Lesson of Love

3 Um Passeio,Um desejo e um Beijo


Notas iniciais
Yoo minnas e minnos espero que gostem

O maior parque de Magnólia estava aberto. Um enorme espaço de muito entretenimento, diversão e ficando ainda melhor, uma pitada de magia para enfatizar. A noite radiava, deixando o ambiente bem iluminado e aconchegante.

– Que lindo. — Lucy ficou maravilhada com as luzes e os fogos de artifícios que pareciam dançar no céu.

– Gente, pegue. — Erza entregou um cartão a cada um.

– Pra que isso? — Perguntei.

– Esse cartão permite a vocês irem a qualquer atração do parque, mas cada um possui apenas dez créditos. — Erza explicou e fez o número com as mãos, como se estivesse explicando matemática a uma turma de crianças.

– Tá bem, acho que vou no tiro ao alvo. — Disse Gray já indo na direção da barraca.

– Acho que vou naquele medidor de força. — Erza mexeu os braços e contraindo-os.

Pergunto-me porque ela precisa fazer isso. Espero que ela não quebre o brinquedo.

– Bem que tal irmos na autopista, Happy? — Apontei.

– Você não aguenta ir na carruagem quando vamos trabalhar. — Happy voando falou.

– Mas eu quero ir. — Cruzei os braços e fechei a cara.

– Caramba, parece até uma criancinha, Natsu. — Lucy pôs uma das mãos no rosto e sorriu.

Fiquei na mesma, somente olhei para o lado.

– Eu vou pensar em qual irei. Vou dar uma volta. — Saiu olhando tudo em volta

– Não tenho escolha, vamos lá Na. — Happy virou e se espantou. — Ué, mas ele já está na fila.

– Vem logo, Happy!! — Levantei meu braço, acenando para o meu gato alado.

A fila andou, entramos e não perdi tempo, fui para o banco do piloto. Não sei por que, mas toda criança que entra, tem me mexer no volante mesmo o carro ainda parado.

– Não vai demorar muito. — Happy sussurrou no banco ao lado.

Então, quando o funcionário ligou o brinquedo,eu passei mal. Deitei por cima do carro quase caindo. Happy desesperadamente me puxa e me leva pra fora, voando.

– Eu avisei. Porque será que você nunca vê as consequências? — Happy com uma expressão esquisita no rosto, perguntou.

– Achei que seria legal. Já pode me colocar no chão. — Happy lentamente pousou.

– O que vai fazer agora, Natsu? — Perguntou ainda no ar.

– Não sei, tô pensando em dar uma volta e... — Olhei pra ele e o mesmo apreciava um balde de peixes que estava como prêmio num jogo. Mexi no bolso e peguei o cartão que Erza havia dado. — Tome.

– Natsu. — Os olhos dele brilhavam junto com um sorriso.

– Use a metade dele.

– Aye. – Saiu voando e segundos depois eu segui meu caminho.

Andei e tive a oportunidade de observar como as pessoas se divertiam tanto. Queria ter tido momentos assim antes de Igneel ter desaparecido. Um vento fino e gelado bateu nas mãos, rapidamente as coloquei dentro do bolso e continuei a caminhar. Depois de 5 minutos olhando algumas barracas e atrações, parei a alguns metros a frente de um carrossel, que ganhava destaque no centro do parque com muitas luzes. E bem perto dele estava Lucy. Mesmo de longe, pude notar que ela observara cada detalhe do brinquedo. Seus braços não eram vistos do meu ângulo, pensei que ela estaria, talvez, segurando o cartão ou selou as mãos junto ao peito. Andei devagar até chegar perto dela.

– Lucy? – Parei atrás dela.

– Ah, Natsu. O que faz aqui? – Olhou para o chão e levou os cabelos para trás da orelha.

– Dando uma volta, até que passei por aqui e te vi.

– Ah sim, então tá. – Pegou a ponta dos cabelos e ficou mexendo.

– Você parece estar nervosa. – Observei.

– P-porque acha isso?

– Está mexendo nos cabelos toda hora – Apontei para as mãos dela. — Está gaguejando e piscando sem parar.

– Bem, é vergonhoso dizer isso. – Baixou os braços. – Eu estava olhando o carrossel e me lembrei de algo no passado.

Eu acho Lucy uma pessoa bem sincera com seus sentimentos. Pude presenciar várias vezes esse seu lado sentimental, mas esse parecia ser diferente como de costume, então apenas fiquei ouvindo.

– Antes de a minha mãe partir, costumávamos passear por alguns lugares e um dia fomos ao parque. Eu vi o carrossel e por algum motivo me apaixonei pelo brinquedo. Eu queria ir, mas algo aconteceu e acabei não indo. Por isso fiquei olhando pra ele.

– Sei, mas isso... – Pensei e resolvi brincar um pouco. – Quem é a criança agora? – Cutuquei a bochecha da loira.

– Para. – Sorriu totalmente corada. – Já disse que isso é vergonhoso.

– Já sei. – Uma ideia me surgiu. – Vamos nele juntos, o que acha?

– Hã, eu não sei se vai ser uma boa ideia.

