Eu odeio aviões. Sério. É horrível não poder ir em um banheiro de verdade.

Bom, mas isso não vem ao caso. A pior coisa é que eu estou longe da minha família. Estou sozinha do lado de uma senhora, muito gorda com os cabelos grisalhos. Ela fica tomando água e arrotando. E isso está me irritando muito.


– Senhora, está tudo bem? — eu pergunto, sem querer ofender.


– Está sim, porque? — ela diz, de um jeito muito mal educado.


– Nada, é só que parece que a senhora está passando um pouco mal — digo tentando me safar da pergunta idiota que eu fiz.


– Bom, mas não estou — ela fala alto demais para a aeromoça escutar.


– Algum problema aqui? Esta garota está te atrapalhando, senhora?- a aeromoça pergunta, apontando para mim.


– Está me atrapalhando um pouquinho, será que eu poderia trocar de lugar com alguém? — Ela diz, com ar de quem está muito brava.


– Licença, eu não fiz nada para essa senhora, só perguntei se estava tudo bem com ela — Digo, de novo tentando me safar da enrascada.


– Então, senhorita, por favor não perturbe mais a senhora... -

Bom, mas isso não vem ao caso. A pior coisa é que eu estou longe da minha família. Estou sozinha do lado de uma senhora, muito gorda com os cabelos grisalhos. Ela fica tomando água e arrotando. E isso está me irritando muito.

– Senhora, está tudo bem? — eu pergunto, sem querer ofender.

– Está sim, porque? — ela diz, de um jeito muito mal educado.

– Nada, é só que parece que a senhora está passando um pouco mal — digo tentando me safar da pergunta idiota que eu fiz.

– Bom, mas não estou — ela fala alto demais para a aeromoça escutar.

– Algum problema aqui? Esta garota está te atrapalhando, senhora?- a aeromoça pergunta, apontando para mim.

– Está me atrapalhando um pouquinho, será que eu poderia trocar de lugar com alguém? — Ela diz, com ar de quem está muito brava.

– Licença, eu não fiz nada para essa senhora, só perguntei se estava tudo bem com ela — Digo, de novo tentando me safar da enrascada.

– Então, senhorita, por favor não perturbe mais a senhora... -

– Lancy, senhora Lancy — diz ela toda orgulhosa.

– Não perturbe mais a senhora Lancy! Se ela te incomodar novamente, me chame que mudo a senhora de lugar — fala a aeromoça.

Ufa, me safei dessa. Acho que não vou mais abrir minha boca, até chegar na Califórnia.

~*~

Dormi o resto da viagem inteira.


Chegando no aeroporto, fiz meu check-in e fui fazer umas compras no free shop. Lá encontrei minha mãe e Kacey.


– Mãe, foi horrível essa viagem, a pior da minha vida! — digo, correndo para os braços dela.


– Porque, o que aconteceu? — ela pergunta.


Explico toda a historia da senhora chata do meu lado e minha mãe ri o tempo inteiro. Ela ri porque não foi com ela.


Eu preciso comer. Tem um McDonald's ali do lado, mas minha mãe disse que a gente tem que comer a comida da minha tia, infelizmente.


~*~


Chegando na casa da minha tia, eu arrumei minhas malas e fui correndo jantar, nessa hora vi meus primos em cima da minha irmã. Quase fui lá mandar eles para o quarto, aí lembrei que estava com muita fome pra isso e que eles tem a minha idade.


A comida estava boa, mas eu preferia um lanche. Tudo bem Katie, supera. Era só um lanche.


Preciso perguntar para a minha tia se aquele numero de telefone é americano.


– Tia, olha esse numero aqui. Ele é americano? — pergunto, quando ela acaba de lavar a louça e senta no sofá ao meu lado.


– Deixa eu ver... É sim! Parece ser aqui da Califórnia — ela responde.


– Ah! Será que eu poderia ligar do telefone da sua casa para este número? — pergunto, com medo.


– Sim, claro! A vontade — estou começando a gostar bastando dessa minha tia.


Vou até a cozinha, pego o telefone e disco o número do papel.


– Alô? Quem está falando? — uma voz feminina, bem esganiçada, atende. Parece que eu a conheço.


– Aqui é Katie Bluds, quem fala? — Pergunto.


– Senhora Hudson, com quem você gostaria? — será que é a senhora Hudson que eu estou pensando? A senhora Hudson, mãe de Carter Hudson?.


