Notas iniciais
Sem muitas palavras, perdão pois estou sem óculos e morrendo sono. Vou postar mais um ainda hoje para recompensar minha ausencia. Beijos a todos e let's go babies!!!

Está acontecendo uma guerra dentro da minha cabeça e ela vai explodir a qualquer momento. Meu Deus, me ajuda! Aos poucos fui abrindo os olhos e eu mais parecia aqueles vampiros quando veem a luz do sol do que um ser humano.

– Bom dia, flor do dia – Segurei a cabeça.

– Caramba Edward, não grita.

– Eu estou praticamente sussurrando perto de você. E... — Senti meu estômago revirar e saltei em tempo recorde por cima do Edward e corri para o banheiro. Pus tudo o que tinha pra fora e me sentei, fraca, no chão do banheiro.

– Tudo bem ai?

– Eu te imploro, nunca mais me deixa beber, nem jogar nenhum tipo de jogo que envolva beber. Eu odeio ressaca.

– Vamos tomar café, ai você toma um analgésico e tudo vai ficar bem – Ele me ajudou a descer e mandou eu sentar na mesa. Acordamos cedo demais, então não tinha empregado algum acordado. Minutos depois, ele depositou uma caneca de café fervente em minha frente e bebi sem me importar de queimar a boca. Só o cheiro já fez eu me sentir bem melhor e isso é um alivio enorme.

– Obrigada por cuidar de mim, sei o quanto é horrível cuidar de uma pessoa bêbada.

– O prazer foi todo meu – Riu – Se sente um pouco melhor?

– Bem melhor. O que é isso aqui?

– Um desenho de bom dia, com baicon e ovos mexidos. As panquecas estão logo ali.

– Vou destruir sua obra em minutos, desculpe — Encolhi os ombros.

– Vai em frente. Senti falta de cozinhar para você.

– Fazia muito isso?

– Ás vezes, na maioria das vezes no café da manhã. Você já acordava doidinha para saber qual seria o desenho do dia.

– Isso aqui seria um rosto de vampiro? — Fez que sim com a cabeça e gargalhei – Obrigada, está maravilhoso – Falei ao dar a primeira garfada. Logo mais tarde foram chegando o pessoal e em pouco tempo a mesa tava cheia e um falatório só. Renesmee tirou o dia para ficar gritando por mim e eu fazendo de tudo para não brigar com ela, claro que ela não tem culpa de ter uma mãe descontrolada.

[…]

Encontrei minha mãe e Esme conversando na sala e me juntei a elas.

– Oi meu amor – Minha mãe me recebeu com um beijo – Tudo bem?

– Tudo bem, mãe. O que estão fazendo?

– Ah, estamos lembrando da nossa juventude – Disse Esme.

– Credo gente, vocês falam como se fossem super velhas. Estão dando mais caldo que eu – Gargalharam.

– São seus olhos, querida. Mas não estamos falando só de beleza, é de saúde, disposição, a vida sexual.

– Sério mesmo? — Fiz careta – Ok, então eu vou deixar vocês em paz.

– Não filha, fica aqui com a gente.

– Vocês não vão querer saber sobre mim, podem apostar.

– Eu digo que sim. Senta – Puxou-me para o meio delas – Estávamos falando exatamente de loucuras e presepadas que já fizemos entre quatro paredes.

– Ah mãe, eu não quero falar sobre isso. Estou fora, vamos falar sobre a despedida de vocês.

– Ok, sua chata. O que você está tramando?

– Não sei, pensei que vocês poderiam ter alguma ideia.

– Que tão darmos uma festa? Coisa pouca, só para a gente mesmo.

– Pode ser, peçam a Alice para organizar, ela ama essas coisas. Qualquer coisa é só falar comigo. Deixa eu achar o Edward agora, estou estranhando o fato dele não estar por aqui ainda.

– Por falar nele, como estão vocês dois?

– Estamos bem melhor que no começo, Esme. Já nos perdoamos e aos poucos estamos voltando a nos entender.

– Vocês já...?

– Mãe, pelo amor de Deus – Levantei-me – Isso que dá dar liberdade para a mãe – Sai resmungando. Edward estava deitado na cama, com um braço tapando o rosto e o outro na barriga.

– Edward? — Chamei. Ele apenas soltou um resmungo e continuou como estava – Tudo bem?

– Só estou com um pouco de dor de cabeça.

– Já tomou remédio?

