Lemons De Inazuma

8 Hiroto x Midorikawa - Tarde de estudos


Notas iniciais
Atendendo ao pedido da Mih-chan o/
Mas é um lemon para todo mundo ;D
Desculpem-me por possíveis erros de português;
No mais, boa leitura!
o/

Segunda-feira, como sempre, traz aquele desânimo típico, talvez uma frustração com o final de semana que não foi como esperado, e com certeza trazia aos estudantes do Instituto Alien uma aflição para o simulado da próxima tarde de sexta-feira. Ensino Médio naquele colégio não era para os fracos, realmente. Além da educação rigidamente japonesa, o Instituto dava muito valor ao futebol de seus estudantes, sempre participando dos mais variados torneios, premiando seus melhores jogadores: Hiroto e Ryuuji.

A aflição pré-simulado dominava por completo a mente de Ryuuji Midorikawa, que era um terror nas exatas. Não que não tivesse estudado antes, mas ainda achava impossível lidar com os números. E nesta semana cancelara todos os compromissos à tarde, incluindo os treinos de futebol, para ficar por conta somente dos estudos.

Já Hiroto estava mais tranquilo... Pelo menos em química e física, suas especialidades. Nas outras matérias estava com notas boas, mas dessa vez pressentia que afundaria seriamente nas humanas, pois odiava toda aquela frescura com letras, códigos e pensamentos.

Como moravam perto um do outro, Ryuuji e Kiyama voltavam juntos da escola, por isso a grande amizade e coleguismo entre os dois. Isso poderia ser proveitoso, pois, em matéria de estudos, um era bom naquilo que o outro era péssimo. Mas poderia ser prejudicial, já que ambos sempre tinham muito assunto para conversar, interrompendo os estudos.

– Hiroto-san, estou com uma dificuldade tremenda em física e matemática, não pode me ajudar?

– Claro, Ryuuji-kun! Por que não vai lá pra casa hoje? Assim estudamos a tarde inteira... Se quiser, pode até dormir por lá.

– Acho que vou aceitar seu convite, Hiroto-san. Estou precisando de ajuda com aquelas equações satânicas da física!

– Não são satânicas! Coisa do Satã é aquela coisa de filosofia, sociologia... História é tudo macumba; já morreram e querem nos assombrar com suas peripécias, onde já se viu? E português, então... Não entendo absolutamente nada daqueles troços de códigos, linguagem, signos linguísticos, língua, preconceito linguístico, mudança e variação... Minha salvação é que meu melhor amigo sabe disso!

– Hiroto-san, você não devia ser tão cruel com as ciências humanas, são muito mais agradáveis do que os números... Mas não vamos discutir isso agora, né?

– Tem razão, Ryuuji-kun. Comamos bem e assim estudaremos melhor ainda!

Naquela tarde, depois da aula, Midorikawa iria almoçar na casa de Hiroto. E de quebra, ainda se aproveitaria da facilidade do amigo para a física. De fato, o dia iria ser realmente proveitoso...

– Nee, Hiroto-san, o peixe está muito bom! Parabéns!

– Parabéns a nós, Ryuuji-kun. Você leva jeito na cozinha... Sua esposa nunca vai ter de cozinhar com você assim.

Midorikawa corou de leve com o elogio do ruivo. Nutria algo mais por este, mas nunca deixou transparecer, pois não queria perder a amizade do outro. Então o melhor jeito de permanecer ao lado de Kiyama era continuar assim em relação ao amor reprimido.

– E quem disse que eu vou casar? Quer dizer... Casamento dá muito trabalho, quero coisa mais descomplicada, sem compromisso...

– Típica de você essa resposta, Ryuuji-kun!

Terminaram de comer em silêncio, para depois lavarem os pratos juntos, acabando esta tarefa rapidamente. Em seguida, partiram para os estudos. Combinaram que a tarde seria dividida para duas matérias: física e português, matérias em que ambos precisavam de uma nota consideravelmente alta para não ficarem de dependência.

O estudo dos números seguia normalmente, até que foram para os cálculos. Ryuuji tentava, inutilmente, resolver uma equação de física, mesmo com a ajuda e explicações de Kiyama, aquilo continuava sendo impossível para ele.

– Vamos, Ryuuji-kun! É só desenvolver a fórmula do jeito certo, já está escrita no seu caderno... Não pode ser tão difícil assim!

– Você fala isso porque é o melhor em física da sala, já eu tenho muita dificuldade, TÁ?!

– Então presta atenção... Vamos do começo com calma, ok? Veja só:...

