Lembranças De Um Verão
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Não vou vou falar muito, na verdade nem sei se alguém lê essas maluquices que eu escrevo aqui... bem vamos ao que interessa o Cap.
A viagem até a casa de campo levou uma hora e Kagome admitia que valesse a pena. O chalé em estilo rústico de dois andares era bem menor que a mão da cidade, mas Kagome não a achou menos aconchegante, depois de colocarem as malas no quarto Inuyasha a levou para um passeio a cavalo e embora estivesse um pouco assustada a principio logo estava aproveitando o passeio.
-então o que esta achando? –eles estavam passeando pelo riacho, Kagome não conseguia encontrar palavras para descrever o que sentia.
-esse lugar é incrível... eu sinto uma sensação de familiaridade.
-é por que você já esteve aqui, na verdade vínhamos muito aqui quando você era criança. –Kagome o olhou surpresa.
-serio? –ela deu um sorriso triste. –eu queria me lembrar.
-isso ainda incomoda você?
-é um pouco confuso, desde que eu cheguei a sua casa tudo era tão familiar que era como se eu realmente me lembrasse, eu acho que no meu coração eu nunca me esqueci só falta minha cabeça entender isso. –embora estivesse rindo, Kagome pode perceber a expressão de Inuyasha.
-o que houve Inuyasha? –ele desmontou e caminhou para a beira do rio, Kagome o seguindo se perguntando o que poderia ter acontecido.
-e se quando suas memórias voltarem você descobrir que confundiu sés sentimentos?
-é isso que o preocupa. –Kagome se aproximou parando a sua frente e o encarou profundamente. –pois eu tenho certeza que quando minha memória voltar eu vou descobrir que eu sempre amei você. –e o beijou, Inuyasha logo correspondeu.
-podíamos pular o jantar e ir direto para sobremesa? –Inuyasha tinha um sorriso sedutor nos lábios. Kagome não conseguiu conter o riso.
-bem... como estamos em lua-de-mel acho que não tem problema. –e voltou a beijá-lo, um beijo agora mais ágil e apressado.
O barulho da chuva forte batendo no vidro a acordou, podia ouvir as vozes de seus pais conversando, ela abriu os olhos lentamente, sua mãe estava sentada no banco ao lado do motorista, no qual seu pai estava.
-já acordou queria. –Saory se virou para filha com um largo sorriso.
-já segamos. –Kagome esfregava os olhos sonolentos.
-ainda não, por que você não volta a dormir filha? –disse Souta sem tirar os olhos da estrada.
-não posso estou ansiosa. –qualquer sinal de sono sumiu de seu semblante substituído por um sorriso brilhante. –Inuyasha disse que sairia comigo no meu aniversario, será como em um encontro. –disse animada.
-você não acha que esta muito nova pra isso mocinha?
-mas é claro que não, eu já tenho doze anos.
-pra mim você ainda é uma garotinha.
-pai!
-deixe-a Souta. –Saory repreendeu o marido com um pequeno sorriso. –mas me diga, você gosta muito do Inuyasha, não é verdade?
-muito e quando crescer vou me casar com ele.
-agora esta falando de casamento. –Souta se virou para trás sorrindo divertido. –as risadas dos três logo foram substituídas por uma alta buzina.
-Souta cuidado!
Kagome abriu os olhos violentamente, estava ofegante e esta suando, por um tempo ela se sentiu confusa, se levantou olhando ao seu redor, aos poucos ela foi se acalmando e se recordou de que estava no quarto, olhou para seu lado na cama e viu Inuyasha ainda dormia. Ela ainda podia ouvir o som dos freios e as vozes de seus pais gritando seu nome, sem perceber as lagrimas começaram a cair descontroladas pela sua face.
-não pode ser. –ela abraçou as pernas escondendo o rosto, aquele foi o dia do acidente, suas memórias haviam voltado, mordeu o lábio tentando conter os soluços. –foi minha culpa. –sussurrou. –minha culpa.
Quando Inuyasha acordou percebeu que Kagome não estava ao seu lado, procurou por ela em toda casa, mas não a encontrou. Já estava começando a se preocupar quando ouviu a porta da frente ser aberta, Kagome carregava algumas flores e se surpreendeu ao se deparar com Inuyasha.
-você já acordou.
-onde esteve?
-eu acordei e não consegui dormir outra vez, então fui dar uma volta. –foi até a cozinha e pegou um vaso em um dos armários em baixo da pia. –o jardim esta lindo, as rosas estão maravilhosas, a vovó Izayo iria adorar ver... –no mesmo instante Kagome mordeu a língua, era assim que ela chamava Izayo antigamente será que Inuyasha havia escutado?
-o que você disse? –perguntou Inuyasha hesitante.
-hã... eu disse que sua mãe iria gostar de ver. –Inuyasha a encarou intensamente por um tempo, será que ele descobrira que ela recuperou a memória.
-tem razão ela adora esse jardim. –concordou Inuyasha se virando em direção a escada. –vou tomar um banho.
-esta bem enquanto isso eu preparo nosso café.
-certo. –Kagome respirou aliviada depois que Inuyasha subiu as escadas, se não tomasse cuidado Inuyasha iria acabar descobrindo e não podia deixar isso acontecer, pelo menos não enquanto não pensasse em uma maneira de contar a Inuyasha.
