Lema de Lorien

1 Parte I - Ele não morreu


Notas iniciais
Só lembrando... MUITOS SPOILERS! Páginas que são reescritas: Páginas 267,268, 277, 278. Livro 4, A queda dos cinco, Pittacus Lore.

"Tudo era um grande conto de fadas, Marina. "
Adelina. O poder dos seis, página 47.

–Vai ficar tudo bem. — digo, mas minhas palavras soam vazias.

Estou tentando acalmá-lo, mas quando olho para ele tenho a mesma sensação de repulsa que os mogadorianos me causam. Ele ia matar Nove... alguém de seu próprio povo, um de nós. Como podemos resgatá-lo de algo assim?
(...)

De repente, Oito aparece na frente de Nove. Ele se teleportou.

–NÃO! — Nove grita.

A lâmina de Cinco atravessa a barriga de Oito.

Cinco dá um passo para trás, em choque, quando percebe o que fez. Os olhos de Oito estão arregalados, e um ponto de sangue se forma em sua barriga.

Eu dou um passo para frente na direção de Oito, primeiro lentamente, para testar se consigo andar, depois corro até ele.

–Marina... — sua voz falha.

Faço ele se deitar no chão de costas. Pressiono minhas mãos em seu ferimento, cicatrizando-o. Sinto meu Legado percorrer meu corpo, mas é diferente: Estou gelada demais.

–Foi um acidente. — Cinco balbucia. — Não tive a intenção de machucá-lo! Marina, sinto muito, não tive a intenção.

–Quieto. — sussurro.

O corte se fecha. Oito está desmaiado, mas agora respira normalmente. Passo minha mão por seu rosto, por seus cachos. Minhas mãos tremem. Foi só um susto. Não vou deixar que a profecia se realize nunca, em nenhum momento. Irei atrasá-la pelo tanto que eu viver.

Sinto uma mão em meu ombro. Viro e vejo Cinco parado à minha frente.

–Não precisa ser assim — ele diz, apelando para mim. — Foi um erro horrível, eu sei! Mas tudo o que eu disse é verdade.

Ele é louco. Louco de me tocar. Não consigo acreditar que teve essa audácia depois do que acabou de fazer.

Ele estava chorando agora de pouco. Nós ficamos preocupados com ele, tentamos ajudá-lo! Então Nove diz umas coisas inúteis, e Cinco pega-as. Ia matar Nove! Quase matou Oito! Eu não conseguia mais perdoá-lo, sequer ajudá-lo a ver o lado certo. Ele mesmo entrou para o lado inimigo.

–Cale a boca. — alerto, friamente.

–Vocês não podem vencer, Marina. — ele continua. — Vai ser melhor se juntar a mim. Você... Você... — Cinco gagueja quando sua respiração se condensa diante da boca. A umidade a nosso redor é reduzida a um frio repentino. Seus dentes batem. — O que está fazendo?

Algo dentro de mim se rompe. Nunca senti tanta raiva antes, e é quase reconfortante. A sensação gelada de meu Legado de cura se espalha por meu corpo, mas de alguma forma é diferente, fria. Estou irradiando frio. Perto de Cinco e de mim, a água barrenta do pântano crepita conforme a superfície se solidifica. As plantas ao redor começam a murchar, desfalecendo, instantaneamente congeladas.

–Ma-Marina? Pare...

Cinco, envolvendo a si mesmo com os braços para se aquecer, dá um passo para longe de mim. Ela quase cai ao escorregar no gelo.

Com este novo Legado percorrendo meu corpo, minhas ações são guiadas por puro instinto de fúria. Ergo a mão, e o gelo toma forma sob Cinco: uma estaca pontiaguda que se eleva. Ele não é rápido o bastante para sair do caminho, e o gelo perfura seu pé, prendendo-o no lugar. Cinco grita, mas não me importo.

Ele se joga para a frente e segura o pé preso no momento em que outra estaca de gelo se projeta do chão, atingindo-o bem no rosto. Se fosse um pouco mais, talvez o tivesse matado. Mas apenas arranca seu olho.

Ela cai de mau jeito no chão congelado, o pé ainda imobilizado. E aperta o rosto, gritando.

–Pare com isso! Por favor, pare com isso!