– É... Hã... Ca-Carter está? — tomara que seja quem estou penasndo, não quero passar mico.


– Carter? Acho que sim. Um minuto — ufa, é a senhora Hudson que eu estava pensando.


–Hum, alô? Katie? Tudo bem? — diz ele, sem parecer me conhecer.


– Estou sim, eu só achei seu número nas minhas coisas e quis saber de quem era. Aqui quem fala é a Katie Bluds, do jardim de infância — digo, tentando lembra-lo de mim.


– Ah, sim, Katie! Nossa a quanto tempo! Você não estava morando em Londres? — diz ele, enfim lembrando de mim.


– Sim, é que estou passando as férias aqui na casa da minha tia — respondo.


–Ah, claro! Você quer ir a algum lugar amanhã á noite? Para lembrar dos velhos tempos — ele diz, com uma ponta de medo na voz.


– Pode ser! — respondo, também com medo. Carter realmente quer sair comigo?


– Então te vejo ás oito, no Café Donuts. Aquele perto da minha casa, lembra? — fala ele.


– Lembro sim. Pode deixar, tem encotro lá! — ai meu Deus, um encontro com Carter Hudson! Nunca achei que diria isso.


– Tá então, tchau. Até amanhã. — diz ele, e eu assusto, lembrando que estava ao telefone.


– Tchau, até amanhã! — desligo o telefone e sento na cadeira.


Primeiro dia aqui e eu já tenho um encontro com Carter Hudson, o menino que eu "namorei" no jardim de infância. Foi um namoro de criança, mas mesmo assim eu conto como meu primeiro namoro. Na verdade eu sou obrigada a contar pra não passar vergonha, porque depois dele só tive um namorado. E ele não foi bem um namorado porque a gente namorou só 3 semanas. E quando ele terminou comigo eu fiquei muito feliz, porque o menino era muito chato. Também não me entendo.


~*~


- Kacey, vem aqui — gritei.


- Que foi? — pergunta ela.


- Eu marquei um encontro amanhã! O que eu faço? — falo, em busca de ajuda para não pagar mico em outro encontro.


- Com quem? — pergunta ela, animada.


- Com um menino que eu estudei no pré, o Carter — falo, numa resposta rápida, querendo mesmo saber o que fazer no encontro.


- Aquele que você "namorou"? — pergunta ela, fazendo sinal de aspas com as mãos.


- Sim, esse mesmo — digo, rindo para desfarçar a vergonha.


– Bom, você já tem ele nas mãos, é só ser natural — ela diz, parecendo mais velha.


– Você vai me ajudar a pensar no que vestir — digo, olhando para a minha mala aberta, quase desarrumada.


– Claro que vou, não perderia essa — ela solta uma risada contagiante.


– Vem, vamos — digo, já pegando a primeira blusa e tacando longe.


– Ai! Que linda essa, usa ela! — Kacey joga uma blusa branca e preta com um panda na frente.


– Não, muito criança! Ele não vai me achar seria o bastante — digo, dando um risinho porque Kacey fez cara de brava quando eu disse que era muito criança.


– Ah, então essa! Um ar bem profissional e adulto — ela diz, me entregando uma camisa de botões preta.


– Não, muito adulta! Não quero parecer uma advogada — Digo, enquanto ela me olha com um olhar ameaçador.


– Estou quase desistindo — diz ela, em um tom de gozação.


Depois de quase duas horas procurando, achei a roupa perfeita. Uma blusa roxa e rosa listrada, uma calça jeans preta e uma bota de salto.

– Ufa, não aguentava mais ver roupa — digo, quando coloco as peças de roupa em cima da minha cama.


Quando finalmente minha irmã saiu do quarto, fiquei lembrando de como era bom ser criança e poder namorar quem quisesse sem realmente namorar. Bons tempos aqueles.


A hora da janta foi a melhor, até meus primos ficaram suportáveis. Foi divertido e eu comi demais.


~*~


– Filha, eu preciso de contar uma coisa — diz minha mãe, com uma cara abatida.


– O que mãe? Pode contar — digo.


– Nós não viemos aqui por que queria visitar sua tia... Estamos aqui porque eu e seu pai estamos nos divorciando — Uma lágrima escorre dos olhos dela ao dizer isto.


Fico por um momento em choque, não consigo falar, respirar, ouvir, nada. Então digo:


– Kacey já sabe disso?


– Não! Estou indo contar para ela agora — Diz ela, se afogando em lágrimas.


Notas finais
Não sei se ficou bom :
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.