II-Lembranças

Não é difícil de esquecer,

As coisas momentâneas da vida.

Vivida é e será;

Até que o sempre me contemple,

Até que a chuva continue a cair,

Sobre seus braços

Cerrados

E esquecidos.

Quem dera lembrar daquilo

Pedido a não ser esquecido,

Que quando lembrado é força

Para supri-lo de suas lágrimas,

E elevá-lo a exatidão da profundidade.

Pois aquilo que aconteceu,

Não deve ser esquecido.

Estas doces memórias virão,

Ao passar do tempo

E trarão harmonia,

Á mente esquecida.

Para que tal mundo,

Continue a girar e meu coração

Irá chorar.

Só o ego do suspiro

E adeus.

Pudera a quem,

Lembrar-se de teu sonho

E conquista eterna no mundo,

Não podeis voltar pro lar

Sem a medalha da confiança,

E nela fica a lembrança,

Daquilo que, um dia, nós esquecemos

E tentamos cobrir com um manto branco.

Mas, com o tempo o espectro

Se profana,

E pelos centímetros dão passagem

Ao universo,

E comete o erro,

De lembrar, novamente

Do que deveria ter sido esquecido.

Por mais que tente e tente,

Nossas lembranças

Ficam bem guardadas

E esquecidas

No baú dourado

Dos nossos corações.

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