Les Meurtriers

1 Prólogo: Choque da verdade


Notas iniciais
É realmente uma história de que me orgulho.

Leiam, garanto que vão gostar

Perdido em meio aquela cidade, um moribundo corpo cansado de uma criança com um sorriso terno, andava pelas ruas poluídas e becos escuros sem muito rumo a seguir.

O que aquela criança havia sofrido, não podia ser descrito em palavras de um mero mortal. Agora, esse garoto de roupas surradas e de lindos olhos azuis, humilhava-se para pedir esmolas, ou até mesmo um pão que pudesse matar sua fome.

Do outro lado da cidade, numa enorme mansão, uma garota de curtas melenas laranjas, tomava seu café da manhã ao lado da irmã mais nova.

A mesa era farta e havia todo o tipo de guloseimas: De pães-de-forma à sonhos; de café passando por um achocolato até sucos naturais. Enfim, todo o luxo que o dinheiro podia proporcionar a seu detentor.

Ao lado, seu mordomo Adrian, ainda ordenava que os outros empregados cumprissem suas funções.

Desde tempos imemoriais, para as duas garotas, Adrian cuidava delas. Era como uma espécie de figura paterna para as garotas. Não importava por que tipo de problema elas passassem, ele sempre estava a cuidar delas.

Apesar de servir a família das duas ha anos, ainda conservava a aparência de um jovem de vinte e cinco anos.

A mais velha, Juno, possuía dez anos. Tinha curtos cabelos alaranjados e olhos castanhos como os de sua irmã. Tinha uma personalidade introvertida, o que fazia que ela raramente tivesse amigos, no entanto, se tornara a \"líder\" da classe sem ao menos desejar essa função.

Tudo aconteceu quando em um dia, na aula de inglês, o professor escreveu uma sentença incompleta no quadro, e a garota notou. Não escondendo seu espírito crítico, ela simplesmente humilhou o professor com toda a frieza que possuía. Os alunos, que ficaram sem aula naquele dia, agradeceram a garota mentalmente -Ninguém tinha coragem de se aproximar de Juno.

Juno não demonstrava muito afeto pela irmã, embora realmente tivesse. As roupas que vestia naquele momento, eram ainda aquele pijama branco com flores de cerejeira, composto por um curto short de pano e uma blusa com duas simples alças rosas.

Erika, a caçula com 6 anos, não era mais sociável que a irmã, muito pelo contrário, era pior. perdoe seu pobre escritor usuário de hipérbole, mas talvez, Erika L\'Orassis, é a mais fria garotinha conhecida no mundo. Cruel, tinha gosto de ver todos os seus colegas de classe humilhados perante sua alta sabedoria e velocidade de raciocínio.

Sua roupa nesse momento, era um simples pijama branco com detalhes azulados, deixando amostra o ventre alvo, que contrastava perfeitamente com os castanhos de seus cabelos encaracolados e de seus olhos achocolatados.

O mordomo ao lado era alto e robusto, com músculos definidos. Se vissem pela primeira vez, teriam a nítida impressão de que era um segurança. Os olhos eram verdes como esmeraldas e os finos cabelos negros chegavam até a cintura.

Desde quando as meninas lembravam, Adrian era uma pessoa gentil, mas muito rígida quanto aos estudos.

-Arrumen-se para a escola!-Disse Adrina, saindo da sala.

Erika olhou para a irmã mais velha com um sorriso travesso. Geralmente, isso significava que não iria a escola, mas ficaria perambulando pelas redondezas.

As vezes, Juno achava que sua irmã só fazia isso por achar que a escola não lhe tinha nada a ensinar. Concordava com ela. Escola nenhuma tinha nada a ensinar as duas.

Comeu o último pedaço de pão calmamente e dirigiu-se a seu quarto. Era um cômodo enorme com uma cama gigantesca

Provavelmente, Erika também faria o mesmo, mais tarde é claro. Sorriu bobamente ao imaginar um mirabolante plano que a irmã criaria para escapar de Adrian.

