Leo e a Busca por Grayton
8 Capítulo 8
Amanheceu. Leo ficou muito grato por isso, não conseguia mais ficar rolando naquele sofá tentando dormir.
Ficou dando voltas pela mansão tentando descobrir onde era o banheiro, quando finalmente o encontrou deu de cara com um espelho. Levou um susto, aquele no espelho não era ele, tinha esquecido que mudou de rosto. Ficou se perguntado até quando ficaria com o rosto de outra pessoa, mas não se preocupou muito, Emily sabia o que tinha feito. Lamentou não ter mais olhos azuis que era a única coisa que gostava em si mesmo, seus olhos agora estavam castanho claro, o cabelo ainda era preto, mas eram não tão brilhantes quanto eram os cabelos do Leo original, as bochechas eram um pouco mais cheinhas e seus lábios mais carnudos, esse detalhe foi o que Leo mais odiou no seu novo rosto. Mas Emily gostara e Leo não ficou pensando muito nisso.
Foi pra cozinha ver se tinha alguma coisa pra comer nos armários. Encontrou uma aranha tecendo uma teia que o fez levar um susto, lembrou-se do dia anterior que quase foi morto por elas. Além da aranha encontrou uma lata de sardinha que não teve coragem de pegar, o cheiro dela era repugnante e era possível senti-lo de longe.
Foi então até a geladeira, ela era grande, porém velha como todas as outras coisas naquela mansão. Ela a abriu e fechou imediatamente quando o cheiro dela fez suas narinas arderem e seus olhos castanhos lacrimejarem um pouco. Não conseguiu nem reconhecer o que exalava aquele odor fétido e abominável, então abriu a geladeira mais uma vez, dessa vez preparado tapando o nariz. Eram ovos estragados e com pequenas larvas dentro deles se mexendo. Leo quase vomitou, mas se conteve, não queria piorar o cheiro daquela cozinha.
Dedicou-se então a tentar conjurar comida até que os amigos acordassem. Começou com um minúsculo pedaço de bacon que comeu em apenas uma abocanhada e não estava muito ruim, só ficou queimado e pequeno. Tentou de novo e conseguiu outro bacon igualzinho o primeiro. Leo não desistiu e quando fez seu vigésimo bacon ele o comeu e estava delicioso, estava tão bom que lamentou quando acabou, fez outro e mais outro e mais outro até conseguir um prato cheio deles. Foi experimentando fazer outras coisas como bolos, sucos, panquecas e até batatas fritas. As primeiras tentativas sempre davam erradas, mas depois de mais ou menos 2 horas não havia nenhum alimento que Leo não conseguia fazer.
Quando seus amigos acordaram um banquete estava esperando por eles. Tinha de tudo: ovos, bacon, café, torradas, sanduiches, biscoitos e muito mais. Leo ficou tão empolgado que fez até o almoço, mesmo sabendo que provavelmente não estariam ali no horário de almoço. Tinha macarrão, batatas cozidas, frango assado, carne assada com um molho que nem ele sabia qual era e mais outras invenções que deixariam qualquer chefe de cozinha com inveja.
–Cara, você é mesmo um grande feiticeiro. Fazer toda essa comida não é coisa fácil não. Só alguns mestres conseguem.
–Mike está certo Leo – disse Emily – Parabéns.
–Pelo menos não teremos mais problemas com comida – disse Leo – Estão esperando o que? Sirvam-se.
Os amigos elogiaram a comida até não terem mais palavras para expressarem o quão boa ela estava, diziam coisas como: “Que delícia”, “Nunca comi nada tão bom em toda a minha vida”, “Essas panquecas estão maravilhosas” . Só não comeram mais por que o estomago não aguentava. Leo também estava morrendo de vontade de comer junto com eles, mas já tinha comido muito quando estava preparando o banquete.
Quando terminaram de comer Leo se lembrou de perguntar a Emily:
–Até quando vou ficar com essa cara?
–Até quando alguém devolver seu rosto original. E isso só será depois que falarmos com Scott o que deveria ter sido ontem. Mas tudo bem, vamos hoje. Mike vá juntar nossas coisas, precisamos ir o mais rápido possível.
