Carol estava na escola para visitar Giovanna. Ao que parecia as duas tinham ficado amigas, mesmo não sendo vistas muito juntas em Palms. Na escola, elas, andavam para todos os lados juntas, com Bruno. Jonatas havia faltado, só chegaria após o recreio. Ele estava tomando uma vacina.

– Então, estávamos na Disney... –Carol estava contando as histórias engraçadas que haviam acontecido na sua vida, para Bruno e Giovanna. Eles se divertiam rindo das situações.

Aquelas poucas horas que os três estavam passando juntas reforçou e, no caso de Bruno, criou, uma grande amizade. Carol continuava a contar as histórias, pulando de uma a outra até que o sinal havia batido.

O recreio havia acabado. E Jonatas não havia chegado.

O sinal tocou novamente e todos os alunos correram até as suas salas. Mesmo aqueles que já tinham ouvido e mesmo assim nem se moveu.

A sala do 9º ano estava cheirosa. Com cheiro de perfume importado.

A aula era de Espanhol, então, por não seu uma matéria tão importante quanto a de Matemática que era a anterior, Carol poderia entrar.

A sala estava calada, todos sentados, comportados.

– A professora faltou! –Berrou o menino apelidado de Pequenininho.

– Faltou, mas eu vim. –Disse um homem alto, bonito e sedutor na porta da sala.

Todos os alunos se olham se perguntando quem é a pessoa.

O homem anda até perto do quadro, de frente para toda a turma.

– Olá, sou o Substituto da professora de Espanhol. –O professor tinha uma pele branca, olhos verdes totalmente bonitos, e um físico definido.

Ele ajeita seu pequeno topete louro, como todo o resto de seu cabelo.

As meninas da sala deliram e começam a se imaginar beijando e abraçando o professor. Já para os meninos, estavam vendo como um ator de filme de heróis, como Capitão América.

Ele se vira para o quadro e começa a escrever a data e algumas palavras básicas do espanhol.

– Ola, Classe. –Ele diz, com uma voz sedutora.

Só era possível ver as meninas olhando uma para a outra, desenhado em cadernos, passando bilhetinhos amassados para as outras.

O substituto foi aos poucos gravando os nomes dos alunos.

– Bruno. –Ele repetiu quando Bruno disse seu nome.

– Ana.

– Giovanna. –Ela diz berrando suavemente. Se é que isso é possível.

– Jonatas.

– Fernanda.

E chegou a vez de Carol falar. Ele aponta pra ela.

– É que... eu... eu... –Ela gagueja. – Não estudo aqui.

– Mas qual o seu nome? –O professor pergunta. – Só estou curioso.

Ela olha para Giovanna.

– Só por curiosidade.

Quando ela olha para Bruno, ele cochicha um ‘’diz’’.

– Carollyne.

– Que nome lindo. –Ele a elogia.

– Obrigado.

Ele se senta na cadeira e aponta para Ana Clara:

– Ei, você parece saber alguma coisa de Espanhol. Pelo o menos eu vi pelas notas.

– É. Sei algumas coisas. –Ela responde tímida.

– Então venha aqui me responder essa questão que está no quadro. –Ele propõe, levantando e segurando a caneta azul de quadro.

– Eu digo daqui. –Ana responde.

– Não, venha. Quero no quadro.

– O.k. –Ela concorda e se levanta.

Todos olham para ela, enquanto passa. Muitas meninas a metralham com o olhar.

Ana Clara chegou perto dele para pegar a caneta e sentiu o cheiro do perfume importado em sua blusa.

‘’Então era você!’’ Ela pensa a sua mente.

Quando ela chega para escrever no quadro, a caneta escorrega e o professor a pega do chão e entrega na mão dela.

– Tudo bem. –Ele falou perto dela.

O professor segura a mão dela, que segura a caneta e ajuda ela a escrever.

– Acho que não vai mais escorregar, certo? –Ele pergunta.

– Creio que não. –Ana gagueja e tira a mão branca dele, da dela. – Obrigado por pegar do chão. –Ela agradece enquanto termina de responder.

– Obrigado a você... –Ele vai dizendo, e depois fala em voz alta: — Por responder essa questão.

Ela volta pra lugar dela e sorri para Giovanna e Fernanda. As duas soltam uma risadinha.

– Ei, qual o seu nome? Você não disse. –Bruno pergunta, levantando a mão.

– Podem me chamar de Vibe. –Ele sorri e pisca.

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A aula havia acabado, mesmo que as meninas não quisessem que o tempo passasse.

Carol chega perto de Bruno e Giovanna, que estão conversando com Jonatas:

– Tenho que ir.

Os dois a olham espantados e quase chorando.

– Ah não! –Bruno abraça Carol. – Fica.

Ela solta um riso de felicidade, por ver que tem mais alguém que goste dela pelo o que ela é, além da Giovanna.

– Ficaaaaaaaaaaaaaaaa! –Giovanna berra e abraça ela.

– Não posso. –Carol sorri. – Mas prometo que nos veremos em breve novamente.

Giovanna e Bruno se aliviam.

– Jura? –Os dois perguntam juntos.

– Juro, juro, juro. –Ela responde sorrindo.

Ela sai descendo pela rampa até o pátio, e depois até a rampa da saída.

Bruno e Giovanna a seguem, e pedem para Jonatas esperar. E ele espera. Amigos são assim. Entendem os momentos certos.

Carol chega no portão e sorri para eles. Bruno e Giovanna acenam e começam a pular acenando.

‘’Até logo!’’. Os dois pensam juntos enquanto o portão se fecha e Carol se vai.

Notas finais
PRÓXIMA SEMANA: O ESPECIAL COM CAROLLYNE VERAS: A UTOPIA LONDRINA