Lembranças

5 Quatro - Amizades


Notas iniciais
Oi ^^
Desculpem me pela demora. Eu tinha travado em uma parte e não conseguia mais sair dela...hehe
Então, só umas palavrinhas antes de você lerem o capitulo.
Esta história esta sendo feita como se fosse um livro, e não como um filme, por isso eu peço que entendam se não tiver "ação" ou sexo ou pegação o tempo todo.
Eu quero que vocês apreciem a história, que façam parte dela, de uma maneira geral.
Bom, desculpe perturbar com esse recado...ahah
Boa Leitura!

A batalha, de Charlie, estava travada, sobreviver a um ano inteiro nessa escola. Digamos que, pelo menos, ao primeiro dia ela passou, mas o ano ainda não acabou.



– Será que dá pra você me falar o que aconteceu com sua boca? – sua mãe falou dando partida no carro.

– Não precisa se preocupar, isso aconteceu dentro do ônibus da escola. Sabe, talvez, se você tivesse me pego na escola, nada teria acontecido.

– Poxa, desculpa. Eu queria que você viesse de ônibus para...

– Não importa, mãe. Já aconteceu, pedir desculpas, não vai fazer o tempo voltar e meu machucado melhorar. – sua boca ainda estava inchada, ela tentou disfarçar com um batom, meio avermelhado.

– Então...você não vai me desculpar? – estacionou o carro

– Eu cansei de desculpas, mãe. Cansei! – saiu do carro

– Ei, Charlie! – abriu o vidro do carro – Não esqueça, de novo. – entregou seu óculos

–...Você encontrou? – pegou-o

– Sim! Não esqueça, novamente, você sabe que precisa dele. – deu partida no carro, saindo.

Charlie odiava o fato de, ter que, usar óculos.

Pegou, da mochila, a folha de horários, mas não enxergava nada.

– Droga! – colocou os óculos. Olhou a folha, sua primeira aula era de Biologia, ao som do sinal, seguiu para a sala.



– Ih, a beiçudinha esta atrasada. – a mesma garota, que a derrubara dia anterior, disse, fazendo toda a sala rir.

– Silencio todos! – falou alto e claro e, sem discutir, a sala o fez – Você deve ser a aluna nova, Charlie? – assenti — Bom...bem vinda. – sorriu, aquele sorriso parecia sincero aos olhos de Charlie – Sente-se ali, com o senhor Leto.

“Leto?” – só vinha em mente, novamente, aqueles olhos. Se decepcionou ao ver que não era ele, muito menos parecido com ele. O garoto, com quem o professor mandara sentar junto, era de uma pele mais bronzeada, um corpo mais musculoso. Diferente do outro “Leto”, que tinha o corpo, um pouco menos, malhado e era mais...pálido. Ele a olhava nos olhos, sorrindo, fazendo-a corar.

– Você...- parou. Pensava se deveria realmente perguntar isso, era óbvio, mas ela queria ter certeza – É irmão do...- “E agora!?”, ela não sabia o nome dele, para poder terminar a pergunta.

–...Do Jared? – sorriu – Sou sim, um ano mais velho.

– Então você repetiu de ano?

– Infelizmente, sim. – ficou mudo, olhando fixamente para a mesa – Na, verdade, eu desisti por um ano, sabe...tempos difíceis, Charlie. – os olhos de Charlie brilhava ao vê-lo falando seu nome.

– Estou em desvantagem aqui, você sabe meu nome e, eu ainda não sei o seu.

– Não seja por isso. Meu nome é Shannon, prazer. – beijou-lhe a face.

– Prazer. — sorriu

Ela pensava se o irmão seria igual, doce e gentil.

– Dá pra você dois pararem de conversar e prestar a atenção na aula? – fitou –os

– Sim, senhor. – falaram em coro



O sinal toca.

– Você terá aula do que agora? – ela perguntou, fazendo um, pequeno, ‘monte’ com seus livros.

– Matemática.

– Ah, terei de literatura.

– Pena. Nos vemos. – falou já saindo da sala.

