Lendas que o Povo Conta

9 Epílogo: Lendas Reais.


Notas iniciais
Heeey, tudo bem? Estou de volta com mais um capítulo. Mas não é um qualquer. Este é o último capítulo de "Lendas que o Povo Conta". Juro que não é por falta de comentários ou algo do tipo! Eu já planejava a bastante tempo, fazer 9 capítulos, e o décimo ser um epílogo! Como vocês podem ver, só tem 8 lendas, porque a última, que seria "A Dançarina e O Espadachim" (como eu falei pra vocês no aviso das semana passada), não consegui desenvolver apropriadamente! Todas as ideias que eu tinha ficavam muito parecidas com as outras, (em questões de "moral da história", sabe?), então... Eu resolvi adiantar o epílogo. Boa leitura, e espero que gostem!

– E fim. — A idosa de longos cabelos já esbranquiçados fechou o velho livro de histórias. As crianças sentadas a sua frente reclamaram e fizeram birra.

– Ah, por quê?

– Já acabou?

– Conte mais algumas para nós, vovó!

Em resposta, ela dirigiu-lhes um sorriso gentil, que fez-os parar e olhá-la por um instante. Ela parecia ter o dom de acalmar e passar conforto sem dizer nem uma palavra, era o que pensavam. Por fim, a senhora pronunciou-se:

– Não meus queridos, não acabou ainda. Já disse a vocês, toda lenda tem três aspectos básicos. — Ela levantou três de seus dedos magros para ilustrar a situação. — Todas tem um fundo de verdade, todas passam uma lição, e o mais importante...

– Nenhuma jamais acaba de verdade. — completaram as crianças, em coro.

– Então por quê? — a única garota entre o trio dos mais novos fez bico, os belos cabelos negros emoldurando o rosto angelical.

– O fim não quer dizer necessariamente que algo terminou. Também pode indicar um novo início.

– Mas são só histórias, nenhuma tem continuação! — um menino rechonchudo e de grandes olhos azuis protestou. A senhora riu.

– Acho que não prestaram atenção mesmo... Eu acabei de dizer, todas as lendas tem um fundo de verdade. Através das lições que passam, elas nos ensinam sobre a vida. Ou seja, a vida é a continuação do que eu li para vocês.

– Como assim? — por fim, o último do grupo pronunciou-se, o sorriso travesso e a aura de determinação permanentemente expostas em seu rosto.

– Me digam, o que vocês aprenderam com tudo isso? — devolveu a pergunta com outra questão. As crianças se entreolharam, e então o travesso menino tomou a dianteira:

– Aprendi que a vida é o nosso bem mais preciso. Não só a nossa, mas a dos outros também.

– O equilíbrio é a chave da prosperidade. — citou a menina de cabelos negros.

– Bem... Acho que a nossa origem não define nosso papel na vida! — falou hesitantemente o garoto rechonchudo.

– A esperança pode mover uma nação!

– A felicidade e a liberdade estão presentes em pequenos momentos.

– Com paciência e dedicação, toda pessoa pode melhorar.

– Pequenos e simples atos podem fazer toda a diferença, não só para o mundo, mas para uma pessoa.

– E que os sonhos nos motivam a continuar vivendo. — terminou o travesso garoto.

A idosa observou-os por um instante. Aquelas crianças, tão puras, tão corajosas. Com toda a sua infantilidade, já tinham a sabedoria de um adulto. Não pôde deixar de alargar o sorriso que descansava em seus lábios.

– Pois bem, tudo isso que vocês aprenderam, vão usar na vida de vocês. Vocês vão crescer, vão melhorar o mundo, e vão criar suas próprias lendas. Agora, podem ir brincar. O dia está lindo, não o desperdicem aqui dentro.

– Até mais, vovó! — Com a breve despedida, os três saíram em disparada até o jardim da casa da idosa.

E então, a senhora pediu aos céus que pudesse ter uma vida longa, o bastante para ver aquelas crianças crescerem. Ela sabia que ainda teria de escrever mais algumas lendas reais, com as histórias que elas lhe contariam.

Notas finais
Como podem ver, eu atribui um significado para cada lenda. Estão todas em ordem, então não tem como confundir. Enfim... Eu gostei muito de ter escrito essa história, e agradeço muito a cada pessoa que a leu, tendo comentado ou não. Espero que tenham aprendido algo, e principalmente, gostado de ler "Lendas que o Povo Conta." ...Até a próxima!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!