– Assim você vai realizar seu desejo e também isso vai ser um treino para eu curar meu enjoo. – Queria ajuda-la e a mim também.

Lucy olhou para o brinquedo que estava com várias crianças descendo dele com lindos sorrisos nos pequenos rostos.

– Vai ser divertido, porque não? – Sorriu.

Entreguei o cartão de Lucy que pagou duas entradas. Lucy sorria tanto que parecia que iria transbordar de alegria.

– O moço já vai ligar o brinquedo. – Falei enquanto ela alisava o cavalo de plástico.

– Tá bem, vou subir.

Essa foi a parte mais engraçada, Lucy não conseguia sentar no cavalo, ela escorregava em cada tentativa. Eu tentava segurar o riso.

– Que chato, não consigo subir. – Resmungou.

– Espere. – Pulei no cavalo, no qual eu estava sentado, e me aproximei de Lucy, pegando a mesma pela cintura.

– Ei Natsu.

– Agora segura. – Corri e pulei no cavalo de trás.

O brinquedo foi ligado e começamos a nos mover. Estava indo tudo bem, até que minha vista começa a embaçar. Eu estava começando a ficar enjoado. Apoiei minha cabeça no ferro onde estava segurando e respirei fundo para aguentar mais, até que a fileira de cavalos onde Lucy estava, que no caso na minha frente, entrou em fase de pares, ou seja, Lucy ficou alguns centímetros na minha frente.

Não sei explicar, mas quando vi o jeito de como Lucy olhava para o céu, meu enjoo desapareceu, é como se eu nem tivesse tido. Seus olhos castanhos brilhavam junto com os fogos de artifícios lançados aquele céu estrelado. Aproximei-me para ver mais desse brilho, mas Lucy notou que eu a olhava e virou o rosto, o que fez ficarmos bem próximos um do outro. Estávamos tão próximos que a ponta do nosso nariz estavam se tocando. Ficamos totalmente sem reação, ambas as respirações ficaram na mesma velocidade. Suas bochechas ficaram vermelhas e quentes, por algum motivo e queria tocá-los, senti-los, mas achei que ela fosse fazer algo então preferi não fazer isso.

– Desculpe, é que eu só queria ver uma coisa e... – Ainda na mesma, Lucy não respondeu. Ela apenas me fitava em silêncio. Seus olhos rodeavam meu rosto e sempre parava nos meus olhos.

– E-eu nunca tinha notado. – Ela falou em um tom baixo e lento.

– O que?

– Seus olhos, tem um leve tom de verde.

Na verdade, nem eu sabia que tinha essa cor, mas por um lado, eu gostei dela ter reparado.

– Lucy.

– O que foi? – Ainda no mesmo tom.

– O brinquedo já parou.

Ela olhou para o lado e viu que não tinha mais ninguém no ambiente.

– É verdade. – Saiu rapidamente e arrumou a roupa. – Bem, vamos embora.

– Ah claro.

Estava tão bom que não vimos que o parque estava fechando. Pensei comigo onde estariam Erza, Gray e Happy. Saímos portão a fora e as luzes começaram a se apagar lentamente.

Eu tinha que ir embora, mas antes iria deixar Lucy em casa. Andamos pela calçada deserta, até porque já havia passado da meia noite. O sereno bateu no momento, e Lucy mexia os dedos por causa do frio. Eu já estava acostumado a andar na rua à noite, mas Lucy não. Notei quando ela se juntou ao meu braço e o segurou.

– Desculpe Natsu, é que eu não gosto de andar na rua de noite, e eu tenho medo. – Ela apertou tanto meu braço que pude sentir seu coração.

– Fica tranquila, por isso vou te levar em casa primeiro.

– Obrigado. – Sorriu olhando para frente. – Sabe, eu tive muita sorte em te conhecer. – Apoiou sua cabeça no meu ombro. – Muito obrigado por ter me conhecido e por ter feito a Fairy Tail entrar na minha vida.

– Bem, de nada. – Cocei a cabeça e sorri.

Chegamos a casa dela depois de quinze minutos de caminhada. Lucy já estava sonolenta, coçava os olhos toda hora.

– Obrigado mesmo por me trazer até aqui. – Agradeceu.

– Não tem problema, amigos são pra isso.

Lucy procurava na bolsa suas chaves, então aproveitei esse tempo para ir pra casa.

– Bem vou indo, boa noite.

– Natsu, espere. – Lucy desceu os degraus, veio até mim, segurou no meu rosto e me deu um beijo na bochecha. – Boa Noite. – Ela voltou, abriu a porta e entrou.

Senti algo estranho dentro de mim. Pus minha mão na bochecha onde Lucy encostou seus lábios e fiquei pensando.

– Isso é o que as pessoas chamam de beijo? – Segui o trajeto direto para casa.

Nunca comentei isso com ninguém, tinha vergonha de falar algo errado e também nunca fiz isso com ninguém na vida. Será que esse é um os passos do livro que terei que fazer? Isso está relacionado ao amor? Tudo isso é algo que tenho que descobrir para amar de verdade.

Notas finais
bem,aceito críticas se tiver que melhorar em algo,podem dizer ok bjos
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.