Leis Renovadas: Realeza, Temporada 2
15 Acredite
Havia pouca luz na sala de biologia de Campus Atlos. A única iluminação vinha de uma pequena porta que dava direto para um escritório pequeno e sombrio. A porta principal estava entre aberta e com isso era possível ver uma tela de computador ligada, brilhando no rosto de alguém. A pessoa usava capuz com uma tonalidade de roxo. Imagens diversas passavam na tela, desde fotos bonitas do Campus, até uma série de acontecimentos fatais. Aos poucos que a pessoa começava a se adequar ao lugar de onde estava, ela começava a desfazer de seu capuz, revelando seu rosto. Vinicius parecia conturbado olhando para a tela do computador. Parecia buscar uma resposta, pelo modo como encarava as chamas nas fotos. As luzes da sala de biologia se acendem e Vinicius põe novamente o capuz e fecha todas as abas da tela. Ele se encaminha até a frente de um armário de papéis, olha para os lados, e finalmente entra. Graças a uma rachadura na porta, Vinicius consegue perceber que alguém entrou no escritório e sentou de frente para o computador, mas por muita pouca sorte ele não conseguiu avistar a pessoa, devido ao tamanho da tela. A única coisa que Vinicius notou foi que era alguém, mas esse alguém era uma menina e ela era loira. Ele se assusta ao finalmente ver quem era menina. Logo, ela o encarou no olho e tudo se apagou.
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– Somos as Kimmos! –As líderes de torcida gritavam, enquanto uma música eletrônica e rápida, tocava em todo o campo de futebol. – K-I-M-M-O-S! –Elas soletravam pulando.
Havia vários pompons balançando para todos os lados. Ana Clara ainda estava pegando o jeito da coisa. Ela tropeçou, quando pulou, em uma menina morena. A menina fez um escândalo horrível quando caiu no chão.
– 5 MINUTOS! –Gritou uma voz no meio da multidão de meninas.
As meninas foram se afastando, revelando a garota que gritou: Bianca Barbalho, a líder da torcida e a ‘’Abelha Rainha’’ do Campus. Com um cabelo loiro escuro nos ombros, e um corpo magro e esbelto ela parou na frente de Ana Clara, sentada no chão com as mãos no joelho.
– O que diabos foi isso? –Bianca põe as mãos na cintura e joga seu cabelo para trás.
– De-e-esculpa, eu só tropecei. –Ana Clara se justifica.
Bianca não diz nada. Apenas a encara com um ar de desprezo e nojo. Bianca estala os dedos e uma menina põe o óculos de sol no rosto dela.
– Se você quer ser uma de nós, não pode haver tropeços. –Bianca ajeita o óculos enquanta fala com Ana, que se levanta lentamente. – Nós nunca erramos. Nunca. –Ela sorri para Ana. – Essa palavra não existe para as Kimmos.
Bianca vira de costas e desfila até a saída do campo de futebol, seguida de mais duas meninas. Ela para no meio do caminho. Vira para Ana Clara, ainda sem reação, e diz:
– Não erra na próxima!
Ana bate as mãos na saia para tirar a poeira. Carol se aproxima.
– Acho que você não começou muito bem, né? –Ela da um soco no ombro de Ana. – Relaxa, é só o começo.
– Ah sim, obrigado, ajudou muito! –Ana da uma risadinha.
Carol chama Ana para conversar nos bancos do campo de futebol.
– As meninas que estavam perto de mim estavam falando dessa Bianca. –Carol começou. – Ela meio que a se acha a ‘’Rainha’’ do campus porque é rica e bonita. Ela é tão egoísta quanto aquele Joshua, disseram até que eles já namoraram. Mas os dois são tão arrogantes que não se aguentaram.
– Imaginei.
– E aquelas duas amigas dela, são meio que suas ‘’seguidoras’’ e algumas pessoas contra elas, as chamam de ‘’As Três Vadias’’.
– Essa história de menininhas populares egocêntricas é tão seriado americano. É algo chato de se ver. –Ana ri e levanta do banco. – Mas estou pronta para o que vier.
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Bianca Barbalho caminhava pelo Campus com suas duas aliadas, Bruna e Ellie. Por onde elas passavam, os meninos olhavam e as meninas faziam cara de nojo. Algumas até ficavam admiradas com as meninas.
Uma garota se aproximou dela com uma câmera.
– O que você quer dizer sobre o baile do final do ano? –A repórter adolescente do campus, perguntou.
– Obviamente serei a rainha novamente. –Bianca continou andando, enquanto a garota seguia.
– Mas e o príncipe? Após rumores do término com Joshua, as pessoas estão comentando que você pode não vencer novamente. –A repórter falou e Bianca parou, olhou para a câmera e disse:
– Nunca precisei de homem para vencer em nada. Faço as coisas sozinhas. –Ela estalou os dedos para que Bruna tirasse a repórter dali.
