Notas iniciais
Hey, pessoal!!! Feliz ano novo!!! o/ Tudo de maravilhoso agora em 2013! Muito Klaroline, saúde, sucesso e paz!!!

Bem... Eu to passando rapidinho, porque ainda tenho que dar uma saída. Então... Assim que eu voltar, eu respondo os reviews, ok?! Obrigada a cada uma, de verdade.

E... Aqui segue mais um capítulo. Um curtinho, mas tá valendo.

Beijos, e se cuidem!! ^-^'

De todas as formas que Caroline havia imaginado sua primeira viagem para qualquer outro lugar afora de Mystic Falls, nenhuma delas fora imaginada sendo feita ao lado de seu maior inimigo.

Klaus parecia divertindo-se ao passar as páginas daquela revista, provavelmente, imaginando formas sádicas de matar outras pessoas, enquanto Caroline apenas estava ali, entediada, olhando através da janela do avião. Estavam sentados um pouco atrás das asas, ela desejou internamente que ela pegasse fogo e o avião caísse. Provavelmente, ela morreria, se livraria daquilo e Klaus não. E ao dar-se conta disso, percebeu então que não valia a pena torcer por uma morte, já que essa seria a sua.

– Seus pensamentos são tão barulhentos... – comentou Klaus, desviando sua atenção das páginas, para olhar Caroline, que agora virara para ele.

– E no que eu estou pensando, então? – murmurou ela, soando mais como uma criança emburrada. Klaus sorriu, deixando a revista totalmente de lado, e cruzando as pernas, ele se esticou um pouco para pegar champanhe à sua frente e o bebericou, ainda que sem tirar os olhos de Caroline.

– Sobre como não queria estar aqui. – disse ele. Caroline sorriu, quase que sem querer.

– Errado. – rebateu ela, pegando champanhe também e o bebericando. Ela tirou uma mexa do cabelo loiro e grosso da frente do rosto, colocando-o atrás da orelha e virou-se para Klaus, com aquela expressão que havia tornado-a a Miss Mystic Falls. Fazendo o sorriso de Klaus tornar-se torto e admirado. – Eu estava pensando em como se o avião caísse, você não morreria. Mas eu, por outro lado...

Ele gargalhou, de forma divertida, uma risada que era agradável de escutar, Caroline percebeu. Ele arqueou a cabeça para trás, fazendo-a corar.

– Definitivamente. – seu sotaque destacou-se naquela palavra. Caroline, por sua vez, segurou-se para não soltar qualquer piada ou resposta malcriada. Voltou sua atenção para a janela, ignorando as longas horas de voo. Ignorando Klaus.

[...]

Após longas horas, nada parecia estar agradando muito Caroline. Então, ela apenas levantou-se do assento, sem ao menos olhar para trás. Ainda que pudesse sentir os olhos questionadores de Klaus às suas costas. Ela perguntou a uma aeromoça onde se encontrava o banheiro, e a mulher respondera prontamente que ficava no final do corredor. E ela seguiu.

Fechando a porta atrás de si, Caroline sentiu-se desabar. Estava pronta para chorar e desistir daquilo tudo. Poucas horas depois, pensou ela. Mas ainda era estranho aquele acordo. Um sacrifício que ela nem ao menos sabia se valeria a pena.

Ainda sentada no chão de metal do banheiro, ela pegou seu celular do bolso e digitou uma mensagem para seus amigos. Principalmente, para Stefan.

“Estou o.k., avise a Tyler sobre a mãe dele, mas não conte sobre eu ter ido embora com Klaus. Xoxo”

Após salvá-la para que enviasse assim que saísse do avião, Caroline se encaminhou até a pia e jogou uma água sobre o rosto, esfregando-o com as mãos. Sentia-se tão exausta. Sem contar na sede que começava a surgir, mas lutou o máximo que pode contra ela.

Encarando ao espelho e perdida em pensamentos, Caroline foi arrancada de seu mundo particular e de fugas com uma batida sobre a porta. Ela recoou, quase nunca era pega de surpresa assim... Caminhou até a porta.

– Está ocupado! – ela disse para a pessoa do lado de fora. Outra batida soou. – Eu disse que está ocupado... – ela abriu a porta, irritada. Dando de cara com um Klaus com uma expressão não muito boa.

– Você está bem? – perguntou ele, adentrando a pequena cabine. Ela apenas se afastou, dando um passo para trás.

– Sim. – ela disse, tentando ao máximo manter uma expressão despreocupada. Havia aprendido a mentir bem, mas talvez, não o suficiente. Klaus levantou sua mão, o que fez Caroline se questionar o que ele faria, mas então, seus dedos se estalaram e uma mulher, a aeromoça, adentrou a cabine, tornando-a ainda menor. – O que...

– Você precisa se alimentar. – disse ele, numa voz rouca e coberta pelo sotaque. Caroline o encarou por alguns longos minutos, ainda estática.

– Eu não... Não bebo direto da fonte... – ela gaguejou. Klaus revirou os olhos, parecendo impaciente. Klaus em um instante, estava mordendo o pescoço da mulher, deixando o sangue escorrer pelo ombro e molhar o uniforme.

– Se você não beber dela, vou matá-la – ele disse. – Você escolhe...

A mulher apenas os encarou, apavorada demais para emitir qualquer som além do baixo choro. Caroline se perguntou se ele realmente a mataria, mas não duvidava. Klaus havia matado pessoas por menos. Então, dando um passo a frente, ela segurou a mulher pelos ombros, olhando-a nos olhos e dizendo as palavras seguintes:

– Não vai doer. Quando terminar, você irá voltar para o seu trabalho, e não se lembrará de nada disso. – as palavras saíram naturalmente, como se a mesma acreditasse nisso. Klaus apenas assistia, e então, Caroline afundou seus dentes no pescoço da aeromoça, bebendo do líquido vermelho e cheio de vida que dali jorrava. Após alguns longos instantes, ela soltou a mulher, mordendo o próprio pulso e despejando um pouco de sangue na boca da mesma, que bebeu ainda que desgostosa. A ferida se curou e a aeromoça saiu da cabine em seguida, voltando para seu assento.

Klaus observou a vampira por um longo instante. Ainda sentindo-se um tanto que admirado pela atitude dela. Havia bondade ali, ele não podia negar... E talvez fosse por isso que ele se via tão interessado por ela. Por toda a bondade ali, sob toda a máscara de beleza.

– Eu acho melhor você parar de me olhar assim. – alertou ela, enxugando os cantos da boca, e voltando a ajeitar seu cabelo no lugar, assim como as roupas. Klaus não se mexeu. Incrédula, Caroline virou-se para ele. – O que?!

– Eu estou contente que tenha vindo comigo. – ele disse, numa voz calma, profunda e rouca. Então, foi quando Caroline notou algo. Ao salvar aqueles que ela ama, ela também estava salvando-o.

Deve ter sido difícil para ele ter passado todos esses séculos sozinho, pensou ela. E com isso, ela apenas assentiu, sentindo uma pontada de compaixão. Ela apenas balançou a cabeça, em seguida, tentando deixar aquela sensação de lado e caminhou para fora da cabine, voltando ao seu assento, enquanto Klaus a seguia.

De uma coisa, Caroline teve certeza quando se sentou de volta no seu assento; ela não poderia deixar os bons pensamentos sobre Klaus e sua vontade de que as pessoas poderiam ser melhores, substituírem a realidade. Klaus sempre poderia estragar tudo. Como sempre fizera.

Com um suspiro pesado, tudo o que ela quis foi que o maldito destino chegasse logo, para que então, ela pudesse descansar, com sua guarda baixa.