Leo Valdez & A Caçada Ao Monstro De Metal
8 Cap. 7: Finalmente, o início
Os olhos esverdeados da filha de Deméter se encontraram com os do garoto. Antes que seus lábios se beijassem sem noção do que poderia estar acontecendo à sua volta, uma flecha passou pelo rosto dos dois.
- Trocar a imortalidade por um rapazinho como este? — Perguntou Ártemis, saltitando de uma árvore próxima aos garotos. — Vai mesmo fazer isso? Você poderá ser minha fiel caçadora. Ter suas fantásticas coleções sempre que desejar, para sempre.
- Lady Ártemis... — sussurrou para si a garota. — Sim, tem razão. — Encarou Leo. — Não podemos continuar juntos. Nunca daria certa.
- Eu sei. — Leo sorriu e beijou a garota na testa.
- Mas nunca seremos sozinhos. — A semideusa retirou um card se seu jogo do bolso e entregou a Leo. Não tardou a Leo estar no acampamento, em quanto Melissa viajava junto com Ártemis.
* * * * *
Após contar a Quíron sua missão patética, inclusiva sua paixão mal resolvida, dirigiu-se ao Bunker 9, onde não hesitou em checar como estavam os inventos ("Bunker! O que estão fazendo com a torradeira!?"), e olhou-se no espelho mal assombrado.
A imagem era a de Leo. Só que segurando a mão de Melissa. As imagens sorriram de forma maliciosa, e antes de falar aquelas palavras que iriam causar a depressão profunda do garoto, o vidro se quebrou.
- Sr.D? — O campista se surpreendeu com a presença do diretor de atividades. — O que está...
- Vim aqui retirar a maldição. — Acenou levemente, e Leo sentiu uma tensão no ar se esvaziar. — Um presente.
- De Ártemis?
- Não...
- Hermes?
- O que? Não?
- Hades?
- Por Zeus, onde andou por estes dois dias?
- Deixe para lá. Algum motivo?
O deus do vinho passeou em meio aos inventos, examinando as peças. Fazia aquilo quando estava com vergonha de admitir seus erros.
- Veja bem, não sou de ser melancólico. — Encarou os olhos ainda tristonhos do garoto. — só seu o que é ter de esperar incontáveis anos para ver sua amada. E você, perdeu a sua, para sempre. Seja como for, não existe tormento pior que isso.
- O castigo foi por ter explodido meu chalé. Maldito criador de ambrosia...
- A explosão foi por fúria de Hefesto.
- Jura?
- Sim. — Sr.D corou, um pouco envergonhado, um pouco irritado. — Ele mandou uma carta de desculpas. Além do mais... Tenho mais uma missão para você.
- Será que pode esperar?
- Esperar o que?
- Eu me acostumar a não ficar sozinho. — O campista sorriu e correu em direção ao seu chalé, onde vários de seus meio-irmãos acenavam, esperando para efetuarem pedidos de desculpas e falarem como apareceu uma máquina que criava ambrosias magicamente em sua cama pela manhã.
* * * * *
"Leo sabia que ainda teria de enfrentar aquela aventura, seus erros e seus passado. Por em quanto, iria apenas saborear ambrosia. A tragédia na vida deste semideuses, apenas começou. E o que ele pode fazer? Tentar duelar com o próprio destino."

"Por mais difícil que uma situação possa parecer, sempre podemos contar com nossa esperança. Mesmo sozinhos, ainda possuímos aqueles que amamos em nossos corações."
Fale com o autor