–Sim chefa.
O humor de Emily estava tão bom hoje, talvez por causa do banquete de Leo, que ela nem ligou pro comentário de Mike.
Mike subiu pra preparar a mochila e deixou os dois sozinhos na cozinha. Emily foi a primeira a falar:
–Estou muito orgulhosa de você Leo. Não imaginei que fosse se adequar tão bem e tão rápido ao nosso mundo. Seus feitiços estão muito bons, e já nos salvou uma vez ontem. Sou muito grata a isso.
Emily falava tão calmamente, sua voz era encantadora e seu hálito perfumado. Leo estava nervoso, Emily nunca falara com ele tão doce como agora, nem ficavam muito tempo sozinhos.
–É... obrigado. Você também é muito boa e inteligente.
–Só isso? Pensei que significava mais pra você.
–Não... não é isso. É que... hum... você... você também é mui... muito bonita – disse Leo tremendo de nervoso.
Leo não acreditava que teve coragem de dizer isso pra ela. Ela deu um sorrisinho discreto e se aproximou de Leo. Nunca tinham ficado tão próximos, Leo conseguiu até sentir o perfume dela, era doce e tinha cheiro de lavanda.
Leo começava a se empolgar quando Mike apareceu dizendo:
–Não estou atrapalhando nada né?
Leo teve vontade de levantar daquela cadeira e socar a cara de Mike. Emily se afastou dele envergonhada dizendo:
–Ora, mas é claro que não. O que poderia estar acontecendo? E então já arrumou as coisas?
Leo sabia que Emily só dissera isso para disfarçar, alguma coisa estava rolando entre eles dois antes daquele intrometido aparecer.
–Sim, já está tudo pronto. Podemos ir agora.
–Ótimo. Então vamos, não temos tempo a perder – disse Emily retomando seu tom de voz normal.
Se levantaram e Leo recebeu um olhar de Mike, como se estivesse zombando com a cara dele e ao mesmo tempo feliz por Leo e Emily terem se aproximado, mas não disse nada.
Os três saíram pela porta da frente, Emily foi a última e fechou a porta.
–Onde é a casa desse tal Scott? – perguntou Leo
–Não é muito longe – respondeu Emily.
–Da última vez que disse isso andamos até não aguentarmos mais – disse Leo sarcasticamente.
–Dessa vez juro que é verdade, é aqui pertinho. E se você não está gostando, faça um carro.
–É uma boa ideia.
Leo começou a pensar no assunto seriamente e enquanto andava, ele tentava criar um carro, mas o máximo que conseguiu foi um carrinho de brinquedo, um Impala vermelho e com rodas cromadas que andava sozinho. Leo o fez segui-los pra todo lugar, parecia criança brincando com um carrinho novo de controle remoto.
Não demorou muito e chegaram à casa de Scott. Era uma casa grande e bonita, e mais apresentável que a mansão de Grayton. Era amarela com um portão de ferro branco e uma garagem que cabiam uns três carros no mínimo. Seguia um padrão das casas vizinhas, telhado em forma de triângulo e com um jardim, mas casa de Scott era significantemente maior que as demais. Tinha um enorme jardim na entrada, mas todas as flores estavam mortas.
Leo sentiu um frio na barriga, estava com medo. Não conhecia esse tal de Scott e ainda mais que os pais de Leo mataram o pai dele. Provavelmente, seus pais não tiveram opção, tinham que salvar Leo e acabaram matando Christian.
A porta se abriu revelando um rapaz de uns 26 anos, cabelos castanhos, sedosos e lisos, os olhos eram da mesma cor dos cabelos, parecidos com o do rosto atual de Leo. Era alto e um tanto magricela, tinha uma expressão triste, mas nem por isso era feio. Leo olhou Emily pra ver como ela olhava pra Scott, Emily não esboçou nenhuma expressão diferente, o que fez Leo ficar um pouco mais tranquilo, não queria Emily olhando pra mais ninguém, apesar de não serem namorados, Leo sentia que eram.