“Apressado.”- pensou, indo a caminho da próxima sala. Por milagre, ou sorte, talvez, ela não se atrasou. Sentou-se em uma das carteiras, perto da janela, e ficou olhando os rostos que passavam pela porta, nenhum familiar.

Uma garota, de cabelos longos e negros e com feições dóceis, sentara ao seu lado. Charlie a olhava, percebendo uma certa semelhança entre as duas: ambas tinham o mesmo gosto para roupas. Charlie riu ao notar isso.

Os olhos da garota foram de encontro aos de Charlie; que, imediatamente, virou o rosto ruborizada por ser pega no flagra.

O professor entrou, todo elegante, com seu terno bem passado; sua aparência, apesar de ser velho, era bem jovial.

– Olá. – pigarreou um pouco para chamar a atenção – Eu sou o senhor Trumper e serei seu novo professor de literatura. Bom – sentou-se na mesa – Eu trouxe um livro para lermos, mas não tenho o suficiente para todos. Vocês precisarão fazer duplas.

“Tudo é a base de duplas, não dá pra fazer nada sozinho?”, pensou.

Olhou mais uma vez para a garota do seu lado e, com apenas um sorriso e um aceno de cabeça, as duas se juntaram.

– Amber.

– Charlie...- sorriu



– Foi tão estranho encontrar alguém que se veste igual a mim, aqui. – Charlie falava, colocando algumas coisas dentro de sua bandeja.

– Falo o mesmo. Sabe, eu já estava me acostumando a ser a única menina de toda a escola a se vestir assim. Bizarro.

Pagaram seus lanches e foram em busca de mesas. Charlie viu, em uma mesa, Shannon e seu irmão Jared.

– ...Aah, espera um pouco? Eu já volto. – falava ainda olhando para os Leto.

– Ok, sem problemas.

Charlie ia em direção à mesa que tanto olhava. Além de Shannon, e Jared, o lugar estava cheio de garotas com roupas de liders-de-torcida, e mais alguns garotos com roupas de times de futebol.

–...Oi, Shannon. – todos a olharam.

– Shannon...Você conhece a beiçudinha? – olhou toda zombeteira para Charlie.

– Só pra te avisar, EU tenho nome. – virou-se para a garota – Sabe, só porque você fez eu machucar minha boca uma vez, você acha que pode ficar me chamando por apelidos?

– Na verdade...sim. – soltou um risinho falso

– Aah...então, a partir de agora eu vou te chamar de oxigenada, só por pintar o cabelo com esse louro mais falso que sua cara cheia de maquiagem.

– Sua...atrevida. – avançava para cima de Charlie

– Uou, calminha Jasmine. – Shannon entrou no meio das duas garotas – Charlie, vem aqui. – se afastou da mesa, com as mãos no ombro da garota ao seu lado, começou... – Sabe, esse pessoal não é muito legal com pessoas novas...

– E, pelo visto, você não esta nem um pouco interessado em me apresentar a eles, certo?

– Charlie...eu...eles...

– Entendi...Shanton. – provocou-o

– É Shannon!

– Tanto faz. – deu de ombros e, antes de se virar, seu olhos encontraram novamente o par de olhos que tanto a atrai-a.

– Tem um lugar para você conosco. – Amber sorriu para Charlie, que lhe devolveu o sorriso, mas não tão verdadeiro como queria.

Amber a levou para uma mesa repleta de meninos estranhos e, de certa forma, nojentos. Um dos garotos cuspiu dentro de uma lata de refri e entregou ao menino do seu lado, desafiando-o a tomar. O garoto tomou-lhe a lata, bebendo todo o liquido contido dentro. Isso fez com que o estomago de Charlie revirasse.

– Charlie! Estes são, Josh, Rob, Bredy e Jonny. – todos pararam o que estavam fazendo para olhá-la – Rapazes essa é Charlie.

– Oi, Charlie. – responderam em uníssono voltando as suas “porquices”

– Oi. – tudo o que conseguiu falar junto à um sorriso não convincente

– Um dia, você acostuma. – Amber falou, dando-lhe um leve cutucão no braço.



