Leo Valdez & A Caçada Ao Monstro De Metal
2 Cap.1: Fogo, tempestade e... cereais?!
- Só pode estar brincando. — Leo resmungou, ao avistar o centauro reunido à diversas garotas, tendo cada uma aljavas prateadas recheadas de flechas. — Uma delas é a deusa da virgindade, mas eu posso falar com qualquer uma delas. Certo?
A filha de Afrodite que o acompanhava não respondeu. Parecia tímida, mantendo as mãos nas costas. Ao perceber que a garota teria Charme na voz, assim como Piper, Leo deduziu que Quíron o mandou por que sabia que o filho de Hefesto nunca iria em falar com a deusa da caça, se não para ver sua amiga.
Rose Lovelock deixou Leo a mercê do centauro, da deusa e dos caçadores, na entrada do bosque. O moreno sorriu ao ver aqueles belos rosto, porém, ao ver a deusa, sabia que não era hora de piadas. Os olhos acinzentados davam a impressão de que ela usaria aquelas flechas a qualquer momento.
- Lady Ártemis, — Comunicou Quíron, sorrindo. — Leo Valdez, Conselheiro-chefe do chalé de Hefesto, e digo de todo o coração, o melhor inventor que nós temos, atualmente. O melhor!
"Atualmente". Leo gostou. Isso mostrava que o instrutor não se esquecia dos antigos inventores do acampamento, como o tão falado Beckendorf. E garantia que o novato no ramo das construções fosse lembrado como "O Grande Leo!".
- "O Melhor", — repetiu a deusa. — mas ainda sim é Homem. — "Homem" saiu o mesmo que "podre".
- Então, senhora deusa da caça. — Leo pegou um martelo do cinto, o que geralmente fazia quando ficava nervoso. Ter quase doze garotas lhe olhando como alvo era pior. — O que posso fazer? Flechas novas? Uma tiara em forma de lua? Uma aljava com as letras "Masculinidade, zero, femini...
A frase fora interrompida pelo som de uma flecha. Ao lado de sua cabeça, estava uma flecha crava em uma árvore. Notou que a deusa agora estava com o braço um pouco mais a frente do que antes. Ela fizera aqui com tanta velocidade?
- Detesto piadas, vindas de homens.
- Entendido. — Confirmou Leo, tendo uma gota de suor na testa.
- Bom... — Quíron tentou ajudar o campista. — Que tal irmos à Casa Grande? Tenho certeza de que podemos conversar a sós lá, juntamente com o sr.D.
Leo agradeceu a todos os deuses, menos Ártemis, claro, pela ideia do centauro.
* * *
- Onde está o Deus do vinho? — Perguntou a Caçadora, sentando-se. Dispensara as caçadoras, ficando sozinha com Quíron e Leo. O centauro sentou em sua tradicional cadeira de rodas, em quanto o filho de Hefesto se manteve em pé.
- Teve de ir ao Monte Olimpo. Perdão, havia esquecido. — Desculpou-se o centauro, pigarreando. — Pois bem, não temos muito tempo de acordo com a senhorita.
- Sim. — A deusa encarou Leo. — Leonardo Valdez, necessito de seus serviços. Como inventor, e como construtor. Também como decompositor de metal.
O campista apenas concordou com a cabeça. Entendeu aquilo como "Invente, construa e depois destrua.". Tentou não fazer uma piada sobre aquilo, então prestou atenção na deusa, em quanto batia o pé, movimentava o martelo, bebia néctar. (Se você não tomou, ainda não viveu.)
- Há exatamente dois dias, um monstro que caço há era retornou. Construído pelo seu pai, suponho que possa encontrá-lo. Tens cinco dias. Basta encontrá-lo e destruí-lo. Poderia ajudá-lo, mas infelizmente devo tratar de assuntos com outra caça.
- E por onde devo começar? O que acontece se não a destruir em cinco dias? — O néctar começou a fazer efeito no semideus. — Vou sozinho? É muito poderoso? Posso destruí-lo completamente?
Quíron tampou a boca dele com um sanduíche. Sorriu compreensivo, retirando a lata das mãos do garoto. Ao contrário do instrutor, Ártemis tornou a face mais rígida e séria, respondendo:
- A criatura está indo em direção ao antigo labirinto de Dédalo. Nas ruínas, irá procurar a entrada do Olimpo subterrâneo e começará a ruir as estruturas. Sugiro que comece pela entrada das ruínas que sobraram. Terás somente uma ajuda, que por sinal, é a melhor, então, não reclamais.
- E quem é?
* * *
Duas horas da tarde. Leo correu em direção ao Punho de Zeus, tendo na boca um sanduíche, trajando suas vestimentas comuns. Carregava consigo o cinto de ferramentas, juntamente à mochila marrom colocada em um ombro.
Animadamente aguardava aquela que o acompanharia no grupo. Namorada? Não, não tinha nada em comum. Melhor amiga? Não se falavam tanto. A garota que faria ter mais chances de sair vivo daquela missão idiota? Bem, bem, bem! Certo! Ao ver a chegada da garota, gritou:
- Thalia!
A caçadora afastava-se das árvores. Mantinha o pingente prateado na testa, simbolo da Primaira-Tenente de Ártemis. Mantinha uma blusa regata preta e calças jeans surradas. Nas costas mantinha aljava prateada e usava botas de couro. Uma mistura de garota punk com caçadora de inverno.
- Leo! — A garota abraçou o rapaz. Leo corou, pois isso era raro de acontecer. — Finalmente sairemos em uma missão juntos. Espero que esteja preparado, por que não vou ser guarda-costas de ninguém.
- Estou. Não se preocupe. Minhas chamas são as melhores. Pode começar a me chamar de "Garoto quente".
- Vou te chamar de torradeira ambulante, já está bom para você.
- Oh, boy... Então, podemos ir? Temos que destampar estas ruíndas e...
- Espere. — A caçadora olhou os arredores. — Onde está a terceira?
- Terceira? — Leo ficara surpreso.
- Sim, a terceira da missão. Que recebeu a profecia hoje pelo manhã...
E assim, souberam que começariam seus problemas. A garota que saiu das árvores não era bem o que esperavam. De um lado, uma filha de Zeus, invocadora de raios, perita com lanças, caçadora expert em tiro ao alvo. Do outro, o construtor e lança-chamas bem humorado.
A garota que chegou para falar com eles... bem... Segurava consigo uma caixa de cereais, perguntando de forma infantil:
- Olá, devem ser Thalia Grace e Leo Valdez! Sou a maior fã de vocês! De todos da segunda guerra dos titãs! Thalia, tenho duas figurinhas suas! Leo, tenho um pôster seu. Então, querem provar do meu cereal?

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