–Olá Scott – disse Emily antes de todos – Quanto tempo, precisamos conversar com você.
–Olha quem está aqui! – disse Scott meio surpreso – Meus grandes amigos, Emily, Mike e...
– Desculpe, não te apresentei Jean, ele é meu... meu... namorado, está nos ajudando.
Emily chamara Leo de namorado? Não acreditava nisso, Leo sabia que era só uma desculpa pra Scott que ela inventou na hora, mas ela dissera que Leo era seu namorado, o que talvez significasse que a primeira coisa que Emily pensava quando tinha que falar sobre Leo era que eles eram namorados.
Emily pegou a mão de Leo bruscamente pra demonstrar que eram namorados, ele obviamente cedeu sem problema algum.
–Então... prazer... Jean – disse Scott esticando a mão para cumprimentar Leo, ou melhor, Jean.
Leo não pareceu entender o gesto imediatamente e ficou olhando para a mão de Scott esticada a sua frente, mas depois acabou cumprimentando-o. A mão se Scott era fria e um calafrio percorreu todo o corpo de Leo fazendo os pelos de nuca de Leo enrijecerem.
–Por favor, entrem. Todos vocês. É muito bom revê-los, já estava ficando com saudades – disse Scott puxando Mike pra um abraço inesperado que o fez desequilibrar.
Os três entraram pela porta estreita e foram convidados a sentar por Scott.
A casa era uma bagunça. Embalagens de salgadinhos espalhadas, copos sujos e muito mais. Pelo menos tinha espaço pra sentarem no sofá imundo, de início os três amigos recusaram, mas acabaram cedendo quando Scott insistiu.
–Me desculpe à bagunça, não esperava vocês.
–Não se incomode – disse Emily – Prometemos ser breves.
O cara parecia ser legal, não era como Leo pensava que fosse. Era educado e não parecia ser vingativo. Scott sentou-se na poltrona perto deles, de modo que enxergasse todos na sala. A televisão estava no canal que passava um show de talento que Leo nunca assistiu.
–E então, por que vieram?
–Vou direto ao ponto, não quero tomar seu tempo – disse Emily – Grayton foi sequestrado, não sabemos por quem, por isso precisamos de você, pra encontrá-lo.
Scott não pareceu estranhar, é como se soubesse que Grayton foi sequestrado e que não se importava com ele.
–Entendo, mas vocês não têm nem ideia de quem pode ser?
–Não – disseram Emily e Mike juntos enquanto examinava um jarro de vidro vazio na mesinha do lado do sofá.
–Que pena. Grayton era um grande feiticeiro, gostava dele – disse Scott tristemente.
–Como assim Grayton ERA um feiticeiro um grande feiticeiro, aconteceu alguma coisa que não sabemos?
–Não, pelo menos não que eu saiba, foi só um jeito de falar. Aguardem um pouco enquanto eu vou buscar o Globo dos Feiticeiros.
Scott se retirou e entrou por uma porta do lado da escrivaninha cheia de papéis bagunçados. Leo ia falar alguma coisa, mas se conteve, Scott já estava voltando com o Globo dos Feiticeiros. Era um Globo Terrestre normal como aqueles que são usados nas escolas pelos professores de geografia, mas com a haste dourada, parecia ser de ouro. Os desenhos dos continentes em alto relevo eram incrivelmente bem delimitados, os traços eram perfeitos.
–Aqui está ele. O Globo dos Feiticeiros. Com licença Jean – disse Scott tentando pegar a mesinha onde estava o jarro de vidro que Leo estava examinando.
Leo tirou o braço e Scott arrastou a mesinha até o centro da sala. Tirou os papéis que estavam na mesinha e os colocou na escrivaninha junto com os outros.
Depositou o Globo dos Feiticeiros encima da mesinha.
–Aproximem-se. Fiquem ao redor da mesa por favor, assim poderão ver a localização de Grayton no Globo. Se ele não aparecer aqui é porque ele não está mais na Terra.