Charlie passara o intervalo olhando para o seu hambúrguer. Por que tudo era diferente com ela? Quer dizer, ela tinha conhecido Amber, mas...as pessoas ao todo. Ela era uma boa aluna, sempre foi. Para Charlie, isso deveria ser motivo de elogios ao invés de zombação.

Talvez estivesse assim, só pelo fato de não conseguir fazer amizades com quem realmente queria: Shannon, Jared.

Ao som do sinal, ela pegou sua folha de horários e viu sua próxima aula: Natação.

– Ótimo. – murmurou consigo mesma

– Você disse algo?

– Hã? – Amber a olhava esperando que continuasse – Ah, eu estava vendo minha próxima aula, só isso.

– Fala que é história? – ela choramingou

– Na verdade é natação. Algo eu não sou muito boa.

– Ué, então por que você se inscreveu nessa aula?

– Minha mãe fez isso. Nunca mais deixo ela decidir minhas aulas. – falou zombando, fazendo Amber rir.

O sinal toca novamente.

– É melhor irmos. Até a saída?

– Até...

Charlie não estava pronta para sair do refeitório e ir para sua aula de natação, ainda mais sendo 2 aulas seguidas. Nunca foi boa em nado. Quer dizer, tinha trauma de água.

Foi caminhando o mais lento possível para poder dar a desculpa do atraso; que certamente o professor não aceitaria.

Se assustou ao ouvir uma voz grave vindo de trás dela.

– Perdida novamente senhorita Parker?

– Oh, Diretor Ridlle? Que susto que o senhor me deu. Sabe, eu estava concentrada demais em achar a próxima sala que nem percebi a presença do senhor.

– Me desculpe pelo susto. Sua próxima aula é do que?

– Natação.

– Oh, pelo visto eu esqueci de te avisar. Aulas de natação é só no outro prédio. Deixe que eu a acompanhe.

– Claro, obrigada. – disse decepcionada. Ela queria mais do que tudo faltar nessa aula. Simplesmente ficar rondando a escola, sem nada pra fazer.



– Professor? Essa é nossa nova aluna, Charlie. – apenas um sorriso vindo dele; o diretor continuou – A partir de agora, é por sua conta.

– Obrigado diretor. Bom, Charlie, eu sou o professor Craig e esta é a sua chave de armário. – lhe entregou a chave – Vá para o vestiário, coloque sua roupa de nado e no fim da aula você me devolve a chave, entendeu?

– Sim, senhor. – pegou-as.

Foi a caminho do vestiário. Um lugar úmido, frio e desaconchegante. Claro, o que mais esperaria de um vestiário?

Passava de fileira em fileira, armário em armário, até encontrar seu número: 62. Bem ao lado da garota loira, Jasmine.

– Olha só quem esta aqui, se não é a bei...

– Oxigenada, você por aqui? – Charlie falou, exagerando na falsa empolgação – Quanto tempo.

– Ridícula. – esbarrou no braço de Charlie, que quase caiu com o choque. Esse apelido deixa Jasmine muito irritada.

Charlie vestiu seu maiô, se sentindo um pouco estranha pelo seu “pouco” corpo, mesmo com o maiô tapando tudo, e foi para a piscina.

– Jasmine, Charlie, Abigail e Clara. Você serão as próximas.

Todas andavam em direção a piscina. Todas menos, Charlie, que parou para falar com seu professor.

– Pois não? – arqueou uma sobrancelha

– É que...bem, eu...—se sentia constrangida só pelo fato de ter de falar isso com ele—Eu não sei nadar. Pronto falei.

– Ah, e isso. Sabe, Charlie, se preocupe apenas com o fato de bater os braços e as pernas dentro d’água.

– Mas, e seu eu não conseguir?

– Eu estarei aqui pra te ajudar.—sorriu, um sorriso verdadeiro.

Este gesto fez Charlie reparar mais em seu professor, e o quão bonito ele era. Alto, jovem, pele e olhos claros e tinha covinhas em seu sorriso. Deve ser por isso que a aula estava cheia de garotas, talvez, até mais que meninos.