O ruivo pegou na mão do menor para resolver a fórmula, deixando Midorikawa realmente corado, sorte que Kiyama não viu o seu rubor. Estavam sentados em suas respectivas cadeiras, porém para ficar mais próximo do bronzeado, Hiroto teve que se levantar. O maior debruçou seu braço esquerdo nos ombros do verdinho para descansar, enquanto que com sua mão direita ensinava o outro a resolver a equação.

– Pronto... Já te ajudei a resolver esta; agora por que não tenta por si mesmo?

– Vou tentar Hiroto-san, o que não me garante que vou conseguir fazer direito.

– Claro que consegue, você é tão inteligente em várias matérias, o que custa se dar bem em mais umazinha?

Kiyama sorriu amigável para o verdinho que retribuiu timidamente. Porém o ruivo não voltou à sua cadeira, ficou lá com Ryuuji, observando todos os movimentos deste, acompanhando o raciocínio para entender qual a dificuldade do amigo.

Já o menor mal conseguia se concentrar, afinal seu amor platônico não saía de perto de si, pelo contrário, estava era próximo demais. Não que Midorikawa não gostasse disso, mas era sufocante o ruivo estar tão colado a si e não poder beijá-lo. Ryuuji queria sentir o gosto daqueles lábios finos, sentir a pele pálida do outro sobre a sua, simplesmente queria sentir Kiyama.

Todavia aquela tarde exigiria estudo e não paixão. Hiroto, estranhando a passividade do outro, que fizera nem um rabisco nesse tempo, perguntou, chegando ainda mais perto do menor:

– Ryuuji-kun, tudo bem?

Estupefato com a proximidade do outro e com a frase sussurrada em seu ouvido, o verdinho virou-se de uma vez, fazendo com as respirações se encontrassem. Midorikawa não pode esconder o tom escarlate que dominava suas bochechas, praticamente obrigando o maior a falar, ainda muito perto do outro:

– Por que está tão vermelho, Ryuuji-kun? Não precisa ficar tão envergonhado se não souber fazer isto; vamos tentar mais uma vez...

– Na-não, Hiro-Hiroto-san! Vamos estudar português, pode ser? Meu raciocínio flui melhor se começarmos com as humanas. Já vimos um pouco de física, então que tal uma boa dose de linguagem agora?

– Hmm... Okay. Mas já vou avisando que sou a escória nessa matéria, então tenha paciência comigo, Ryuuji-kun.

Midorikawa lançou um olhar cheio de carinho a Kiyama, claro que teria paciência com o ruivo, afinal este era inteligente, gentil e calmo com o menor. Os estudos linguísticos fluíram bem, algumas vezes Ryuuji tinha forçar mais a linha de pensamento de Hiroto, mas sem maiores chateações. E assim os estudos foram seguindo.

O ruivo não se cansava de admirar o quanto o menor ficava empolgado explicando sobre as letras, realmente o verdinho adquiria um tom solene para falar daquilo. Era incrível como Midorikawa interpretava textos tão embaraçosos sobre língua e linguagem, códigos e signos, e ainda a facilidade para com as regras de gramática. Os olhos verdes do maior brilhavam com a sensibilidade e inteligência de Ryuuji para aquilo, além de toda paciência e leveza para explicar aquilo de forma clara.

– Ryuuji-kun é tão inteligente...

–... linguagem é falha porque-Uh? O que disse, Hiroto-san?

– Ah? Naada, Ryuuji-kun; continue...

– Era alguma dúvida? Se for, pode falar…

– Sério mesmo, Ryuuji-kun; não é nada. Apenas eu entrando em monólogos... Continuando:...

– Nada disso, começou agora tem que falar! Sabe que eu sou curioso, Hiroto-san! Ou quer que eu arranque de você?

– Pode tentar, mas não vou dizer nadinha...

– Se não falar por bem, então falará por mal!

– Ui, que meda da planta mutante!

Entraram em seu joguinho de segredos, abandonando totalmente os estudos. Ryuuji pulou no ruivo como um gato pularia em um passarinho, derrubando-o da cadeira. Rolaram pelo chão da sala do minúsculo apartamento, sorte que a mobília era escassa, o que permitiu muitas brincadeiras entre os dois. Em certo momento, o ruivo segurou o menor pelos ombros, prendendo-o sob si.

– Ganhei, plantinha!

– Você que pensa, ruiva gelada!

E assim recomeçaram a brincadeira. Ryuuji agarrou o maior pela camisa, puxando-o para si para depois virá-lo. Nesse puxar, os lábios acabaram roçando-se, despertando leve rubor nas maçãs do rosto de Kiyama. O menor posicionou-se sobre o abdômen do outro, segurando com força os ombros deste, ofegando e olhando firme nos verdes do ruivo.