Sacudiu a cabeça mexendo freneticamente com suas melenas alaranjadas, afastando os pensamentos desnecessários. Dirigindo-se ao seu closet, que alias, era maior do que a sala do seu querido escritor. Havia tantas roupas e sapatos, que uma qualquer uma de suas companheira de classe, teria um ataque histérico se entrasse ali.

Pegou o uniforme escolar, que era composto por uma saia curta na metade da coxa de cor roxa e com detalhes em branco. Também havia uma blusa de manga curta de um roxo um pouco mais claro que a saia, com um detalhado laço branco nas costas.

Após uma rápida produção, Juno descia pela enorme escada de mármore branco. Não estava apressada, raramente ela se atrasava, só acontecendo quando o engarrafamento inglês não lhe permitia chegar no horário correto.

Suas vidas –Dela e de Erika. – Pareciam um tanto vazias, sem sentido algum. Faziam todos os dias as mesmas coisas, não se divertiam, nem ao menos sentiam que aquilo podia ser alguma vida. Era como se tudo não passasse de uma terrível mentira. Havia, em torno de toda a sua vida, um véu de mistério que encobria toda a verdade sobre os L’Orassis. As vezes nem acreditava que esse era seu verdadeiro sobrenome.

Lembrava-se uma vez, que uma mulher que se dizia assessora de Adrian dentro da empresa, a chamara de Meurtrier. Adrian a olhou repreensiva, como se quisesse esconder algo dela.

Juno deu de ombros, mas não esquecera aquele fato nunca. O que afinal ela era?

Desceu e disse a Adrian que iria voltar a pé. Queria esticar um pouco as pernas.

Entrou no carro ainda ponderando sobre os mistérios que encobriam sua vida.

*******

As melenas alaranjadas e um pouco espetadas esvoaçavam ao rigor da carregada e poluída brisa urbana. Juno passava por aqueles becos escuros sem se preocupar muito com os corpos jogados largadamente pelos cantos. Amontoados para se aquecer o máximo que podiam do frio que fazia no clima tipicamente europeu.

Os corpos eram pessoas indigentes. Culpa de um governo falho, que permitiam que essas pessoas morassem em condições desumanas.

Um desses moradores de rua caminhou em sua direção, fazendo com que seus sentidos se alarmassem. Era um garoto que não tinha mais de seis anos. Seus cabelos eram loiros e finos, seus olhos eram azuis como a mais pura safira. Sua pele, alva como a mais pura neve, mas com um inexplicável calor, refletiam uma péssima e talvez inexistente alimentação.

Algo a permitiu escutar algumas palavras daquele garoto.

-Seus olhos...-Disse abraçando um urso de péssima aparência.-...São tristes.- Concluiu com um sorriso terno.

Juno espantou-se com a declaração do garoto. Aqueles olhos de um profundo azul claro varreram sua alma e encontraram o canto mais remoto e deserto de seus sentimentos.

O garoto continuava em sua frente. A presença dele era reconfortante, protetora, mas terrivelmente atraente, não de um jeito romântico; mas como um imã que atrai o metal. Era como se ele a conhecesse e Juno tinha a remota impressão de também conhecê-lo. Era estranho, era curioso, era diferente.

Fitavam-se sem nenhuma expressão, mas com muitos sentimentos em ebulição em seus corações. Era muito estranho encontrar alguém no meio da rua e do nada conhecê-la só com um olhar.

Uma leve brisa carregou os cabelos do garoto e dela para a mesma direção. Ele fechou os olhos sentindo tudo ao seu redor e ela fez o mesmo. O vento trouxe-lhe uma sensação quente, mas ela vinha do garoto.

Quando abriram novamente os olhos, já não eram mais uma burguesinha e um mendigo; mas sim, Aron e Juno, dois amigos de infância –Metaforicamente dizendo, é claro.

