Leonetta - Depois de Casados
31 Capitulo 31 - "Vi seu peito sangrando..."
Notas iniciais
Pov’s Leon
—Socorro! – gritou alguém, com a voz doce e chorosa, eu reconhecia aquela voz... Violetta!
—Violetta? – perguntei pra ter certeza
—Então quer dizer que o marido da vadiazinha esta aqui para salva-la? – falou a voz de um cara e eu ouvi soluços, vindo provavelmente de Violetta
—O que esta fazendo com ela? Quem é você? – gritei, e corri pra onde achei uma porta, bati Lá
—Você não vai conseguir arrombar a porta. Não vai conseguir salvar sua mulherzinha – gritou o homem, eu estava reconhecendo a voz daquele homem aos poucos
—Leon... Socorro... Por favor, amor... – ouvi-a sussurrar e eu entrei em desespero quando comecei a ouvir barulhos de tapa, gritos e soluços dela
—Larga ela – gritei – O que você quer? Deixe-a em paz – gritei novamente ate que a porta se abriu e eu entrei, vendo um quarto vazio e obscuro, com apenas um colchão no chão, vi Violetta sentada em uma cadeira, amarrada, vi também o... Clement, apontando uma arma na direção do peito de Violetta, ele me olhou com um sorriso e antes que eu pudesse fazer algo, pode-se ouvir o barulho de Tiro e um grito de Violetta, vi as lagrimas dela saindo, vi seu peito sangrando...
—Violetta! Não... Violetta – gritei e me levantei de repente, olhando em volta e vendo que estava no meu quarto e da Vilu, a mesma já estava sentada na cama, me olhando com preocupação e logo me abraçou, apertei-a em meus braços, com medo do sonho. Pode parecer bobo, mas eu não queria perde-la. Olhei pra janela detrás dos ombros de Violetta, e vi que ainda estava escuro, senti as lagrimas descendo pelo meu rosto e molhando o ombro de Violetta.
—Estou aqui meu amor... – sussurrou e eu assenti, me soltando dela, enquanto a mesma passava a mão em meu rosto, limpando as lagrimas – Sonho? – perguntou e eu assenti, ela se deitou, de barriga pra cima e me puxou pra deitar em seu peito, eu precisava de carinho naquele momento, precisava dela, mais do que nunca.
—Não me deixa... – sussurrei e ela acariciou meu rosto
—Nunca meu amor – sussurrou de volta e eu suspirei, fechando os olhos.
Passou um tempo e eu não consegui dormir, me sentia incomodado, Violetta ainda acariciava meu rosto, segurei sua mão e beijei de leve
—Meu amor? – chamei receoso, eu não gostava de incomodar os outros com meus problemas, mas eu precisava dela naquele momento, tinha que passar por cima do meu orgulho
—Diga... Precisa de algo? – perguntou e eu neguei, me sentei na cama e liguei o abajur, queria ver seu rosto.
—Princesa? – chamei novamente e ela se sentou também, ficando bem próxima de mim
—Você esta bem? – perguntou e eu neguei
—Não consigo dormir... O sonho... – deixei no ar
—Com o que sonhou amor? – perguntou
—Sonhei que eu achei uma porta, do nada e ouvi você me chamar, chamar por socorro, ai eu ouvi um homem falando que eu não ia conseguir te salvar, e depois a porta abriu e eu te vi amarrada em uma cadeira e o Clement apontando a arma pra você, pro seu peito... Ele atirou princesa – falei e as lagrimas voltaram a cair sem permissão enquanto ela me abraçava forte.
—Vem... Vamos pra sala? Assistimos a um filme, quer algo pra comer? – perguntou e eu assenti, ela se levantou e me puxou junto, nos guiando pra sala, colocamos Se beber não case, ela veio da cozinha com pipoca e sucos, assistimos ao filme, mas eu não queria dormir. Queria ficar ali
—Amor? Vamos assistir outro? – perguntei
—Você tem trabalho amanha, amor – falou
—Não quero ir – fiz manha e ela riu
—Leon... – começou, mas eu a beijei, intensamente.
—Vai... Deixa-me ficar aqui com você? – perguntei já que ela tinha se demitido, fazia pouco tempo, mas tinha, ela e a Ludmila
—Tudo bem – falou sorrindo e eu sorri de volta, á abraçando novamente
—Vamos assistir outro? – perguntei e ela assentiu
—Vamos assistir Quebrando Regras – falou e eu assenti sorrindo, ela gostava de alguns filmes de lutas e entendia, era raros mas ela gostava.
O filme acabou e nos voltamos pro quarto, ainda com o abajur ligado, ela encostou-se à cabeceira da cama e eu fiquei entre suas pernas, com ela mexendo no meu cabelo, sorri com o carinho e peguei a mão dela, beijando.
Ela desceu a outra mão pro meu rosto, acariciando e me deu um beijo na bochecha.
—Você tem que tirar essa barba – falou fazendo careta e eu sorri
—Porque princesa? – perguntei dando um selinho nela
—Porque sim, não da pra ver suas covinhas – falou e eu puxei o pescoço dela, trazendo o rosto dela pra perto de meu, dei um beijo no pescoço dela e relei minha barba no rosto dela – Para amor – falou afastando o rosto e eu ri, ela desligou o abajur e eu me deitei novamente em seu peito e a partir do momento que ela começou a acariciar meu cabelo eu apaguei.
***
Acordei com o sol na minha cara, senti algo macio atrás de mim, abri os olhos na esperança de ver Violetta ali, mas não... Eu estava abraçado á um travesseiro, ela não estava na cama. Desesperei-me e me levantei num pulo, indo pra cozinho.
Encontrei-a colocando pratos na mesa, simplesmente linda.
—Que vista linda! – comentei quando ela se abaixou pra pegar algo
—Ahn? Amor... Pois é, arrumei a mesa pra gente, já esta na hora do almoço sabia? – perguntou sorrindo e eu ri
—A mesa também esta linda, mas não era dela que eu estava falando – falei e ela corou violentamente, enquanto eu ria, ate que ela me jogou um pano de prato
—Vem logo que ainda temos que sair – falou
—Sair pra onde? – perguntei enquanto me sentava e ela me servia não por ela ser submissa a mim, mas por um habito dela
—Pro shopping. Ludmila alugou uma casa de praia pra nós ficarmos por uma semana e eu preciso de biquínis novos, portanto você vai comigo, pra ver se ficou bom ou não – falou
—Todos ficam bom em você – falei fazendo careta
—Isso é bom não? – falou confusa enquanto se sentava á minha frente
—Não... Todos os homens ficam olhando pra você – falei revirando os olhos
—Só você vai poder tocar amor – falou me mandando uma piscadinha e eu sorrir
—Tini? – perguntei
—Casa da Fran... Ela veio buscá-la – falou
—Vou adorar ver-te experimentando os biquínis, se quiser posso ate te ajudar a vesti-los – comentei mandando um sorriso malicioso e ela revirou os olhos, rindo
—Nem pensar mocinho – falou
—Mas, pensando bem, eu tenho mesmo que entrar junto com você no provador, afinal, quem disse que eu vou te deixar sair do provador só de biquíni enquanto tem homens rondando a loja...? – falei apreciando a comida que ela fez enquanto ela me olhava sorrindo, estranhei, ela geralmente odiava quando eu fazia isso – Quem é você e o que fez com a minha VIoletta? – perguntei e ela riu
—Eu te amo Leon... – falou de repente e eu a olhei, sorrindo
—Eu que amo você
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