Ainda sentada na cama, resolvo ignorar a mensagem que ela me mandou e me deito pra dormir, ou pra pelo menos tentar dormir. Digamos que dormir aquela noite não foi exatamente uma coisa fácil. Minha conversa com a Regina e aquela maldita mensagem não saiam da minha cabeça.

Olá, Zelena…

Tudo bem?!

Me acompanha ao zoológico com o Henry?! Ele vai ficar muito feliz com a sua companhia… e eu também…

Beijos Glinda Treadway

Acordei com a luz do sol que entrava pela janela me deixando levemente muito irritada. Pego o travesseiro pra cobrir meu rosto, resmungo um pouco mas acabo levantando porque sei que não vou conseguir mais dormir mesmo. Como ainda estamos em período de férias escolares não tenho muito o que fazer, me levanto e resolvo sair pra correr um pouco, coloco uma roupa apropriada e ligo minha playlist favorita e vou dar uma volta na praça que tem perto de casa e no caminho fui até a Starbucks comprar um café.

Ao voltar pra casa, tomei um banho e me preparei pra mais uma maratona de Homeland, uma das milhares de séries que eu assisto, me joguei no sofá ainda de roupão e liguei na Netflix, mas antes de terminar o primeiro episódio meu celular toca, era o mesmo número que me mandou mensagem ontem a noite, Glinda, ignorei e dei play novamente no controle assim que o celular parou de tocar, minutos depois meu celular toca novamente, era a Regina.

— Hey Gi…

— Hey sis, tudo bem?!

— Sim sim, alguém quer falar com você…

— Alguém?!

— Henry tá aqui do meu lado pulando na cama querendo falar contigo.

— Passa o telefone pra ele. – Disse sorrindo.

— Oi Tia Lena.

— Oi meu amor. Tudo bem?

— Aham. Eu tá com saudade da tia Lena.

— Mas eu estive aí anteontem. – Dei risada.

— Mas Henry tá com saudade ué.

— A tia também tá com saudade. E de onde você tirou tia Lena?! Nunca me chamou assim. – falei rindo, tinha achado fofo.

— A dinda falou, e eu achei bonito. – meu sorriso se desfez e já não era mais tão fofo, resolvi mudar de assunto.

— Que tal a tia ir te buscar pra gente brincar um pouco?!

— O Henry tem um convite.

— Convite?

— A dinda vai levar eu pra visitar as girafas, e os lefantes. Vamos tia?

— A dinda vai te levar?! – Isso é golpe baixo demônia. – Acho que a dinda quer passar um tempo com você, que tal a gente combinar outro dia e eu te pego pra tomar um banho de piscina comigo??

— Mas eu queria te mostrar os bichinhos tia. – falou com a voz tristinha.

— Meu amorzinho, acho que não é uma boa ideia.

— É sim tia. Por favorzinho? Eu pometo que vai ser legal. A dinda falou que tem um montão de bichos lá.

— Henry…

— Por favorzinho tia. – implorou fazendo biquinho.

— Tudo bem, meu anjo, a tia vai com vocês visitar os bichinhos. – Merda, essa Glinda me paga.

— Eeeeeeee. Obigada tia, eu te amo.

— Eu também te amo kid.

— Henry, sem pular na cama, cuidado senão você cair. – ouço a voz da Regina ao fundo.

— Henry, me deixa falar com a mamãe Gina agora?

— Tá bom. Mamãe, a tia quer falar com você. Tchau tia, bejo bejo.

— Tchau meu amor. Até mais.

— Regina, eu te mato, isso foi ideia sua não foi?!

— Não mesmo, maninha, apesar de ter adorado a ideia. – falou usando um tom malicioso na voz. – Ela ligou aqui hoje e conversou com ele, não sei quem teve a ideia de te convidar, se foi ele ou ela, mas ele amou a ideia de um passeio com vocês duas.

— Imagino que sim. E quando vai ser esse passeio?!

— Amanhã, ela disse que passa aqui as 8 pra pegar ele, você pode vir pra cá de manhã pra poderem ir juntas.