Scott começou a girar o tronco no mesmo lugar sentado com pernas cruzadas e pediu que os outros fizessem o mesmo. Pronunciava umas palavras desconhecidas a Leo, parecia com aquelas que Emily falou para abrir o portal.
Estavam no meio do ritual e BUM, a porta principal explodiu. Pedaços da porta voaram pra todo lado quando fantasmas entravam por ela, eram os mesmos que invadiram a escola.
Leo ia pegar a varinha no bolso, mas achou melhor não fazer isso. Todos saberiam quem ele era e ele não sabia o que isso podia causar. Ao invés dele foi Emily que reagiu, jogou o primeiro que entrou contra a parede e derrubou um quadro que estava nela.
–O QUE ESTÁ ACONTECENDO? –berrou Leo – QUEM SÃO VOCÊS?
Mais deles entravam, Emily e Mike lutavam como podiam. Leo se sentiu péssimo por não poder ajudar, estava desesperado pulando como um retardado. Scott lançava feitiços inúteis nos invasores misteriosos, quase não conseguia fazer um feitiço direito e quando conseguia errava o alvo e abria vários buracos no teto da própria casa.
Leo tentou pensar numa estratégia, mas não veio nada a cabeça. Quando decidiu tirar a varinha e lutar, alguém o apunhalou pelas costas e o segurou com tanta força que ia ser esmagado.
O fantasma que agarrou Leo estava pressionando uma adaga contra o pescoço do garoto.
Ótimo, ele sentia um imbecil, não fez nada vendo os amigos serem atacados e ainda por cima foi dominado. Emily, Mike e Scott olharam pra ele.
–Quem são vocês? – perguntou Emily.
O fantasma não respondeu, ele encarava Emily fixamente.
–O QUE VOCÊ QUER? – gritou Emily
O fantasma não respondeu de novo. A adaga que pressionava o pescoço de Leo se afastou e o fantasma ficava agitando ela como se quisesse dizer alguma, mas não conseguia.
–ME DIZ! – gritou Emily novamente.
–Emily – disse Scott calmamente – Acho que eles não podem falar.
–Mas se eles não puderem falar, como vou saber o que ele quer? – disse Emily.
–Veja como ele balança aquela adaga.
–E DAÍ?
– Acho que ele quer dizer alguma coisa relacionada à adaga.
E sem dizer mais nada Emily entendeu o que ele queria, Leo também entendeu por que logo na sequencia disse:
–Não faça isso Emily, ela é mais importante do que eu. Por favor!
–Desculpe Le... Jean, mas você é mais importante pra mim – disse Emily carinhosamente com lágrimas nos olhos. Leo pôde sentir que ela não estava se referindo ao poder dele, mas de como ele era importante pra ela de um outro jeito.
Emily tirou a adaga que dava acesso ao Mundo de Grayton de dentro de sua bolsa cuidadosamente, quando ia entregar para o fantasma que estava segurando Leo, outro tomou a adaga de suas mãos. Ele observou a adaga atentamente pra se certificar que era a adaga certa.
–Agora liberte Jean – exigiu Mike.
O fantasma não soltou Leo e começou a andar em direção ao buraco da porta.
Emily e Mike iam sair correndo, mas aquelas criaturas o prenderam com tamanha força que nem conseguiram se mexer direito.
Aquilo, Leo não podia aguentar. Ver seus amigos sendo capturados era demais pra ele. Usou toda a força que tinha aproveitando que o fantasma que o segurava não estava usando muita força e libertou uma mão, alcançou a varinha no bolso e numa velocidade incrível mandou seu opressor longe, bateu as costas da parede dos fundos onde estava a escrivaninha e caiu sobre ela, a escrivaninha se quebrou sem muita dificuldade e possibilitou que Leo fizesse o mesmo com aqueles que segurava seus amigos. Tiveram que ser rápidos, Leo deu um jeito em três deles, tinham mais cinco na sala, que claro, não ficaram esperando os outros se levantarem para atacar.
Leo, Emily e Mike foram rápidos e jogaram longe os outros que faltavam, lançando-os em várias direções, quebrando vários objetos na casa de Scott.
