Let It Snow

21 Capítulo 21


– E eu nunca amei ninguém desse jeito. — disse ele — Vai fiar tudo bem, eu sei que vai.

Assenti e sorri para ele. Ele continuou me olhando e eu beijei ele.

– Eu continuo com fome. — disse ele

– Vamos comer. — eu disse levantando e o puxando para cima.

Saímos do banheiro e Carol continuava sentada na cama. Ela levantou os olhos para nós e revirou-os.

– Você vai embora, Jack? — perguntou Carol

– Vou — disse ele

– Vou ter que aguentar a Alice depressiva. — murmurou ela

Saímos do quarto e fomos comer os sanduiches.

– Quer saber o sexo do bebê? — sorriu ele

– Não sei. — ri

Ele ficou me encarando.

– Me fala no meu ouvido? — perguntei

– Não tem mais ninguém aqui. — riu ele

– Mesmo assim.

Ele chegou perto de mim e sussurrou uma única palavra no meu ouvido. Enquanto ele se afastava, dei um beijo na sua bochecha.

– Eles realmente gostam de você, sabe, Os Guardiões. — sorriu Jack — E eles disseram que sentem muito.

– Eu gosto deles também. — eu sorri

– Você quer ver um filme? — perguntou ele

– Não. — eu disse — Eu só quero dormir.

– Tudo bem.

Deitei com a roupa de Fada mesmo e Jack se levantou do chão e se dirigiu para a porta. Levantei correndo e puxei ele para a cama comigo. Ele tirou o casaco que sempre usava e deitou. Apaguei o abajur e dormi em seu peitoral frio.

– Pronta? — sorriu ele — Pegou roupas? Casacos? Escova de dente?

– Hm, eu acho que sim. — sorri

– Ei — disse ele levantando meu rosto — Melhora essa cara. Eu gosto tanto do seu sorriso.

Sorri e beijei ele.

– Bem melhor. — riu ele

Peguei na mão dele e fomos andando até a casa de Dave, iríamos no carro dele.

– Vocês estão prontos para nossa grande aventura, exploradores? — perguntou Dave quando nos viu chegando

– Nem um pouco. — riu Jack

Olhei para Jack e ri. Ele me puxou para dentro do carro e Dave deu a partida.

– Você tem que me ensinar a chegar lá, Jack. — disse Dave

– É fácil — sorriu

Jack foi falando quais caminhos Dave deveria tomar e eu logo percebi onde estávamos indo.

– Aquele lugar? — perguntei

– Aquele lugar — riu Jack — E aquela árvore também.

Ri e ele continuou.

– A Lizzie gosta muito daquela árvore, Bea. Você tinha que ver a cara dela quando eu…

– Para! — exclamei

Todos riram mas não terminou a frase.

– É aqui Dave — disse ele

Dave estacionou e nós quatro descemos do carro.

– Bea, espera aqui. — disse Dave — Vou montar nossa barraca.

– Eu e a Lizzie vamos andar por aqui. — disse ela — Tudo bem?

– Tudo — disse Dave

Andei até Jack e puxei ele pra perto.

– Consegue se virar com a barraca? — perguntei

– Claro que consigo. — disse ele — Pode ir.

– Quer que eu fique com você?

– Eu sempre quero que você fique comigo, mas vai com a Bea. — disse ele

– Tudo bem. — eu disse — Já volto.

– Cuidado com a mata escura. — riu Jack — Mas aproveita a traz alguns galhos pra fogueira?

– Se eu gritar você corre para me salvar? — sorri

– No mesmo segundo. — disse ele

Sorri para ele e fui acompanhar Bea. Demos a volta no lago e colocamos os pés na água.

– Está tudo bem? — perguntou ela — Vocês dois estão um pouco estranhos.

– Ele vai embora. — eu disse

– Poxa, Lizzie. — disse ele — Eu sinto muito. Mesmo.

– Obrigada. — eu disse.

– Quando ele vai?

– Amanhã. — suspirei

– Ei. — disse ela — Isso não significa o fim de vocês dois. Um amor como esse não pode terminar assim, é contra as regras das comédias românticas.

– Você acha que somos uma comédia romântica? — ri

– Eu prefiro a palavra escrita. — riu ela — Um livro ou até uma fanfic.

– Ninguém gosta de histórias tristes. — eu disse — Ninguém leria isso.

– Eu acho que leriam. — disse ela — Principalmente se não for uma história triste.

