Lembranças
3 Capítulo 2
Notas iniciais
Espero que gostem.
Rose Clarke
Ainda sinto as pálpebras pesadas, mas me parece que agora eu tenho forças para abri-las. Mas me arrependo logo que uma claridade muito forte me deixa zonza. Ainda escuto o maldito "bip" e minha cabeça parece que vai explodir. Viro minha cabeça para o lado e tento abrir os olhos devagar e vejo que alguém está sentado em uma poltrona lendo uma revista. Uma mulher um pouco velha e com fios brancos. Esse cheiro suave de rosas me invade e eu sinto uma grande vontade de chorar. Tento falar alguma coisa e tudo o que sai são ruídos estanhos e sem nexo. A mulher me olha um pouco espantada e sai correndo da minha frente, como se tivesse presenciado a coisa mais impressionante do mundo. Logo ouço passos apressados e vejo novamente a mulher e um homem e uma mulher acompanhado dela. — Doutor, olhe ela acordou. — logo a mulher de cabelos brancos se aproxima e acaricia meu rosto. — Minha menina, como se sente? — Com licença senhora Clarke, mas eu preciso examina-la. Ela lhe dá espaço e o médico vem em minha direção. Se coloca ao meu lado e começa a me fazer perguntas. — Como se sente senhorita? — o médico me pergunta, me olhando de uma maneira preocupada. — Estou com um pouco de dor... a minha cabeça dói e não estou sentindo minhas pernas. O que aconteceu comigo? — Você sofreu um acidente de carro muito grave. Você tem sorte de estar viva. Não se lembra de nada? — Não. Estou um pouco confusa. Eu não sei... eu... — Você sabe quem é? — Eu... Não me lembro. — respondo. — Acho que temos um caso de amnésia aqui, senhora Clarke.- Ele fala olhando para a mulher de cabelos brancos. — Seu nome é Rose Clarke, tem 23 anos e essa mulher que está aqui é sua mãe. — Minha mãe...- Ele me olha sério e sinto lágrimas escorrendo em minhas bochechas. De repente a dor em minha cabeça vai ficando cada vez pior e começo a soluçar alto. — Minha cabeça está doendo muito... — Senhorita Jones, traga o sedativo. Eu lhe darei um sedativo que lhe fará dormir e relaxar. Quando acordar, faremos novos exames.Assim que ele me dá os sedativos, eu sinto meu corpo relaxar e entro em um sono profundo. Acordo e permaneço de olhos fechados, pois ainda é um pouco difícil de abri-los. Ouço uma conversa baixa. — ...eu não quero aquele homem aqui... — Eles são noivos , ele precisa ficar ao lado dela. E eu não posso impedir. — É por culpa dele que ela está aqui, eu sei disso. Rose nunca foi de dirigir rápido e a perícia disse que o carro estava em alta velocidade... — Eu não discutirei com você. Ele tem o direito de vir visita-lá. Ao abrir os olhos vejo que tem um homem ao lado da mulher, que ao me ver lhe observar se levanta e vem até a minha cama. — Rose, como está? — ele me olha esperando uma resposta, parecendo um pouco aflito. — Estou bem, eu acho. — Se lembra de mim? — Me desculpe, mas não. — Sou seu irmão, Rose. Senti tanto a sua falta minha pequena. — Sentimos sua falta Rose.- Fala a mulher de cabelos brancos, a mesma que o médico disse que era minha mãe. — Achei que iria perder você. Eu sinceramente não sei o que responder, e logo sinto minha cabeça doer novamente. — Está se sentindo bem mesmo Rose, você está suando. — Minha cabeça está doendo. — Vou chamar o médico. O médico adentra o quarto e me faz as mesmas perguntas de antes. Como me sinto e lhe digo que ainda sinto dores. — Vou fazer alguns exames com você Rose. Mas preciso fazer os exames práticos de sensibilidade. Sua lombrar sofreu uma fratura no acidente. — Eu não sinto minhas pernas. Eu não sinto, doutor... — Tento me mexer e nada. O que há de errado. Por que não consigo me mexer? — Calma, você ficou com uma lesão da fratura no processo transverso no nível da terceira vértebra lombar. Ou seja, é uma fratura na região da coluna, não é uma fratura grave, que precise de tratamento cirúrgico, mas limita muito os movimentos. Você vai sentir dor por um certo tempo, precisa de uma imobilização, de uma cinta lombar para o controle da dor. Mas nada que não dê para resolver em um prazo de 1 à 2 meses para que se cure. Você teve muita sorte. Se a fratura tivesse sido mais a baixo você teria um risco sério de ficar paraplégica. O doutor sai da sala dizendo que volta mais tarde com um fisioterapeuta. O homem que disse ser meu irmão, Adam, também foi embora acompanhando o médico. Me sinto assustada, mas eu tenho uma sensação de que está faltando alguma coisa aqui, ou mais alguém para ser exata. — Rose, precisa de alguma coisa minha querida? — Não, quer dizer... Preciso saber de coisas sobre a minha vida. Quem eu sou para ser mais clara. Como eu era antes disso, eu estudava? Trabalhava? — Você é estudante de gastronomia na Universidade de Cambridge. Trabalhava em um restaurante chamado Côte Brasserie e... — E... E nesse momento a porta do quarto se abre rapidamente. Um homem muito bonito entra no quarto. Meu coração acelera e fico sem ar. Aquele rosto não me é estranho e sinto meu coração apertar a medida que ele se aproxima. Seus olhos estão marejados e ele parece estar tão feliz. Ele vem em minha direção e tudo que eu queria naquele hora era levantar da cama e sair correndo. Que sensação é essa? Porque me sinto assim? O homem continua me olhando ao chegar perto da cama, me olha nos olhos e solta um grande e alto suspiro.
— Rose... meu amor.- Ele me abraça forte e sinto um pouco de dor na lateral do meu corpo. Não sei como reagir, eu só sei que sinto muita angústia nesse momento, mas ao mesmo tempo me sinto extremamente feliz. Não sei lidar com isso. — Minha rosa, como você está? Quanto tempo faz que acordou? — Ele segura meu rosto e sinto que está prestes a me beijar. Então sinto sua boca na minha. Uma sensação gostosa passa pelo meu corpo e delicadamente o empurro. Fico sem ar, não sei como reagir. Ele me olha um pouco confuso e olha para a mulher que ainda está presente no quarto. — Ela perdeu a memória Christopher, não lembra de nada. Eu vou deixar vocês conversarem à sós. Eu não entendo o porquê, mas eu não queria que ela saísse. E essa sensação que não sai de mim me deixa extremamente angustiada, principalmente porque esse homem me deixa assim. — Rose, você realmente não lembra de nada? — Não... — Vejo quase que uma sensação de alívio passar pelo seu rosto. — Quem realmente é você? Meu namorado? — Sou seu noivo Rose. Iriamos nos casar um mês depois que você se acidentou. Mas você sofreu o acidente de carro, e passou 3 meses em coma. Eu sinto muito... deveria ser eu nessa cama e não você. Ele estava segurando minhas mãos e às acariciava com os polegares. A sensação era gostosa e se tornou mais gostosa quando ele levou elas aos lábios e às beijou olhando diretamente nos meus olhos. Um calafrio passou pelo meu corpo e eu realmente percebi o porquê eu ia me casar com aquele homem...
Notas finais
Se gostou, comente.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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