-Quer almoçar na minha casa...-Lembrou-se que não sabia o nome do garoto.-Qual seu nome mesmo?

-Aron, Aron Tinuviel.-Disse e abrindo um sorriso, respondeu a pergunta de Juno:- Sim quero!

Caminharam enquanto conversavam. Não era do feitio de Juno conversar tão abertamente com alguém, mas aquele menino, de alguma forma, a fazia se sentir à vontade.

****

Juno chegou em casa naquele dia com uma surpresa para Adrian. O mordomo analisou o garoto dos pés a cabeça, mas estranhamente não reclamou. Muito pelo contrário, mandou que uma empregada da casa preparasse algo para o garoto comer.

Erika, que havia conseguido ficar em casa naquela sexta-feira, fuzilou o menino com os olhos.

Enquanto Erika vigiava Aron na sala de jantar, talvez com medo de que ele roubasse algo, Juno estava preste a ir para o curso e conversava com Adrian na sala.

-Fiz mal em trazê-lo, Adrian?-Perguntou Juno, sem muita expressão.

-Não!-Disse de maneira calma.-Mas, você deve ir agora para o seu curso.-Deixou um leve tom de rigidez na voz.

-Pode cuidar dela para mim?-Perguntou antes de sair pela porta, onde o choffer a esperava.

-Cuidarei muito bem dele.-Assegurou o mordomo dando as costas.

Juno saiu pela porta e entrou no banco de trás do carro, talvez estivesse ansiosa para voltar. Por algum motivo, pela primeira vez, estava sentindo que sua vida era real. Não como uma mentira forjada por anos, mas com alguma ligação que explicasse tudo que ela realmente é.

Era realmente estranho, mas precisou encontrar um menino de rua para sentir verdadeiramente que existia.

Na mansão, mais precisamente na sala de jantar, o garoto comia lentamente o prato feito pela empregada, com desconfiada Erika ao lado. O que mais espantou a garota foi ele saber usar todos os tamanhos de garfo e colher para cada um dos aperitivos. Parecia ter sido um nobre que não esqueceu as regras de etiqueta.

-Onde aprendeu isso?-Perguntou ela, com sua desconfiança.

-Com os seus pais, eu presumo.-Concluiu Adrian entrando no cômodo.

Aron apenas afirmou com a cabeça, continuando a comer lentamente. Erika, sagaz como sempre, percebeu que havia algum sangue nobre naquele garoto.

Adrian sabia exatamente o porque de Juno tê-lo trago. Estava na hora delas saberem a verdade, afinal.

-Vou ter de sair.-Disse o mordomo saindo do cômodo.

Erika estava realmente desconfiada. Adrian conhecia aquele garoto? Conhecia os pais dele?

Aron, por sua vez, começava a entender tudo que estava acontecendo.

***

Acima daquele telhado, duas pessoas conversavam. Uma leve brisa de final de tarde esvoaçava seus abertos sobretudos.

O sol se punha no oeste, pintando o céu em cores alaranjadas e rosadas. Uma rara visão que só podia ser vista por aqueles dois.

O homem tinha um cabelo negro e longo, assim como o da mulher, embora o dela fosse relativamente maior. Os cabelos rubros eram lisos e compridos, com uma proposital falha visível na franja.

Os olhos verdes como esmeraldas encaravam os rubros olhos como rubis. Fazia tanto tempo que não se encontravam, mas mesmo assim, a intensidade do olhar ainda era como o de antes.

No tom de pele, ambos não diferiam. Eram pálidos como a mais pura neve que começara a pouco a cair no inverno europeu.

Adrian aproximou-se da garota, relativamente mais baixa que ele, tocando de leve a dócio e inexpressiva face, descendo até o queixo, segurando-o com apenas um dedo. A garota respondeu ao gesto corando as bochechas, para logo então emburrar-se de sua própria atitude.

