Lendas que o Povo Conta

4 Aquele que Trouxe Esperança


Notas iniciais
Hey, estou de volta com mais um capítulo! Esse também é meio na "vibe" política e lições de moral, desculpem se não gostam... mas garanto, os próximos vão ter magia! Alias, vejo que não tive comentários no capítulo passado, espero que apareçam! Nem que seja só um "gostei", já fico feliz! Espero que gostem!

Essa é uma lenda que ecoa pelos ouvidos do povo.

Há muito tempo, existiu uma nação em decadência. Bom, não havia exatamente um nome adequado para aquela situação. Talvez “caos” se encaixasse melhor.

Um reino, que outrora fora próspero, tornava-se cinzas perante o desespero. As invasões constantes de povos bárbaros vindos do norte, assolaram o local. Inúmeras vidas inocentes foram perdidas, vilarejos inteiros dizimados. O próprio exército não resistira à força esmagadora dos bárbaros.

Obviamente, a família real fora a última a cair. Sua execução em praça pública foi praticamente um prelúdio do que estava por vir.

Impostos absurdamente altos, castigos físicos horrendos por crimes minúsculos e a aplicação de antigas leis já esquecidas, como a obrigação do casamento arranjado e a dominação dos homens sobre as mulheres. Todos os direitos conquistados pelo povo durante séculos perderam-se em meio ao terror. A tirania era tamanha que muitos fugiram do país.

Mas um dia, um vento começou a soprar sobre o reino. Em uma cidade do interior, as pessoas começavam a se mobilizar. Boatos de uma revolução se alastraram sobre o reino como fogo. E o líder desse movimento não era ninguém mais que um jovem agricultor.

Mesmo em tenra idade, era capaz de fazer multidões o seguirem. Com um espírito que parecia inquebrável e palavras calorosas, trazia esperança e coragem a todos que encontrava. Logo, praticamente toda a população apoiava a revolução.

Por mais que os governantes enviassem grupos de buscas de elite, e até contratassem mercenários, ninguém era capaz de encontrar o líder, ou ao menos a sede do movimento. Não era para menos, os rebeldes tinham bases em todas as cidades, aliados e informantes espalhados por todo o reino.

Contudo, um dia os revolucionários saíram totalmente das sombras, em um grande ataque surpresa à capital. Cercaram totalmente a cidade, com guerreiros em todos os quatro portões principais. A guerra civil começara.

A batalha durara nove dias e oito noites, até que no anoitecer do nono dia, algo aconteceu. Juntamente com um pedido de trégua, o rei mandara-lhes uma carta, dizendo que haviam encontrado sua base subterrânea, e feito todas as mulheres e crianças lá abrigadas como reféns. Todavia, poderiam poupar suas vidas se os rebeldes se rendessem e seu líder se entregasse.

E então, ao amanhecer do décimo dia, o jovem revolucionário, por livre e espontânea vontade, entregou-se.

Assim como acontecera com a família real, sua execução seria realizada na praça pública de sua própria cidade natal, com o intuito de servir de exemplo à população. Quando sua hora chegou, o jovem ergueu a cabeça, e disse para o povo uma única frase:

“Não percam a esperança.”

Inspirados por suas palavras, a revolução não morrera. Pelo contrário, tornou-se ainda mais forte. E naquele mesmo ano, o reino tirano caiu. No futuro, o revolucionário seria lembrado como Aquele que trouxe Esperança.

E seu pedido final continuou firme na memória do povo, por muito tempo.

Notas finais
Então, gostaram? Devo dizer que o tema "esperança" sempre me agradou muito... enfim, comentem se puderem!