Notas iniciais
Ol,
Espero do fundo do meu s2 que vcs gostem.
Boa leitura.
E nos vemos l em baixo!!!

Dia 24 de dezembro, uma noite tão feliz para as pessoas. Festas, felicidade e amor, principalmente amor. Mas para certa menina este dia carregava tantos sentimentos, pavor, dor, culpa, angustia. Há alguns anos, exatamente nessa data Hermione estava radiante, mal cabia em si de tanta animação. Mais eis quede uma hora para a outra houve uma revira-volta em sua vida.

Três anos depois a pobre garota andava sem rumo por sinuosos corredores de sua escola, seus pensamentos em outro mundo. Não prestava atenção a sua volta; muitas pessoas se perdiam naquele andar, mas ela não ligava conhecia todos os cantinhos daquele velho castelo, devido as muitas noites de insônia, e claro, ao Mapa do Maroto. Eles tinham reconstruído Hogwarts depois da guerra, estava tudo igual graças à magia. Seguiu sem um caminho, precisava espairecer esses últimos dias estavam sendo terrivelmente dolorosos para ela.

Seus pés a levaram a torre de Astronomia, o lugar mais alto, e o que ela mais gostava. Era uma torre de observação como quaisquer outras de castelos medievais, o que mais a encantava eram as gárgulas que circulavam toda a extensão, sempre a vigia. O céu hoje estava particularmente estrelado, uma noite simplesmente linda.

Há essa hora seus ditos amigos já deveriam ter sentido sua falta, isso pouco a importava. Suspirando aproximou-se mais do parapeito e sem nenhuma dificuldade sentou-se no mesmo. No começo sentia certa vertigem, mas essa sensação passava rápido.

Olhou para o horizonte e ouviu o som que vinha do refeitório onde os alunos que ficaram durante o feriado entoavam alegres canções natalinas. Fechou seus olhos e segurando fortemente o muro deixou-se levar pelas lembranças.

Primeiro se viu com seus pais no carro. Seu pai dirigia em direção ao centro da cidade onde todos os parentes estavam reunidos. Hermione e sua mãe, Jane discutiam sobre assuntos banais. Estava tudo bem, até que a menina perceber que tinha esquecido o presente de sua prima. Insistiu tanto que logo já estavam retornando a casa.

Quando estavam a apenas 600 metros do destino, do nada um carro desgovernado surgiu na pista, seu pai bem que tentou desviar, mas não obteve sucesso. Pouco se lembrava daquela noite, porém ainda conseguia ouvir claramente o grito estridente e desesperado de seu pai segundos antes do mesmo cair inconsciente, ele estava morto. E ela viu tudo, e pior ela e seus familiares julgavam ser sua culpa.

Foi naquela época que todos viraram as costas para ela. Depois que saiu do hospital tentou conversar com sua avó materna a qual achou que iria a acolher. Estava tão errada, nunca iria esquecer aquele olhar carregado de ódio que fora lançado em sua direção e os xingamentos, sua avó nunca havia gostado tanto dela mesmo sem a garota nunca ter feito nada de errado. Hermione não conseguia olhar para a sua mãe, só o pensamento já lhe atormentava, decidiu passar a semana fora de casa. Pegou uma pequena quantia de dinheiro a qual não seria notada, afinal sua família era a segunda mais rica da Grã-Bretanha e foi para um hotel. Fez vários planos e decidiu ir a procura de suas tias, elas nunca lhe negariam um carinho, era o que ela acreditava com todas as suas forças. Mas se por acaso algo acontecesse, ela iria passar por cima de seu orgulho e pedir abrigo aos Weasleys.

Em um surto de coragem decidiu passar em casa e ver sua mãe, afinal se ela estava sofrendo imagina Jane. Chegando lá estranhou a quietude, aquilo era muito estranho onde estariam os empregados se perguntou. Maneando a cabeça seguiu em frente. Ao chegara à sala não pode conter o grito de terror que lhe subiu pela garganta. Sua mãe estava lá, no meio da sala uma corda em seu pescoço. Ela tinha se enforcado, lágrimas escorriam por sua face, Hermione não sabia o que fazer. Estava em choque, se aproximou e notou um pedacinho de papel abaixo do corpo que se mantinha pendurado a uns três centímetros do chão. Tremendo pegou aquele papel, era uma carta destinada a ela.

Na carta dizia que sua mãe não tinha mais coragem de viver, que a única coisa que lhe prendia ao mundo era seu marido. Que sua vida não fazia mais sentido, e no canto inferior à direita com uma letra quase ilegível estava escrito seus verdadeiros motivos. O homem a qual ela amava intensamente a tinha traído, e eis que desta traição nasceu um fruto, Hermione. Nesse momento a jovem quase tinha desistido de terminar a leitura, mas continuou. Também dizia que Jane sentia nojo de pega-la no colo, que toda vez que a via lembrava-se do ocorrido, e que eles tinham escondido toda a história de sua vida. Ela não era uma sangue ruim, muito pelo contrario, tinha acabado de descobrir que possuía um dos sangues mais puros de toda a Inglaterra. Seu pai era um aborto da família Nott, por isso se afastou e veio morar no “mundo trouxa”. E sua mãe? Bellatrix, Bellatrix Lestrange. Mal podia acreditar aquela mulher fria que a torturou sem nenhum remorso era na verdade sua mãe.