Ainda se sentia confusa e um pouco tonta, era como se tivessem jogado varia informações em sua cabeça de uma só vez. Teimosas lagrimas desciam pela sua face sempre que pensava em seus pais, era estranho saber que eles estavam morto, quando parecia que acabará de velos, a ultima lembrança que tinha deles era tão forte e ao mesmo tempo dolorosa.
Quando Inuyasha desceu logo sentia o delicioso cheiro de ovos e bacon, quando chegou a cozinha Kagome terminava de arrumar a mesa, Inuyasha a observou atentamente, alguma coisa a incomodava, ele estava certo disso, mas o que poderia ser, mas o que mais o intrigava era o que ela havia dito antes, “vovó Izayo”, ele não se lembrava de te-la ouvido dizer isso desde que voltara, mas quando pequena sempre chamava sua mãe assim, se perguntava se ela havia dito isso involuntária mente, significaria que sua memória estava voltando, o médico já o tinha avisado que isso poderia acontecer caso ela freqüentasse lugares familiares, o que explicava o fato de que ela se sentisse tão cômoda em casa.
-Inuyasha... Inuyasha. –a voz de Kagome o despertou de seus devaneios. Ela estava sentada o encarando confusa.
-não vem já esta pronto.
-claro. –ele se sentou rapidamente.
-aconteceu alguma coisa?
-não só estava pensando em algumas coisas.
-hum... eu estava pensando em fazermos uma piquenique o que acha.
-é uma ótima idéia.
Embora Kagome tentasse disfarçar Inuyasha percebeu que algo a incomodava, por varias vezes tentou puxar o assunto, mas Kagome sempre disfarçava e Inuyasha acabava desistindo, quando percebeu o final de semana havia acabado e já estavam de volta e como Kagome havia dito ela voltou a trabalhar no hospital, mesmo estando contente em poder passar mais tempo com ela, isso sumia no mesmo estante em que ele lembrava que Kouga também estaria lá.
-você não esta com cara de quem acabou de se casar.
-Kikyou? –foi quando ele percebeu que estava parado no corredor, estava tão absorvido em seus pensamentos que esquecerá que estava indo ver um de seus pacientes. –me desculpe estava distraído.
-percebi. –ela deu uma leve risada. –na verdade eu esta querendo falar com você.
-algum problema?
-não só estava querendo te avisar que estou saindo de férias.
-sério?
-claro... estou precisando viajar, conhecer lugares novos... pessoas novas. –ela deu um sorriso triste. –mas em fim estou precisando relaxar.
-então eu espero que você se divirta.
-obrigada.
Já passava das cinco e Inuyasha se surpreendeu em saber que já havia terminado todos os seus compromissos.
-isso é realmente algo raro. –disse se espreguiçando.
-Inuyasha... –Kagome colocou apenas a cabeça dentro da sala.
-o que você esta fazendo? –perguntou Inuyasha sem conseguir conter o riso.
-vim intimá-lo a me levar para jantar e se disse que ainda não terminou o trabalho estou disposta a seqüestrá-lo. –Kagome se postou firmemente na porta.
-bom... eu nunca fui seqüestrado e não quero começar agora, principalmente pela minha esposa, então... aonde você quer ir?
-serio? –Kagome tinha os olhos brilhando, ele apenas afirmou com a cabeça. –ótimo então vamos aquele restaurante Italiano que Izayo falou.
-você manda. –Inuyasha vinha reparando que o jeito de Kagome estava mudando, estava cada vez mais parecida com a Kagome que ele conhecia e isso despertava um incomodo dentro dele, algo que ele tentava ignorar.
Depois do jantar Inuyasha levou Kagome para um passeio pelo parque.
-é tão bom podermos ter um tempo assim... só nos dois. –disse abraçando o braço de Inuyasha.
-desde que voltamos não tivemos tempo pra nós, não é?
-não se preocupe eu sei que você tem bastante trabalho. –Inuyasha puxou Kagome e eles se sentaram um banco.
-eu estou pensando em abrir uma clinica. –Kagome o encarou surpresa.
-mas e o hospital... você não pode largar...
-calma... o hospital tem vários médicos competentes, além do mais Miroku agora faz parte da família ele pode assumir a direção, eu já venho pensando nisso a algum tempo, só estou esperando ele voltar da lua de mel para falar com ele.
-então você não vai mais trabalhar no hospital? –perguntou um pouco triste, Inuyasha a puxou mais para sim dando um leve beijo em seus lábios.
-eu posso dar plantão lá uma vez por semana ou duas vezes ao mês, afinal aquele hospital era o sonho do mau pai e ele deixou pra mim, não posso simplesmente abandona-lo. –Inuyasha a envolveu em um abraço apertado. Ele levantou o queixo de Kagome. –agora eu sou um homem casado, preciso de mais tempo pra minha família, pra nós. –Kagome não conseguiu conter o sorriso.
-eu amo você.
-eu também te amo. –ele tomou seus lábios gentilmente, era como se só houve os dois ali.
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Por favoe leiam a notas Finais!!!
Notas finais
Agora eu quero fazer um grande agradecimento a todos que leem minha fic e comentam, não sabem como é bom ver o que vocês estão achando da fic, afinal eu escrevo pra vocês né?
Sanae Sori.
Tati Bitencourt(que alias já me acompanha a algum tempo, BJS O/ muito obrigada.)
Padfoot_Potter
Aly
Marlene
Kerol
Kagome
naneChan2000
anjo_das_trevas
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