Elas continuaram caminhando.
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Bruno estava sentado em baixo de uma árvore, pensando e escrevendo. V havia mandado uma mensagem recentemente sobre um dia em que poucos poderiam saber o que se passava. Não havia provas suficientes.
– Você anda muito pensativo. –Justin senta ao lado de seu amigo.
– É só besteira. –Bruno diz, enquanto fecha o caderno.
– As coisas mudaram muito desde que você e seus amigos se transferiram. –Justin pega o caderno das mãos de Bruno. – Eu só queria entender.
Bruno pega de volta o caderno.
– Vai ser pior se você souber.
– Mas só assim eu saberia como ajudar.
– Não tem necessidade. –Bruno fala enquanto põe o caderno na mochila, e a fecha. – Acho que estamos bem.
Justin esfrega aos mãos na cabeça:
– Estar bem é quase ser assassinado por um garoto esquisito?
– Graças a você, isso não aconteceu. –Bruno tenta tranqüilizá-lo.
– Eu me pergunto ‘’E se eu não estivesse lá?’’. –Justin diz.
– Eu não estaria aqui. –Bruno fala enquanto uma respiração forte saí. – Obrigado.
Justin levanta e ajuda Bruno a levantar também.
– Há uma coisa que eu não contei para você, Bruno. –Justin fala pensativo. – Mas só posso falar se você me contar toda essa história estranha.
Bruno olha para todos os lados, V poderia estar ali.
– Eu confio em você. –Ele suspira. – Eu conto.
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Giovanna estava no refeitório do campus, esperando que Jonatas chegasse para o encontro. Eles haviam marcado aquele momento para que Jonatas contasse a ela o motivo de não ter consiguido a vaga no time de futebol.
Já haviam se passado 30 minutos desde a hora marcada. Giovanna se despreocupou, pois na cabeça dela uma pessoa de cadeira de rodas poderia demorar alguns minutos a mais para se arrumar ou coisa do tipo.
Giovanna desbloqueou o seu telefone e ficou admirando por longos 5 minutos a proteção de tela: Ela, Jonatas e Bruno, abraçados de costas. Ela queria não acreditar nas coisas que José falou na noite que houve toda aquela confusão na casa, mas as coisas se encaixavam muito bem. Mas, no fundo de seus pensamentos mais claros, Giovanna ainda tinha fé de que Bruno não estivesse envolvido falsa morte de Gouveia. Ela não sabia nem o que aquilo poderia significar.
Giovanna adormeceu á espera de Jonatas, e se perdeu nos seus sonhos.
Alguns minutos depois Giovanna acordou em um lugar escuro. Ela passou a mão nos olhos diversas vezes acreditando que o problema de não estar enxergando nada, era que ela ainda estava sonolenta.
Depois de um click! A luz se acendeu.
Ela estava em uma pequena sala com uma geladeira pequena em um canto, uma cama de madeira no outro, e um laptop em uma cabeceira.
Sons de passos começaram a apavorar Giovanna. Ela tampou os olhos.
Uma pessoa entrou na sala, ela sentiu.
– Olá pequena garota. –Uma voz feminina, desconhecida, falou.
Giovanna não destampou os olhos.
– Você é uma fofa resistindo. Tão fofa quanto a sua amiguinha. –A mulher ajoelha na frente de Giovanna. – Fernanda.
No momento que Giovanna ouviu o nome da amiga ela destampa os olhos e corre em direção a porta, passando rapidamente pela mulher.
A porta se fecha quando Giovanna chega perto.
– Não, não. –A mulher fala.
Giovanna continuou de costas para a mulher, procurando algo na porta que pudesse fazer com que ela abrisse.
– Meu nome é Tori. –A mulher andava pela sala pequena. – Nós já nos vimos uma vez, não se lembra? Quando eu fui buscar sua amiga, Fernanda, para levá-la para Ravensdeep.
– Você não sabe NADA sobre ela. –Giovanna dispara rapidamente cara-a-cara com Tori.
O tempo parecia não ter passado tanto para Tori, que ainda possuía um corpo sedutor e escultural. E incríveis cabelos loiros que combinavam com o vestido preto colado no corpo.
– Acredite, sei mais do que você. –Tori se afasta.
– O que você quer de mim? –Giovanna treme ao falar.
– Não é sobre o que eu quero de você. –Tori sorri para Giovanna. – Eu quero VOCÊ!
No mesmo momento que Tori termina a frase, um homem corpulento tampa a cabeça de Giovanna com uma sacola preta.
– Levem-na! –Tori berra. – Precisamos sair daqui o mais rápido possível.
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Lucas Almeida estava guardando os livros na sua mochila enquanto andava pelo Campus. Desajeitado, tropeça e derruba tudo para todos os lados.
