Notas iniciais
Hey, pessoal! Então... Tudo bem com vocês?!

Bem, desculpem-me a demora. Últimas semanas de aulas. ~é, eu sei... As que ainda estudam estão voltando as aulas, e eu terminando as minhas. ~ e bem... Foi uma coisa bem complicada. Mas... Deu tudo certo, espero. '-'

Então, né... Eis o capítulo. Não sintam raiva de nenhum dos personagens, principalmente a Caroline u.ú ~ ela é fofa! Bem, é isso... Eu acho.

Sejam bem vindas, novos leitores!!! :3 E boa leitura!!!!

Ao contrário de Klaus, Caroline não havia pregado os olhos. Ela podia sentir o cheiro dele impregnado nos lençóis de forma tão concentrada que o fazia parecer parte da mobília ou algo do tipo. Parte dela...

Pegara-se pensando em como seria ir para a cama com ele algumas vezes. Poucas... Mas mais do que poderia contar nos dedos. E de repente, lá estava ela, na mesma cama que ele, que dormia de bruços, com os braços sob o travesseiro, o rosto virado na direção dela. Indefeso, concluiu ao observá-lo dormindo, tão tranqüilo, como dificilmente costumava ver. Ela poderia ter acariciado os cabelos dele, porque, bem... Ela estava com vontade. Mas ao contrário disso, ela apenas tentou relaxar, fechando os olhos e tentando dormir, mas, tudo no que conseguia pensar era em Tyler, e em como seu celular tocara a noite inteira, até ele desistir.

Com um suspiro pesado, ela levantou-se à passos leves da cama, até o banheiro, e levando o telefone consigo.

Treze chamadas não atendidas. Todas de Tyler.

Caroline molhou o rosto com água, em seguida, encarando seu reflexo no espelho. Ele parecia tão culpado. E a pior parte para ela, era perceber que realmente se sentia culpada. Eis o problema de todos os dias após algum ato não premeditado. Suspirou.

Ao sair do quarto, assistiu Klaus não mexer um músculo. Talvez, já estivesse acordado... Ninguém nunca saberia. Fechando a porta com cuidado, ela atravessou o corredor, sentindo seus pés afundarem no carpete macio e foi até o terraço da casa, do outro lado. Acreditando que assim, poderia ter total privacidade.

Assim que o alcançou, puxou o telefone de dentro de seus shorts de pijama que vestira noite passada, após Klaus adormecer. A tela parecia tão assustadora. Talvez o resultado de suas ações fosse um preço muito ruim a se pagar. Ela assistiu os pássaros voarem para o outro lado da sacada, à caminho do lago. Alguns carros buzinavam abaixo dela. Tomando fôlego, ela discou o número de Tyler, pronta para qualquer coisa. Ou pelo menos, era isso que acreditava.

No segundo toque, ele atendeu:

– Caroline?! Oh, meu Deus... Caroline? Onde você está? – a voz apressada, assustada e estridente de Tyler soou do outro lado da linha. Fazendo algo amargo remoer-se dentro do peito da jovem loira vampira. Ela respirou fundo, procurando pelas palavras certas para dizer. – Caroline? Você ainda está aí?

O que deveria dizer? Não sabia.

– Tyler... – sua voz se quebrou. Falar com seu namorado após ter dormido com outro homem, e ainda que não admitisse em voz alta, gostado profundamente, fazia com que Caroline se sentisse péssima. Tyler não merecia aquilo. – Eu... Eu sinto muito. Onde você está?

– Em Fells Chuck. – respondeu, sua voz cautelosa. – À caminho de casa. Stefan me ligou e... Bem, me contou o que tinha acontecido com a minha mãe. Eu estou voltando para aí, onde você está? Em casa?

O que deveria dizer? A verdade, uma voz estalou em sua mente. Mas a verdade o machucaria... Mas seria o melhor caminho. Não seria?

– Não, Tyler. – disse firme. – Eu não estou em Mystic Falls. Eu parti. Eu precisava resolver algumas coisas e...

– Onde você está? Eu posso ir para aí. Será melhor. – apressou-se o híbrido.

– Não! Eu... Isso não importa. Eu voltarei, eu só não sei quando... – ou se voltarei, pensou. Ela resfolegou, sentindo o ar sair lentamente pelo nariz. – Eu sinto sua falta, Tyler, mas... É necessário. Eu sei que haverá muitas pessoas nas quais irão te ajudar. E eu... Bem, eu não serei uma delas. Não no momento.

– O que você quer dizer com isso, Caroline? – ele murmurou.

