Notas iniciais
OLÁ MEU POVOOOO!
Viu como eu sou bem lecal? Tô postando todo dia! u_u q
Ok, só tenho até o 4, porque eu não consegui continuar.
Alguem mais ai viu o show ao vivo do The Used? HM, pois é. Muito foda. q
Queria dizer que eu não pretendia colocar esses negocinho no final, com cenas do proximo, mas é que eu gostei da ideia da Umikito. E como ela já tinha colocado... Achei valido fazer isso. õ/ q
Boa leituraaa!

3.

Você não é mau, só está sozinho.

I

O que mais temia havia se transformado em realidade. Big Jay estava irritado, reduziu sua mercadoria e aumentou a porcentagem de sua cota. Ficou com menos da metade que ganhava em uma noite ruim e agora tinha que trabalhar todo o dia para se recuperar.

Toda a noite pensou em suas possibilidades. Mas só havia duas, muito diretas, e ambas muito tristes.

Viver ou morrer.

O que merecia mais?

–---------x----------

O primeiro cliente chegou e depois desse vieram mais. Um a um os via se afastar fumando, inalando desesperados, e ingerido-as com uma emoção exagerada. Um a um os via cair, vitimas de intoxicação e as alucinações. Em seus passos as escutava rir, chorar e se deixar cair contra o pavimento, sem se importar se passava um automóvel em grande velocidade.

Ele inspirava e, pela primeira vez, Frank Iero se questionou sobre sua natureza. Se perguntava se não era ele o mau por oferecer o que matava.

II

–Você está muito estranho ultimamente, Gee. –Disse Mikey deixando um copo sobre a mesa depois de beber água.

–Eu estava pensando em coisas. E tenho falado com o vizinho, que, ainda sendo jovem, é muito maduro.

–Nem a maturidade nem o respeito se ganham com a idade, Gee. Mas diga, quem é?

–O garoto do apartamento da frente.

–Gerard, ele... –Seu olhar se escureceu e Gerard previa a reprovação com o olhar desviado. –Você sabe que ele vende drogas, verdade?

O mais velho preferiu ficar em silencio.

–Gerard ele é uma pessoa má, afaste-se dele ou terá uma recaída. Quer que mamãe fique triste? Quer vê-la chorar, Gerard?

Seu irmão negou e Mikey lançou um suspiro.

–Eu vou ficar esta tarde, não tenho turno e amanha tenho um teste muito importante. Estarei em meu quarto.

Beijou seu cabelo e se afastou da cozinha. Gerard voltou a começar um debate mental e parecia que a cabeça explodiria, mas ele se liberou soltando silenciosas lagrimas.

Não suportava a luta interna entre o anjo e o diabo sobre seus ombros. Estava farto do zumbido e as palavras ofensivas contra ele. Porque não podia voltar a viver feliz?

O caderno estava ao seu lado, as brilhantes paisagens estavam meio coloridas, mas ele não queria termina-los; de supetão se levantou jogando o caderno na lata do lixo. Não precisava de amanheceres, paisagens, ou de Frank. Precisava de Obat, e o precisava já.

Se dirigiu até seu quarto, pegou o saquinho e começou a fazer um cigarro com pedaços de jornal. Introduziu as ervas e acendeu o cigarro improvisado.

A primeira tragada ele se sentiu como se chegou ao paraíso.

A segunda o fez flutuar, e chegando a terceira pensou que o melhor era sair dali.

Fechou a porta com força e se dirigiu até a cobertura. Gerard Way havia tido uma recaída, mas se sentia feliz.

–---------x----------

Mikey ainda no apartamento fechou os olhos ao ouvir a porta e rompeu o choro quando identificou o estranho cheiro. Seu irmão Gerard havia tido uma recaída e se sentia tão mal... Abraçou o livro de cálculo avançado e se deixou cair contra a cama, derrotado.

III

Quando Frank voltou era, pela primeira vez, de noite. Não suportava mais estar de pé, e muito menos estar acordado. Entrou em sua casa lançando um suspiro e descobrindo com surpresa que alguém lhe esperava.

–Como entrou aqui? –Perguntou ente assustado e simplesmente surpreso.

–Tenho um araminho. –Respondeu e desatou a rir. –Meu araminho me ajuda.

–Gerard... –Fechou a porta e se aproximou dele. Tomou entre suas mãos o seu rosto e lançou um olhar melancólico. –Você fumou obat. –Assegurou.

–Sim. –Assentiu com a cabeça. –E foi maravilhoso, e estou voando!

Se levantou para se deixar cair contra a pequena mesa de madeira no centro da sala.

–Gerard, por Deus!

O levantou, com o lábio partido e uma terrível dor nas costas que latejava pela forma em que o de cabelos negros acariciava seu tórax.

–Você se machucou?

–Um pouquinho.

–Vem, vamos pra cama.

–Mmm Frank, tão rápido? –Lançou um sorriso safado que o fez se ruborizar.

–Não Gerard, você vai descansar.

–Você não gosta de mim? –E criou um irresistível biquinho que Frank teve que ignorar, deixando-o cair contra o colchão. –Meu irmão disse que você é mau, Frank. Você é?

