eu vou saber se você não vai colocar uma coisa horrível na minha boca? Como ração de cachorro.
— Nós nem temos um cachorro. — ri — E você tem que confiar em mim.Jack suspirou e fechou os olhos. Ele abriu a boca e eu coloquei a colher lá dentro.
— Não abra ainda! Sinta o sabor! — sorri
Jack fez uma expressão de felicidade.
— É realmente muito bom. — ele sorri
— De nada. — sorri
— Obrigado. — ele disse
Ele foi até a gaveta e pegou mais duas colheres.
— Vamos subir? — ele perguntou
Assenti.
Desci da bancada e fui até meu quarto.
Lá, Bea estava imprimindo o trabalho.
— Você fez esse trabalho em cinco segundos! — exclamei
— Foram dez minutos. — ela disse, dando de ombros.- Você é maravilhosa. — sorri
Ela riu.
— Quer Nutella? — Jack perguntou
— Sempre. — disse Bea
Me deitei na cama e os dois deitaram ao meu lado.
— Nutella e amigos. — suspirei — Eu preciso de mais alguma coisa?
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