Lendários
1 Saci Pererê I
Notas iniciais
Essa história se passa no interior de Minas Gerais, na fazenda da família Monteiro, ano de 1831. Era quase hora do almoço e Maria, a empregada, preparava a farta refeição.
— Maria!
— Já vou, iáiá. – disse a negrinha largando as panelas para trás e indo atender ao chamado de sua senhora.
Aquela foi a pior coisa que Maria poderia ter feito. Um redemoinho de vento invadiu a cozinha e se desfez. O garotinho bem pretinho vestido apenas com uma tanga e uma carapuça vermelha apareceu pulando em uma perna só. Na mão o cachimbo, na boca gargalhada sem dó.
— Hum! Hora do almoço? Eu acho que não! – disse rindo.
O Saci pitou seu cachimbo enchendo bem a boca de fumaça e lançou sobre a comida que rapidamente se queimou. Mais uma gargalhada e assim como veio, se foi.
Maria quando voltou e viu a comida que tinha preparado com tanto amor e carinho queimada ficou aos prantos. Iaiá a daria uma bronca.
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