Charlie se posicionou esperando o sinal de largada. Elas tinham de completar seis voltas na piscina.

Bam.

Alguém atirara. Deve ser essa a largada, já que todas mergulharam lindamente na piscina, dando braçada após braçada; menos Charlie. Ela ainda estava na ponta sentindo o tremor de suas pernas. Não queria desistir, mas também não tinha coragem de pular. Então, finalmente, se levantou a saiu em disparada ao vestiário; soltando, no caminho, um “Me desculpe” para seu professor.


– Me desculpe de verdade, professor. — entregou-lhe as chaves do armário — Eu tentei, sério. Só que...

– Charlie, relaxa. Eu sei que você tentou, nem todos conseguem enfrentar os medos de uma única vez. – piscou para ela e saiu do ginásio

Charlie, não resistiu ao impulso de sorrir.

– Own, que bonitinho ela com o professor. – Jasmine, sempre estragando todos os momentos bons de Charlie.

– Dá pra você me deixar em paz pelo menos uma vez na vida?

– Ok. Fica em paz ai dentro, otária. – deu um empurrão em Charlie que caiu, de roupa, e tudo que tinha em mãos (mochila, livros, etc...), dentro da piscina. – Vamos meninas.

Charlie se via afundando cada vez mais e, por mais que batesse os braços ou as pernas, seu corpo não saia do lugar; o ar saia de sua boca através de seus gritos desesperados. Suas forças tinham se esgotado junto de seu fôlego; ela estava apagando aos poucos. Com seu olhos semi-serrados, Charlie pode ver uma mancha preta se aproximando dela e, sem muito esforço, a puxando para cima.

– Vamos, acorde. – falava dando leves tapas no rosto da garota que acabara de salvar. – 1...2...3...4...5...6...7...8...9...10 – era a contagem para o movimento que fazia no tórax da garota; jogando, em seguida, uma lufada de ar dentro de sua boca. Repetiu o movimento diversas vezes, até...

Cof, cof. – Charlie cuspira todo liquido que passava de seus pulmões para sua boca. Ela abriu os olhos mas não viu ninguém à sua frente.

– Oh, Charlie! Graças a Deus você esta bem. – Amber a abraçou

– Quem...você me salvou?

– Não, não cheguei a tempo de te salvar.

– Mas então...você viu quem foi? – passava a mão na testa. Sua cabeça doía, juntamente com seu peito. Ela tinha bebido muita água.

– Eu? – se lembrava das ultimas palavras que o garoto lhe disse antes de sair: “Não conte nada a ela.” – Não.



Charlie chegou cansada e ensopada em sua casa. Como não tinha ninguém para lhe questionar sobre o ocorrido, subiu direto para o quarto; tomou banho e abriu mais uma folha vazia de seu diário.

Aconteceu tanta coisa hoje que fica difícil de raciocinar direito.

Primeiro eu conheci o Shannon, garoto lindo, irmão de Jared(o menino dos olhos). Ele tinha sido simpático comigo, de inicio, mas só foi juntar com sua turminha pra virar um playboyzinho metido a popular.

Segundo eu conheci Amber, essa sim vale a pena. Eu acho!

...Eu quase morri hoje. Alguém me salvou, mas eu não sei quem foi. Me lembro apenas de sua sombra e de seus braços fortes. Era um homem, sem duvida. Seria o professor Craig?

Ele me disse que estaria ali. Não, não era ele. Eu estava sozinha.

Bom...agora eu fico aqui agoniada por não saber que me salvou.

Fechou seu diário e desceu para a cozinha. Estava faminta. Aquele dia tinha a esgotado demais.

Notas finais
Ufa! Té que enfim cabo esse capitulo, né?
ASUAHSUAHSUA -q
Espero que tenham gostado.
Recomendações? Review? Tapa na cara? Kkk
Eu preciso de seus reviews me falando o que estão achando da história, se gostam ou não. ^^
BeijosLeto, té...