– Agora eu ganhei, ruivinha! Vai ter que me falar aquilo!

– Me obrigue. – Disse firmemente Hiroto, desafiando o verdinho a tal. Este se aproximou do ouvido do maior, sussurrando sensualmente:

– Não vai querer isso, Hiroto-san...

Estranhando a proximidade e o tom do menor, o ruivo indagou com aparente confusão:

– Ry-Ryuuji-kun?!

– O que foi? Desistiu?

– O que foi esse tom? E por que está tão colado em mim?

Soltando um suspiro pesado, Midorikawa desaproximou sua boca dos ouvidos sensíveis do ruivo, sentando-se na barriga lisinha deste e falando com visível decepção:

– Hiroto-san, você pode ser muito inteligente e tals, mas é muito lerdo para perceber as coisas ao seu redor, sabia?

– Uh?

– Fala sério, eu estou esse tempo todo ao seu lado, nunca saio de perto de você e Hiroto-san nem desconfia de nada! Qual o seu problema?!

– É você não ter se declarado até agora, Ryuuji-kun.

– Como?!

– Acha que eu não percebi antes? Era meio óbvio, mas... Eu não tinha certeza dos seus sentimentos. Muito bom agora que podemos entender um ao outro, não?

O ruivo saiu de baixo do menor, o abraçando carinhosamente. Midorikawa estava sem ação então simplesmente deixou-se envolver-se pelo abraço. Kiyama começou a beijar de leve o pescoço do verdinho, que agora já estava totalmente entregue, pois sentia que tudo aquilo era verdadeiro.

Os beijos foram subindo, passando por nuca, orelha, bochechas, até chegarem aos lábios vermelhos e saborosos. A língua do ruivo foi pedindo passagem, sendo esta prontamente concedida por Ryuuji. Agora um sentia o sabor do outro, inebriando-se por aquela sensação única e deleitosa.

Cada boca tinha uma sabor próprio, que se misturavam com a saliva. Os lábios do verdinho eram tão viciantes quanto chocolate, enquanto que os do ruivo eram como uma fruta da mesma cor de seus cabelos: o mais pecaminoso morango. Ao passo que o beijo se aprofundava cada vez mais e mais, os toques ficaram mais ousados, explorando por completo o corpo alheio.

Logo as roupas não se encontravam onde deveriam estar, deixando ambos os jogadores totalmente nus. Hiroto deixou-se ser colocado no chão, enquanto Ryuuji sentava-se em seu abdômen, massageando-se a si mesmo, apertando seus próprios mamilos e membro, arranhando as próprias coxas, provocando ao máximo o ruivo. Este quase babava perante o showzinho que o outro fazia a si.

Terminado aquele jogo de sedução, Midorikawa abaixou-se em direção aos ouvidos do maior, sussurrando provocações. Hiroto suspirava ante os toques do outro, inebriava-se com a audácia do verdinho, estava amando tudo aquilo. A boca de Ryuuji foi descendo pelo corpo magro, mas nem por isso feio, do ruivo, até chegar a seu membro totalmente desperto.

O menor lambeu a virilha do outro antes de ir para o falo de uma vez. E quando encostou seus lábios carnudos na ponta, ainda que de leve, pôde sentir um arrepio da parte de Kiyama. Este não se aguentou: pegou em mãos as fartas madeixas verdes de Ryuuji e o guiou na felação.

Como era o ruivo que controlava os movimentos da boca do menor, Hiroto acelerava e desacelerava ao seu ritmo, deliciando-se com a habilidade do verdinho para aquilo. Porém Ryuuji, num desvencilhar fugaz das mãos do maior, foi mais rápido nas ações dos lábios que, ajudada pelas ágeis mãos, fizeram Kiyama gozar bem na boca de Midorikawa.

– Ahh Ryuuji!! AAAAAAHHhhhhhhhh!!!

– Vejo que gostou, Hiroto-san. Por que não prova um pouco de si mesmo?

Depois do ápice selvagem, um beijo mais selvagem ainda. Midorikawa adentrou a boca do outro com todo seu fervor e paixão, demonstrando que ansiava pelo ruivo dentro de si. As mãos do maior encheram-se do longo cabelo verde, puxando-o de leve.

Como o maior achava lindas as compridas madeixas da cor de viçosa relva, contratando perfeitamente com os olhos muito negros e pele bronzeada. Sem falar no belo corpo de Ryuuji, que detinha coxas tentadoras. E aquele jeito de Midorikawa era simplesmente fantástico, apaixonante de fato; para Hiroto a questão era simples: amar ou amar o verdinho.