Nina não podia negar que gostava daquela sensação que ele lhe causava, mas não estava muito quedada a demonstrar tal satisfação com a própria reação.

A mancha de sangue que construira aquela parede de gelo entre outros não existia com Adrian. Ele era detentor de todo o conhecimento dos humanos. E era o único que \"la dame de la glace\" deixava se aproximar tanto.

-É chegada a hora!-Disse Adrian, retomando sua postura

-Qual é o acontecimento revolucionário?-Disse inexpressiva, mas com um leve tom sarcástico.

Adrian sorriu. Ela realmente não havia mudado nada nesses meses que haviam ficado longe um do outro. Continuava sendo a mesma dura parede de gelo de sempre.

-Temos um convidade inusitado.-Disse com estranha animação.

-Quem seria?-Retrucou a outra com rara curiosidade.

-Um Tinuviel.

A expressão da garota de cabelos de fogo e olhos rubros tornou-se branca, mais do que era. Nunca que Nina poderia imaginar que alguém dessa família estivesse vivo. A surpresa fora tão grande que mal conseguia fingir indiferença.

-Então...-Começou, mas sem conseguir terminar.

-Contarei a elas toda a verdade sobre os Les Meurtriers.

A garota ainda estava com as duas sombrancelhas arregaladas, mas parecia voltar lentamente ao seu estado inexpressivo de sempre.

******

Após aquele almoço rondado de perguntas de todos os tipos, Aron estava agora sentado confortávelmente no sofá da sala.

Era um espaço bem grande, com vários quadros de antepassados da família, mas o que mais lhe chamou atenção foi o brasão pendurado acima da lareira. O conhecia, aliás, o conhecia muito bem.

-Meurtriers-Sussurrou para si.

O murmúrio foi mais alto do que devia, pois Erika o escutara. Estava todo o tempo de olho no visitante ainda desconfiada de algo.

-O que disse?-Perguntou a curiosa.

-Meurtriers...-Disse Adrian adentrando no cômodo.-Então é mesmo um Tinuviel.-Concluiu o mordomo.

Aron olhou apenas afirmando com a cabeça.

-O que está acontecendo aqui?-Perguntou impaciente, Erika.

-Então o senhor deve ser o Reaper-san-Retrucou o garoto, ignorando completamente Erika.

A esta altura a garota estava em seu limite de paciencia e gritou exigindo explicações. Aron olhou-a assustado, mas nada comentou.

\"Estamos com um problema aqui\" Pensou Adrian tentando acalmar sua quase filha.

-Explicaremos tudo quando Juno chegar.-Disse sentando-se no sofá.

Aron acompanhou o gesto, sendo imitado por Erika, mas esta de forma bem mais inconformada.

Após algumas horas, Juno chegara de seu curso. A primeira coisa que encontrou foi Aron e Adrian pacientemente sentados no sofá. Como se a esperassem. Sua irmã, diferente dos outros dois, parecia que ia a qualquer momento pegar uma faca na cozinha e arrancar o pescoço de Adrian e Aron.

-Aconteceu algo?-Perguntou olhando diretamente para Adrian.

-Ela chegou. Agora podem explicando tudo!-Disse Erika autoritária.

Adrian suspirou. Não sabia nem por onde começar.

-Aron...-Disse chamando o menor.-Tem algo a dizer?-Pergunto.

-Creio que, pela maneira que Erika está tratando a questão, até a minha hora de falar, vai demorar muito.-Disse apoiando os cutuvelos no joelho e a cabeça sobre as palmas das mãos.

Juno sentou no sofá esperando alguma bomba, mas por algum motivo estva anciosa por aquilo. Talvez fosse porque envolvia Aron.

-Erika e Juno...-Chamou as duas apenas pelo primeiro nome, o que as fez estranhar.-...Esqueçam tudo o que conhecem até hoje sobre vocês mesmas.

As duas levantaram a sombrancelha confusas com aquilo. Aron percebeu que definitivamente, Adrian não tinha jeito algum para contar aquilo, resolvendo assim se intrometer.

