Notas iniciais
Olá, Sweethearts ! Bem... Como estão?! Como estão lidando com esse maldito hiatus de uma vida inteira ~ eu sei, eu sou dramática ~ Estão esperando muito para dia 25 de abril ~senão me engano, é essa data a data de estréia do Spin Off de TVD - The Originals ~ eu pulando de emoção o/
Bem, eis mais um capítulo. Acabou de sair do forno, divirtam-se. Até lá embaixo.

Aquela era a segunda vez. Talvez última... Na qual Caroline se viu naquela situação chata de viajar. Não que não gostasse de fazê-lo, porque... Por Deus, adorava, mas o fato era: o quanto mais tempo passasse com Klaus, mais facilmente as coisas se repetiriam. Tais como o ato de algumas noites atrás.

Ela jogou água no rosto, se sentindo terrivelmente cansada. Toda vez que fechava os olhos, lembrava-se do rosto de Tyler. Respirou fundo, fechando os olhos com força, não querendo encarar nada, até que tudo o que pode ver foi seu reflexo.

– Ótimo, Caroline... Estamos num caminho maravilhoso. – resmungou ela. Ao fechar a torneira, ela apoiou sua cabeça contra a porta. Outra vez, tudo estava começando a sufocá-la, e ainda havia Klaus... Sempre a razão dos seus problemas. Ele estava do outro lado, sentado, assistindo impacientemente até que o avião aterrissasse. Provavelmente, planejando como se livraria de Tyler, ou de quem quer mais que fosse.

A sensação em seu peito não era nada boa. Aquilo a esmagando. A destruindo por dentro... Porque havia aceitado toda aquela merda para si, mesmo? Escorregou até o chão, sentando-se ali. O choro veio, alto, de dentro de sua garganta.

– Caroline? – ela escutou o som da voz, do outro lado da porta. – Está tudo bem?

– Me deixe em paz... – ela disse, numa voz baixa, mas tinha certeza que ele a havia escutado. Ele sempre o fazia. Sempre compreendia o que ela falava. E aquilo era angustiante.

– Abra a porta! – ele ordenou. A raiva que borbulhou dentro dela foi imensa. Era culpa dele! Dele e de suas malditas ordens! Se as coisas estavam daquele jeito, se as pessoas haviam morrido, era culpa dele. E ela estava cansada daquilo. Extremamente cansada. Ela se levantou, sentindo a raiva pulsante, abrindo a porta, com punhos cerrados. – Você está bem...?

– Do que interessa?! É tudo sua culpa, Klaus! Cada maldita coisa que está me acontecendo! Eu odeio você! – ela lhe apontou um dedo. – Você e toda essa sua merda de querer ser melhor. De querer ordenar tudo e à todos! Você vai acabar sozinho, sem ninguém para amar, ou que te ame. Sua família lhe quer morto. Por isso você os mata antes que eles possam agir contra você. Você é um monstro!

Ainda que tivesse dito coisas similares antes, aquelas palavras eram como um lavar de alma. Ela queria continuar, queria ter o prazer de concluir o maldito plano de Katherine, de mandá-lo para o inferno. E viver em paz...

– Não é a você quem eu quero! Nunca será você! É Tyler! Ele quem eu amo, quem eu sempre vou amar... E ainda que eu esteja aqui, com você, que não estejamos juntos, é ele quem eu sempre vou amar – continuou ela. Passou os dedos pelo cabelo loiro, bagunçando-o para trás. As lágrimas descendo compulsivamente. Klaus cerrou os punhos, todos os seus músculos rígidos.

– Se você realmente se importasse com ele, teria ido embora com ele. Não comigo. Não teria ido para a cama comigo. Teria chamado o nome dele, não o meu enquanto você gozava – ele bateu sobre o peito, sua voz alterada, repleta de raiva. – Foi com o meu, não o dele. Não seja estúpida, Caroline! Você não queria estar com ele... Você nem ao menos sabe se ainda gosta dele! Porque, sejamos sinceros... Se o amasse, primeiramente, não teria vindo, teria ido embora com ele, teria o ajudado a superar a morte da mãe dele. Não teria ido para a cama comigo, e não sentiria pena de si mesma nesse momento!

– Meu Deus... – ela balbuciou, exasperada, afastando-se dele, bagunçando ainda mais os cabelos loiros. Sentindo-se tão miserável.

– O que? – Klaus soltou uma risada amarga, fazendo-a olhar para ele, com punhos cerrados. – Deixe-me dizer uma coisa... Você não é como Elena. Você não é ela. Eu não sou Damon, muito menos Stefan. Eu não vou compreender quando você for para cama com um e se sentir arrependida depois, achando que foi a pior coisa do mundo, mas adorou quando estava lá. Eu não vou fazer coisas ruins por bons motivos. Eu não vou aceitar ou passar a mão na sua cabeça quando Tyler descobrir que você dormiu comigo e te desprezar. Eu vou estar aqui, mas não à sua disposição... Você precisa fazer suas escolhas, Caroline. Eu tenho todo o tempo do mundo, eu vivi mais de mil anos para saber o final disso... E acredite... Não sou eu quem acaba morto.

Ele deu as costas, deixando-a lá, encarando o vazio. As lágrimas só pareceram aumentar à medida que processava tudo o que ele havia dito. E se ele estivesse certo? E se ela estivesse tentando ser como Elena? Caroline não tinha tempo para sentir pena de si mesma, tinha que lidar com coisas demais. Tinha que lidar com o fato de que muito provavelmente nunca mais voltasse para casa, e caso voltasse, sem concluir sua “missão”, encontraria o corpo de sua mãe dentro de um maldito saco preto. Ela precisava dar um jeito em si mesma e nas coisas ao seu redor.

