Notas iniciais
Anteriormente: Os alunos estão embarcando em uma viagem e em um grande problema.

Os adolescentes já estavam na cabine de bagagens do avião. Um vento frio correu por ali e gelou eles. Os barulhos das turbulências estranhamente irritava os ouvidos de Giovanna, mas que os outros.

– Ei, o que está fazendo? –Jonatas torcera o pescoço para trás.

Giovanna levou um susto, como se estivesse viajando em alguma outra dimensão com sua alma e depois, com o susto, voltado ao corpo.

– Quem?

– Você! –Jonatas exclamara o mais cochichando possível, para não aumentar os barulhos.

Ela cantarolava como se não estivesse ouvindo nada. E porque, sim, ela não tinha ouvido nada.

– EEEEI, não vai ficar bebendo água enquanto estamos entrando em uma enrascada por causa, daquela vadia da V! –Jonatas gritara para quebrar a barreira de som que tinha entre ele e ela.

Giovanna levantara a cabeça e olhou bruscamente e violentamente para ele.

– Podemos ir? –Falara Ana Clara, um pouco mais alto para que eles pudessem ouvir.

Os dois assentiram com a cabeça e andaram até o grupo.

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Bruno estava tentando se esconder dos amigos. Não havia um motivo certo para aquilo acontecer. Ele só queria fazer surpresa e ver a reação deles ao vê-lo. Mas aquele momento não era o melhor para se pensar em coisas felizes.

Localizado atrás de uma caixa, agachado tentando se manter escondido, Bruno. Ele olhava para os lados e quando ouvia as vozes soarem mais longe, levantava a cabeça rapidamente para ter certeza que já tinham avançado.

Olhou uma vez. Olhou outra e viu que estava seguro ir. Mas antes de se erguer do carpete preto no chão, uma figura surgiu na sua frente. A figura tapada por uma toca preta do mesmo tom do chão e do seu rosto só era possível ver um grande sorriso de dentes brancos.

A pessoa ofereceu sua mão para ajuda-lo a levantar. Bruno demorou para aceitar, com receio do que estava por vir, mas aceitou.

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Os jovens já estavam caminhando por um bom tempo e nada acontecia. Mas nenhuma pista de onde Catete deveria estar. Nada. Nem como chegar.

Fernanda parara e se encostara numa pilastra, cansada.

– Sério que temos que continuar?

Todos voltaram os olhos para ela e soltaram um sorriso irônico.

– Sim. – Jonatas respondeu.

Os passos continuaram dali mesmo. A coisa mais incrível é que nenhum membro da escola, nem mesmo a diretora avia aparecido. Talvez, ‘V’ tenha alguma coisa a ver com ela.

Andando por ali, Giovanna estava junto com Jonatas. Ela agarrada no braço direito dele. Ele apertava a mão dela com tanta força que poderia até ter machucado. Mas não machucou. A única coisa que machucou foi quando a porta do banheiro abriu. Logo quando os dois estavam passando quase se jogando na parede, alguém saiu do banheiro e bateu com a porta na cara da Giovanna.

Ela solta um grito e choro.

A pessoa que saiu do banheiro era diferente. Eles nunca tinham visto aquele menino. Ele era louro e possuía olhos azuis berrantes.

Giovanna, caída no chão, olhou diretamente para ele. Seus olhos se encontraram e cada um soltou um sorriso. O dela parecia ser sincero, mas o dele... Jonatas notou de longe a falsidade que havia naquela boca horrível, pensava ele.

– Te machucou? –Disse ele paciente e bastante calmo, para a preocupação do ciumento do Jonatas.

– É... –Giovanna gaguejava.

O resto do grupo se aproximou quando notou que ela e Jonatas não estavam seguindo-os.

– Claro que machucou! –Berrou Jonatas, irritado.

O menino louro soltou uma risada de deboche.

– Perguntei a ela.

– Mas eu respondo. –Rebateu Jonatas.

– Tudo bem.

Ele sorriu para Giovanna, estendeu sua mão e a ajudou a levantar. Você é linda!, sussurrou ele no ouvido dela.

Giovanna ficou como um tomate. E aquilo não desceu muito bem para Jonatas, que ainda permanecia irritado e ciumento.

O menino bateu a porta do banheiro e voltou para o lugar onde todos estavam acomodados.

Jonatas abriu a porta do banheiro e olhou para os lados e não viu nada. Fechou a porta atrás de si e continuou andando com o grupo.

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A visão de Bruno estava horrivelmente perturbada. A única coisa em que se lembrava, antes de desmaiar, era que havia um garoto louro de olhos claros, que ele podia jurar em ser o Lucas Valadão, que estava sentado ao lado dele. Ele se lembrava também de uma música, que ele assimilou ser Find You, do DJ Zedd.

Make them dance
Just like you
'Cause you make me move
Yeah, you always make me go

I'll run away with your foot steps
I'll build a city that dreams for two
And if you lose yourself
I will find you

Mas naquele momento, a única coisa que ele conseguia ver era um vaso, uma pequena pia e poças de gostas de sangue em todo o chão.

Ele estava num banheiro. No mesmo banheiro de onde o menino louro, que bateu com a porta na cara da Giovanna, saiu.

Bruno estava pendurado em uma cadeira no teto do banheiro. Com cortes no rosto de onde pingava sangue e mais sangue. Cordas prendiam os membros dele, com as pernas e os braços da cadeira. Ele não podia se movimentar, pois a corda que estava prendendo ele com a cadeira era um tipo de lamina. Se Bruno se mexesse um pouco que fosse ele iria se machucar. E muito.

Estava certo que era Valadão. Aquele idiota que mexeu com o sonho de Bruno. Que o provocou.

Bruno estava certo de que aquele garoto não era normal ou mesmo do bem.

Mas não era possível ele ser ‘V’. Até porque ninguém conhecia ele antes daquele dia da viagem.

Uma esperança pra Bruno aconteceu. Alguém abriu a porta e ele percebeu quem era. Jonatas. O seu melhor amigo estava ali para salva-lo.

Mas ele apenas olhou para os lados, e Bruno não podia gritar, estava com um fita na boca. Jonatas continuou a correr os olhos pelo banheiro e depois, fechou a porta atrás dele. Bruno ouviu a voz dele dizendo: Estranho. Muito estranho.

Ele caiu em lágrimas, que se misturaram no sangue e caiam juntos com mais força e rapidez no chão.