–Marina. — Ao meu lado, Oito tosse, despertando.

Olho uma vez para ele e depois para Cinco, que continua gritando. Ele é um monstro e merece tudo isto. Mas, não. Não consigo. Não sou igual a ele. Não vou matar alguém de meu próprio povo como punição por seus atos, nem mesmo depois de ter nos traído de forma tão horrível.

–Marina! — Seis grita. — Venha!

Olho para o alto e vejo um nave mogadoriana aproximando-se de nós. Cinco armou uma emboscada.

Dou uma última olhada para Cinco. Ele está com as mãos no rosto, segurando o olho destruído. Está chorando, e as lágrimas se transformam em gelo nas bochechas.

–Se eu o vir de novo, seu desgraçado traidor — grito — , arranco o outro olho!

Cinco solta um murmúrio débil. Patético.

Ajudo Oito a se levantar. Apoio seu braço em meus ombros, o sustentando. Vejo Seis mais adiante carregando Nove nos ombros, desacordado. Nos aproximamos deles o mais rápido que conseguimos. Dou a mão para Seis e ficamos invisíveis.
*****

Curo os três assim que nos escondemos numa casa abandonada.

Minhas mãos tremem muito. Não consigo esquecer-me do que aconteceu há pouco tempo. A traição de Cinco, meus novos legados... Estremeço. Eu não tinha legados bons para lutar, como Nove havia me dito outra vez, e agora, ao invés de me sentir feliz, fico amedrontada. Eu fui capaz de furar o pé de Cinco e arrancar seu olho.... O quanto sou capaz de fazer? Continuo tão gelada que tenho medo de machucar alguém.

Por precaução, grudo-me mais a parede da caverna. Não quero ferir — nem perder — os únicos amigos que tenho.

Seis apoia a cabeça nas mãos e Nove deita-se de costas nas tábuas de madeira que rangem com uma careta de dor. Quando olho para Oito ele se arrasta em minha direção.

–Oito, não... — eu começo a dizer, mas ele me ignora. — Posso machucá-lo — digo.

–Não, não pode. — ele diz . Vejo sinceridade em seu olhar. — Você salvou minha vida, Marina... de novo.

–Não ia deixar você morrer.

Mal percebo que estamos sussurramos. Então eu não resisto. Inclino-me em sua direção e o abraço com força, chorando. Ele também me abraça — os braços musculosos que me desnortearam na Índia agora assim, ao meu redor — . Não sei quanto tempo ficamos assim. Aos poucos meus soluços foram diminuindo.

–Pensei que iria te perder. — eu cochicho eu seu ouvido.

–É só eu ficar sempre ao seu lado — afasto-me um pouco dele e vejo-o com seu sorriso travesso. — , enfermeira Marina.

Balanço a cabeça para os lados.

–Como você se sente? Está melhor?

Ele passa um dos braços por minhas costas e me puxa para perto, encaixando minha cabeça em seu pescoço.

–Melhor agora.

–Oito, você não... — Tento lhe dizer para tomar cuidado. Não sei como controlar meu novo Legado; ainda estou fria. Mas devido aos acontecimentos de hoje: A traição de Oito, os Gardes machucados, meu novo Legado... Eu estou exausta. Sem forças até para recursar o aconchegante abraço de Oito. — Eu desisto. — digo.

Ele esfrega o polegar em minha pele.

–Melhor agora. — repete.

Adormecemos.
*****

Acordo com Nove gritando. Ao me mexer acabo acordando Oito também, que estava enroscado em mim.

–Marina... Eu não sei se consigo andar! — Nove diz, perceptivelmente desesperado.

–Você bateu as costas com força na árvore, deve ter quebrado alguma vértebra. Vire-se, deixe-me sentir.

Ele faz o que eu mando. Coloco minhas duas mãos na base de sua coluna. Sinto a vértebra trincada, doente — a Cura já capta o problema -, mas também sinto vida, pulsação, células... Retiro minhas mãos de suas costas depressa.

–O que foi? — Seis me pergunta.

–Vou tentar de novo. — digo.

Pouso minhas mãos novamente na região machucada. Estou gelada e percebo meus dois legados se confundindo. O que permitia a vida e o que a retira. Tento concentrar-me na cura, mas estou nervosa. Não consigo... a raiva ainda está presente em mim, agarrada ao meu coração, congelando-o... cura, cura, cura, nada....