A cena mudou-se agora para seu primeiro dia do deste ano, seria o último. Na porta de entrada do grande salão Ron seu namorado a esperava. Eles eram muitos amigos, mas ela sempre sentiu algo a mais e no final do ano passado eles decidiram começar a namorar para ver até onde a relação iria. Ele tentava de todas as formas conseguir algo a mais que meros beijos, mas Hermione não se sentia pronta e sempre arrumava um jeito de contornar a situação.

Dirigiu-se com Ron a uma mesa onde Harry e Gina, seus melhores amigos estavam os esperando. Eles estavam tão felizes que a garota resolveu não lhes dizer nada que aconteceu antes da guerra, colocou um sorriso forçado no rosto e tentou se perder em suas conversas como antes. Naquela semana descobriu que Ron a traia com Lilá, sofreu, mas sua carência era tanta que o perdoou. Seu coração precisava de um motivo pra continuar.

Dentre todo aquele sofrimento uma amizade nasceu. Draco Malfoy, aquele que considerava ser seu arqui-inimigo provou ser um ótimo ouvinte. Ele era o único que sabia de sua dor e o motivo para tal. Hermione esqueceu por alguns meses tudo o que passou, ao lado de Draco– como agora costumava chama-lo, sem aquele antes temido sobrenome – sentia-se feliz novamente. Continuava namorando Ron, mas isso não impediu que o pequeno precipício que sentia por seu ex- inimigo anos atrás viesse átona.

Uns dias depois aconteceu, eles enfim se beijaram. Mesmo com o peso na consciência por ter traído seu namorado ela estava radiante. Lá na torre naquela noite fria permitiu-se relembrar daquele momento, suas mãos foram aos seus lábios em um ato espontâneo. Ela estava chorando há algum tempo sem perceber, mas permitiu-se sorrir ao recordar do momento em que contou para Gina sobre o beijo, ela lhe deu um sorriso malicioso e respondeu “Chifre trocado não dói”. Essa simples frase fez com que mais um baque de memórias recentes a atingisse.

Na noite passada Hermione tinha dito que iria a biblioteca para seus amigos, eles já estavam acostumados com essa atitude da garota. Ela sempre voltava às onze horas, porem naquele dia resolveu voltar mais cedo. Entrando sorrateiramente pela porta avistou Harry, Gina e Ron conversando apurou os ouvidos para que escutasse o assunto. Não precisou de muito, eles quase gritavam, e quanto ao assunto, eles falavam dela.

— Eu não aguento mais!- exclamava Ron — Até quando vou precisar a aturar?! Arghh estava tudo tão bem com a Lilá até aquelazinha descobrir.

- Fique calmo Ron — disse Gina- só mais alguns meses, nós precisamos dela!

- Pelo menos ela tem algo de bom- complementou Harry- sabe-tudo? Puft tão idiota que não percebe ser usada. Depois que passarmos nos N.I.E.M.s nós a chutamos.

Eles começaram a rir. Transtornada a garota correu e se trancou em uma sala onde acabou dormindo.

Na manhã do dia de hoje ela procurou Draco para afogar suas tristezas. Surpreendeu-se com a atitude tomada pelo rapaz, ele começou a rir e jogou na cara dela que tudo não passava de uma aposta, que ele ganhou no momento em que conseguiu fazer com que a santinha-da-Grifinória o beijasse, e que agora ele não precisava perder seu tempo com alguém como ela.

Mais tarde ele a procurou, tentou dizer que tudo tinha começado com uma aposta, mas que ele se arrependeu. E que fez toda aquela cena para que os Sonserinos o deixassem em paz, e que estava apaixonado por ela. Mas Hermione não acreditou, aquela aposta tinha quebrado o último caco que tinha sobrado de seu coração.

Nesse momento depois de tantas lembranças, sua visão estava turva devido ao choro. Mas aquilo não iria continuar; hoje seu sofrimento enfim acabaria. Já tinha tudo planejado, sem pensar duas vezes se jogou da torre. Seu coração descansaria.

No dia seguinte seu corpo foi descoberto, o que mais afligia seus colegas era sua face, o corpo estava em uma posição estranha, mas seu rosto carregava um sorriso sereno, parecia que na verdade ela estava dormindo tranquilamente. Draco tinha achado o bilhete que ela tinha lhe escrito, não continha despedidas nem nado do tipo, mas tinha uma parte de uma música que ele sabia que Hermione amava. O conteúdo do bilhete era simples, mas ele tinha entendido completamente a mensagem. E foi naquele momento que Malfoy queria mais que tudo recomeçar.

“E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu.

— Hermione Lestrange Nott”

Notas finais
Aceito favoritos, remcomendações, rewies ~( u-u )~~

Diga olá a autora e.e hu3

Espero que tenham gostado, obrigada por ler :*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!