Caroline se preparou para dizer as palavras seguintes. Era difícil para ela. Bem, era ainda mais difícil depois de ter feito o que havia feito noite passada, mas ainda estava disposta à consertar as coisas. Não estava? Mesmo que isso levasse a abrir mão de Tyler por tempo indeterminado, e quem sabe... Até em para sempre.

– Não podemos ficar juntos, Tyler. Eu acho melhor paramos por aqui. Eu preciso de um tempo. Eu preciso resolver coisas à fora e eu preciso saber que você entende isso. O suficiente para ficar bem...

– Você está terminando? – ele gaguejou. Cuspindo as palavras, Caroline podia vê-lo contrair o maxilar, morder a bochecha por dentro. Podia ver a raiva vinda dele. Queria poder estar lá para amenizar aquilo... Mas se estivesse lá, não estaria terminando com ele.

– Sim. – disse ela, de forma firme. Não sabia de onde toda aquela força vinha, mas agradecia por tê-la, ainda que tivesse certeza que logo mais desabaria. – É o melhor que podemos fazer. Eu só espero que você esteja bem... Que tudo fique bem até eu voltar.

Passos soou ao longe, mas não longe o suficiente. Caroline prendeu sua respiração, sentindo-se impotente, enquanto procurava alguma coisa para dizer ao híbrido, sentindo a vontade de fugir tão grande que chegava a assustar, porém, não podia, e sabia disso. Não podia simplesmente dar as costas a tudo e voltar correndo para os braços de Tyler. Isso se ele fosse querê-la de volta depois de tudo.

– Eu preciso ir. – ela suspirou alto, desligando o aparelho em seguida. Enfiou-o no bolso dos shorts de pijama, e esperou um pouco mais, ali, sob o fraco sol, entrando por seus poros e dizendo-lhe silenciosamente que tudo ficaria bem. Todavia, Caroline duvidava muito disso.


[...]


Desceu as escadas, sem ao menos se permitir ir ao seu quarto, trocar-se. Começava a sentir a necessidade de escapar de Klaus o máximo que pudesse. O que era estranho, já que em sua mente, ela podia se lembrar que estivera de acordo com o ato de noite passada. Começava a acreditar que a culpa não lhe valeria de nada, afinal, o que passou, passou.

Ela puxou uma cadeira, na mesa da sala de jantar, sentando-se tão silenciosa. Aquela fora a primeira vez na qual permitira que uma das serviçais de Klaus — que ela poderia ousar em chamá-las de escravas, já que boa parte daqueles que estavam à servido do Original, eram escravizados — lhe servir. Ela agradeceu, bebericando do café servido em sua xícara. Nem ao menos cortara um pedaço de bolo, ou pegara alguma torrada, ou fruta. Parecia que o café era a única coisa que viria a lhe cair bem naquele dia. Ou pelo menos, era o que esperava.

Fechou os olhos com força, enquanto bebericava do café quente. Tomando um gole longo. Sentindo sua garganta aquecer. Suspirou ao notar que seu estomago muito provavelmente aceitaria um pouco de comida. Se inclinando sobre a mesa, ela pegou um pedaço do bolo de chocolate ali, depositando-o no prato e comendo um pedaço, voltou-se a sentar, até que escutou os passos. Seu coração parou. O caminho do garfo até a boca parou, e antes que pudesse derrubar o talher, Caroline o colocou de volta no prato.

Logo, sentiu os lábios quentes pressionados contra o ombro desnudo. A mão lhe apertando o braço levemente.

– Bom dia... – sussurrou numa rouquidão, que fez alguns pelos da loira se eriçar. Seu coração quase explodindo para fora do peito.

– Bom dia – ela balbuciou, assistindo ao Original dar a volta na mesa e se sentar na cabeceira, com um pequeno sorriso espalhado nos lábios. De alguma forma, Caroline esperava algo dele, algo que soasse como um pedido de desculpas ou qualquer outra coisa, mas não parecia vir. E, frustrada consigo mesmo, levantou-se, andando a passos rápidos até a escada, para que em seguida, fosse para o seu quarto.

Sentando-se na ponta da cama, as lembranças de noite passada vieram a sua mente, e quanto mais pensava nelas, mais lembrava-se que todas eram reais demais. Que havia acontecido. Reprimiu um grito. Porque diabos deixou chegar a esse ponto?! Não sabia dizer. Apenas sabia da frustração.

Uma batida na porta soou. Insistente.

– Caroline? – a voz de Klaus atravessou a porta, fazendo-a quase chorar. Parecia que sua mente a estava perseguindo, pela culpa, por Klaus. A porta se abriu, e em meio segundo, ele estava à sua frente, ajoelhado. Sua expressão não muito boa beirava à preocupação. – Você está bem?