Falando em Scott, desde que Leo foi capturado não prestou atenção nele, de qualquer forma, ele não estava mais lá, não sabia como saíra, mas o medroso tinha ido embora e abandonado os três amigos.
–Vamos, temos que sair logo daqui – disse Leo quando os fantasmas começavam a tomar consciência e levantar.
Se dirigiram para a porta dos fundos, mas quando abriram a porta não tiveram uma surpresa muito boa. Mais uns dez daqueles estavam esperando do lado de fora.
–DROGA – gritou Leo – Vamos rápido.
Lançavam feitiços pra todo lado, abrindo caminho entre os atingidos que demoraram um pouco pra perceber o que aconteceu.
Ainda bem que não tinha ninguém na rua naquela hora. Algumas criaturas eram mais difíceis de enfrentar e tinham que ficar duelando com elas até que os atingissem, fazendo-os perderem tempo. Mike foi o primeiro a cair, Emily gritou seu nome e Leo viu o amigo voando desacordado para trás. Pensou se poderia fazer alguma coisa para amenizar a queda e então imaginou um colchão no lugar em que Mike ia cair e agitou a varinha, não apareceu nada, mas o plano de Leo deu certo, Mike caiu encima de um colchão invisível como na mansão de Grayton e ficou deitado desacordado, o feitiço parecia ter sido forte, Leo torcia pra que não tivesse morto, mas não teve muito tempo pra pensar nisso e atingiu alguém que corria em sua direção.
Leo e Emily deram conta daqueles que estavam do lado de fora, não tornaram a levantar.
–O QUE FOI ISSO? – perguntou Emily – Onde Scott se meteu?
–Também não sei. Não o vejo desde que fui agarrado – respondeu Leo – Vamos pra mansão de Grayton, não podemos ser vistos por mais nenhum desses.
–Não podemos deixar Mike aqui.
–Quem disse que vamos? – disse Leo apontando a varinha pra Mike e aplicando o feitiço que usara noite passada para curar os amigos da queda na mansão de Grayton o que causou uma dor em Leo também, mas não foi tão intensa como os outros feitiços que realizara antes, a queda parecia ter sido mais amena. Mesmo assim gritou por alguns instantes, mas não chegou ao ponto de se contorcer de dor como um louco no chão.
Mike abriu os olhos. Levantou do colchão invisível de Leo com um pouco de sacrifício, seus olhos estavam arregalados, seus cabelos bagunçados e desgrenhados.
–Por que tem que usar esse feitiço toda hora? – perguntou Emily furiosa – Isso causa dor em você também, não precisa fazer isso!
–Não tem problema e também não é hora para discutirmos isso – disse Leo e virando-se para Mike perguntou – Mike, consegue andar?
–Acho que sim – disse Mike fazendo uma careta horrível como se estivesse sentindo dor, mas Leo sabia que ele estava ótimo.
–Então ande logo.
–O que aconteceu?
–Você foi atingido e eu usei aquele feitiço de cura da noite anterior, mas deixe as perguntas pra depois.
–O QUE? De novo? Já disse que não quero que você faça isso novamente.
–Eu disse a mesma coisa pra ele – murmurou Emily baixinho.
–Tudo bem, mas isso não tem muita importância agora. Vamos sair logo daqui!
E os três saíram correndo em direção à mansão. Estavam cansados, e não conseguiram correr muito rápido, mas não demoraram para chegarem à mansão de Grayton. Leo abriu a porta e disse aos amigos:
–O QUE ESTÁ ACONTECENDO? – perguntou Mike com um pouco de exagero.
–Leo você sabe quem são eles? – perguntou Emily mais calma.
–Não, mas sei que foram eles que pegaram Grayton.
–E pra onde vamos?
–Pra longe daqui. O importante agora é sairmos daqui, depois pensamos no que vamos fazer.
–Peguem o que acharem necessário. Não podemos ficar aqui. Vão estar aqui em pouco tempo, se apressem.
Os dois assentiram e subiram pra pegar suas coisas.
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