Lendas do tempo
1 Preludio
Quando ainda era jovem por volta de meus sete anos, estava acompanhando meu pai em uma viajem, estávamos saindo da cidade de Mazes onde vivíamos. Mazes era uma cidade consideravelmente grande, uma cidade de intenso comércio, onde comerciantes e aventureiros, como meu pai, estavam sempre de passagem. E foi em uma dessas aventuras que tudo começou e minha centelha foi iniciada como aventureiro.
Uma grande caravana o contratou para fazer a proteção, juntamente com dois humanos que eu não me recordo de seus nomes... Um deles era um tipo de guerreiro que não usava armas e tinha o corpo coberto de tatuagens e o outro era um mago. Estava uma viaje tranqüila até o desfiladeiro dos Sete Mártires. Próximo a uma grande e densa floresta, onde íamos passar a noite. Acampamos, já estavam todos dormindo e meu pai decidiu pegar a maior parte da vigia. Eu estava na barraca dele quando ouvimos a trompa soar, estávamos sendo atacados por uma um grupo de Orcs, algo em torno de vinte ou vinte e cinco criaturas, não lembro muito bem. Eles eram muitos e chegaram muito rápido. Eu estava escondido, paralisado de medo. Não sabia o que fazer.Eles vieram, saquearam e começaram a matar todos... O monge não teve chance quando foi cercado. Tentaram proteger os viajantes, mas não foram capazes de lutar contra tantos e então, infelizmente meu pai que teve a cabeça esmagada pela clava de guerra do líder do bando.Quando eles se aproximaram de onde eu estava escondido, flechas começaram a cair do céu, elas acertavam os Orcs com grande precisão.Nunca havia visto algo daquele tipo. Quem seria o líder dos Orcs fugiu montado em um warg e junto dele, outros dois que escaparam feridos da chuva de flechas. Surgindo como que do nada, veio um elfo da floresta empunhando um enorme arco, tal arma não era parecida com nada. Ele olhou os corpos tombados como se procurasse algo especifico, porém estava sem sorte, ele virou e revirou corpo por corpo e sé então ele veio até onde eu esta.“_ Ei garoto... levante-se. Pare de chorar como uma criança — algo um tanto quanto duro para se dizer a uma criança de apenas 7 anos — Não creio que tenha sobrado muito para você aqui, então, junte o que sobrou e vá para casa!”Levantei, sequei meus olhos e comecei a juntar as coisas que sobraram. Peguei um pouco de comida e a espada de meu pai. O elfo, meu salvador, estava me observando e disse:“_Esta espada não é meio grande para uma criança?”“_Era a espada de meu pai.”“_ Quem era seu pai?”Olhei para o corpo sem vida e respondi com um ar triste. _Domus...“_ Domus o guerreiro?”“_Sim... Você o conheceu?” – eu queria que alguém glorificasse a sua memória.“_Venha comigo.”“_Para onde?”“_Venha comigo ou vire comida de algum animal – sua voz soou altiva como um trovão — Essa espada não vai te ajudar muito, já que ela é quase do seu tamanho.”“_Quem é você?”“_Me chame de Tiliom... Tiliom Wolfgan...”Guiando-me por uma estreita trilha, ele falava sobre o tipo de guerreiro que eu viria a ser se conseguisse trilhar o caminho do arco. Não... não um guerreiro que brandia uma espada em uma mão, um escudo na outra e que partia para a batalha na linha de frente torcendo para estar vivo por mais meia hora. Ele dizia ser um guerreiro que antes de usar os punhos usava a cabeça, que ao invés de se esconder atrás de um escudo para se proteger, usava as sombras e a floresta ao seu favor. Um guerreiro capaz de acertar um alvo sem ver o local, usando apenas os seus instintos. “_ Ser um arqueiro é fácil. Apenas treine até acertar um alvo imóvel qualquer, a uma distancia qualquer. Porém, ser um Ranger requer algo mais, como perseverança e disciplina, pois arqueiros treinam até acertar e Rangers treinam até não mais errar” Confesso estranhar tamanho fervor em suas palavras, para alguém que até poucos minutos mal falou, mas ao mesmo tempo, admirava o fogo que havia em cada palavra dita. Surpreendentemente, passei as próximas duas horas de caminhada recebendo uma breve introdução daquilo que se tornaria minha vida.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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