– Não consegui sair da cama – Fui até o banheiro, peguei analgésico e um pouco d'água.

– Aqui, toma que logo passa – Ele se levantou relutante e fez o que eu disse – Agora deita a cabeça no meu colo que vou te fazer uma massagem – Com a ponta dos dedos, comecei a fazer movimentos circulares em sua testa, fonte e cabelo. Não sei se isso dá muito certo, mas já pessoas que fazem massagens fazendo isso.

– Bella, eu estava pensando numa coisa.

– Estou ouvindo.

– Você gostaria de fazer uma viagem?

– Não seria uma má ideia – Sorri – Para onde iríamos?

– Eu pensei que podíamos ir para o mesmo lugar que fomos na nossa lua de mel.

– Ótimo, mal posso esperar por isso. Vou conversar com a Nessie e...

– Na verdade, eu estava pensando só em ir nós dois.

– Ah sim, claro. Que cabeça a minha! Tudo bem, ela pode ficar com a mamãe ou com a sua, gente é o que não falta para confiarmos. Então, levanta. Precisamos organizar tudo, quero viajar o mais rápido possível.

– Então... Eu meio que já fiz tudo – Encolheu os ombros – Partimos na semana que vem a outra.

– Ok... e posso saber para onde vamos?

– Segredo e surpresa – Sorriu – Agora continua com a massagem que já estou ficando bem melhor.

– Folgado – Mas continuei fazendo cafuné nele – As meninas estão planejando uma festa de despedida para sua família.

– Festa, sério?

– Eu sei, não estou muito animada com isso também. Deixei bem claro que não quero muita gente, e até elas mesmo disseram que iria ser uma coisa mais intima.

– Se for a Alice que estiver organizando, pode esquecer – Como um canhão, vimos Nessie entrar no quarto, afobada.

– Papai, tem um moço querendo falar com o senhor no telefone lá do escritório.

– Disse quem é?

– Disse, mas eu não lembro – Sorriu. Edward se levantou e tombou um pouco pro lado, mas conseguiu o equilíbrio de volta.

– Nossa, tudo bem? — Perguntei.

– Tudo, é só que minha enxaqueca é forte demais – Descemos e ele foi direto para o escritório.

– Mamãe, estou com fome – Disse alisando a barriga.

– Filha, você acabou de comer três fatias de pizza.

– Já faz tempo. Posso pegar mais pizza?

– Não venha me culpar se na sua adolescência você for uma menina gorda e cheia de espinhas.

– Não vou, só quero matar minha fome – Sorri e fui até a cozinha. Esquentei dois pedaços de pizza, cortei em pedaços e coloquei na mesa para ela.

– Achei vocês, pensei que tinham saído.

– Quem era no telefone?

– Ah, era só o Felipe. Disse que tem um papel esperando por mim, para eu assinar. Não irei hoje, minha cabeça está me matando.

– Posso pegar se você quiser.

– E colocar você de frente com o Frederico de novo?

– Rá, muito engraçado. Eu vou e não discutimos mais, com quem ele deixou?

– Está com ele, mesmo. É só pedir a Carmem que te leve até ele.

– Ok, olha a Nessie que eu vou lá rapidinho – Subi e pus uma roupa mais apresentável, busquei as chaves do carro e sai. Ignorando o fato de que quase atropelei um cara no caminho, juro que ele que entrou no meu caminho, cheguei sã e salva na empresa. Carmem já me esperava quando apareci na porta das escadas.

– Oi Bella, como vai?

– Bem Carmem, como você sabia que eu estava vindo pelas escadas?

– Eu te conheço. Vem, vou te levar até a sala do Frederico.

– Mas espera, o Edward disse que os papeis estavam com o Felipe.

– Eu sei, mas ele teve que sair. Reunião de última hora, daí ele deixou com o Freddie – Respirei fundo e tentei acalmar meu coração.

– Certo, é só para pegar uns papeis mesmo – Ela segurou no me braço e fomos andando por um longo corredor. Viramos a esquerda duas vezes e a última sala era a dele. Bateu na porta e escutamos um “entre”.

– Bella, que surpresa maravilhosa. Obrigada Carmem, já pode ir – Sorriu. Por que ele tem sempre esse maldito sorriso no rosto?

– Você está em boas mãos, agora Bella. Até mais! — E ficou apenas eu e Frederico na sala. O encarei por uns minutos, até que ele levantou e veio na minha direção. Seu rosto não demonstrava nenhuma emoção, é como se ele estivesse vindo na direção da sua presa, apenas a estudando e tentando ver algo além. Quando estava próximo o suficiente, saltei de susto quando ele estendeu seu braço para mim e sorriu.