— Tá tá tá…

— Não vem com drama que você deve estar adorando isso.

— Tchau Regina. Até amanhã. – a cortei.

— Tchau Lena. Até amanhã. – disse com humor na voz.

Desliguei e joguei o celular no outro lado do sofá com raiva. O dia seguinte seria longo.

Não consegui dormir direito e acordei com o alarme do celular tocando, meu humor não estava dos melhores, essa mulher tava me deixando maluca, levantei tomei um banho e coloquei um shorts jeans, um tênis branco e uma camisa xadrez meia manga bem levinha em tons rosa claro e branco, deixei o cabelo solto e peguei meus inseparáveis (irritantes e horrorosos) óculos, conforme o combinado com a Regina, fui cedo na casa dela aguardar a Glinda que viria buscar eu e o Henry para irmos ao zoológico.

Eu estava no quarto com o Henry, brincando um pouco enquanto esperávamos pela Glinda, a campainha toca, ele sai correndo pra abrir a porta e eu vou caminhando atrás dele.

— Vamos tia, é a dinda... – Ele não alcança a maçaneta e me puxa pela mão pra que eu abra…

Eu abro a porta e lá estava ela com uma camiseta branca e preta do The Kinks, um shorts jeans e um coturno, os cabelos soltos e um sorriso sapeca nos lábios.

— Oi… – Não tento disfarçar meu mal humor.

— Bom dia, Zelena. – Ela diz me olhando nos olhos antes de ser agarrada nas pernas por um Henry muito animado. – E ai campeão! Tudo bem com você? Pronto para saírmos?!

Ele olha pra mim com expectativa, e eu logo respondo.

— Vai buscar sua mochila meu anjo, e dar um beijo de tchau nas suas mamães que estão lá em cima. – Logo ele sai correndo subindo as escadas nos deixando sozinhas e eu me viro pra Glinda ainda parada na porta – Entra, ele com certeza não vai demorar...

— Não, estou bem aqui... — ela deu um suspiro — Olha, sei que deve achar estranho eu ter lhe mandado mensagem... Mas sabe, eu não estou aqui para ficar, vim apenas para alguns trabalhos, e... E como sei que Henry gosta muito da sua companhia eu havia pensado em te convidar pra ir junto com a gente sabe... Não como um encontro, mas... — Mais um suspiro — Me enrolei... — Ela disse parecendo um pouco envergonhada.

— Tudo bem... Eu só... – acabei me enrolando tbm... – eu entendo... – e eu realmente entendia, ela queria passar um tempo com o afilhado e fazer suas vontades durante o tempo que tinha com ele.

— Não leve a mal, por favor.. Sei que esse dia pode ser bem agradável. — Ela disse sorrindo.

Suas palavras e seu sorriso acabaram me desarmando e eu me permiti corresponder ao seu sorriso.

— Tá tudo bem, o dia vai ser incrível... Desde que você me pague um algodão doce. – brinquei.

— Ah meu Deus, eu não levarei apenas uma criança ao zoológico, mas duas?! — Disse fingindo surpresa e começa a rir, mas me engasgo e desvia o olhar pra porta, e eu, que ria com ela acompanhei seu olhar, parei de rir e tentei disfarçar.

— Gi... A gente tava... É... Esperando o Henry pra sairmos... – tento me explicar mas me enrolo um pouco me odiando por isso...

— Então... Ele ta hum... Demorando, não? — Glinda pergunta ainda mais enrolada que eu.

— Sim, ele está demorando... – Regina fala com ar desconfiado. — Então Glinda, o que está achando da cidade? Muito diferente de quando você saiu? A vista está melhor? — pergunta em tom sugestivo e malicioso.

— Oh, sim Mills... — ela responde com um sorriso sapeca sem tirar os olhos de mim. — As coisas mudaram para melhor, sem dúvidas.

Sinto o sangue subir direto pras minhas bochechas quando vejo seu olhar em mim, e o tom malicioso da Regina, invento a primeira coisa que passa pela minha cabeça e me viro em direção as escadas.

