Lestrange... Ridlle?
4 Capítulo 4
Me mexo de leve na cama e acabo chutando alguma coisa pra fora da cama. Abro os olhos e percebo que o barulho não acordou nenhuma das garotas, há não ser Hermione, que já estava acordada, na cama lendo um livro.
—Hey, psiu – cutuco ela, por sua cama ser ao lado da minha nem me dou o esforço de levantar da cama. Nem ao menos tiro as cobertas. Ela me olha com uma cara brava por eu ter interrompido sua leitura – Você viu quem deixou isso aqui? – pego o pacote do chão, a mostrando
—Vi, uma primeiranista dizendo que era de um tal de Theo. Não é do Theodoro Nott, é? –ela ergue as sobrancelhas e desembrulho o pacote. Mione pula pra minha cama pra ver o que é comigo
Assim que vejo o que é, não entendo de primeira, Mione arranca da minha mão, murmurando alguma coisa e resolvo ler o cartãozinho:
“Amberly,
Já que você não queria seu rosto deformado com um feitiço vindo de mim, eu pesquisei entre objetos trouxas e achei isso: um band-aid, ou algo assim. É um mini curativo pra ferimentos. Você tira os plásticos protetores e põe a parte sem cola no machucado. Aí tem um pacotinho inteiro deles pra você. Espero que goste.
Com amor,
Theo”
—Um band-aid? Porque te dariam isso? – pego a caixinha da mão dela e pego um, colocando no pequeno corte da bochecha como estava escrito. Sorrio
Coloco meu uniforme e Mione faz o mesmo. Assim que terminamos de nos aprontar, descemos para esperar os meninos. Rumamos para o salão principal, para o café da manhã. Atravessamos a porta e os outros três seguem para a nossa mesa, já eu vou até a mesa da Sonserina, procurando Theo com os olhos. O acho, de costas pra mim. Quando vou dar um beijo em sua bochecha, ele se vira e aquele beijo acaba se tornando um selinho.
A maioria da mesa olha pra nós, e eu me afasto, andando rápido, tentando esconder o rubor as bochechas. Quando sento ao lado de Rony, pego a comida, abaixando a cabeça, com os cabelos louros na frente das bochechas pra ninguém perceber.
—Am? – Rony levanta meu queixo e me olha – Tá tudo bem?
—Eu... eu fui agradecer o Theo por... por um presente, e quando fui lhe dar um beijo na bochecha ele... ele se virou e... – arfo – eu acabei lhe dando um selinho.
—Theodoro Nott?
—É, Rony! – falo um pouco brava
—Desculpa, é que é meio estranho. Olha, não foi nada. Coisas desse tipo acontecem. Mas me escuta: vai ficar tudo bem, você só precisa explicar pra ele que foi um acidente, ok?
—Você até parece exexpert nessas coisas de amor – rio assentindo e ele ri junto – Mesmo assim, obrigada – sorrio
Ele sorri e volto a comer. Não menciono aquilo com mais ninguém ,mas quando chega o horário DUPLO de poções, que é com a Sonserina, tento convencer Mine a matar aula comigo, mas é claro, falho miseravelmente.
Tento não olhar pra mesa de Theo, mas acaba sendo inevitável. Ele olha pra trás no momento que eu o olho. Desfio o olhar o mais rápido que posso e me forço a não olhar mais pra lá o resto da aula. Sou pega de surpresa quando Snape chama minha atenção:
—Senhorita Lestrange, creio que tenha ouvido e anotado tudo o que acabei de falar, – ele fala de seu jeito ríspido de sempre e sinto todos os olhares sobre mim – será que poderia nos explicar a matéria resumidamente?
—Na verdade – respiro fundo, erguendo o queixo e olho diretamente pra ele – não ouvi não.
Ele me lança um olhar mortal e apenas mantenho o olhar firme. Ele aponta para a porta enquanto murmura “50 pontos a menos para a Grifinória”. Junto minhas coisas com raiva e saio da sala bufando. Me escoro na parede e bato de Lee a cabeça na mesma. Já estava demorando pra alguém desafiar ele, e só comecei.
Quando Theo sai da sala com todo seu material e se senta ao meu lado, eu abro a boca em choque.
—O que você fez? – sussurro. Como se alguém fosse nos ouvir, estão todos em aula, idiota.
—A mesmíssima coisa que você – ele dá de ombros
—Er... desculpa pelo que aconteceu no café, eu só queria te agradecer por isso – aponto pro band-aid – só que você virou e...
—Tudo bem, Amberly. – ele sorri rindo e me abraça de lado – Não foi nada, de verdade.
Passamos o resto da aula ali, sentados no chão sem fazer nada, só se abraçando. Como eu gosto do Theo, ele é o melhor amigo que se pode ter em toda a face da terra.
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