– Sente-se aqui, por favor – Recompus-me e aceitei seu braço, ele me guiou até perto de sua mesa e puxou a cadeira para que eu pudesse sentar. Logo depois tomou seu assento e cruzou as mãos.

– Eu só vim pegar o que o Edward preciso e vou embora.

– Não tenha pressa, Bella. Conte-me, como está indo sua vida.

– Bem, eu acredito que bem. Então, onde está os papeis?

– Desculpe, mas por acaso minha pessoa te incomoda?

– Não, quer dizer, claro que não – Esforcei-me para não gaguejar – É que estou com pressa, só isso.

– Sabe Bella, costumávamos sermos muito amigos. Você vinha aqui no escritório e passávamos horas e horas conversando. Você sempre foi uma ótima amiga e agora age como se eu fosse um louco psicopata.

– Não é isso...

– Mas tudo bem, eu entendo que as coisas tenham ficado confusas agora – Apenas acenei com a cabeça – Fico curioso, você realmente não lembra de nada do que aconteceu antes do acidente?

– Nadinha de nada – Sorri fraco.

– Nada mesmo?

– Não. Por que, tem algo que eu deveria lembrar?

– Não que eu saiba, mas se tiver, você lembrará.

– Pois é – Remexi-me na cadeira, desconfortável com aquela conversa.

– De qualquer jeito, não vou mais tomar seu tempo – Abriu uma gaveta da sua mesa e puxou uma pasta – Aqui estão os papeis que o Edward precisa. Desculpe se te incomodei, é só que fico horas nesse escritório, só eu e mais papeis. Minha esposa está viajando com meus filhos e isso me deixa bem solitário – Sorriu.

– Sinto muito, mas eu preciso ir agora – Peguei a pasta e a coloquei junto ao meu peito – Obrigada pela preocupação. Adeus – Abri a porta e um pigarro me proibiu de sair.

– Talvez você não lembrar de nada, salve sua vida Bella – Falou baixo, mas alto o suficiente para que eu pudesse escutar.

– Desculpe, como?

– Só cuidado, olhe bem debaixo da cama e preste atenção em tudo ao seu redor – Dessa vez ele não estava com um maldito sorriso na cara.

– Isso é algum tipo de brincadeira?

– Até mais, Bella – Saí dali totalmente atordoada e tentando entender o que ele quis dizer com isso. Virar o corredor praticamente correndo nunca deu certo para mim e dessa vez não foi diferente. Bati em algo e voou papel para todo o lugar.

– Poxa, que desastrado que eu sou. Desculpe-me, Bella – Ao ouvir meu nome, levantei a cabeça e vi um homem de cabelos escuros e olhos azuis, com óculos maiores que seus olhos e um sorriso tímido nos lábios. Um completo cara de nerd, tirando o fato de que ele estava vestido como um chefe e não tinha espinha alguma. Era lindo, mas bobão.

– Não se preocupe, eu que deveria prestar mais atenção por onde ando – Juntamos todos os papeis e fechei a pastinha de novo – Obrigada...?

– Ah, desculpe. Meu nome é Felipe Werneck, sou um o terceiro e último sócio da empresa.

– Claro, o Felipe que estava aqui quando eu apareci.

– Você já tinha vindo aqui?

– Sim, vim com o Edward.

– E o acidente em?

– Pois é – Sorri.

– Desculpe, mas não recebi instruções para não falar sobre isso – Falava todo embaraçado – Mas deveria, só assim eu não me metia onde não sou chamado – Ajeitou a alça da bolsa no ombro.

– Não faz mal, eu não ligo para isso – Sorri e ele ficou vermelho – Tenho que ir, foi um prazer te conhecer. Que dizer, de novo – Rimos – Tchauzinho, Carmem – Segui para a porta das escadas.

– Bella, o elevador é aqui – Disse ele.

– Eu sei, é que estou me exercitando um pouco. Obrigada, até mais.

Notas finais
Too hot (hot damn) got call police and the fireman...Ops, me empolguei kkkkkk. Galera, ai está mais um. Desculpem os errinhos, estou morrendo de sono e sem meus óculos. Deixem suas opiniões e recomendações e super agradeço a todos que comentaram, favoritaram e os novos seguidores. Obrigada mesmo, beijão galera e bom final de semana....