Notas iniciais
José voltou! Será que ele será a causa de novos problemas para os jovens? Confira tudo no episódio 12 da segunda temporada de Leis Renovadas!

– Meus colegas de casa! –José largou as malas no chão e foi apertar a mão de Bruno. – Faz muito tempo mesmo, olha como você está maior!

Bruno não fala sequer uma palavra.

– Olhe o seu cabelo! O topete está maior e mais ajustado. –José mexe no cabelo dele.

Todos olham para Bruno sem entender.

– Você estava no avião quando estávamos indo para Palms, certo? –Jonatas move a cadeira para mais próximo do corredor.

José se cala e olha ao redor. Ele senta no sofá da sala, acomodado.

– O que você está fazendo aqui? –Bruno finalmente se manifesta.

– Você o conhece? –Giovanna fica abismada.

– Felizmente sim. Ele me conhece. –José fala do sofá, já pegando o controle remoto da TV.

Bruno anda até a sala e joga o controle na parede. O item se desmancha na parede, fazendo cair no chão pilhas e pedaços:

– O QUE DIABOS VOCÊ VEIO FAZER AQUI?

– Vim passar o ensino médio com o meu amigo de infância. –José sorri.

Giovanna e Jonatas se entreolham confusos e surpresos.

– Me diga agora. –Bruno respira. – Responda antes que eu faça o vidro da janela se despedaçar em você.

– Mas que tanta raiva é essa, maninho? –José levanta do sofá e fica cara-a-cara com Bruno. – Acho que os cacos da janela vão voar sobre você já, já, e não sobre mim...

Justin passa pela janela no segundo que José, de costas para ele, tirava uma faca de dentro do bolso de trás.

A cena acontece muito rapidamente pelos olhos de Justin. Bruno desfia da primeira facada e alguns vultos entram para segurar José e impedir. Mas ele se solta e volta a atacar Bruno. A segunda facada atinge o braço de Bruno e o corta.

O sangue escorria por todo o braço e respingava para todos os lugares. Bruno tentou uma rasteira no garoto mas foi em vão, ele foi atingido novamente.

Justin pula pela janela, estilhaçando ela totalmente. Os vidros voam para todos os lados da sala de estar.

Ele segura José pelas costas e aperta o pescoço dele. José reage e soca o estômago de Justin, fazendo ele recuar por alguns segundos.

Bruno, antes caído no chão, se levanta rapidamente e segura José pela blusa e o lança contra a parede. As meninas estavam escondidas atrás da coluna do corredor. Jonatas estava na cozinha procurando loucamente um controle que apitaria se clicado. Foi cedido a eles quando entraram na casa. Era como um alarme.

José consegue desviar do soco de Bruno mas acaba encurralado por Justin.

– O que você quer aqui? –Bruno grita apertando a ferida no braço. – Suma daqui! Por favor! Pelos anos que passamos! SUMA! VAI SER MELHOR! –Ele berra enquanto se ajoelha no chão de cansaço.

– Não adianta esconder a verdade deles. Uma hora todos vão saber que você é um... –José se interrompe quando Bruno grita.

– Eu não fiz nada do que me acusaram, José! –Bruno grita.

– Então por que ficou com aquela cara quando me viu? –José ri, com o lábio cortado.

– Porque você não voltaria atoa. E eu sabia que alguém tinha te contado algo. –Bruno se levanta aos poucos e solta a ferida.

Justin estava atrás de José ainda. Aguardando qualquer reação no diálogo.

– Me contado que você não apenas torturou um garoto no porão da sua casa, mas como também mentiu sobre ir para Nova York? –José revela os motivos da sua presença, sem perceber. – E que no tempo que estava fora, estava de volta a nossa cidade natal?

Giovanna saí de trás da coluna:

– Pensei que você era de Atlos.

– É ingênua, há muitas coisas ruins que você não sabe sobre seu amigo. –José aponta para Bruno. – Mas agora eu voltei para fazer uma única pergunta. Qual foi o motivo de você ajudar o tal do Gouveia a fingir uma morte e dar suporte a ele?

Naquele momento, tudo o que todos estavam fazendo parou sozinho. As paredes da casa pareciam desmoronar na cabeça de Bruno. Tudo estava parando de fazer sentido naquela casa. Naquela vida.

– Eu não devo explicações a você, seu imundo! –Bruno berra e cospe no rosto de José.

José limpa o cuspi e seca o rosto com a blusa manchada de sangue:

– Imagino já o que Atlos inteira vai pensar sobre você quando eu falar para o Prefeito da cidade...

Ele é interrompido por uma bala que atravessou o lado direito da sua perna.

José cai ao lado de Bruno. Os olhos de Bruno estavam cheios de ódio e raiva transbordando no lugar das lágrimas.

Vinicius estava do outro lado da cozinha com uma arma em mãos, apontada para o lugar aonde eles estavam.

Justin fica atordoado e pula ao lado de José, quase desacordado.

– Ele está respirando? –Carol surge na sala rapidamente.

– Sim. –Justin responde.

– Vou chamar alguém! –Giovanna anda pela sala mas para quando Bruno grita:

– PARE! Vai ser pior.

– Pior vai ser continuar nesse inferno que está sendo. –Giovanna retruca.

– Eu vou explicar tudo para todos! Não fui eu que ajudei o Gouveia, eu juro! –Bruno parecia implorar por perdão.

Vinicius chega perto de Bruno, Justin e José e aponta a arma para José:

– Ninguém ameaça um dos meus amigos. Ele não deve nada a você vivo, nem morto. –Vinicius atira novamente.

Não havia balas suficientes. O tiro não saiu e José continuou na mesma situação.

– Essa história é o de menos agora. Precisamos arranjar uma saída! –Jonatas fala, ao se aproximar.

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Os minutos se passaram e nenhuma ideia vinha em mente para eles. Até que a porta da cozinha se abre, e uma pessoa encapuzada e com uma espécie de jaleco entra.

– A ajuda será bem-vinda? –Catete descobre o rosto.

– Graças a Deus! –Giovanna da pulos de alegria no meio da sala.

Catete não diz nada, e nem olha para nenhum deles ao atravessar a sala. Ele apenas pega o corpo desmaiado de José e o carrega até a saída.

– O que você vai fazer com ele? –Bruno levanta do chão. – Não vai mata-lo, certo?

– Claro que não. Cuidarei dele e não permitirei que ele incomode novamente. –Catete responde, parado na porta da cozinha. – As vezes é útil ficar escondido por aqui e observar.

Mas antes que Catete fechasse a porta, Maylison para atrás dos jovens e berra:

– JOSÉ! NÃO TOQUE UM DEDO NELE! –E depois disso, e atingida por um dardo no pescoço, e desaba no chão.

Os adolescentes param e olham para ela caída no chão e ficam sem reações nenhuma. Apenas alternando o olhar entre ela e Catete.

Ele assubia para fora e mais 4 pessoas, vestidas como ele, entram e pegam o corpo, também desacordado de Maylison.

– Cuidaremos deles e não permitiremos que eles saiam por aí, até vocês estarem prontos! –Catete diz enquanto caminha para as árvores.

A porta da casa se fecha.

– Tudo bem, agora Bruno vai ter que nos explicar algumas coisas. –Ana cruza o braço na direção de Bruno.

Todos afirmam.

Notas finais
Próxima semana: Episódio inédito.