Voltou a se olhar no espelho do banheiro. Molhou o rosto avermelhado devido ao choro, deixando-o um pouco mais apresentável do que antes. Prendeu o cabelo em um rabo-de-cavalo, e voltou para sua cadeira. Fechando a cortina da janela ali, fechando os olhos e tentando dormir — ou bem, fingindo fazê-lo. Ela podia ver, se abrisse um pouco mais os olhos, Klaus encarar a frente, com suas pernas cruzadas, numa expressão provavelmente horrivelmente irritada. Mas não seria ela quem o pediria desculpas. Não havia um porque. Ele, há minutos atrás, havia provado para ela que ele sabia se defender, muito mais do que ela. Respirou fundo.

Existia uma expressão que sua mãe costumava usar: Se está no inferno, abrace o diabo. E era basicamente isso que ela precisava fazer. Era isso que devia fazer. Se queria tanto salvar a vida daqueles que amava, precisava dar um jeito, começando com uma das razões de estar ali.

Ela se levantou, caminhando até o assento dele, sentando-se ao seu lado. O híbrido virou o rosto para o outro lado, ignorando-a.

Ainda que ser rejeitada fosse difícil, e por mais orgulhosa que fosse, precisava dar um jeito. Precisava começar consertando as coisas longe, em Mystic Falls.

– Podemos fazer um acordo? – ela tentou, sua voz baixa. Klaus apenas balançou a perna, impaciente e infantil. Revirando os olhos, Caroline sentou-se na cadeira de forma que pudesse estar totalmente de frente para ele, que mantinha sua mandíbula cerrada. – Olha... Eu sei que está irritado. Eu também estou. Eu definitivamente quero colocar fogo em você nesse instante, mas eu preciso que faça algo por mim, Klaus... Eu preciso te contar algo.

Nenhuma resposta.

– Eu sei onde está Katherine Pierce – soltou. Um longo instante se passou, sem nenhuma resposta do híbrido, até que, subitamente, ele se virou, com uma expressão fria, mesclada ao desprezo. Era um bom sinal, concluiu Caroline. – Ela está em Mystic Falls.

– E? – perguntou ele, indiferente.

– E... Bem, ela planeja matá-lo. – soltou a loira. Uma risada soou, fria. Klaus sorriu sombriamente para Caroline.

– Impossível. Eu não sei se você se lembra, mas... Eu não posso morrer... E caso isso aconteça... Todos os vampiros que você conhece, começando por ela, irão para o inferno, comigo – disse ele, sorrindo.

– Eu sei. Mas existe a cura. Ela quer usá-la. Em você. Matá-lo em seguida e...

– E porque está me contando isso, mesmo? Eu tenho certeza que não é por preocupação, Caroline, afinal, você deixou clara a sua vontade de me ver no inferno. – observou ele. Ela engoliu em seco.

– É diferente... Ela...

– Inventou todo o plano louco de você vir me mandar para um caixão e blá, blá, blá. Essa história já está manjada. E eu já sei há muito tempo dela. Mas ela estar em Mystic Falls é, digamos que... – ele procurou a palavra certa. – Interessante... Mas não, eu não estou interessado. Na realidade... Estou mais interessado em quem vou dessecar. Katherine ou Elena... Já que a cura só serve para uma...

Caroline sentiu seus punhos se cerrarem. Outra vez, perdendo qualquer autocontrole e sentindo vontade de bater nele. Em arrancar o maldito sorrisinho arrogante dos lábios.

– A cura será usada em você! E eu vou assistir, Klaus... Você morrer por nunca escutar ninguém, além de si mesmo. – disse ela, se levantando e voltando para sua cadeira, sentindo o peito queimar em ódio.

– Não, Caroline. É aí que você se engana... – ele disse, fazendo-a parar, apertando o encosto de uma das cadeiras ali. – Eu já me certifiquei disso. Se eu for curado, todos da minha linhagem irão. E mais... Se eu morrer, eles também irão.

O pouco sangue que lhe restava, gelou até a última gota. Aquele era um daqueles momentos aos quais, Caroline tinha certeza de que todos estavam terrivelmente perdidos. Ou à meio passo disso.

Notas finais
Cara, eu não sei... Eu não consigo compreender como vocês, santas almas, não se irritam um pouco com a Caroline aqui. Sério... Eu às vezes, tenho vontade em bater em mim mesma por conta disso.
Mas bem... Eu queria agradecer à cada uma de vocês! Das que comentam, dos fantasmas ~eu acho fantasmas importantes, (isso me lembrou o Jeremy T_T), e tal ~ das recomendações, marcação à favoritos e tudo mais. Obrigada, mesmo. Eu me sinto tãoooo feliz com vocês, quando eu leio as recomendações e comentários ~ ignorem o fato de que eu sou a mãe da preguiça (como diz minha mãe em relação à mim) e não respondo o reviews. Eu realmente me sinto culpada, eu vou tentar responder todos... Acho que pelo menos, até o final de semana que vem, do jeito que sou lerda, eu termino de responder a todos.
Bem, quem quiser me adicionar no facebook, pode, eis o link: http://www.facebook.com/JulianaG.Oliveira1 , tia vai aceitar ocês! :3
Bem, eu já vou indo, eu ando com sérios problemas de açúcar no sangue pela madrugada T_T
Até a próxima!! Beijo do Klaus para vocês. :3 Se cuidem.