–Sim Gerard, eu sou, você não devia ter vindo comigo.

–Minha cabeça dói depois que me afasto de você, Frank; você faz com que eu pense, me lembre e que me doa. Mas, apesar disso, -sorriu bobamente. –você me dá muita tranquilidade. Me diga, como isso é possível?

Frank negou com a cabeça e elevou os ombros, em sinal de incerteza. Só sabia que estava lhe custando mais trabalho do que o esperado manter seu olhar em Gerard e não a dirigir até os lábios sangrando.

–Quero que esse pesadelo termine, Frank. –Sussurrou.

–Não é um pesadelo, Gee, é a vida...

Gerard sorriu e fechou os olhos. De novo essa paz lhe inundava, e esse conforto mais do que o paraíso presenteado pela droga. Relaxou e permitiu que seu sentidos dormissem, sendo velado por quem lhe vendeu sua recaída, esta sendo cuidado pelo mau.

IV

Abriu os olhos com cuidado. Suas têmporas latejavam e sua boca estava seca, tentou se mover mas descobriu que algo sobre suas costas lhe impedia de fazer o movimento. Levantou a cabeça e tirou devagar o travesseiro pela direita, para encontrar com uma respiração pesada e suaves roncos; sorriu ao reconhecer Frank. O olhou por vários minutos, sua olhar aparentemente pesava, porque Frank começou a piscar incomodado. Sua boca retorceu até que conseguiu levantar as pálpebras, sendo recebido pelo sorriso de Gerard.

–Olá. –Sussurrou em resposta e obteve um sorriso por parte de Iero.

A situação era intima, mas parecia tão comum que Gerard, sem colocar a culpa no Obat, seguiu seus impulsos e beijou com suavidade a ponta do nariz de quem dormiu ao seu lado com, ainda, um braço sobre suas costas.

–Gerard... –Frank se separou um pouco assustado. -Você ainda continua sobre os efeitos do Obat?

–Não sei. –Sorriu com inocência. –Só quis fazer.

–Quer comer algo?

Gerard assentiu e se colocou de pé. Frank o fez depois de virar o despertador contra a parede. A partir desse despertar só viveria o agora.

V

Comeram uma espécie de cozido com carne e batatas que para Gerard pareceu excelente. Inclusive ele disse que estava pronto para casar, o que causou em Iero uma forte gargalhada.

–Gerard, vamos ver um filme?

O de cabelos negros assentiu, sorrindo como nunca. Foram até o quarto onde a discreta televisão se encontrava em frente a cama e debaixo dela, nesse móvel de madeira, o aparelho de DVD que havia comprado com a economia de três semanas de salário.

Terminaram vendo “It’’. Gerard se agarrava a mão de Frank em cada cena onde o palhaço de cabelo vermelho aparecia, confessando que nunca a havia visto completamente. Quando o palhaço apareceu na cena, mostrando os horríveis dentes, quando os protagonistas já eram adultos, não pode evitar gritar e afundar o rosto no pescoço de Frank.

–Está procurando uma desculpa para se aproximar de mim ou realmente está com medo? –Perguntou o vendedor com um sorriso. Gerard lhe bateu no ombro de brincadeira.

–Realmente me assusta. Não sou bom para ver filmes de terror.

–Gerard, é extremamente velha e sem efeitos especiais.

–É um palhaço que come crianças, realmente precisa de mais alguma coisa?

E Frank voltou a sorrir. Porque descobriu que Gerard era uma mescla entre ternura e demência que lhe fazia especial; que lhe fazia sentir-se bem; que era real.

–Se você quiser o tiro...

–Não! –Exclamo colocando as costas contra a parede. –Quero vê-lo. Só, não me solte.

E apertou mais ainda a união de suas mãos. Frank não se queixou, nem se moveu no resto do filme, tampouco se irritou e de vez em quanto observava a expressão do de cabelos negros em cada cena de suspense. Chegando sempre a mesma conclusão: “É lindo”.

–---------x----------

Se encostaram, um ao lado do outro, sobre o colchão com lençóis azul marinho.

Gerard lançou um suspiro e Frank um bocejo.

–Frank, quantos anos você tem?

–20. E você?

–Você é muito novo. –Sorriu. –Eu tenho 25.

–Eu vivi muito para você dizer que sou jovem. –Confessou com um meio sorriso. –Porque perguntou?

–Quero te conhecer... Quando faz aniversario?

–Dia 31 de outubro.

–Halloween! Que sorte ter nascido no halloween.

–Na verdade... –Suspirou. –Não faço ideia de quando nasci. Sei que me encontraram em outubro, então, adotei essa data. Nem sequer sei se tenho 20, poderia ter um ou dois anos a mais.

Gerard virou um pouco e colocou a mão sobre o peito do menor. Seu braço dobrado e apoiado em seu cotovelo serviu para sustentar sua cabeça e olha-lo fixamente.

–Me conta...