— Cadê o Henry?! Eu vou buscá-lo...

— Ai Regina, a gente não vai para o céu mesmo. — enquanto me afasto ouço a voz da Glinda dizendo. — Você tem sorte de eu não gostar de lá!

Subo correndo deixando-as sozinhas, mas do meio da escada vejo Henry no corredor e me encontrando na escada.

— Vamos tia, a dinda tá esperando... E a giafa também...

Pego na mão dele e voltamos pra sala, minha bolsa estava perto da entrada, estava apenas com uma bolsinha pequena com o celular e a carteira, espero não estar mais tão vermelha, as vejo rindo e não quero saber sobre o que falavam, pego minha bolsa e me viro p Glinda.

— Vamos??

E já vou abrindo a porta com o Henry ao meu lado e a esperando sair.

— Vamos... — Ela fala e ouço seus passos nos seguindo.

Vamos até onde estava seu carro em silêncio, quase silêncio na verdade, pq Henry não parava de tagarelar sobre os animais que iríamos ver...

— Desculpe por antes. – A ouço dizer enquanto coloca o Henry na cadeirinha no banco de trás do carro. – Regina nunca perde a mania, vc sabe...

— Não foi nada... E acredite, eu conheço a minha irmã... – falo com um sorriso tímido... – obrigada. – agradeço qndo ela abre a porta do carro pra mim.

Entro no carro e coloco o cinto enquanto ela dá a volta e entra ao meu lado.

— Então... — ela diz chamando a minha atenção e a do Henry. – Carinha, a dinda estará com vocês, mas também precisarei tirar algumas fotos.. Tudo certo pra você?

Ele balança a cabeça concordando e pede.

— Dinda, a gente vai poder comer godão doce??

Dou risada dele olhando p Glinda ao lembrar do q eu mesma disse minutos antes.

— A gente vai se divertir bastante enquanto a dinda tira fotos. – falo pro Henry com um sorriso.

— Pode sim carinha! — Ela responde sorrindo pra ele. — Eu estarei com vocês igual, mas cuidarei das fotos também.

— Tiiia, deixa eu jogá?! – eu tinha uns joguinhos educativos no celular, coloquei pra ele se distrair no caminho, ele ficou em silêncio. Era como se eu e Glinda estivéssemos sozinhas no carro.

— Deve ser mto legal seu trabalho... – comento tentando puxar assunto...

— Em partes.. — ela respondeu pode sem tirar a atenção da rua — é legal, eu me divirto com as pessoas e tudo mais, mas às vezes sinto muita falta de casa.

— Deve ser difícil às vezes, estar num país diferente, sozinha... Digo, você deve ter feito amigos por lá, mas mesmo assim, não deve ser igual...

— Não é igual mesmo... Fiz amigos, namorei, mas nada é como estar aqui.

— Eu tenho vontade de conhecer vários lugares pelo mundo, mas nunca deixei o Brasil, acho que foquei muito no meu trabalho e nos meus estudos e não tive muito tempo pra qualquer outra coisa.

— Quem sabe um dia... Você queira ir pra Europa comigo.. — diz sorrindo e desviando o olhar na minha direção por um instante — Digo, passear e tudo mais…

— Quem sabe um dia... – Respondo simplesmente com um sorriso nervoso. Viro meu olhar pra janela olhando a rua e vejo que logo estaríamos chegando.

Ela logo estaciona o carro e ajuda o Henry a sair da cadeirinha. O tempo estava bom e logo Henry pega em minha mão com um bracinho e a mão da Glinda com a outra.

Vamos até a entrada, e enquanto Glinda comprava as entradas eu estava abaixada passando protetor solar no menino que pulava na minha frente de empolgação.

— Calma Henry, fica quietinho pra tia passar protetor em você, tá muito sol.

— Vamos tiiiia... A dinda chegou, vamos logo... – olho pra trás e a vejo se aproximar.

Glinda me dá um sorriso e Henry pega nas nossas mãos e nos puxa pra dentro.

O local era lindo, com animais de todos os portes. Henry estava encantado e a Glinda estava com a câmera sobre o pescoço, se preparando para começar a tirar algumas fotos.

