Lejos de Ti

8 Isso é errado...


Notas iniciais
Mais um capítulo pra vocês espero que gostem! Boa leitura.

Eu não podia acreditar em quem eu estava vendo em minha frente... Não podia ser, era ela, a Jackie.

– oi Angie, entra — falou German —
– ANGIE?? — vi a Violetta descendo as escadas, e me deu um grande abraço — como senti a sua falta -
– eu também senti
– então o que te traz aqui? Não era pra você voltar daqui uns meses ainda?
– na verdade era, mas me transferiram pra cá
– entendi, mas o importante é que você esta aqui agora, e é pra ficar, não?
– provável

Eu e a Violetta colocamos toda a conversa em dia quando já estava perto do jantar, ela me convidou pra ficar. Não queria, pois sei que o clima entre mim e o German seria um pouco "pesado" devido a ele já ter nova pretendente... Ele basicamente seguia o seu caminho e eu aqui, continuava do mesmo ponto que parei. Enfim, ela então depois de insistir muito, concordei em ficar, mas só iria jantar e voltaria pra minha casa. Já que não via a hora de chegar em casa, tomar um banho e deitar.

Logo o jantar ficou pronto, e como previsto, o clima estava meio "pesado" na mesa... Ele quase nem falava comigo, era como se eu tivesse ficado em Buenos Aires todo aquele tempo. Será que ainda sentia algo por mim mesmo estando com outra pessoa? Realmente, não me caía a ficha de que ele estava com a Jackie. Me surpreendeu demais quando vi ela ali. Após o jantar, eu tinha dito a Violetta que iria embora, mas German logo falou que estava tarde, ele preocupado comigo? Que?

– Angie está tarde pra você ir embora.
– porque não dorme aqui? — Violetta perguntou. -
– eu estou um tanto quanto cansada da viagem, outro dia eu venho aqui, e matamos as saudades, sim?
– tudo bem... — ela respondeu um tanto desanimada —
– vou indo... Tchau Vilu, tchau German. -

Dei um abraço em minha sobrinha, e ela subiu as escadas pro quarto. E quando eu estava indo embora, German me segurou pelo braço... Nessa hora Jackie já estava no quarto, sorte, senão eu teria problemas. Quando ele me segurou, seu toque foi o suficiente pra ficar "derretida" por ele... Como sentia falta dos seus toques.

– eu disse que estava tarde pra você ir embora sozinha...
– minha casa não é tão longe daqui, eu posso me virar.
– vem, eu te levo até lá.
– eu não quero te incomodar, nem muito menos te trazer problemas... Posso falar para o Ramalho me levar então.
– qual o problema de eu te levar?
– nenhum, eu acho.
– pois então. Vamos?
– está bem... Me convenceu.

A partir desse momento, foi que reparei que German estava um pouco diferente, e o clima que estava antes já não existia mais. No carro fui contando um pouco sobre eu estar na França, sobre o meu trabalho, essas coisas assim. E o clima "pesado" cada vez existia menos. Vai ver ele não queria falar muito comigo aquela hora por causa da Jackie que estava por perto. Quando chegamos, ele perguntou o que eu iria fazer, aí disse que teria que desfazer a mala ainda. Aí resolvi meio que convidar ele pra entrar, ele aceitou. Então fomos até lá. Ele viu que a mala estava na sala ainda e perguntou:

– quer que eu te ajude a levar as coisas lá pra cima?
– sim, a mala esta pesada, acho que não consigo levar até lá.
– tudo bem então, eu levo. — fomos até o andar de cima, ele levou a mala até o meu quarto. -

Quando nossos olhares se encontraram, pois até o momento estava evitando olhar diretamente em seus olhos. Senti algo especial, não sei se era apenas impressão minha, ou se o momento era real. Tentei me afastar um pouco dele, fingir que iria pegar algo em outra parte do quarto. Foi aí então que novamente ele me segurou pelo braço, eu não estava olhando pra ele, ele foi com a sua mão até o meu queixo, fazendo com que eu olhasse nos seus olhos... Ele apenas sorria pra mim, então foi se aproximando de mim cada vez mais e mais. Conseguia ouvir nossas respirações, cada vez mais intensas, estávamos a um centímetro de conectar nossos lábios um no outro. Então desviei o olhar de novo, e ele se afastou...

– German, não podemos... É errado. — nesse momento ele murmurou algo, que não sei se escutei direito, mas era algo como "errado é o que eu estou fazendo comigo mesmo" fiquei pensativa com isso. —
– é... Vou indo então, já que só vim aqui te trazer.
– vou com você até lá em baixo.
– tudo bem. — descemos e ele disse: — não quis te dizer nada antes... -
– o que era?
– bom é que... Melhor eu ir direto ao ponto.
– sim, diga logo.
– é que... Eu senti sua falta, apesar de que não tenha te falado antes.
– eu também senti.
– tchau Angie, se quiser passar lá em casa amanhã, estamos de portas abertas pra você.
– tudo bem. Tchau German.

Tranquei a porta, e fiquei pensando em tudo aquilo que tinha acontecido... Era meio estranho, e novamente minhas duvidas apareciam, pois era confuso, afinal queria saber se aquilo foi apenas momentâneo ou seria que ele ainda não tinha me esquecido. Subi para o meu quarto, peguei meu pijama de dentro da mala, e minha toalha também. Liguei o chuveiro, e já logo fui tomar banho, um banho demorado e relaxante, precisava muito disso, devido a minha viagem. Sai do banho, e passei meus cremes corporais, coloquei o meu pijama. Sequei meus cabelos pra não dormir com eles molhados. E fui me deitar, pensando em quem? German. Minutos depois acordei, e apenas uma melodia estava em meus pensamentos nesse momento, uma que não parecia ser tão calma, e nem tão depressiva, talvez algo estivesse mudando, meus pensamentos, e também a vinda pra Buenos Aires seria pra melhor. Melhor até pra minha carreira... Antes que esquecesse da melodia, me levantei da minha cama, me dirigi até o piano, e comecei a tocá-la, sem nem me importar com os vizinhos que estivessem dormindo. No dia seguinte com mais calma, pensaria na letra pra essa música. Então voltei a dormir e acabei sonhando com ninguém mais e ninguém menos que... German. Acabei acordando de novo no meio da noite por causa do meu sonho com ele, não podia ser como ele tinha tanto "poder" sobre mim... Tentei voltar a dormir e nada. Depois de muito tentar, consegui.

Notas finais
Me desculpem se tiver algum erro. Comentem, besitos da @awnnavarro // @awnclarita.