–Está... — Nove treme. — Gelado.

Noto seus lábios se arroxeando.

Afasto minhas mãos mãos depressa e levo-as para longe de Nove.

–Não... Não consigo. — murmuro.

Nove rola, ficando de barriga para cima. Olha-me assustado.

–O que tem de errado comigo?

–O problema sou eu. — confesso. — Não consigo separar os dois Legados.

–Só precisa de treinamento. — Oito diz, otimista. — Ainda deve estar com raiva pelo o que Cinco fez.

–Argh! Nem me lembre! — Seis aperta as mãos contra o rosto. Podemos ouvir um trovão vindo lá de fora.

–Eu ainda vou te curar, Nove. — falo para acalmá-lo. — Na Espanha curei uma mulher cuja doença era degenerativa e irreversível. Curá-lo será fácil. Só precisa ter paciência para que eu.... possa esfriar a cabeça.

Ele olha-me com uma careta.

–"Esfriar a cabeça"? Já não está frio o suficiente?

Oito ri alto e Seis balança a cabeça para os lados, lamentando sua piadinha sem graça.

Nove...Humpf. Nunca irá calar a boca.
*****

Faço um galho ressecado florescer e depois congelo-o, desfalecendo-o.

–Viu? — eu disse. — Tenho poderes opostos!

–É só saber quando usá-los. — Oito disse.

–É só saber controlá-los. — Nove responde. Ele está sentado, encostado na cerca do jardim. Mesmo sem poder treinar conosco, é ele que nós dá as instruções. — Vamos lá, Marina. Não fique tímida. Congelar é muito mais daora que queimar... Não diga isso ao Johnnie, ok? Vamos lá, está com raiva não está? Deixe-me ver.

Isso é ridículo, posso machucar alguém.

–Não vou fazer isso. — afirmo. — Alguém pode se ferir.

Oito bufa, cansado daquele assunto.

–De novo isso, Marina? — ele diz.

–Então machuque-me. — Nove diz abrindo os braços. — Está com raiva de mim?

A resposta surge na ponta da minha língua. Até já levantei o indicador na direção dele, mas engulo o que ia dizer e abaixo a mão, olhando para outro lado. Isso é ridículo, tento me convencer.

–Qual é, Marina? Vai me dizer que não está com raiva de mim?

–Você devia calar a boca. — confesso, um tanto irritada.

–Ah, é? — ele sorri. — O que eu disse para te deixar assim... nervosinha?

–Nove, pare. — digo, balançando a cabeça para os lados. — Pare com isso. Pare de me provocar! Não vai dar certo. Eu posso...

–Pode o que? Nem conseguiu matar Cinco!

–Não trairia meu próprio povo! Eu não sou como ele!

–Não é o que está me parecendo. — ele responde, tranquilo.

Eu mordo a língua. Estou queimando de raiva.

–Cale a boca. — digo por entre dentes. — Por um segundo, cale a boca.

Ele estala a língua, provocante. Ousado!

–Ou o que?

Em três segundos, dou dois passos largos em sua direção e soco seu rosto com muita força.

Ainda com um olhar frio, ajeito minha postura, olhando Nove de cima.

–Você acabou de me ver fervendo de raiva. Não queira me ver congelando.

Saio no segundo seguinte. Nem Oito ousa ir atrás de mim, e isso é bom. Quando bato a porta após passar, consigo ouvir Seis lá fora, falando pausadamente:

–Está contente? A sua mé-di-ca acabou de te socar. Quem vai te curar agora, Nove?
*****

Seis colocou Nove no banco de trás de um carro. Sentei na frente, no banco do carona. Precisávamos nos distanciar o máximo possível da Flórida, o território ainda podia estar vasculhado pelos mogadorianos, a nossa procura.

Ela acomodou-se no banco do motorista e fez o carro correr pela estrada.

Algumas horas depois paramos em um posto de gasolina para abastecer, já é noite. Seis levanta-se para encher o tanque. Eu e Oito também saímos do carro para esticar as pernas.

–Vou buscar algo para bebermos. Vem comigo? — ele me perguntou.