Andamos um pouco vendo os animais, e logo nos separamos pra Glinda tirar algumas fotos e eu continuei andando com o Henry. Depois de algumas horas nos sentamos pra comer um lanche mesmo contra sua vontade.

Pov Glinda

As fotos ficavam cada vez mais linda e eu já via um grande resultado do trabalho lá na Europa. Vejo Zelena e Henry lanchando e aproveito para tirar algumas fotos dos dois sem que vejam. Era nítido o sentimento de um pelo outro.

Enquanto continuava com as fotos, vejo Henry passar correndo e no mesmo instante bato um retrato dele dessa forma. Seu sorriso sincero e sua ingenuidade me comoviam, e me vi chorando, por já sentir sua falta antes mesmo de partir.

Porquê escolher uma profissão assim, Glinda? Por que se afastar do seu afilhado justamente nos momentos que ele mais precisa? Pra que? O que você vai ganhar com isso? Nem sua mãe não achava certo isso, mas como toda garota teimosa, você precisava fazer o oposto não é mesmo... – Reclamava comigo mesma, enquanto tentava em vão parar de chorar.

Vejo Zelena se aproximando com o Henry e tento logo me recompor, mas não adianta muito, mas vejo que ela tenta disfarçar um pouco por causa do Henry.

— Trouxemos um lanche pra você, achei que estaria com fome. – Zelena dados me entregando uma sacola com um lanche e um suco de laranja numa garrafinha.

— Ahhh muito obrigada! Eu realmente estava com fome... — falo fungando e sorrindo.

— Uma pausa no trabalho não vai fazer mal, vamos sentar. – falou apontando na direção de um banco e Henry foi na frente correndo, fiquei de olho nele.

— Você está bem? – ouço sua voz soar um pouco preocupada.

— Estou sim, só... Às vezes é difícil saber que não estarei ao lado dele nos melhores e piores momentos.. – suspiro enquanto caminhamos.

— Aproveite o tempo que está aqui com ele, ele te adora tanto. – disse com o tom de voz um pouco triste.

— Eu faço isso sabe, mas parece que nada do que eu fizer vai adiantar... Que outras pessoas estarão mais presentes na vida dele do que eu. – Suspiro. – Eu só penso se valeu a pena fazer tudo que fiz pra chegar até aqui e não estar presente na vida dele como queria estar.

— Eu sei q vc faz o q pode pra estar o mais próxima possível dele, e ele tbm sabe, ele te ama. Mas é o seu trabalho, e ele tem mto orgulho do seu trabalho. Mesmo que tenha que estar longe, porque ele sabe que você sempre vai voltar, e que você o ama mais que tudo.

— Só que... será que valeu a pena tudo que passei? Tudo que eu deixei de ter perto da Emma, tudo que deixei de ter perto de Henry? Será que valeu a pena ter deixado tudo isso pra trás e ir para a Europa? — falo olhando para o céu, como se de alguma forma ele me desse uma resposta.

— Era o seu sonho, se não tivesse ido você não seria feliz... Mas a sua jornada por lá pode chegar ao fim. Esse é o seu lar, pra onde você pode a qualquer momento voltar... Sua família continua te amando... – me diz com um sorriso lindo nos lábios.

— Eu... – Acabei sem palavras. – Não quero encher sua paciência com isso. Mas obrigada... — Falo sorrindo sincera.

— Não tá enchendo minha paciência, tá tudo bem... Vem, você precisa comer e ainda está me devendo um algodão doce. – Falo tentando descontrair, pego sua mão a puxando até o banco onde o Henry já estava sentado. – Depois a gente conversa melhor, vamos aproveitar nosso menino hoje. – falei baixinho.

Comecei a comer e brincar com os dois, enquanto Henry fingia roubar meu sanduíche. Entre risadas e brincadeiras, terminei meu lanche e fomos os três até a barraca do algodão doce.

— Como prometido, Lena. – Dei risada com as bochechas rosadas de Zelena e lhe entreguei o algodão doce rosa.