O ruivo pegou o menor no colo, sentando-o na mesa retangular e afastando livros e cadernos, para logo depois dar sequência ao luxurioso beijo. As mãos de Midorikawa percorriam toda a extensão das costas do maior, explorando com ardor cada pedaço daquela pele pálida que tanto o seduzia. Já as mãos de Kiyama apertavam e enchiam-se das coxas grossas e macias de Ryuuji, fazendo com que ambos suspirassem entre o beijo.

Sem mais delongas, o ruivo o fez, invadindo a entrada apertada de Midorikawa, que não se aguentou e encerrou o beijo de tão alto era seu gemido. Este saíra num misto de dor e prazer, o verdinho sentia a dor cortante, porém inebriava-se com Kiyama dentro de si, indo devagar mais para dentro de seu estreito canal. Hiroto suspirou pesadamente ante a força que as paredes internas do outro faziam sobre seu falo pulsante.

O maior ficou parado por um tempo dentro do amado, até que este se acostumasse. A resposta para ir em frente veio quando o verdinho começou a rebolar vagarosamente os quadris, num ritmo lento e muito provocante. Adentrando sem muita força no interior do outro, Hiroto abraçou a cintura fina de Midorikawa, para aproximá-los mais.

Entendendo o recado, Ryuuji enlaçou suas pernas nos quadris do ruivo, afundando este dentro de si, só aumentando o prazer para ambas as partes. Kiyama gemia baixo, abafando alguns gemidos com o morder no lábio inferior, de forma a deixar uma visão tentadora a Midorikawa, que gemia sem pudor algum, afinal estava transbordando de prazer com ruivo indo fundo em sua entrada.

Hiroto foi se afundando ainda mais no menor, até encontrar a próstata deste, que deu um gritinho de surpresa por tal descoberta. E foi aí que a brincadeira começou. Midorikawa sorriu sapeca para o ruivo, que retribuiu com um olhar cheio de malícia, para em seguida selarem os lábios saborosos em um beijo transbordando luxúria.

Daí, as estocadas começaram a se aprofundar, sempre atingindo o sensível ponto dentro de Ryuuji, que rebolava mais e mais a cada investida. Estas eram intensas e fortes, fazendo as virilhas baterem com certa brutalidade, mas que não deixava de ser deleitoso. Os beijos eram entrecortados dos mais despudorados gemidos, nenhum dos dois queria conter o prazer do ato, ao contrário, queriam era mostrar o quão bom estava sendo tudo aquilo.

Em uma estocada mais profunda, que fez as pernas do verdinho apertarem ainda mais o quadril do maior contra o canal de Ryuuji, ambos gemeram alto, soltando praticamente um grito, à chegada do ápice do ato luxurioso. Os braços de Hiroto enlaçaram com vontade a cintura fina do menor, que puxava as madeixas vermelhas do outro com fervor. O prazer do clímax era tanto que Midorikawa jogou a cabeça para trás, dando uma linda vista ao ruivo.

Kiyama saiu de dentro do menor, logo depois se debruçou no abdômen deste, todo melado por causa dos jatos de sêmen, mas não dava a mínima para isso. Ryuuji apoiou-se na mesa com ambos os braços, e ficou a olhar para o companheiro suado e ofegante em sua barriga. Ao recuperar a respiração, Hiroto olhou carinhosamente para o amado e disse, abrçando-o:

– Eu vou tirar zero nessa prova de português.

– Nem me fale, eu tiro menos dez na prova de física... Mas pelo menos eu estudei bastante hoje, Hiroto-kun.

– Se bem que podíamos estudar mais, não?

– Claro. Vamos ao meu quarto! Lá é perfeito para os estudos...

– Ryuuji-kun, pelo visto tiraremos dez em outra matéria...

Mais uma vez, os olhares travessos se encontraram, traduzindo uns para os outros o estudo de que tanto falavam. As bocas cheias de sabor uniram-se novamente, acendendo o amor que ambos sentiam um pelo outro, algo que era muito mais do que simplesmente estudo.

De fato, o dia fora realmente proveitoso.

Notas finais
Manolada, não é só porque a one foi feita a pedido de Mih-chan, que tem que ser só ela a deixar review, ok?
Quero críticas, sugestões e pedidos nesses reviews, pois sem eles... todo autor morre um pouco por dentro a cada review não deixado ='(
Beijos e até a próxima
SossiDu
^.~
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.