Concordo. Já estou seguindo-o quando ouço o gemido de Nove, ainda no carro. Eu paro e olho para trás. Oito também para, quando me viro para olhá-lo, vejo-o olhando-me. Me retraio. Sei o que ele quer dizer. Está me incentivando a concluir uma ideia que passou por minha cabeça e nem sequer chegou a ser uma ideia: Curar Nove.

–Está parecendo Ella, — eu resmungo — tentando falar comigo por telepatia.

Ele ri suavemente e me empurra em direção ao carro.
Nove está sentado desajeitadamente no banco de trás do carona. Uma das mãos agarra-se ao banco da frente para não cair.

Não é minha intenção, mas não faço barulho ao me aproximar.

–Nove? — eu chamo.

Ele ergue o olhar para mim, o cenho franzido.

–Marina.

–Como está se sentindo?

–Só posso responder isso da metade para cima do corpo. — ele brinca. Não é uma boca piada, percebo.

–Posso tentar de novo? — pergunto.

Como resposta, ele se arrasta mais para dentro do carro para que eu possa me sentar também. Ajudo ele a se ajeitar no banco, de maneira que me favoreça ao tratar de sua coluna.

Pouso a mão na base de suas costas. Percebo a doença emaranhada à sua última vértebra, presa à ela como cola. É horrível.

Fecho os olhos, tentando me concentrar. Sinto meu legado de Cura chegar a ponta de meus dedos; também é frio. É confuso. Meu outro legado, o novo que ainda não consigo controlar completamente, aparece intrometido. Não o chamei aqui.

Ignoro o bater de dentes de Nove. Tento expulsar o Frio da área de ação várias vezes; esforço-me o máximo que posso, mas nada adianta. Uso então outra tática: Concentrar-me somente na Cura.

Assim como ignorei o fato de Nove estar com frio, esqueço-me da presença de meu outro legado em meu corpo. A Cura, legado controlado, segue minhas intruções como sempre. Passa das pontas de meus dedos e chega a vértebra de Nove. Há uma guerra entre a doença e a Cura.

Nove grita de dor.

–Já estou conseguindo... — ofego.

Pressiono minhas duas mãos em sua coluna. A Cura puxa a doença da vértebra, que estala no mesmo instante que Nove chuta o ar. Não retiro as mãos até que o último fio da doença seja eliminado.

Eu arfo quando termino o trabalho. Estou exausta, mas consegui. Ter o controle novamente sobre o legado que eu considerava como o mais importante é muito reconfortante.

Nove está desmaiado pela dor e cansaço. Ajeito-o melhor no banco e pressiono meus dedos no lugar onde soquei-o no rosto. Pronto.

Saio do carro. Seis está distraindo o frentista para que não visse o que eu fazia. Oito está parado logo ali. Percebo que estava observando o que acontecia.

Ele passa um braço por meus ombros e me puxa para um abraço. Enterro a cabeça em seu peito, suspirando.

–Você conseguiu de novo, Marina. Eu disse que conseguiria.

Sinto seus dedos brincarem com meu cabeço. Abraço-o com força, desfrutando do contato.

–Obrigado, Marina... Por salvar minha vida mais uma vez.

Eu afasto-me um pouco e ergo meu rosto para olhá-lo. Então eu me estico um pouco e ele se inclina em minha direção. Nossos lábios se tocam em um beijo calmo, muito melhor do que os outros dois — espontâneos.

Alguém pigarreia.

Percebo que eu e Oito passamos um bom tempo desse jeito, já que Seis já havia se livrado do frentista e comprado algumas bebidas e salgadinhos na loja do posto.

Desvio o olhar dos dois por estar corada.

–É a minha vez de dirigir. — Oito se pronuncia e rouba uma garrafinha de Coca das mãos de Seis, abrindo-a e bebendo vários goles.

–Tem certeza de que quer dirigir?

–Sim. Está na hora do seu cochilo.

Ela balança a cabeça para os lados, não achando graça da piada dele. Segue em minha direção, enlaça seu braço ao meu e caminhamos juntas em direção ao carro.

–E Nove? — pergunta a mim. — Conseguir curá-lo, Marina?

Eu confirmo.

–Logo ele será tão irritante quanto antes.