-Vocês são as últimas de uma grande família nobre chamada Meurtriers.-Disse calmamente ainda apoiando a cabeça nas mãos.

-Como assim? Nós somos sim de uma família nobre, mas por acaso não seria L\'Orassis?-Retrucou Erika impaciente.

-Não.-Revelou Adrian.- L\'Orassis nunca existiu.

-Então...-Junão não conseguiu terminara frase.

-Isso mesmo, Juno. É um sobrenome falso.-Disse de maneira mais calma possível Adrian.-Tivemos de fazer isso para que vocês ficassem escondidas até que tivessem idade.

-Tivemos? Como assim tivemos?Quem são esses \"tivemos\"-Perguntou Erika, olhando furiosamente para Aron.

-Provávelmente, todos os integrantes do clã.-Disse Aron, mostrando que de nada sabia.

Erika e Juno se olharam. À pouco haviam dito que elas eram as únicas e agora há um clã?

-O fato é que a família Les Meurtriers se tornou um clã de assassinos que ao passar dos anos, acabou se tornando cada vez maior...-Disse Aron olhando sempre para frente.-Outras familias e alguns corajosos indigentes que queriam apenas mudar de vida e trabalhar ara a justiça.

-Sim, mas houve muitos problemas e ele acabou caindo em desgraça.-Completou Adrian.

As garota se entreolhavam de maneira cada vez mais confusa. Adrian se levantou para abrir a a porta, causando estranhamento em todos os da sala.

-Entre.-Pediu para uma garota de cabelos vermelhos e olhos rubros.

A garota entrou esbanjando sua beleza. Aron a olhou de canto.

-Então, esta é a Condessa D\'Guerr?-Perguntou o garoto observando melhor a outra.

-Sim, eu sou Nina D\'Guerr.-Disse olhano o garoto de cima a baixo.

A garota parou de frente a Juno.

-Essa aqui que será nossa líder?-Perguntou desdenhosa olhando para Juno.

Adrian olhou repreensivo para Nina; não por ter sido tão desrespeitosa com sua futura líder, mas por ter irritado a garota.

-Olha aqui suazinha você está na minha casa e eu não suportarei qualquer desrespeito.-Disse Juno frente aquela garota de cabelos rubros.

Adrian não se espantou. Não esperava menos de Juno. Ela detestava qualquer tipo de desrespeito, ainda mais quando se tratava de sua própria casa.

-Gostei dela...-Disse Nina com um sorriso sarcástico no rosto

Aron levantou-se, ficando de frente para Adrian.

-Esse, é o mais velho membro da organização.-Declarou Aron, causando risadas nas duas garotas.-Não é Oji-chan?-Perguntou divertido para o mais velho.

Adrian afirmou, dizendo que era mais velho que cristo. Ele era especial, pois aprendera o dom da longevidade com uma bruxa que antes desse poder tão desejado aos humanos, havia lhe ensinado a necromancia.

Juno não sabia o que pensar. Tudo era muito repentino. Desconfiou sim sua vida toda, mas assim, tão repentinamente saber de toda a verdade de uma vez só?

Erika do outro lado estampava um sorriso medonho no rosto. Em sua mente só se passava: \"Sou uma assassina, sou uma assassina, sou uma assassina!\"

Juno voltou a seu estado de normal frieza olhando para Aron. O garoto estranhou o olhar, mas logo depois entendeu.

-Sou Aron Tinuviel e minha família serve aos Les Meurtriers desde a primeira geração.-Disse com um sorriso no rosto.-E antes que pense que planejei tudo isso, saiba que foi por acaso.-E com o mais sincero olhar que possuia disse:- Não manterei a tradição da família e defenderei a líder do clan; mas sim, defenderei Juno. Àquela que me tirou da rua.

Adrian viu em Aron seu antigo parceiro.