Ela apenas balançou a cabeça, negativamente, pressionando os lábios um contra o outro, mordendo-os, enquanto as lágrimas desciam pelas bochechas. Klaus levantou uma mão, colocando-a levemente sobre a bochecha da loira, enxugando as lágrimas ali. Levantou-se, sentando ao seu lado e puxando-a contra seu peito, envolvendo-a em um abraço apertado.

– Shh... Está tudo bem, meu amor – sussurrou. E como das outras vezes, ao contrário do que todos diziam, Caroline se deu conta de que ele não era mau como todos achavam. Pelo menos, não com ela. – Você quer falar sobre isso?

Ela sacudiu a cabeça, negativamente. Ele encostou seu queixo contra o topo de cabelos loiros.

– Isso foi sobre noite passada? – perguntou, se sentindo culpado. – Eu nunca quis magoar você, Caroline... Se isso se aplica a noite passada, eu faço qualquer coisa para mudar isso... Eu...

– Não... – balbuciou ela, tentando ao máximo deixar a voz chorosa de lado, mas falhando miseravelmente. – Não é sobre você. É sobre...

Tyler – adivinhou ele. Ela assentiu. – Eu sinto muito...

As palavras não pareciam verdadeiras, mas bem... Era um começo. Ela sabia disso. Era mais do que poderia se esperar dele.

– Está tudo bem... – ela se afastou, levantando-se e esfregando as mãos no rosto, para em seguida, esfregá-las nos shorts de pijama. Ela forçou um sorriso, que pareceu mais digno de pena do que qualquer outra coisa. – Eu preciso de um banho. Depois disso, eu vou estar bem.

Klaus a observou caminhar até o banheiro e fechar a porta. Passando os dedos pelos cabelos, ele suspirou, sentindo-se frustrado, cansado e culpado. Chegando a conclusão de que aquela não era uma boa idéia. Mas noite passada tudo pareceu tão certo. Levantou-se, pegando-se parado de frente a porta do banheiro, com a mão estendida para tocar a maçaneta. Foi quando seu celular tocou.

Enfiou a mão no bolso e pegou o aparelho, notando então ser um de seus híbridos — dos poucos que lhe restaram. Se afastou, à caminho do seu escritório.

– Fale. – ele ordenou.

– Acabou. – disse o híbrido. – Encontramos a tumba dele. Está presa. Dificilmente iremos conseguir arrancá-la.

– E o que tem que ser feito? – perguntou Klaus, impaciente.

– Alimentá-lo. – disse o homem, curtamente.

– E o que está esperando? Alimente-o.

– Se o fizermos, ele irá acordar, senhor. – disse o híbrido, com a voz trêmula. Klaus suspirou.

– Você sabe quando parar. Então, pare. – esbravejou o Original. – Onde está a Bennett?

– Aqui, senhor. Ela o encontrou e...

– Ótimo. Me ligue mais tarde. – disse.

– Espere! – o híbrido disse, do outro lado da linha. – Há uma coisa...

– O que?

– Ela descobriu sua localização... – murmurou o homem.

– Quem?

Rebekah. – sussurrou o nome.

– E? Eu não tenho medo da minha irmã. Não há nada que ela possa fazer contra mim... – começou Klaus, impaciente.

– Eu sei, senhor... Mas ela disse algo. Alguma coisa sobre matar a garota que está com o senhor. E ela está realmente irritada. Ela atacou aos escavadores noite passada, os hipnotizou e os forçou a contar sua localização. E descobriu que está com a vampira.

Sem se permitir dizer qualquer coisa, desligou o aparelho. Antes que se desse conta, ele estava correndo até o quarto de Caroline. Milhares de pensamentos perturbados em sua mente, a idéia de que Rebekah machucar a loira parecia surreal e assustadora demais, porém, realista. Ele sabia que sua irmã mais nova poderia, sim, vir a matar Caroline, sem nenhum remorso. Klaus invadiu o quarto, à procura da loira. Olhou a porta do banheiro aberta, vazio. O quarto igualmente vazio. Sentiu uma pontada estranha e ruim no peito. Foi quando escutou alguma coisa, apenas um pequeno — imperceptível — som. Ele correu até lá, encontrando-a, no Closet. Enrolada em uma toalha branca, sua pele molhada, assim como os cabelos loiros. Estava tão aérea.

– Caroline? – chamou. Ela pulou de susto, pondo a mão sobre o peito. Tentando ao máximo suavizar a expressão no rosto, Klaus sorriu para ela, caminhando em sua direção. – Mudanças de planos. Nós vamos para outro lugar.

Ela piscou algumas vezes, ainda sem entender.

– O que... O que aconteceu? Para onde vamos?

– Paris – anunciou.