Notas iniciais
Tenha uma boa leitura :)

Depois de algumas horas depois de chegarmos no hospital, Beth foi diagnosticada com pneumonia, agora ela está tomando uma medicação e poderemos voltar para casa.

"Estou muito aflito, desde que ela passou pela primeira consulta não a vejo, só Adelaide tem permissão para acompanha-la, e o faz. Espero que ela esteja melhor, não há nada pior que a carregar nos braços desfalecida..."

Adelaide está vindo ao meu encontro, me levanto e ela a alguns passos de mim já começa a falar.
–Ela continua mal, mas, a médica me disse que isso é normal pela doença que ela contraiu. — ela fala com os olhos lacrimejando.
Não consigo me conter e acabo soltando um enorme e alto suspiro, junto com algumas lágrimas.
–E você tem que ir para casa, até mesmo porque você não vai poder ver ela hoje... Já tem um táxi te esperando, amanhã cedo te busco no orfanato e você poderá ve-la. — ela falou e logo em seguida de deu um abraço, se virou e entrou na ala restrita.

***
Entro no táxi dando um longo suspiro.
–Sei o quanto é difícil para você... Minha namorada também está lá, mas tenho que continuar trabalhando para ajudar a pagar o tratamento dela... — o motorista disse olhando tristemente para o hospital
–Sinto muito. — falo quase chorando
–Tudo bem, posso ligar o rádio?
–Pode — falo com indiferença.
Ele sintonizou a uma rádio de rock, tocava a música: It's so beautiful day do U2. Não existe musica melhor para que eu possa ouvir nesse momento, a música fala de muitas situações em que seu dia pode estar horrível e no fim de cada situação diz: é um lindo dia.
Ele me deixou no orfanato se despedindo com um abraço caloroso.
Quando entro no orfanato percebo que não havia mais ninguém acordado, as amigas mais próximas de Beth estavam todas dormindo sentadas no sofá, havia resquícios de lágrimas em seus rostos e de sofrimento nas expressões faciais.
Vou direto para o meu quarto, onde George ainda está acordado, ele me dá um abraço e um fini. Me deito do mesmo jeito que havia encontrado Beth instantes atrás.

***
–Eduardo? Levante, querido. Vamos visitar Beth daqui a meia hora. — Adelaide falou me sacudindo.
Assim que ouço o nome de Beth me levanto.
–Vou só tonar um banho e já estarei pronto.
Levanto tomo um banho, me visto e como um sanduiche dos que Grace preparava para o café da manhã.
–Vamos Eduardo? — Adelaide ne chama colocando a mão nas minhas costas enquanto eu dava a última abocanhada no meu sanduiche.
–É claro. — falo e logo em seguida coloco o resto do sanduíche na boca.
Vamos para o ponto de ônibus, onde não esperamos nem dois minutos por um ônibus. Nos sentamos nas cadeiras ao lado da porta.
Fomos todo o caminho em silêncio, de vez em quando olhávamos às horas ansiosos.

***
–O horário de visitas ainda não se iniciou. Mas, vocês podem se sentar ali. — a recepcionista disse com um olhar mafioso.
–Você não pode pelo menos ir dando entrada no protocolo? — Adelaide diz com um olhar digno de dó.
–Sinto muito, mas, ainda não estamos no horário de visitas para eu fazer um protocolo de visitas. — ela fala dando um olhar desafiador a Adelaide.
–Do jeito que você é lenta só vai terminar o protocolo daqui a uma hora, então, tecnicamente vai estar no horário de visitas. — Adelaide fala se apoiando no balcão, como se a qualquer momento fosse pula-lo.
–Se não gosta do atendimento, vá procurar outro hospital. — a recepcionista falou lançando um olhar terrível para Adelaide.
–Olha aqui sua vadia... — Adelaide fala quase gritando.
–Ei?! Não se rebaixe ao nível de qualquer uma. Ainda mais se ela for uma pobre coitada feia e mal-educada. — falo arqueando a para a recepcionista. -Vamos falar com alguém a altura.
–Isso, Edu, nada de se rebaixar a qualquer nível.
Saímos em direção a ajuda administrativa do hospital, deixando a recepcionista atrás de nós vermelha de raiva.

***
–Vamos mesmo falar com alguém? — pergunto despertando risadas em Adelaide.
–Menino você não me conhece mesmo?! Claro que não! Vamos só dar uma volta, voltamos lá no horário de visitas.
E assim fizemos, andamos pelo hospital e voltamos na recepção já no horário de visitas