–Eu não conheci meus pais, passei minha infância em um orfanato, até que escapei e vivi a vida em Leka como se pode viver aqui. Já estive duas vezes na prisão, e posso te assegurar que não havia sido o pior em minha vida... –Os olhos começaram a brilhar, Gerard o fez virar para lhe abraçar muito forte, enquanto seus lábios distribuíam beijos em sua cabeça, como seu irmão fazia. –Algumas vezes desejava estar em uma prisão, ao menos assim saberia que teria um lugar para dormir e comida.

–Que triste. –Murmurou o abraçando mais. Frank não chorava, contudo precisava de consolo. –Porque as pessoas boas passam coisas tão ruins?

–Gerard, você é temente?

–Minha mãe tinha o costume de me ler a bíblia...

–Então você sabe que coisas boas passam os bons. –Se separou um pouco para olha-lo nos olhos. –Eu sou mau, por isso essas coisas ruins acontecem.

–Frank, você não é...

–E a quem eu faço feliz, Gerard?

O de cabelos negros desviou o olhar. O conceito de maldade e bondade havia sido dito por ele mesmo, mesmo que, por debaixo de sua definição, Frank era mau. Gerard voltou a olha-lo, com as palavras presas em sua garganta, mas sem valo para dizê-las. “Você não é mau, só está sozinho”.

–E você, Gerard?

–Gee...

–Perdão?

–Me chame de Gee.

O abraço se interrompeu quando Frank ficou enfeitiçado com o olhar e o encantador sorriso. Gerard se sentou e começou seu relato.

–Bom, eu tenho uma mãe que é cabeleireira, meu pai nos abandonou quando eu era um garoto e meu irmão ainda aprendia a caminhar. Ele agora tem 22 e está cursando física na universidade. É um gênio, e é meu anjo guardião. É como se ele fosse mais velho. É muito maduro.

–Deve ser bonito ter uma família.

Gerard lançou uma doce gargalhada.

–O que? –Perguntou Frank.

–Você disse “bonito”. Foi fofo...

E Frank sorriu em seu momento mágico, mas comum.

–Gerard...

–Mmm?

–Vem.

Gerard voltou a se encostar e Frank se inclinou um pouco sobre ele. Fechou os olhos e acariciou uma das bochechas do mais velho.

–Frank, sabia que você era gay. –Sussurrou Gerard com uma voz divertida.

–Frankie. –Abriu os olhos. –Me chame de Frankie.

E o beijou. Suave no começo, acrescentando ritmo e coordenando depois os movimentos. Gerard tinha uma das mãos repousadas em sua bochecha e a outra no desordenado cabeço, enquanto permitia a passagem da língua exploradora do mais novo.

Frank respirou o máximo de ar pelo nariz e tentou penetrar mais fundo em sua boca, capturando um sabor mágico e único. Um sabe de saliva de Gerard. Gemeu quando sentiu os dedos deste lhe acariciar suavemente sua orelha. E, por todos os deuses, como ele adorou!

Se separaram quando não houve mais meios de continuar com a monotonia da respiração e a expiração em um ritmo acelerado.

–Me parece melhor que Obat... –Sussurrou sem abrir os olhos.

–Ótimo, obrigado Gee, me deixa feliz que me compare com uma droga.

–A melhor das drogas.

E voltaram a se beijar, coma entrega e a paixão que só se dá na primeira vez em tudo da vida. Não era a primeira vez que se beijavam, nem a primeira vez em que as roupas saíram voando. Não era a primeira vez que via um homem nu, mas era a primeira vez que se sentia muito correto e bom.

Gerard adorou e beijou todo o corpo de Frank antes de se introduzir nele, lhe preparou e esperou seu tempos antes de sacudir o mundo no ritmo de suas investidas.

Frank lhe arranhou as costas e deixou seu ouvido impregnado com saliva. O ato foi tão selvagem que a cama batia contra a parede e os gritos eram tão fortes que podiam se escutar por todo o prédio, mas eles jamais pensaram nisso. Se entregaram a paixão e terminaram quase juntos, depois de um baile erótico que liberou suor, sêmen e endorfinas, que provocaram sensações mais longas que qualquer droga.

Frank buscava uma explicação em sua mente enquanto abraçava Gerard com braços e pernas, sobre o porquê havia se sentido tão bem. Porque não havia titubeado nem se recordado das más experiências anteriores. Porque Gerard parecia deixar de viver para lhe dar prazer e porque seu louquinho parecia outro ser dentro da cama.

Gerard estava tentando controlar seus gemidos, e relaxar, enquanto riscava de sua lista mental de coisas para fazer: fazer sexo e fumar obat.

–---------x----------

No próximo...

4.

Nem a maturidade nem o respeito se ganham com a idade.

–Shhh... –sussurrou colocando um dedo sobre os lábios do outro. –Você não precisa de mim, assim como não precisa de Obat para ser divertido, espontâneo e para ser feliz... [] Enquanto você aprende a me amar estarei aqui Gee. Se você está comigo será porque você gosta de compartilhar suas necessidades comigo, não porque eu seja uma delas. Tanto a solidão que eu tenho vivido, como sua dependência, estão ruim. Mas juntos podemos mudar.


Notas finais
O que acharam? Huh? Huh? AH! BEM VINDA WAYTES! *agarra*