Andamos mais um pouco pelo zoológico antes de irmos embora, o Henry já estava cansado e com sono, antes de irmos embora comprei um macaco de pelúcia pra ele, que ele não largava mais, o peguei no colo, ainda agarrado com o macaco e fomos assim até o carro.

O arrumei na cadeirinha, e logo ele se agarra novamente ao bichinho, dormindo em seguida. O caminho é silencioso e o único barulho que existia era o da música tranquila que rondava o carro. Zelena estava com a cabeça escorada contra o vidro do carro e por vários momentos me peguei encarando a ruiva dos olhos azuis, que nos últimos dias rondava meus pensamentos. Ela parecia cansada e acabou adormecendo também.

Quando estacionei o carro em frente a casa de Regina e Emma, percebi que Zelena ainda dormia, e para não lhe acordar, resolvi levar Henry sozinho até lá em cima. Sendo recebida por minha prima e sua noiva, que estranhou sua irmã não estar presente, expliquei que a mesma dormia no carro e que a deixaria em sua casa. Regina me passa o endereço dela, e eu fui em direção ao carro, dando partida novamente.

Fim Pov Glinda

Acabo despertando e pisco os olhos desnorteada, até que percebo que ainda estou no carro com a Glinda.

— Glinda, acho que... Eu... Desculpa... Acho q estava mais cansada do que eu imaginei... – solto um bocejo no final da frase e acabo ficando vermelha – Desculpa…

— Olá bela adormecida. — Glinda diz rindo após meu momento de desculpas. – Então, espero que o sono tenha sido bom, e que você não tenha babado no meu estofado, porque aí não tem desculpas.

Dei risada das suas palavras – Você esteve sozinha o caminho todo, o Henry ainda... – me viro e vejo que ele não estava mais ali. – você já o deixou em casa?! Isso é um sequestro senhorita Treadway?? – perguntei sorrindo. – Ah, e eu não babo dormindo OK...

— Uh, e se for um sequestro, senhorita Mills? Serei sentenciada perante o juiz?! – começa a rir. – Olha pode ser que não babe, mas eu escutei uns barulhos estranhos, pareciam... roncos.

Abri a boca fingindo indignação... – Pode parando, eu não ronco não, sua maluca... – passei a mão pelo cabelo que devia estar todo torto e amassado – E se isso for mesmo um sequestro, pode desistir que ngm vai pagar muito pelo resgate, acho que fez um péssimo negócio.

— Quem sairia no lucro, seria eu...

Sinto novamente minhas bochechas esquentarem, e agradeço mentalmente pela baixa luminosidade do carro, já que estava anoitecendo.

— Vai me dizer onde está me levando?! – olho pela janela e prestando atenção reconheço o lugar. – Você é uma péssima sequestradora, Glinda, estamos perto da minha casa, um sequestrador de verdade nunca faria isso.

— Porque talvez a forma que quero te manter por perto não seja por obrigação... – fala com ar misterioso. – mas sim porque saberia que é uma honra eu estar em sua vida.

Fiquei sem saber o que dizer com suas palavras, e meu rosto queimava... Ela me queria por perto? Não, isso só pode ser loucura da minha cabeça... O q uma mulher linda e viajada como ela, iria querer comigo… Não, definitivamente não... Tentando desviar o assunto olho pela janela e vejo que estamos na rua do meu prédio. – Como você sabe onde eu moro?! – Pergunto confusa.

— Uhh, nessa parte entra Regina... – ela sorri parando em frente ao seu prédio.

Dou risada com sua resposta, enquanto tiro o cinto de segurança.

— Obrigada, o dia foi realmente agradável... E obrigada pela carona...

— Eu que agradeço, foi muito bom passar o dia com vcs dois. – diz sorrindo.

Dou um sorriso pra ela e abro a porta do carro pra sair... – Até mais Glinda... – saio do carro e antes de entrar me viro e vejo que ela me olhava com um sorriso nos lábios, retribuo o sorriso e aceno rapidamente abrindo o portão e entrando enquanto vejo seu carro se distanciando.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.