Ela bufa, revirando os olhos e depois ri. Eu entro no banco do carona e ela se encaixa atrás de mim.

Oito bebe o último gole de Coca, amassa a latinha e a joga numa lata de lixo ali da do posto antes de entrar no carro e fechar a porta.

Quando as rodas alcançam a estrada, Seis diz:

–Olhos na estrada... vocês dois.

Eu e Oito rimos, envergonhados, mas não nos esquecemos de que o que ela disse é verdade.

Não demora muito para ela adormecer. Seis é esperta quando se trata de aproveitar o tempo; não é de ficar enrolando, soluciona tudo rapidamente, e quando há tempo de ela descansar, ela desmaia, como se possuísse um botão de liga-desliga, não desperdiçando nem um segundo. Nove ronca alto; está dormindo desde antes de pararmos no posto.

Estou com os olhos pregados na paisagem que muda ao meu lado. Já devemos estar no Tennesse, mais ou menos. É uma boa distancia da Flórida, mas não devemos abaixar a guarda nunca... nunca mais. Um calafrio percorre minha coluna e percebo o quanto estou cansada.

–Devia dormir um pouco. — sinto Oito me cutucar no ombro.

Viro-me para olhá-lo, aproveitando para mudar minha posição no banco.

–Não estou cansada.

–Você mente muito mal, Marina. — ele sorri para mim. Também abro um sorriso.

–Acho que alguém já me disse isso antes.

Ele volta a olhar para a estrada, seu sorriso ainda estampando seu rosto. Observo-o por alguns instantes. Sob seus olhos permanecem algumas olheiras rasas, seus cachos morenos estão compridos demais e os nós de seus dedos estão brancos por apertarem o volante com força.

–O que foi? — ele pergunta ao descobrir-me observando-o.

–Você devia dormir. — respondo. — Troque de lugar comigo. Eu dirijo por algumas horas.

–Eu estou bem, Marina! — ele ri. — Pare de se preocupar um pouco. Você ganhou um super legado que vai matar um monte de mogadorianos, mostrou para Cinco do que é capaz e o que ele conquistou ao nos trair e salvou a minha vida mais uma vez! Vamos terminar logo com tudo isso e voltar para Lorien. Pare de ficar se preocupando desse jeito.

Fico surpresa com seu discurso inesperado. São a sua confiança e otimismo que me assustam.

Ele pega minha mão e a aperta antes que eu possa refletir melhor sobre isso.

–Vai dar tudo certo. — garante.

Apenas Oito é capaz de me fazer sentir assim: vitoriosa, decidida, confiante... Vamos lutar e ganhar. Voltaremos para Lorien, para casa; conquistaremos o que é nosso por direito: As arcas, a nave, os pingentes lóricos, os chimaeras... nosso planeta.

–Você é impossível. — eu sorrio para ele, contente. — Lembre-me de não deixar que mais ninguém o acerte com uma espada.

Ele gargalha, mal se importante se poderia acordar os outros.

–Você não vai esquecer.

Então começamos a falar de Lorien, criando planos para o que faríamos lá. Que deveríamos reconstruir o planeta de acordo com nossas memórias, com nossos sonhos. Deveríamos tornar o nosso lar novamente um lar. Nossos filhos correriam contestes pelo mundo, como se não houvesse outro ou qualquer preocupação.

A voz de Adelina vêm parar relembrar-me de uma coisa que ela disse uma vez: "Tudo era um grande conto de fadas, Marina".

Olho para Oito, seu sorriso, seus cachos compridos... Continuo sorrindo, é inevitável. Não devo me preocupar com os contos de fadas humanos, os lorienos têm os seus próprios.

Notas finais
Olá. O que acharam? Sei que os personagens não estão iguais aos dos livros, eles não pertencem a mim. Surpreenderam-se com o amor de Marina e Oito? Mas releiam os livros que o Oito aparece... Eles são muito apaixonados, mesmo que não se agarrando como o John e a Sarah, eles são apenas... perfeitinhos *-* (e ele morreu). Ah, não se esqueçam disso: Este é e foi o último capítulo do Oito vivo. Meloso ou não os próximos serão mais tristes. Comentem, curtam, por favor. Beijos! Até o próximo.