Lembranças de Você
7 Reencontros
Notas iniciais
mas espero que gostem e comentem..
boa leitura!
Quando voltei a abrir os olhos vi toda a minha família dentro de uma sala branca e enorme. Quando perceberam que eu havia acordado foi aquele mar de rostos ansiosos pra saber como eu estava. Foram tantas perguntas que até me confundi; finalmente o meu medico veio colocar ordem nas coisas e começou a refazer as perguntas de praxe.
Pelo visto eu lembrava de tudo. Quando o medico me perguntou sobre minhas viagens recentes imediatamente me lembrei da viagem até a Espanha pra um festival. Aquilo sim foram férias inesquecíveis, mesmo assim ainda tive uma vaga lembrança de alguém falando em japonês comigo. Perguntei a meu pai e ele confirmou que eu havia passado o ultimo ano no Japão.
-Filha, você estava com quem lá durante o período de intercambio?
-Mãe, fiquei com alguns amigos, mas devido aqueles apagões eu nem me lembro direito... alias, existem memórias sumidas da minha mente, por que isso acontece doutor?
-bem Alice, isso acontece devido ao trauma sofrido. O seu acidente foi grave e pode levar um tempo até que você recupere todas as lembranças.
Passadas umas semanas voltei pra casa, mas sempre tinha comigo a sensação de que precisava fazer algo. Incontáveis vezes peguei o telefone, mas não sabia exatamente pra onde ligar já que o meu celular foi perdido durante o acidente, então eu simplesmente recolocava o telefone no gancho.
Seis meses após o acidente comecei a receber ofertas de emprego para trabalhar no exterior. Pesquisei cada uma delas muito bem e a melhor oferta que recebi foi para o Japão. Eu e um colega havíamos sido chamados para o trabalho. No fim, ficou decidido que eu e ele iríamos trabalhar lá por um ano e meio e nesse meio tempo eu terminaria a faculdade lá. Afinal, aos 19 anos sem terminar uma faculdade não seria fácil.
Assinamos o contrato e durante dois meses nos readaptamos ao idioma e aos costumes afinal, a gente não queria fazer feio na frente do pessoal né... porem eu tinha a sensação de que conhecia mais da língua e da cultura do que parecia.
Finalmente chegou o dia da viagem, me despedi novamente da minha família. Novamente o bebe estava indo embora. Entrei no avião acompanhado do Eduardo meu companheiro de trabalho e amigo.
Durante as 24 horas de viagem eu tive tempo de pensar em varias coisas, o que aumentou meu desconforto foi a ideia de que quando voltei do Japão eu tinha na cabeça mais alguma coisa e isso era muito importante pra mim. Consegui deixar essa sensação de lado e tentei descansar durante a longa viagem.
Quando finalmente desembarcamos foi uma confusão porque o Eduardo sabia o idioma e os costumes. Na teoria, pois na pratica ele foi um desastre. Não sei de onde tirei esse conhecimento, mas de repente eu me aproximei de um funcionário e consegui todas as informações necessárias e tudo falando em japonês.
Fomos pegar as malas e quando chegamos no salão de desembarque vi uma confusão de flashes e gritos histéricos que rapidamente me deram a sensação de reconhecimento. Mais uma vez ignorei essa sensação e segui em frente; pegamos as malas e peguei o telefone pra ligar pro funcionário responsável por nosso transporte até o apartamento no qual ficaríamos durante todo o tempo de trabalho. O atendente havia acabado de me passar todas as informações e quando nos dirigíamos ao carro que já nos esperava subitamente meu caminho foi bloqueado por um grupo de cinco caras que aparentemente eram famosos e estavam sendo fotografados.
Com a mesma sensação estranha de antes, tudo que eu queria era sair dali então de cabeça baixa pedi licença pro cara que estava na minha frente e fui passando. Só não percebi que talvez ele não tenha ouvido, pois dei um encontrão nele.
-oh me desculpe! – disse e ergui o rosto pra olhar o desconhecido.
-não tem... – o estranho parou e olhou pra mim fixamente – problema. Então você finalmente resolveu dar noticias certo?
-desculpe? Não sei do que você está falando. Alias, eu nem te conheço. – e tentei passar pelo lado, mas tive a saída bloqueada por cinco caras. Olhei cada um deles e percebi em seus rostos um misto de alegria, surpresa e tristeza. E alguma parte da minha consciência lutava para vir à tona, mas eu não permiti.
-Alice, é você? – perguntou um dos caras bonitinhos. Pela gritaria no aeroporto eu deduzi que aqueles eram JaeJoong, Yoochun, JunSu, ChangMin e Yunho. O problema era saber quem era quem. Mesmo assim olhei chocada pra ele. Como ele sabia meu nome?
-sim, sou Alice e você quem é? – nesse momento todos eles prenderam a respiração e escutei um gemido de dor escapar dos lábios de algum deles. Minha cabeça começava a doer muito. Felizmente Eduardo vendo meu desconforto apareceu e segurou meu braço.
-vamos lindinha. O carro já está nos esperando. – e saiu me puxando gentilmente. Olhei pra trás e vi os cinco andando distraídos e ainda focados em mim. Como íamos todos pra mesma saída achei tudo normal, mas o normal parou quando carros iguais apareceram pra nos levar; imediatamente Eduardo e eu fomos colocados em um carro enquanto eles entravam no outro. Seguimos o mesmo caminho e paramos no mesmo prédio; a única diferença foi que o carro em que eles estavam parou na entrada do prédio e o nosso seguiu em direção ao estacionamento subterrâneo.
Antes de o carro entrar na garagem jurei te visto alguém olhar ansiosamente pelo vidro aberto do carro dos caras. Ou talvez fosse só o meu cérebro me pregando peças novamente.
Notas finais
Amanhã tem mais um cap ok?
xoxo anioh
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