Levantei com ela e entrei um pouco na mata para recolher os galhos que Jack pediu. Ao voltar para onde os garotos estavam, vi que eles tinham conseguido arrumar as barracas, porem Dave estava todo suado e sem camiseta.

– Ele não me deixou ajudá-lo. — disse Jack rindo

– Tudo bem Jack — disse Bea abraçando Dave — Desse jeito ele fica sem camisa mesmo.

– Como se fosse difícil para você tirar minha camisa. — disse ele beijando -a na testa.

Sentei do lado de Jack e ele passou o braço pelo meu ombro.

– Está com frio? — sussurrou ele no meu ouvido — Eu posso colocar o casaco se você estiver.

– Se eu estiver com frio, você coloca o casaco? — brinquei

– Por causa da minha pele. — riu ele — Você sabe muito bem.

– Tem razão, eu sei. — sorri — Mas, não, eu não estou com frio.

– Ei gente! — disse Dave — Eu trouxe marshmallows!

– Boa Dave! — riu Jack

Nos levantamos e fomos até a fogueira que Dave já havia conseguido acender.

Pegamos um marshmallow cada um e espetamos em um graveto.

– Eu acho que a gente devia brindar. — disse Dave

– Com marshmallows? — eu disse

– Claro — disse ele

Sorri e levantei o meu acima do fogo. Todos repetiram o gesto.

– À nossa juventude. — disse Dave — Que ela seja lembrada.

Jack riu ao meu lado mas brindou mesmo assim. Olhei para ele e sorri. Jack ficava lindo à luz do fogo. Não sei se era o contraste com sua personalidade e aparência. Passei a mão pelo seu rosto devagar e sua boca abriu-se em um sorriso fraco e silencioso.

Acho que fiquei olhando tempo demais para ele, pois, quando desviei o olhar, vi que Bea estava cochilando no ombro de Dave.

– Ela dorme demais. — riu ele — Tem que dormir pelo bebê e por ela, eu acho.

Ri e me segurei para não falar o sexo do bebezinho que em breve seguraríamos.

– Eu vou levar ela pra barraca. — disse ele — Até amanhã gente.

– Até, Dave — sorri

Ele segurou Bea no colo e carregou ela até a barraca deles, que ficava de frente pra nossa.

Jack pegou um saco de bolachas que estava ao nosso lado e fez um saduiche de marshmallow com elas para mim.

– Fiz o papai noel te visitar, cozinhei e busquei comida para você todas as vezes que você pediu, assisti todos os filmes de princesa que você mandou, agora é só garantir que não tenha nevascas no aniversários dos pirralhinhos que você vai ter.

– Você é um homem de palavra, Jack. — sorri

Ele sorriu e deu de ombros. Fiquei quieta e ele virou meu rosto de volta para o dele.

– Eu só queria que você soubesse que se existisse qualquer coisa que eu pudesse fazer, eu faria. — disse ele

– Eu faria também. — eu disse — Mas não vamos falar nisso, tudo bem? Esquecer os nossos problemas, só por essa noite.

Beijei ele antes que ele pudesse responder. Ele segurou meu cabelo com força e me puxou pra mais perto dele.

– Ei Jack. — sorri — Eu esqueci te de falar.

– O que?

– Você é muito irritante.

Ele riu.

– Claro, eu já sabia.

– Eu to brincando. — ri — Eu te amo.

Ele riu mais alto.

– E depois eu que sou o irritante?

Ele me beijou com mais intensidade de que outrora e me carregou no colo até a nossa barraca.

– O que você esta fazendo? — ri

– Eu estou prestes a liberar muita neve — disse ele com os lábios ainda nos meus — É melhor que seja na barraca.

Ri e deixei que ele beijasse meu pescoço enquanto entrávamos na barraca. Ele me colocou no colchão e eu vi que a neve já estava caindo.

– Desculpa por isso — disse ele rindo enquanto me puxava pra perto — Essa droga de neve.

– Let It snow, let It snow, let It snow... — cantei

Jack riu e eu tirei a camiseta branca que ele estava usando. Ele riu e me puxou até que eu estivesse sentada em seus joelhos. Senti a mão dele percorrer todas as minhas costas e suspirei.

– Você não esta dopada? — sorriu ele

– Não — eu disse

– Nesse caso... — disse ele me puxando com firmeza para ainda mais perto dele.

(...)

– Droga Jack! — ri — Isso é muito gelado!

Notas finais
Obrigada por estarem acompanhando gente, vcs sempre são muito fofos nas reviews. Mereço mais fofuras? Beijão