‘’As Três Vadias’’ estavam indo na direção de Almeida e Bianca tropeçou em sua perna.
No primeiro momento ela solta um grito fazendo com que todo o Campus a ouvisse.
– Quando o diretor vai parar de permitir babacas a entrarem nesse colégio. ESTOU CANSADA DE VER GENTE IDIOTA NA MINHA FRENTE. –Ela grita para Almeida. – ESTOU CANSADA DE BABACAS RIDÍCULOS.
Ela chuta um dos livros de Almeida, que estava de cabeça baixa, ouvindo ela falar.
– A única babaca aqui é você. –Joshua interrompe Bianca de falar mais uma besteira.
Almeida escuta a voz dele e levanta, ainda de cabeça baixa.
– Quem é você, seu idiota? –Bianca grita novamente.
– O único que manda nessa merda de colégio. –Joshua aponta para a grama. – Você é uma estrelinha procurando uma fama.
– Foi por isso que eu não continuei com você, estrelas encontram uma a outra. E você já está apagado, amorzinho. –Bianca chama as suas amigas e vira de costas e começa a andar desfilando novamente, como se nada tivesse acontecido.
Joshua abaixa para pegar os livros de Almeida.
– Não precisava disso tudo. –Almeida comenta enquanto organiza o material, na grama.
– As vezes é bom fazer uma boa ação em público. –Joshua sorri. – Não acustuma, Meida, não vai ser toda hora assim.
Almeida olha para Joshua e dispara:
– Já te falei que não quero que me chame assim. Não somos mais amigos.
– Claro que somos. –Joshua ri e olha para os lados.
– Você escolheu a ‘’fama’’ ao amigo estranho. –Almeida tira os livros da mão de Joshua.
– Eu não escolhi. –Joshua tenta acalmá-lo.
– Tudo bem. –Almeida sorri. – Tenho que ir, não quero que as pessoas me vejam com alguém tão idiota. –Ele dá as costas e caminha para longe.
Joshua soca a árvore que estava perto dele. O soco dói e ele geme de dor:
– Que raiva!
Ele sacode a mão e o no mesmo momento seu telefone apita. Era uma mensagem não lida.
‘’Ora, Ora, Ora, então é verdade quando dizem que até os mais fortes tem seu ponto fraco... Adorei a história sua e de seu amigo. Acho que mais pessoas deveriam conhece-lá.’’
–V
Joshua olha para os lados, assustado:
– Mas que diabos é V?
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Beatriz Costa estava sentada na sua cama, em seu quarto, olhando para as fotos no mural. Lá estavam diversas fotos de momentos felizes e com amigos dela. Mas uma foto em especial chamava mas a sua atenção, ela e sua amiga de infância.
– Bianca. –Ela sussurra ao passar a mão na foto. – Faz tanto tempo.
Carol Veras entra no quarto e Bia se joga na cama.
– Desculpa, estou interrompendo? –Ela pergunta.
– Não, não. –Bia diz, carinhosamente.
– Sabe que depois que fecharam a casa onde eu morava eu fico totalmente perdida nos quartos? –Carol ri enquanto fala.
Bia ri também, para não deixar Carol sem graça.
– Você estuda aqui a muito tempo? –Carol pergunta, abrindo seu armário.
– Não. Estou no primeiro ano. –Bia sorri. – Fui transferida de outro colégio. –Ela é interrompida quando uma movimentação de gente passa pela janela do quarto. – O que está havendo?
Carol corre pela porta.
Bia a segue.
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Uma multidão de gente estava aglomerada no meio de uma pracinha.
As pessoas estavam comentando sobre morte.
Bianca chegou com uma vestimenta rosa estravagante e uma bolsa Chanel. Ela fazia com que as pessoas saíssem da sua frente, para ela poder ver havia acontecido.
Bruna estava estirada no chão, em uma poça de sangue.
Bianca gritou ao ver uma de suas amigas no chão, morta.
Havia marcas de tiro na barriga e na cabeça. O rosto da menina estava coberto de sangue.
Bruno também olhou a menina no chão e de relance viu alguém de casaco e capuz roxo correndo para um beco.
Ele foi atrás.
O vento estava gelando os cabelos castanhos de Bruno e fazendo com que ele tremece.
Finalmente, Bruno estava no mesmo lugar que a pessoa de capuz roxo. Ele sabia que quem estava de costas para ele era V. Aquela pessoa que eles tanto temiam por muito tempo. A verdade estava pronta para ser revelada.
Quando Bruno toca o ombro da pessoa, ela se vira revelando o seu rosto.
Justin estava com os olhos enxados de tanto chorar, com lágrimas escorrendo pelo seu rosto e sua blusa branca estava toda manchada de sangue, incluindo as suas duas mãos, que seguravam uma arma.
– Eu-u-u. –Ele chorava, se aproximando de Bruno.
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