-Realmente, você é um Tinuviel.-Disse Adrian com um olhar loginquio.

***********

A viagem de Londres para Lille, uma moderna vila feudal na frança, foi longa, mas ao chegarem lá, nem tiveram tempo de passear pela vila. Foram levados para um local bem longe do centro da cidade, mais precisamente um antigo castelo.

Chegando lá, se dirigiram direto para uma sala bem grande com a mesa de costas para uma janela, assim como uma cadeira. Havia também no espaço alguns muitos livros em uma estante encostada na parede esquerda. Embaixo, o mesmo brasão de antes se encontrava em um tapete no chão.

-Essa é a sala do líder do clã. Aqui que você ficará Juno.-Disse indicando a cadeira.

Juno olhou para aquele escritório inexpressiva, mas não podia negar que gostava do estilo. Sentou-se na cadeira acomodando-se.nela. Aron sentou-se em cima da mesa.

-Cadê toda a classe de antes?-Perguntou Erika, sarcástica.

-Eu nunca gostei mesmo de ter alguma classe.-Respondeu emburrado.

Juno riu com a situação. Erika realmente não gostara do estilo de Aron, mas não podia dizer o mesmo dela. Se indentificara com Aron desde a primeira vez. Talvez fosse algo que nem ela mesma entendia, mas explicava a sensação de Aron lhe trazer algo de verdade à sua vida.

Quando Adrian voltou, trouxe com ele três sobretudos. Juno pegou um e um lobo branco apareceu nele. Erika pegou outro e nele apareceu um corvo, o mesmo que tinha em Nina e Adrian. Aron foi o último, mas ele já sabia o que seria o seu. A surpresa não foi nenhuma quando um lobo branco apareceu também.

-Juno e Aron, eu os treinarei. Já vi as espadas que vão usar em ação muitas vezes e lhes ensinarei tudo sobre elas.-Declarou Adrian.

-E quanto a mim?-Perguntou Erika.

-Não espere piedade de mim, pivete.- Nina olhou para Erika calmamente e a pequena sorriu sadicamente com isso.

Aron levantou-se da mesa, ficando de frente para Juno, que estava sentada ainda atrás da mesa. Abriu lentamente o sobretudo e um cabo de espada se materializou nele, para o espanto das duas garotas.

A espada de lâmina vermelha foi cravada no chão e uma chama envolveu seu usuário, logo formando um círculo na sala que somente envolvia Juno e Aron.

Aron ajoelhou-se perante sua líder e jurou:

-Prometo protegê-la com todo o meu poder. Minha chama queimara seus inimigos e meu corpo será seu escudo eterno.

Juno ficou um pouco sem ação, mas balançou a cabeça afirmativamente e as chamas lhe cobriram, mas não a queimaram.

Adrian percebendo que aquele era um contrato de chamas, apenas pediu para que todos os outros deixassem a sala. E os outros assim fizeram.

-Juno-chan...Eu sempre lhe protegerei.-Prometeu Aron, guardando sua espada

-Assim espero.-Não foi autoritário, mas sim em um tom de agradecimento.

E esse, meus queridos leitores é o início de uma bela história.

-To be continued-

Nyaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhh

Bônus Les Meurtriers.

Aron: Ficou grande O.O

Erika: Cadê o Jiji-chan? o.õ

Aron: Errr...Eu que errei xD

Juno: No caso você queria chamar o Adrian de velhote é isso?

Aron: É -__-\"

Erika: Você é um desastre no português, vai querer falar japonês isso que dá u.ú

Aron: AAAHHHH CRUELA T___________T

Erika: Do que me chamou? Ò.Ó

Juno: É uma pena, Aron, mas você ta morto x\'D

Aron: AAAAAAAHHHHHH G_______________G *correndo*

Erika: Volta aqui que eu te mostro a cruela Ò.Ó *Com uma foice na mão*

Bônus interrompido por conter cenas de mutilação humana.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Sim, não? Reviews ;D
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.