Let It Snow
25 Capítulo 25
– Lizzie — arfou minha mãe com lágrimas nos olhos.
Ela conseguira me ver, afinal.
– Mãe. — eu disse a abraçando
– Isso é impossível. — disse ela — Olha só para você! Está linda!
– Hm, obrigada mãe. — bufei — É muita gentileza.
– Larga de bobagem. — riu ela — Você ficou mais linda.
Sorri para ela e olhei para o meu pai.
– Você consegue me ver desde quando? — sorri
– Desde que Jack falou. — sorriu ele
Abracei ele e ele fez carinho em meus cabelos. Soltamo-nos e ele sorriu para Jack.
– Não acredito que eu não te reconheci Frost. — disse meu pai
– Você costumava ter olhos melhores. — sorriu Jack — Quando mirava bolas de neve na cabeça de garotas.
– É verdade. — riu meu pai — Como vocês fizeram isso?
– Fizemos o que? — perguntei
– Essa transformação. — disse ele
– Bem… a gente…é… — eu disse
– Entendi — bufou meu pai fuzilando Jack
– Me desculpa. — riu Jack
– Talvez depois. — disse meu pai — Daqui a uns quarenta anos.
– Vamos esperar então. — disse Jack
– Jack Frost, eu quero te matar. — disse meu pai
– Você não conseguiria. — disse Jack
Meu pai acertou um tapa na cara de Jack.
– Pai! — exclamei
– Filho! — exclamou meu avô
– Eu pedi — disse Jack massageando a bochecha — Não se preocupem, Lizzie e Jamie.
Dei um beijo em sua bochecha e ele piscou pra mim. Minha mãe apoiou-se com dificuldade no meu pai.
– O que vamos fazer sem a nossa filha? — choramingou ela
– Vocês já têm outra. — disse Carol entrando na cozinha
Minha mãe a fuzilou com os olhos.
– Calma mãe. Eu estava brincando. — riu ela — O que aconteceu com Lizzie?
– Pergunta para o Frost. — disse meu pai
– Você transformou ela, não foi? — bufou minha irmã
– Como você sabe quem sou eu? — perguntou Jack
– Peter me contou. — disse ela — Cadê a Lizzie?
– Do meu lado. — disse ele
Ela semicerrou os olhos e sorriu.
– Alice — disse — Que belo par você arranjou.
Ela me abraçou e eu sorri.
– Eu arranjei o melhor. — ri
– Eu vou fingir que não captei uma pitada de ironia, Alice. — disse Jack
– Você sabe que eu te amo — sorri
– É bom mesmo. — disse ele beijando minha testa — Afinal, você vai ter que passar muito tempo comigo.
– Felizmente — eu disse
Peter entrou na cozinha e sorriu para mim.
– Oi Lizzie — disse ele
– Essa foi rápida. — eu disse — Oi Peter.
– Você vai cuidar dela? — perguntou ele a Jack
– Sempre — respondeu Jack
– Então está tudo bem. — sorriu ele. — Você vai visitar a gente, não é?
– Claro que vou. — ri — Eu vou brincar na chuva com seus filhos.
Peter andou até o armário, pegou um pacote de bolachas e saiu da cozinha junto com Carol.
– A gente tem que ir. — disse ele no meu ouvido — Os Guardiões querem te ver. Dessa vez, você não precisa se preocupar com a Fada.
– Eu precisava antes? — perguntei
– Pessoas, como sua melhor amiga, acham que a gente combina. — sorriu ele
– Acho que ela mudou de ideia. — ri
– Você ficaria admirada com a quantidade de casais nos quais eu sou parte. — riu ele
– É porque eles não me conhecem ainda. — sorri — E eu não me importo.
– Eles vão te amar assim como eu. — sorriu ele
– Tomara. — ri
… … …
– Ei — disse Jack beijando meu pescoço — O que você está fazendo?
– Olha o que eu achei — sorri mostrando pra ele a capa do que eu estava lendo.
– Não acredito. — disse ele sentando no sofá ao meu lado — Essa coisa tem uns vinte anos.
– Vinte e cinco, para ser exata. — ri
– Você era tão careta com dezessete anos. — riu ele — Ninguém mais escrevia um diário.
– Eu continuo com dezessete anos. — sorri
– Por fora. — sorriu ele
Beijei ele.
– Você já leu tudo? — perguntou ele
–Eu li até quando a gente contou para minha família. — sorri — Mas não tem mais nada escrito.
– Aquele dia foi engraçado — riu ele se lembrando- Seu pai me acertou com um tapa.
– Você estava merecendo. — eu disse
– Vamos passar o natal com eles esse ano? — perguntou Jack — Só faltam quinze anos pro seu pai me perdoar.
Ele resmungou e tirou o diário de minhas mãos. Ele foi passando página por página e, entre as que estavam brancas, achou uma página que tinha algo escrito.
– Lê para mim? — disse ele me entregando o diário
– Leio — sorri
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