Lembranças De Uma Vida
3 Capítulo 2
Notas iniciais
Violetta entrava num avião. Pronta para decolar, mudar de cidade parecia cotidiano, mas morria de medo de avião. E tambem era se como estivesse fugindo de algo, ou melhor, seu pai estava. Se fosse por ela, nunca teria saído de Ushaia. De certo, tivera uma educação melhor em Madrid. Sua escola era mais certinha, usara uniforme, não podia fazer nada de errado se não ficava de castigo. E tinha algumas pessoas que a chamavam de "orfã" e batiam. Nunca dissera a seu pai, sabia que se o fizesse provocaria um estardalhaço. Seu pai não era daquelas pessoas calmas, quando se tratava de Violetta ele poderia perder tudo que tivera no dia, mas não a deixaria sofrer. Ele a amava e ambos sabiam, mas andava trabalhando demais para que Violetta recebesse qualquer luxaria. Mas Violetta nunca pedira nada, nada a não ser o carinho do pai. German estava arrependido de não ter passado tanto tempo com a filha, mas achava que agora já era tarde para se lamentar.
Perdera anos, todo dia, quando chegava em casa depois que sua morreu, se escondia no quarto e chorava num travesseiro para que Violetta não ouvisse, mas ela já sabia.
– Filha, então... — Ele não sabia como falar com sua filha.
– Então, German... — Você deve-se perguntar, por que toda essa frieza? Por mais que soubesse que seu pai a amava, nunca pudera aceitar que ficou sozinha todo esse tempo em casa. Ou andando na rua.
– Pai, me chame de pai. — Implorava com os olhos, e esperara tanto para ouvi-la dizer, mas só aconteceu até a mãe dela morrer.
– Não.
– Filha...
– Para! Não fala mais nada. Não quero ouvir. — Pos os fones de ouvido que ganhará de Francesca e uma música alta. Queria Francesca naquele momento, para abraça-la e não se sentir tão sozinha. Ela era sua única amiga, ainda é. E as vezes se falavam por telefone, mas na Italia, são mais 5 ou 6 horas a mais. Então não era por muito tempo, e no momento que seu telefone desligava se sentia ainda mais sozinha, se é que é possivel.
Nem percebera, mais agora estava em Buenos Aires.
...
Leon estava com uma leve sensação de algo fosse acontecer, só não sabia se era boa ou ruim, mas que ia, ia.
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