Lembranças (Hiatus)
2 O Desastre
Notas iniciais
Julya pega a bolsa e sai correndo, pois o motorista já estava esperando-a. Ela está quase chegando na porta quando percebe que esqueceu o seu celular no quarto. Ela volta correndo, pega o celular e quando está descendo as escadas, não percebe que seu irmão colocou um brinquedo na escada, ela pisa, tropeça e torce a perna.
-Aii! — gritou Julya
-O que foi, filha? -perguntou a mãe preocupada.
-Acho que eu torci a perna, mãe. — disse Julya
-Justo no dia do baile, filha, que pena! — disse Bridget
-Eu ainda posso ir? — perguntou Julya
-Não, filha! Vou chamar seu pai para examinar , ele tá trabalhando , mas em 10 minutos, mais ou menos, ele chega.
-Tá bom mãe.- disse Julya
~15 minutos depois~
- Cheguei o mais rápido que pude. — disse Marcus, pai de Julya, abrindo a porta.
-Veja Marcus, Julya, tropeçou na escada e ela acha que torceu a perna. — disse Bridget
-Mãe, não quero lembrar disso, por favor, ligue a Tv?- perguntou Julya
-Claro, filha...
Quando Bridget liga a TV, está passando um noticiário
~Repórter~
-Estamos aqui perto do local da explosão..
-Explosão?! — exclamou Julya
~Repórter~
-Vamos conversar com a sobrevivente, a única! Olá, como conseguiu sobreviver dessa explosão?
-Foi sorte, muita sorte... Eu estava atrasada, estava saindo do carro quando ouvi tiros, o meu pai que estava dirigindo o carro acelerou bem rápido e saímos salvos.. Mas não eu gostaria nem um pouco que o local do baile daqui da cidade Bellmonte explodisse...
-Tiros? Não foi só explosão?
-Não, antes de jogarem a bomba começaram a atirar feito loucos...
-Muito obrigada, e assim encerramos o noticiário de hoje.
-C-Como assim? Baile da cidade Bellmonte?
-Ouvimos bem? – perguntou Bridget
-Acho que sim.. – disse Marcus
-M-Mas, não p-pode ser... Mas e meus amigos? Os pais deles? E Laysa minha melhor amiga? O que vai ser de mim?
-Filha se acalma! – exclamou Bridget
-Então, quer dizer que se eu não tivesse torcido a perna, se eu tivesse ido ao baile, eu estaria morta?
- É... Estaria...- afirmou Marcus
-M-Mas, minha melhor amiga, Laysa, estava no baile.. Ela está morta? – disse Julya limpando uma lágrima.
~Triiim Triiim (celular tocando)~
-Filha, seu celular está tocando, não vai atender?
-Não, mãe.. Não deve ser nada importante, já que todos estão mortos... – disse Julya.
~Celular para de tocar~
-Viu já parou de tocar, não devia ser nada demais.. – disse Julya
~Celular começa a tocar de novo~
-Atende, filha. – disse Bridget
~Julya atende o celular~
-Alô.. – atende Julya chorando
-Alô? Julya? Por que você está chorando?
-Laysa?????? É você mesma? – perguntou Julya se animando um pouco
-Claro! Quem você acha que seria?
-Você não foi no baile?
-Não deu, de ultima hora, mil desculpas, minha mãe disse que tinha casamento da minha tia, mas e ai, está se divertindo muito ai no baile?
-Não deu pra mim ir também, mas ainda bem...
-Por que? E como assim, ainda bem?
-Eu torci a perna na escada.
-E você ainda diz, ainda bem? Está feliz porque torceu a perna?
-Muito... Uma pergunta, você sabe se um de nossos amigos foi no baile?
-Sim.. Eles foram.. Por que a pergunta?
----Julya começa a chorar----
-Por que você está chorando?
-Laysa... O baile.... Explodiu.... – disse Julya...
As duas começam a chorar desesperadamente.
-M-Mas não teve sobreviventes?- perguntou Laysa
-Apenas uma, mas não conhecemos ela... – disse Julya
-Mas, é impossível...
-Eu queria que fosse... – disse Julya
-Bom, tenho que desligar agora... Beijos... – disse Laysa chorando
-Beijos...
~Acaba conversa no celular~
-Pai, agora eu posso ir pro meu quarto? – perguntou Julya
-Ainda não filha, sua perna está um pouco machucada ainda... Se acalme da explosão e depois você vai.. – disse Marcus
Julya começa a pensar na explosão, e adormece.
~1 hora depois~
Julya acorda e a casa está um silêncio, levanta e vai em direção á cozinha, começa a escutar vozes, vozes dos amigos que morreram na explosão. A voz estava chegando cada vez mais perto, perto, perto...
-FILHA!- gritou Bridget
-Que susto, mãe! Eu estava tendo um pesadelo, mas parecia tão real..
-Era só um pesadelo filha..
Julya começa a lembrar da explosão.
-Então, é mesmo real né? – disse Julya olhando para a televisão, pensando nos amigos.
-O que, filha? – perguntou Bridget
- Nada, mãe..
-Da exlosão, não é? Pode me dizer...
-Então, é mesmo verdade?
- Infelizmente, filha..
Um silencio permaneceu na casa por mais ou menos 10 minutos até Thiago, o irmão de Julya aparecer e falar:
-Tenham cuidado, agora está casa está cheia de armadilhas...
-Sai daqui, Thiago, não perceeu o clima dessa casa?
-Eu só quis avisar, depois não vem reclamando...
-Thiago, se comporte, respeite sua irmã..
Thiago sai da sala e sobe para o seu quarto.
-Mãe, onde o pai foi? — perguntou Julya
-Foi comprar uma surpresa para você...
-Mas, o que?
-A única coisa que você queria e nós não deixávamos... Espero que cuide muito bem dele...
~30 minutos depois~
-Gentee, cheguei... – disse Marcus abrindo a porta.
- O que você tem ai, pai? – perguntou Julya
-Uma coisa que você queria muito... E da raça que você queria ainda.. – disse Marcus tirando um cachorrinho York Shire da caixa, um cachorrinho com pouco tempo de vida ainda, nem tinha abrido os olhos.
-Ai, não acredito !!- gritou Julya
-Você está feliz agora ? – perguntou Bridget
-Muito... ! Eu amei, obrigada mãe , obrigada pai.. – disse Julya pegando o cachorrinho no colo
-Como vai ser o nome dele ? – perguntou Marcus
-Eu ia nomea-lo de Loop...
-Ia? – perguntou a mãe...
-Sim, ia... Mas agora vou nomea-lo de Memories . . .
-Memories ?
-Sim, Lembranças, em inglês . . .
O cachorrinho vai abrindo os olhos, bem devagar, e o primeiro rosto que viu foi o de Julya...
-Ai, que coisa linda...
Bridget e Marcus, piscam um pro outro, pois Julya, tinha se esquecido um pouco da explosão do baile...
-Pai, mãe, obrigada mesmo... Mesmo, mesmo e mesmo...
-Imagina, filha...
~No dia seguinte~
-Filha, levanta, o seu professor particular vai chegar daqui a pouco. –disse Bridget
-Que horas são, mãe?
-11 horas. Agora eu tenho que sair, filha, vou para o trabalho. – disse Bridget dando um beijo na filha.
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